A Única Garota Entre Os Marotos.

4 Capitulo 3.0 (Don’t Cry)


Notas iniciais
gente semana que vem tem o feriado e as minhas provas, desculpem mas não irei atualizar :x

PDV — Sirius Black

Estava um temporal terrível, tipo terrivelmente mesmo, era basicamente o Inverno falando que estava chegando. A chuva era maçante, mal dava para ver o que estava na nossa frente. Mas o cabeça dura do James não queria cancelar o treino, ele é um idiota! Nós nem ao menos temos uma platéia de garotas gostosas nos assistindo! Garotas gostosas são uma boa platéia.

A única garota por aqui é a Sam e ela está montava em uma vassoura e mirando quase todos os balaços em mim, sou seu alvo favorito, tenho uma péssima melhor amiga definitivamente. Bem pelo menos ela está aqui, os folgados do Remo e do Pedro foram embora.

- Acho que já está bom – falou o James – afinal não queremos ninguém resfriado.

Estávamos todos em volta do veado do James, acho que ninguém mais agüentava aquele treino. Quer dizer nós queríamos treinar, mas com tantos dias da semana TINHA QUE SER JUSTO EM UM DIA DE CHUVA? Dias de chuvas são perfeitos para dar uns pegas nas garotas da Grifinoria perto da lareira.

- Isso teria sido útil, A UMAS DUAS HORAS ATRÁS! — falou a Sam revirando os olhos, acho que ela está de TPM.

Adoro a Sam, ela é a minha melhor amiga desde o primeiro ano e completamente louca. Quer dizer ela é tão divertida que as vezes até da para esquecer que ela é uma garota, ela se entrosa perfeitamente entre os caras. Só que não é uma boa idéia falar isso para ela, porque ela considera isso mais como uma critica do que como um elogia. Aprendi isso da pior maneira.

- Não desconte a sua TPM na gente Baudelaire – falou um dos garotos do time, o outro batedor.

Ele está morto, completamente morto. Ele não deve saber o perigo que é falar uma coisa dessas, principalmente quando a Samantha realmente está de TPM. Ela não faz o estilo garota boazinha e educada que fica corada ou que deixa o assunto quieto. A Samantha deu um soco tão bem dado no nariz do garoto que começou a escorrer sangue, ela é realmente violenta. Ainda bem que somos amigos.

O batedor chegou a abrir a boca para falar alguma coisa, mas ao ver a cara irritada da Samantha, acho que ele finalmente entendeu que isso é uma péssima idéia! O James como o bom capitão dispersou a todos. No fim os únicos três idiotas que ficaram no campo fomos eu, o James e a Sam.

- Você realmente não precisava ter dado aquele soco nele, vai que ele decide sair do time – falou o James preocupado.

Eu e Samantha reviramos os olhos quase que ao mesmo tempo o que fez James bufar, ele odeia quando fazemos isso. Não que isso seja algo voluntario, acho que só ficamos sincronizados a maior parte do tempo.

Já estávamos pousados no chão, a chuva caia em nós deixando nossas roupas encharcadas e molhadas. Talvez isso seja bom, isso pode fazer algumas garotas suspirarem e aumentar ainda mais a minha popularidade.

- Ele mereceu totalmente isso, mande ele parar de ser retardado e começar a cuidar do único neurônio que lhe resta – falou a Sam irritada – e como se ele fosse louco de sair do time, ele saindo mais 5 pessoas correm para disputar a vaga.

Olhei para a Samantha e meu deus! A chuva havia deixado as roupas enormes e masculinas dela bem coladas no corpo. As roupas encharcadas colavam no seu corpo e o deixavam mais a mostra do que o normal. A verdade é que por de trás de todas essas roupas enormes a Sam tem um corpo delicioso, o tipo de corpo que eu adoro nas garotas. Só que se eu não desviar os olhos agora, é capaz dela me bater, minha melhor amiga sabe ser bem violenta quando quer.

- Vamos sair logo daqui – falou o James sem saber o que responder.

Realmente eu odeio ficar na chuva, é um saco, Samantha usava o distintivo de Co-capitã por toda parte, era o seu grande orgulho. Queria ter ganhado aquela partida, mas a Sam é realmente boa, mas eu queria aquele cargo.

Estávamos andando e rindo, um empurrando o outro e se provocando, aquilo era legal. Provavelmente iríamos molhar todos os corredores e o Filch iria nos xingar e nos dar uma detenção, mas como eu poderia me importar com isso. Seria apenas mais uma detenção para a coleção.

Teríamos chegados ao Salão Comunal da Grifinoria tranquilamente, sem encontrar o Filch e principalmente tendo encontrado várias garotas suspirando por mim e pelo James. Infelizmente encontramos a trupe do Malfoy e da minha nada querida prima, Bellatrix.

- Olha só se não são os traidores do sangue – falou a minha detestável prima.

Minha prima nos lançou aquele olhar de superioridade, depois seus olhos se focaram na Samantha. Bellatrix avaliou-a de cima a baixo e depois torceu o nariz como se não gostasse nada do que viu. Queria arrancar os cabelos daquela idiota.

