A Agente Gravidade

22 Ataque ao Brasil


Duas semanas depois:

P.O.V. ‘s Thor:

Já se passaram duas semanas que estou aqui em Asgard. Não consigo esquecer-me do sorriso, do jeito, do bom humor e da voz de Sophie. Sempre peço à Heimdall para mostrar-me como ela está e a resposta é sempre a mesma. Diz que ela sente falta de mim, mas ainda não está disposta a perdoar-me. Ora essa? Perdoar-me pelo que? Eu não fiz nada, quem fez foi aquela agente dissimulada! Eu gostaria de voltar para Midgard e explicar isso à ela, todavia ela estava magoada demais para entender. Agora, não quero eu viver fadado a ficar aqui para sempre olhando para o nada e perguntando à Heimdall sobre a mulher que estou apaixonado. Não desta vez! No entanto, agora não é o momento certo. Bem, hoje não perguntei à Heimdall sobre Sophie, portanto, acho que já está na hora:

— Heimdall!

— Sim, ó meu senhor, príncipe de Asgard.

— Por obséquio, tens alguma notícia da garota? – eu perguntei esperando a mesma resposta de sempre.

— Bem, meu senhor, ela continua rancorosa com o senhor, sente sua falta...

— Ou seja, o de sempre? – perguntei

— Na verdade, desta vez, há um homem conseguindo fazê-la superar a dor que ela sente ao lembrar do teu nome.

— Como assim Heimdall? Que homem é este?

— Este homem é Anthony Stark, também conhecido como Homem de Ferro.

— MALDITO SEJA! – gritei irado e quando virei para trás apareceu Loki, meu irmão adotivo.

— O que foi irmãozinho? Não me diga que está de novo envolvido com uma midgardiana?

— Ó meu caro irmão, tu sabes que nosso pai nem sequer pode imaginar isto...

— Eu sei, por isso é melhor que você a esqueça! – afirmou Loki sorrindo

— Isto não é fácil Loki. Além do mais, ela não é uma mortal como qualquer outra... Ela é especial...

— Então, vai querer escolher entre Asgard e uma humana de novo?

— Não quero ter que passar por isso de novo...

— Então Thor, é melhor que você fique aqui e tente esquecê-la.

Eu assenti e me retirei dali.

P. O. V. ‘s Sophie:

Tony e eu estávamos muito cansados, havíamos treinado juntos na tarde de hoje. Foi a primeira vez em que o vi usando a armadura do Homem de Ferro na minha frente e fiquei encantada! Além de ser muito bonita, era extremamente forte e aprendi a usar meus poderes em caso do inimigo ser blindado.

Apesar da fadiga, precisaríamos comer alguma coisa. Como estávamos sozinhos na torre, pois os outros estavam em missão, tivemos de cozinhar. Fizemos o jantar juntos. Comemos e na hora de lavar a louça parecíamos duas crianças brincando com água. Ensopamos a cozinha toda e também tivemos que nos unir para limparmos. Depois de fazermos guerra com rodo e pano, deixamos o lugar brilhando e fomos assistir ao show do Iron Maiden que estava sendo transmitido pela TV. Tony envolveu o braço direito no meu pescoço e me colocou deitada sobre o peito dele. Nos últimos dias eu me divertia tanto que às vezes nem me lembrava do que havia acontecido há duas semanas. Com ele eu me sentia confortável, em casa. Me sentia tão a vontade que acabei deitando no colo dele e peguei no sono.

Não parecia fazer muito tempo que eu havia dormido, quando acordei, estava com as mãos e pés amarrados numa cadeira em um lugar escuro. Tony estava ao meu lado da mesma forma, só que com um saco preto cobrindo sua cabeça. Ele respirava ofegante.

De repente, um homem usando uma capa verde, com olhos de cor semelhante e penetrantes, cabelos negros como a noite, apareceu:

— Olá Sophie Triz!

— Quem é você e como você sabe meu nome?

— A pergunta é: quem é você? E o que você tem de tão especial?

— Você mesmo acabou de me chamar pelo nome e não sabe quem sou eu? – respondi sarcástica.

Ele deu uma risada maléfica:

— Eu gostei de você!

— que bom, agora pode me soltar? – eu continuava praticando o sarcasmo.

— Bom você precisa primeiro aprender com quem está lidando. – ele disse passando a mão em meu rosto delicadamente.

Ele caminhou até Tony e tirou o saco preto de sua cabeça, fazendo-o respirar aliviado e exclamar:

— NÃO ACREDITO! VOCÊ DE NOVO!?

— Vocês já se conhecem? – eu fiquei confusa.

— Se lembra da destruição causada em Nova York por uma invasão alienígena que fundou os Vingadores? – o homem me perguntou e eu assenti – Pois então, fui eu que causei! – riu de forma maléfica.

— Loki, você não aprende mesmo... Já apanhou uma vez de nós, ta querendo apanhar de novo? – disse Stark sarcástico.

— Eu apanhei de vocês? Na verdade, eu só fui derrotado porque vocês trouxeram aquele monstro gigante verde! Mas agora, vocês estão sozinhos, ou seja, nunca conseguirão me derrotar!

— Olha, cara, você ta falando do Hulk quando se refere ao monstro verde e gigante? – perguntei

— Mas é claro né Sophie... Quem é o outro monstro verde e gigante que você conhece? – me perguntou Tony.

— CALADOS! A PARTIR DESTE MOMENTO, VOCÊS SÓ FALAM QUANDO EU MANDAR! – Loki gritou autoritário. – Inclusive, querida Sophie, neste momento, eu enviei cinco gigantes de gelo para sua terra Natal. Vou ligar a TV para você ver...

A TV mostrava pessoas correndo em pânico, prédios destruídos, pessoas por pouco sendo esmagadas... O Brasil já andava um caos por causa de seus políticos, com uma invasão alienígena então... Eu só posso dizer que fiquei arrasada. Comecei a chorar vendo a devastação que estava acontecendo em meu país. As coisas não andavam bem lá, ainda com um ataque desses, só ia fazer meu povo sofrer mais ainda.

— Está gostando do que está vendo queridinha? – ele me olhou de uma forma como se seus olhos penetrassem minha alma, eu fiquei sem ação. – E isso ainda não é tudo! Para termos um “grand finale”, eu vou matar você na frente do seu queridinho Anthony Stark!

Ele pegou uma espada afiada e apontou na direção do meu peito:

— Pode dizer suas últimas palavras!