A Agente Gravidade
15 Demolidaisy
P.O.V.’s Tony Stark:
Seja lá o que for que aquele loirinho está tentando fazer, mas ele está conseguindo atrair a atenção da Triz. E eu não estou gostando nada disso. Na verdade, eu não sei se gosto dela, ou se só sinto uma atração muito forte. Sei lá, mas essa garota me atrai, e vê-la se engraçando com Thor está me deixando... Enciumado! Porra! Até hoje só senti ciúmes de Pepper que foi a mulher que mais gostei... Ou seja, isso não é um bom sinal!
P.O.V. ’s Thor:
Triz aparentemente agradou-se com a escolha da música. Ou talvez ela percebera que eu a escolhi para cantar este refrão de propósito? Se ela percebeu eu não sei, mas se há algo que me preocupa, é do porque esta música faz tanto sentido no que eu queria dizê-la. Eu não posso me apaixonar por uma mortal novamente. Na verdade, eu nem queria mais saber de mulheres. E estou andando no sentido contrario disto. Ó Pai Odin, espero que o senhor me ajude a livrar-me deste sentimento!
P.O.V.’s Sophie:
Thor escolheu uma música que eu particularmente sou apaixonada! Mas eu queria entender, por que ele parecia saborear cada palavra, cada verso, sendo que ele mesmo disse que não pode se envolver com uma mortal? Ah, dane-se! Quer saber de uma coisa? Pode ter sido só coincidência... melhor aproveitar a festa, assim como aparentemente a Daisy está fazendo...
Desci do palco e fiquei observando como Daisy e Matt combinavam perfeitamente. Eles conversavam bem de pertinho e Naty só para causar com eles, pediu para que a deixassem cantar a música do Ed Sheeran Thinking Out Loud e disse que estava dedicando para o mais novo casal Demolidaisy. Eu estava me divertindo com a cara de envergonhados dos dois, observando tudo no outro canto da casa, quietinha. Até que Tony veio me agarrando por trás.
— O que você acha de dançarmos essa música? – Ele falou ao meu ouvido
— Ai Tony, que susto! – falei me virando e dando um tapa no ombro dele.
— Desculpe, só achei que você gostasse de ser surpreendida – ele falou já agarrando minha cintura e colando o rosto com o meu, fazendo-nos dançar ao ritmo de Natasha cantando afinadamente.
Eu não conseguia resistir ao charme daquele homem. Tudo o que consegui fazer é me deixar seu embalada pela dança e pelo ritmo da canção, que ao acabar, fez com que o casal Demolidaisy fosse oficializado com um beijo de cinema:
— Olha lá, a miga sua louca com o cegueta! — apontou Tony para que eu olhasse apressadamente. Fiquei boquiaberta, eles se combinavam demais!
O beijo fez com que todos batessem palmas, pulassem, gritassem de alegria para o casal que ficou mais envergonhado ainda.
— Agora pode ser a nossa vez, o que acha gata? – perguntou Tony se insinuando para mim. Eu fiquei sem ação e sem resposta, enquanto ele foi aproximando os lábios dos meus. Porém, fomos interrompidos por Deadpool com sua zoeira de sempre:
— EITAAAAA, VOCÊS VIRAM ISSO GENTE? QUE DELÍCIA DE BEIJO CARA!!! – Ele gritou aplaudindo e me fazendo rir, enquanto Tony estava bravo por ele ter interrompido seus planos.
— Olha Pool, você veio aqui só para falar isso? Então, cai fora, cara! – disse Tony com raiva
— Não, na verdade eu vim aqui para conhecer a nossa mais nova e mais gostosa Vingadora, é um prazer Sophie! – disse ele fazendo sinal de condolências, como se cumprimentasse a rainha da Inglaterra
— Ai, só você mesmo né, Pool... – Eu ri
— Será que eu posso te dar um beijo?
— Bom, se for no rosto, sim!
— Que porra é essa? Acha que sou o que? Seu BFF? Não, gata! Quero começar beijando sua boca, até te levar pra minha cama! – disse de maneira engraçada, porém séria
— Eu não sou esse tipo de garota fácil desse jeito Pool...
— Ah é? Então, me mostre do que é capaz – ele mal terminou de falar e já foi tirando a boca para fora da máscara no intuito de me beijar. Eu num momento quase instintivo virei o rosto e ao esticar minha mão direita o fiz voar pelos ares e ser jogado contra a parede.
— Oh, meu Deus! Desculpe-me Deadpool, não foi minha intenção... — corri para ajudá-lo enquanto uma rodinha se formava em volta dele, que estava caído.
Sentando-se no chão ainda meio baqueado disse:
— É isso aí garota! É disso que estou falando! Me joga na parede e me chama de lagartixa! – levantou-se vindo me abraçar.
— Ai, você me assustou Pool!
— Desculpe, mas... UAU, você é muito poderosa! Gostei de você! – disse ele passando as mãos enluvadas nos meus cabelos.
— É Pool, agora que você já sabe do que ela capaz, por que não a deixa em paz? – Tony continuava bravo com ele.
— Deixá-la em paz? Ela tem que aprender que ser super-herói é não ter paz... Eu mesmo não sou um e não tenho paz! – disse de forma debochada me fazendo rir – Aliás, tenho dó do cara que tentar te comer na festa de formatura! – quando ele disse isso, Tony e eu nos entreolhamos. Bem, não era na festa de formatura, mas sim na festa de boas vindas que já tinha rolado algo entre nós.
Deadpool e eu ficamos conversando um pouco e Tony ficou conosco só prestando atenção no assunto sem dar um palpite sequer, quando Daisy e Matt, vieram se despedir de nós.
— Bem, nós já vamos embora... – disse Matt.
— Huuuuuum, e por um acaso daqui vão para onde? Hein? Hein? Hein? – Disse Deadpool apoiando os braços no ombro dos dois.
— Bom, vamos para um lugar mais “privado” – disse Daisy fazendo aspas com as mãos.
— Então, tchau, miga sua louca! Vê se usa camisinha... – eu falei abraçando-a – E você, vê se cuida bem da minha amiga hein! – eu cutuquei de leve Matt que sorriu e assentiu.
Deadpool resolveu segui-los até a porta. E Tony ainda estava com cara de emburrado olhando o casal que já cruzava a porta. Eu rodei meu olhar pelo salão a procura de Thor, que desde o final do nosso dueto desaparecera. Meus olhos cruzaram com os de Natasha que fez um sinal de “estou de olho em você” para mim e eu retribui. Afinal, ela estava com seus três possíveis crush: Bruce, Clint e Steve.
— Ei, garota, onde foi que nós paramos mesmo? – disse Tony me puxando e levando meu rosto para perto do dele.
— Tony, o que você está fazendo? – eu franzi o cenho, confusa. Afinal, ele havia dito que eu era um erro. Assim como eu também disse para ele.
— Estou fazendo o que estou louco para fazer...
Tony levou-me a um canto da casa que era bem escuro. Ali ninguém nos veria.
E mais uma vez ele me beijou de forma quente, selvagem e já que era quase impossível nos verem, resolvemos avançar o sinal.
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