A Agente Gravidade

55 O Senhor é amor


Horas depois:

— A curetagem já foi feita! – informou o médico. – amanhã provavelmente ela vai ter alta.

— Ok, doutor, agradecemos por informar! – disse Steve secando suas lágrimas enquanto Thor, Tony e Natasha ainda choravam.

— Acho melhor irem para... A casa, no caso, a torre de vocês... Estão aqui há muito tempo, podem acabar pegando alguma doença!

— Ele tem razão... Obrigado, doutor! – Steve apertou a mão dele e o mesmo foi para a recepção pegar outras fichas. – Está tarde já, melhor irmos descansar, para amanhã recebermos Sophie com boa energia para confortá-la.

Todos concordaram e foram para a torre dos Vingadores. Tony e Thor dormiriam em seus antigos quartos.

No dia seguinte, o quarteto retornou ao hospital para buscarem a amiga, que já estava prestes a receber alta. O médico saiu com ela da sala em uma cadeira de rodas. Todos a abraçaram, ela começou a chorar. Tony não resistiu e chorou junto. Logo, de um a um, os Vingadores desmoronaram junto com ela.

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Passado um mês da perda do filho, Sophie ainda não havia superado. Entrou em uma depressão profunda e mal saía do quarto para comer. Ela terminou o relacionamento com Tony, pois dizia que queria ficar sozinha, ainda assim, aceitou que Natasha a levasse para morar novamente na torre dos Vingadores. Tony continuou em sua mansão, preferiu não voltar para a torre, pois ter que cruzar com ela nos corredores todos os dias e vê-la definhando ia fazê-lo definhar também. Thor havia pedido perdão à Sophie por tê-la banido de Asgard, ela o perdoou, pois dizia que não queria levar rancor para seu caixão. Ela realmente só pensava na morte. Ninguém conseguia sequer arrancar-lhe um sorriso, nem fazê-la falar mais que o básico, ou tirá-la daquele quarto.

Mas hoje, talvez fosse diferente. Daisy foi visitá-la, desde o chá de bebê da Lorena elas não se viam. Ela dizia que não estava preparada para ver sua amiga em estado deplorável. Só que Natasha, já desesperada de ver a situação da amiga, pediu ajuda de Daisy, que resolveu aceitar sem hesitar.

Bateu na porta e sem resposta entrou. Viu Sophie deitada, chorando e começou a conversar com ela:

— Oi amore, há quanto tempo não nos vemos não é mesmo? – ela somente olhou para Daisy. – Bem, eu vim aqui porque a Naty me disse que você está muito mal. Amiga, escuta o que vou te dizer: não sou religiosa, nem nada, mas acredito em Deus, o Senhor é amor. Você crê nisso?

— Creio. – respondeu curta e grossa.

— Pois então... Se o Senhor é amor, provavelmente Ele tirou a vida do seu filho em forma de livramento. Imagina, se seu filho herdasse as características ruins de Loki e nascesse fazendo mal aos outros? Imagina se ele nascesse e Loki resolvesse roubá-lo de você? Ou nascesse e Loki o matasse? Ou até o tal Dínamo Escarlate... Você é uma Vingadora, querendo ou não, as pessoas que você ama, correm perigo... Seu filho seria uma dessas pessoas... Você é jovem, tem só 22 anos, tem um futuro te aguardando lá na frente. Talvez, Deus tenha te tirado esse filho porque você não teria maturidade ou paciência de cuidar dele! Pensa nisso, tá? Se quiser conversar, me liga, estou sempre à disposição! – concluiu Johnson dando-lhe um beijo na testa e saindo de seu quarto.

Sophie ficou olhando para o teto, digerindo as palavras de Daisy. Lembrou-se de cada palavra sua e sentiu seu coração confortado. Então, naquele momento, ela orou e pediu a Deus para tirar essa angústia da vida dela. Ela nunca foi religiosa, mas sempre soube da existência Dele, assim, ela resolveu falar com Ele.

Não havia passado muito tempo que Daisy saiu do quarto de Sophie, então ela resolveu sair de lá. Sentia-se confortada, renovada.

Os Vingadores surpresos a encararam, esperando que ela falasse alguma coisa.

— Olá a todos... Eu queria dizer que tomei uma decisão, quero voltar a ser uma Vingadora! A partir deste momento, quero um novo rumo para minha vida. O que passou, ficará no passado e agora é bola pra frente!

— Sentimos muito sua falta, minha querida! – disse Steve sorridente e abraçando-a. – Qual é galera? Abraço coletivo! – todos sorriram e correram para abraçá-la.

Finalmente Sophie sentiu vontade de sorrir, ela ergueu a cabeça e estava pronta para voltar à sua vida normal com as pessoas que ama.

Depois de se soltarem do abraço coletivo, Agente Gravidade gritou:

— VINGADORES, AVANTE! – todos a aplaudiram, gritaram, assoviaram. Até que foram surpreendidos por Tony e Thor que vinham da mansão Stark, visitá-la.

Estranharam por vê-la de pé e sorrindo.

— Que ânimo é esse, Sophie? – perguntou Tony.

— Eu sou uma Vingadora novamente! – afirmou convicta.

— É bom te ver assim de novo! – disse Thor sorridente, dando-lhe um abraço.

— E vocês, quando vão voltar para a equipe? – ela perguntou para os dois que se espantaram com a pergunta.

— Eu achei que você não quisesse mais ficar perto de mim... – disse Tony fazendo cara de cachorrinho molhado.

— Deixa de ser bobo... Quero vocês todos perto de mim, para sempre!

— Owwwwwwn gente, que fofa! – disse Natasha apertando as bochechas da amiga. — ABRAÇO COLETIVO DE NOVO! – gritou divertida.

Novamente todos se abraçaram.

— Acho que isso é motivo de comemoração... – Disse Tony.

— Já sei... Festa, né? – perguntou Rhodes.

— Claro! O retorno da nossa querida Jedi não pode ser de qualquer jeito... – Afirmou Stark animado.

— Jedi? Então vou ganhar um sabre de luz? – ela respondeu brincando.

— EU ENTENDI A PORRA DESSA REFERÊNCIA AÍ HEIN! – gritou Rogers, fazendo com que todos estatelassem os olhos, surpresos por ele falar palavrão.

— Miga, sua louca, depois você vai me contar sobre esse remédio que a Tremor te deu... – disse Natasha brincando com Sophie.

— Esse remédio se chama Deus! Experimente um dia conversar com Ele e entregar seus problemas nas mãos Dele, que você verá o quão Ele é bom!

Impressionados com suas palavras, decidiram dar as mãos e orar agradecendo a Deus por mais um dia de vida e pedir que Ele abençoasse a equipe.