A Agente Gravidade

13 Ela faz meu coração palpitar


P.O.V. ’s Thor:

Acordei cedo hoje. Irei treinar a nova vingadora. Senhorita Triz, de alguma forma chama muito minha atenção. Não sei o que é, todavia sei que ela tem algo especial. Levantei-me para trocar-me e tomar banho. Feito isto fui até o quarto dela. Bati à porta e ninguém me atendeu. Portanto, verifiquei que a fechadura estava aberta e optei em entrar. A garota dormia profundamente, como um bebê dorme no ventre da mãe. Resolvi acordá-la para que não nos atrasássemos. No entanto, como faria isso sem incomodá-la? Sentei na ponta da cama e passei as mãos nos cabelos dela devagar. Percebi o quanto seus fios castanhos eram finos e bem cuidados. Percebi que ela se mexera, mas não acordara. Então passei a mão no rosto dela e comecei a chamá-la:

— Senhorita Triz... Senhorita Triz... Nós temos que treinar e combinamos de tomar café juntos antes... Por um acaso esqueceste-se disto?

— Ai Thor, desculpa... Estou com tanta preguiça... – ela respondeu com a voz baixa e cansada

— Senhorita Triz, se não te levantares agora, atrasar-nos-emos para o nosso treinamento, por obséquio, levanta-te!

— Huuuuuum... – gemeu a garota espreguiçando-se – Tá bom deixa só eu me levantar, tomar banho e me trocar?

Eu assenti e retirei-me do quarto.

Cerca de uma hora depois ela desceu, estava usando uma blusa comprida vermelha e uma calça apertada de mesma cor. Esta cor ficava muito bonita nela. Combinava com sua pele alva e seus olhos azuis.

— Oi Thor, me desculpa a demora. Ainda bem que você me acordou antes, se não iríamos nos atrasar – disse sorrindo.

— Bem, vamos tomar café! De lá, iremos direto para a sala de treinamento, onde o Gavião Arqueiro e o Senhor Stark estarão nos esperando. – eu disse e ela assentiu.

Tomamos café e conversamos bastante. Contamos algumas aventuras vividas na época de nossa infância. Quase nem vimos à hora passar e por pouco não nos atrasamos. Chegamos à sala de treinamento e Clint com Stark já nos esperavam.

— Até que enfim hein loirinho! – disse Stark me fazendo revirar os olhos. Quem ele pensava ser para me chamar de loirinho?

— Tony, seu tornozelo já melhorou? – perguntou Triz confusa ao vê-lo de pé.

— Bem, digamos que vaso ruim não quebra! E com a ajudinha de um asgardiano, fica mais difícil ser quebrado... – Falou Stark dando uma piscadela para mim.

— Aaaaah, já sei. Foi o chá milagroso de Asgard, né? – Indagou Triz para mim e eu afirmei com a cabeça

— Bom, chega de papo furado e vamos começar o treino? – Falou Gavião Arqueiro ansioso.

— O periquito tem razão! Anda pirralha, venha cá, hoje ele irá te ensinar a atirar com arco e flecha para você treinar sua mira. É necessário ter uma boa mira para acertar os vilões e não seus colegas de equipe ou civis. – instruiu Tony para a garota que estava com olhos arregalados, parecia estar nervosa com o treinamento. – E o Thor, vai ser sua mira... Não se preocupe, ele é o deus do trovão... Ele vai conseguir cortar todas suas flechas com um raio. Ou só com a marreta biônica dele – disse Stark sendo sarcástico.

Todos nos posicionamos e Gavião Arqueiro ficou atrás de Triz que estava trêmula, temendo que errasse o alvo.

P.O.V.’s Sophie:

Clint ficou atrás de mim para me ensinar a mirar corretamente. Mas eu estava com medo. Estava tremendo. Não tinha medo de errar o alvo, mas sim de acertá-lo, afinal, o alvo era o Thor! E se eu o matasse? Ah, é, esqueci de um detalhe. Ele é imortal. Ou talvez, ele só possa ser morto por uma divindade muito poderosa. Enfim, era meu desafio de hoje e eu tinha que fazer bonito se eu queria realmente ser uma vingadora.

— Vai lá Katniss Everdeen! – gritou Tony brincando comigo.

Eu atirei a flecha que foi diretamente na direção de Thor. E que surpreendeu a todos com seu golpe certeiro dado com seu martelo, fazendo com que a flecha quebrasse no meio.

Treinamos até três da tarde. Foi um dos melhores dias de treinamento. Naquele dia não usei meus poderes, mas aprendi muito bem como usá-los corretamente contra o inimigo. E a hora voou sem que percebêssemos.

— O que acham de comermos no restaurante da esquina? É por minha conta – disse Tony com certa soberba

— Opa, se é por sua conta então nós vamos! – disse Gavião Arqueiro animado

Chegando ao restaurante pedi um prato bem brasileiro. Arroz, feijão, bife e fritas. A comida estava uma delícia.

