A Agente Gravidade
70 Digna

P.O.V.’s Sophie:
Faziam duas semanas que eu havia chegado à SHIELD. Eu ainda não havia participado de nenhuma missão com os Guerreiros Secretos, pois Daisy queria ter certeza de que eu havia me recuperado completamente dos traumas anteriores. Eu ainda não havia superado a morte de Thor e de nenhum dos nossos amigos. Eu simplesmente estava aprendendo a viver sem a presença deles, me conformando que nunca mais os veria.
No dia seguinte do meu registro eu já comecei a treinar o Bucky que apesar de nos termos odiado no começo, aprendemos a nos dar bem e nos tornamos até amigos.
— EI, GRAVIDADE, DUVIDO VOCÊ ME BATER! – ele gritou para mim durante o treino me desafiando.
— Não vou te bater... – levitei-o no ar e o joguei no chão acolchoado. – Só vou te levitar no ar...
Ele levantou rindo e ia me atacar quando Clint avisou:
— Já está bom por hoje o treinamento meninos!
— Puxa Legolas, agora que o Soldadinho ia tomar um pau meu? – falei fazendo beicinho.
Bucky me agarrou por trás e começou a me encher de cócegas na barriga. Eu caí no chão, chorando de tanta risada. Tentava me separar dele, mas não consegui, ele era mais forte.
— Ei, vocês estão aqui para treinar ou para brincar? – Stark adentrou àquela sala sério, fazendo com que eu levantasse imediatamente do chão e consertasse minha postura.
— Acontece que o treinamento já acabou, diretor! – informou a ele Bucky.
— Não interessa! Aqui não é lugar de brincadeiras! – disse ríspido. – Bem, depois conversamos sobre a postura de vocês... Agente Gravidade, quero falar com você sobre algo que te diz respeito... – depois do fora que dei nele, ele nunca mais me tratou pelo nome. Disse que devia manter uma postura profissional no nosso ambiente de trabalho.
— O que seria? – perguntei cruzando os braços, curiosa.
— É particular. Venha comigo e te mostro... Agente Barton, – chamou e Clint o olhou atento. – Depois quero os relatórios de como está o treinamento do agente Barnes. – ele assentiu.
Saímos em silêncio da sala de treinamento. Depois da rispidez que Tony respondeu ao Bucky, eu preferia não perguntar nada a ele, apenas esperaria que ele me dissesse.
— Entre naquele quinjet! – apontou para uma nave logo de frente a nós e eu obedeci.
Esperei que ele passasse as instruções ao piloto e logo se sentou ao meu lado.
— Posso saber para onde vamos pelo menos? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
— Austrália! – respondeu-me seco.
Decidi manter o silêncio até chegarmos ao destino da nossa viagem. O quinjet pousou e ao tirar meu cinto, Stark resolveu cortar o silêncio:
— Sabe, encontramos um objeto que provavelmente te interessa... Trouxe você comigo, para verificar se ele é real...
Eu fiquei confusa. Mas ele não me deu mais nenhuma informação. Apenas saiu da nave e pediu que eu o acompanhasse.
Caminhamos por uma parte do deserto, onde várias pessoas fotografavam o tal objeto. Stark levou alguns agentes da SHIELD para afastarem estas pessoas. Quando me aproximei do objeto, quase não acreditei:
— MJOLNIR! – falei alto.
— É o verdadeiro martelo do Thor? – perguntou-me Stark
Abaixei-me um pouco e li em voz alta a escrita:
— “Aquele que for digno de levantar este martelo, possuirá os poderes de Thor!” Sim, é o original!
— Faça as honras! – disse-me Stark apontando para o martelo.
— Você quer que eu...
— Isso, levante o martelo! – Interrompeu-me.
— Mas eu não sou digna...
— Nunca saberá se não tentar! – disse-me dando de ombros.
Abaixei-me e envolvendo minha mão direita dentro do laço do martelo, segurei no cabo e como se fosse uma folha de papel o ergui.
Logo, meus cabelos castanhos escuros passaram para um louro platinado. Meu uniforme da SHIELD foi coberto por uma armadura asgardiana, semelhante a que eu havia usado no Ragnarok. Também ganhei uma capa vermelha e um elmo que envolvia parte do meu rosto, deixando meus olhos descobertos.
Os curiosos que ainda não haviam sido dispersos pelos agentes da SHIELD, começaram a me ovacionar, tirar fotos, assoviar, gritar.
— THOR ESTÁ DE VOLTA! – comemorou um cidadão.
— Meus parabéns Sophie... Parece que você é a nova Thor! – disse Stark batendo em meu ombro enquanto eu ainda tentava fazer minha ficha cair.
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Dois meses depois:
Já faziam dois meses em que eu havia assumido a identidade de Thor e herdado seus poderes somados aos que eu já possuía. Pois é, pensem que coisa louca, passei a controlar tempestades, trovões e a gravidade. Além da super força de Thor que eu havia herdado. Eu passei a entender que ele nunca morreria, sua imagem apenas ficaria guardada em nossos corações e eu poderia continuar a missão que ele sempre teve de salvar Midgard.
Há um mês, Daisy percebeu que eu estava pronta para encarar missões com os Guerreiros Secretos, então me juntei a ela na busca por outros inumanos. Até o momento, só havíamos encontrado Gutierrez e Lincoln. Um tinha os poderes de dissolver quaisquer tipos de metais enquanto o outro controlava a eletricidade. Imaginem só, a garota que causa relâmpagos com seu martelo trabalhando na mesma equipe que outro que controla a eletricidade. Era muito difícil que a HYDRA nos atacasse.
Ah é, esqueci de contar, o agente Ward ainda tentava me capturar. Na verdade, ele tentava capturar todos os inumanos que pudessem ser usados como armas pela HYDRA. E muitas das nossas missões era lutar contra os agentes desses malditos. A verdade mesmo era que eu queria pegar o Ossos Cruzados ou o Zemo, que desde a morte do Capitão América, simplesmente sumiram! Todos os Vingadores estavam atrás deles e nada de achá-los.
Bucky estava evoluindo muito bem como Capitão América. Em minha opinião, ele nem precisava mais de treinamento, mas Stark pediu que eu continuasse a treiná-lo por pelo menos mais um mês. Então, lá vou eu para a sala de treinamento:
— E aí Thora, já chegou? – perguntou causando comigo como sempre.
— Você não tem mesmo medo da deusa do trovão? – perguntei irônica.
— Claro que não! Ainda mais que sei que a deusa do trovão tem... – Correu e me agarrou fazendo cócegas na barriga. – CÓCEGAS!
— Para Bucky! – falei rindo alto.
Nós sempre nos divertíamos muito nos nossos treinamentos. Bucky havia se tornado especial de um jeito inimaginável na minha vida.
Ele me soltou e estendeu o braço metálico para que eu levantasse.
— Você só abusa porque estou sem o Mjolnir... – falei dando um tapa de leve no peito dele.
— Cadê o Clint? – perguntou-me olhando em volta.
— Ele está em missão com os Vingadores hoje, não poderá vir! Portanto, eu farei os relatórios após lutar com você... E já tenho a primeira crítica negativa “o agente James Barnes usou um golpe baixo fazendo cócegas em mim” – rimos.
De repente, percebi que ele me encarava sem parar. Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa ele me surpreendeu dizendo:
— Sabia que você ficou muito bonita loira?
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