Notas iniciais
O soldado subiu em cima de um banco da Praça e gritou:
– Atenção todos vocês seus imundos! Está aqui os representantes de Nerem nessa disputa gloriosa! -ele apontou para os dois jovens- Agora torçam, por eles e continuem trabalhando!
Eles entraram no carro vendo a multidão curiosa observando os convocados entrarem no carro.
– Hã, Katherina – Adam chamou-a um pouco nervoso- Posso te chamar de Kathe? Como a velha do bar?
A jovem ficou estremecida, apena sua família a chamava assim. Porém, pensou ‘’ Se alguém me faz lembrar da minha família, isso pode me tornar mais forte que qualquer inimigo.’’
– Claro que pode.
Katherina abriu a porta, ela já havia visto um carro outras vezes quando subiu em uma arvore na fronteira da Paupérie Superior. E lá dentro, havia algo mais surpreendente que a jovem já vira. Uma menina negra, que aparentava ser mais nova que ela, de cabelo extremamente liso e um nariz fino e arrebitado.
Ela era única assim em toda Nerem.
– Ora, ora – a negra de cabelo liso disse ironicamente- Dois inimigos de uma vez! Isso é realmente surpreendente.
Katherina ignorou a provocação da moça e se sentou e depois apresentou-se
– Muito prazer, Katherina Smirnov. Qual o seu nome?
– Lea, e é um desprazer te conhecer. –Ela respondeu olhando Adam e Kathe de cima à baixo- Qual seu nome olhinhos puxados?
Adam demorou um pouco pra perceber que era com ele.
– Ah, eu me chamo Adam, muito prazer, espero que sejamos amigos.
Lea riu extremamente alto e ficou séria logo após.
– Não, não seremos amigo, não serei amiga de ninguém e se vocês acham que, apenas por eu sou a mais jovem eu irei perder vocês estão muito enganados!
Os dois soldados entraram no carro.
– Calem a boca todos ai! –disse o que estava com a mão no volante- Vamos deixar vocês em uma parte do caminho para a Paupérie Superior, não é difícil chegar lá. Aposto que todos sabem o caminho. – e sim, todos sabia, todos eles já tentaram espiar aquele lugar ‘’ mágico’’ — Devem chegar amanhã. Terão que arranjar comida e alimento sozinhos até chegarem lá, haverá uma pequena recepção.
– Como assim temos que ir sozinhos? Porque um oficial não nos leva? Somos os convocados! –Lea perguntou indignada.
O Soldado que estava no banco ao lado do motorista, se virou e deu um tapa na boca de Lea.
Katherina gelou.
A pele de Lea estava vermelha, com a marca da mão do homem pulsando em seu rosto.
– Tome seu lugar sua negra imunda! –Ele disse- Não pense que apenas porque é uma convocada terá um tratamento melhor que os outros da sua raça. Talvez pior.
Os homens ficavam rindo enquanto Kathe só pensava em uma coisa.
‘’Nós estamos sendo usados. Não sei para o que, mas não estamos aqui porque somos cidadãos valorosos.
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