A Agente Gravidade

9 E você, me daria uma chance?


P.O.V.’s Sophie:

Estou me sentindo lisonjeada com os elogios tecidos por Tony para mim. Ele entregou um relatório sobre meu treinamento para o Coulson que disse que precisa falar com ele em particular, para que leiam juntos sobre minhas habilidades.

Então pediram que Daisy e eu nos retirássemos da sala e fomos nos sentar em uns sofás que tinham numa espécie de “área de descanso”.

— Então, garota, me conta, o que está achando dos Estados Unidos? – perguntou a agente muito animada.

— Eu estou gostando até. Bem, tirando o fato de que meu chefe me assediava no meu emprego. – disse com um pouco de magoa na voz.

Daisy pediu para que eu lhe contasse tudo nos mínimos detalhes. Desde o momento que decidi sair do Brasil, até o momento em que fui resgatada por Thor e Hulk no elevador. Também pediu que eu contasse para ela um pouco sobre o Brasil. Ela disse que sempre teve muito interesse em conhecer lá, mas nunca teve a oportunidade.

Conversamos por horas a fio. E rimos. E nos divertimos muito. Daisy é uma excelente pessoa. Sinto que já encontrei uma melhor amiga na SHIELD. Só fomos interrompidas porque Tony disse que era hora de ir embora. Eu fiz igual criança quando está na casa do amiguinho e não quer ir, pedindo para ficarmos mais um pouco. Entretanto, ele disse que Coulson e Daisy tinham uma missão para planejarem e nós iríamos atrapalhar. Com muita tristeza tive de me despedir da minha nova amiga, que me consolou dizendo que nos veríamos muitas vezes mais. Afinal, depois que eu terminasse meu treinamento com os Vingadores teria de passar a treinar com a SHIELD. E eu voltei a ficar contente de novo.

Entramos no jatinho e Tony começou a me falar que Coulson e ele teceram mais elogios a mim na reunião. E estavam dispostos a me treinar para que me torne uma grande agente, ou quem sabe até mesmo uma vingadora. Fiquei muito animada com o que ele disse.

Antes que chegássemos à torre, Tony perguntou se eu queria comer alguma coisa. Parece que adivinhou, eu estava faminta! Então paramos para comer num Burguer King.

Já sentados na mesa, Tony resolveu me pegou de surpresa com uma pergunta:

— Garota, sei que você é nova demais para isso e tal, mas... você tem namorado, noivo, marido, peguete?

Eu surpresa, quase cuspi o lanche para fora e sem graça eu respondi:

— Não, eu nem sei o que é isso desde meus 19 anos...

— Dezenove? Mas por quê?

— É uma história complicada...

— Desilusão amorosa?

— Bem, quase isso...

Tive que contar para ele a história da minha traição que sofri dos meus dois ex. E me segurei para não chorar. Não queria parecer a menininha que chora por um coração partido na frente dele.

Então ele disse que entendia minha situação. Contou-me sobre Pepper, sua ex namorada, secretária, babá e administradora da Stark Enterprises. Disse que ela não aguentou a pressão de viver com um bêbado, mimado, playboy e garanhão como ele. Sentia na sua voz um arrependimento, que eu acabei questionando-o sobre isso:

— Você se arrepende de tê-la traído?

— Hoje em dia, sim. Até hoje não entendo como fui capaz de trocar a única mulher que me aturou por mais tempo num relacionamento por meia dúzia de vadias! Esse negócio de ficar na bebedeira também, foi o que ajudou que eu caísse nos braços da mulherada!

— E por que não volta para ela, pede perdão e diz que tudo foi um erro?

— Pepper jamais entenderia... E se fosse o contrário, eu também não! Diga-me, se seu ex, te dissesse que te traiu porque ficava na bebedeira e se desculpasse com a maior cara lavada, você o perdoaria?

— Claro que não! Se traiu foi porque quis! Não adianta colocar a culpa na bebida!

— Então... Pepper e a maioria das mulheres pensam assim. E não estão erradas... – senti uma mágoa em sua voz – ela também está casada com meu ex motorista agora, o Happy. Eles se merecem. Ele sim, é um cara de respeito para ela!

— Poxa Tony, eu sinto muito. Mas, quem sabe logo mais você encontre um novo amor...

— É, quem sabe – ele deu um sorriso triste e ficou me encarando de uma forma muito estranha. E tudo ficou mais estranho ainda quando ele me perguntou – E você, me daria uma chance?

— Como assim Tony? Não estou entendendo...

— Você, agora sabendo que estou mudado, e disposto a viver um novo relacionamento, me daria uma chance?

— Bem, — eu medi as palavras com cautela – se você mostrar com atitudes que está realmente mudado, e não for da boca pra fora, claro que te daria uma chance!

Ele sorriu. Não entendi se ele estava brincando, ou sorrindo porque eu havia lhe dado esperanças que um dia se relacionaria com alguém.

Então, como já havíamos terminado de comer, levantamos da mesa e estávamos saindo, caminhando em direção ao jatinho, quando eu tropecei e quase caí. Sorte que o Tony me segurou, se não teria sido um tombo feio, engraçado e doloroso. Só que de um momento engraçado, as coisas ficaram intensas. Quando Tony ao me segurar ficou me olhando profundamente nos olhos. Parecia estar encantado com alguma coisa...