Voltamos para a torre e só nós estávamos lá. Os outros Vingadores haviam saído em missão. Gavião Arqueiro disse que ia se deitar, pois havia acordado cedo. Subiu as escadas e entrou no quarto.

— E aí, gostou do treinamento hoje gatinha? – perguntou Tony – Sei que hoje as Migas, suas loucas, a Daisy e a Naty não estavam lá, mas foi legal, vai, confessa!

— Gostei muito Tony. Hoje foi extremamente produtivo. Aprendi a usar meus poderes sem usá-los e foi demais! – eu disse super animada

— Que bom que gostou! Bem, vou ter que deixá-los sem a minha ilustre presença, pois tenho de ir à Stark Enterprises hoje para resolver uns negócios. Mais tarde eu vejo vocês. – Tony beijou minha testa e se retirou.

Thor e eu ficamos sozinhos na sala. Então resolvi conversar com ele:

— Thor – ele olhou apressadamente para mim – você tem namorada?

— Eu? Bem... É... – ele gaguejou, e já sabe né... Gaguejou fodeu! – Eu já tive... Duas!

— Ah é, mas por que terminou?

— Olha, é um pouco complicado... – quando ele disse isso meu coração disparou. Se é complicado, então, senta que lá vem história! – eu tive uma namorada, chamada Lady Sif. Ela é de Asgard. Muito bonita por sinal. Começamos quando eu estava na minha adolescência ainda. Mas por eu ser o futuro Rei de Asgard, as garotas de lá sempre ficavam se engraçando comigo. E eu gostava disso, então eu deixava que elas continuassem. Ela como era ciumenta, não gostava nenhum pouco disso, então vivíamos brigando. Quando eu já estava adulto, nós ainda namorávamos aos trancos e barrancos, teve uma vez que Lorelei, a deus da sedução me pegou. E eu seduzido por ela, a beijei na frente de Lady Sif, que mesmo sabendo do que aquela víbora era capaz, não me perdoou e terminamos de uma vez por todas. Eu me entristeci muito. Depois, fui banido por meu pai para Midgard, porque não era humilde. Tu já deves conhecer esta história, né?

— Sim, todos sabemos do seu banimento e o que o motivou.

— Pois bem, chegando aqui, eu conheci uma astrofísica chamada Jane Foster. Ela me acolheu em sua casa e cuidou de mim, enquanto eu tentava voltar a ser o deus do trovão. Eu amava aquela mulher de verdade! Mas eu não podia levá-la à Asgard porque meu pai não aceitaria que eu me relacionasse com uma mortal. Portanto, depois do ataque ocorrido em Nova York, causado por meu irmão, Loki, eu sequer passei para falar com ela. Porém, todos os dias eu me lembrava dela. E pedia para que Heimdall me mostrasse como ela estava. Até que eu não me aguentei e tive de voltar à Midgard para vê-la. Ela havia sido contaminada pelo éter e tive de levá-la à Asgard para que fosse curada. Meu pai, Odin, enfureceu-se comigo e disse que lá não era lugar para uma mortal. Assim que a batalha com Malekith acabou, eu vim vê-la apenas mais uma vez e nos amamos como se nunca mais fossemos nos ver. E bem, foi basicamente o que aconteceu. Depois disso, ela disse que era para eu sumir da vida dela de uma vez por todas. Porque eu teria de escolher, Asgard ou ela. E isso eu não podia fazer! Meu pai não permitiria que eu a levasse para lá. E eu não podia viver aqui, sabendo que tinha de cuidar de minha terra. Então, eu fiz o que ela me pediu. Sumi da vida dela! Às vezes, ainda pedia a Heimdall que me mostrasse sobre ela. Então descobri que ela havia arranjado um novo namorado. O nome dele é Keith Kincaid. Parece que ele também é um astrofísico renomado e os dois estão realmente apaixonados. Então, quem seria eu para impedi-la de seguir sua vida? Jane casou-se com ele e depois disso eu não quis me apaixonar por mais ninguém!

— Poxa Thor, que pena, eu não sabia. Eu sinto muito por fazê-lo tocar neste assunto. – percebi que ele havia se entristecido muito de relembrar de suas antigas amadas. Então resolvi consolá-lo contando de maneira engraçada sobre meus ex namorados.

P.O.V. ’s Thor:

Eu me divertira muito como Triz conseguira fazer graça com suas próprias infelicidades. Ela satirizou os próprios ex namorados e a ela mesma. Eu não sei o que ela tem, no entanto, ela é especial. Ela me faz sorrir. Fez-me sorrir até no momento em que eu havia me entristecido de lembrar-me de Sif e Jane. Esta garota tem um dom maior além de levitar objetos. Ela faz meu coração palpitar mais forte e quase saltar pela boca.