- Que vergonha deve ser para os Baudelaire ter uma garota como você na família – falou o Malfoy em tom maldoso – se é que podemos te chamar de garota, sua lesbica... Mas pensando bem, por trás dessas roupas masculinas até que você chega a ser razoável.

Encarei aquele babaca com fúria, ele não tinha o direito de falar assim com a Samantha! Ela não é lesbica, quer dizer ela não fica com ninguém (não que eu saiba), mas mesmo assim! Nenhum idiota da Sonserina tem o direito de falar isso para ela, eles simplesmente não a conheciam.

Suas bochechas estavam vermelhas de raiva, seus punhos estavam fechados e ela comprimiu os lábios. Tudo isso indicava apenas que ela estava com raiva, mas os seus olhos mostravam a magoava. Seus olhos eram de um azul brilhante, mas o brilho deles era de magoa, eu conseguia ver isso e odiei ainda mais aqueles Sonserinos, principalmente o babaca do Lucio Malfoy.

Foi por isso que eu dei um soco perfeito no nariz daquele loiro oxigenado. Fiz isso pela Sam, porque não queria vê-la chorar. Eu duvidada que ela fosse chorar em publico, ela odeia parecer fraca, mas eu a conheço bem o suficiente para saber que aquilo a deixará abalada e eu odeio a ver desse jeito. Da um aperto aqui dentro, sabe?

De qualquer modo eu e o Lucio saímos no tapa, a Sam como estava toda irritada acabou saindo no tapa com a Bellatrix. A minha priminha levou a maior surra, a Sam é uma das melhores garotas de briga que eu conheço! Simplesmente ninguém supera ela e a minha prima só sabe usar uma varinha. O James deu a maior surra no babaca do Snape, como se isso fosse difícil.

- Isso não vai ficar assim, Black – falou o Lucio cuspindo sangue.

- Vamos embora – falou a Sam tentando parecer forte.

Me limitei apenas a abraçá-la forte, o mais forte que pude, queria fazer com que toda a sua dor passasse o mais rápido possível. Aquelas palavras a magoaram de verdade, ela apoiou a cabeça no meu ombro e me abraçou de lado também. Ambos estávamos encharcados, mas de que isso importa? No mínimo nós só vamos ficar doente.

James estava do meu lado, mas ele também não falou nada, não tínhamos animo para falar qualquer coisa. Entramos no Salão Comunal, muitas pessoas faziam as lições, ouvimos muitos sussurros. Bando de idiotas, não podem me ver abraçados com a minha melhor amiga.

- Melhor eu subir para tomar banho, Padfoot – ela falou para mim.

- Você vai ficar bem? – perguntei e quando vi que ela assentiu eu beijei sua testa – não deixe o babaca do Malfoy te irritar.

Depois disso subi para o meu quarto com o James, precisava tomar um banho quente. Odeio treinos na chuva e se eu ficar doente eu vou matar esse veado. O Pedro estava comendo milhares de sapos de chocolate, o Remo estava dando uma de nerd e lendo vários livros, o James estava ainda todo molhado e suspirando com uma foto da Lilly.

Sai do banheiro usando só a calça do colégio, liberando assim o banheiro para o veado. Deviam ser umas oito horas, daqui a pouco vai ser o toque de recolher. Aquele treino foi maçante, peguei o mapa do maroto para ver se alguma garota ainda estava no Salão Principal.

- Mas, o quê? – perguntei.

Neste instante saindo do Salão Comunal estava a Samantha, estranhei, ela não costuma sair a noite sozinha. Coloquei a minha blusa correndo e nem prendi a gravata, a deixei solta mesmo e peguei o mapa do maroto.

- Onde vai, Padfoot? – perguntou o Remo.

- A Wormy não está bem, vou atrás dela – falei saindo apressado.

Não podia a deixar sozinha, não era normal ela sair andando sem a gente pelos corredores do castelo, sempre fazíamos tudo juntos. Só haviam duas reais opções para isso: ou ela arrumou um namorado ou o que o loiro oxigenado do Malfoy falou realmente a afetou.

Continuei andando pelos corredores me guiando pelo mapa, aonde é que aquela louca estava. Ela parou de andar na sala de Transfigurações, entrei e a vi sentada em uma das janelas com os pés para fora.

Seus cabelos estavam molhados e presos em uma trança, ela só usava a casaca de Hogwarts, por baixo era uma calça de moletom preta e a minha camisa do time da Bulgária! Tudo bem que ela ganhou em um jogo limpo... mas a camisa era minha! Me aproximei mais e vi que ela chorava.

- Sam, o que houve? Não me diga que está chorando por culpa do idiota do Malfoy – me sentei ao lado dela, ainda a abraçando.

Não achei que as palavras do Malfoy iam fazer tão mal pra ela. A Samantha não é o tipo de garota que chora por tudo, ela odeia parecer fraca. A Sam me abraçou ainda mais forte e depois me encarou com aqueles olhos azuis.

- Você acha que meu pai e o meu irmão tem vergonha de mim? – ela perguntou com a voz tremula.

Como se fosse possível alguém ter vergonha da Samantha! Tudo bem ela não é o material de garota com cabelos compridos, soltos e arrumados, unhas compridas, modos delicados e que usam maquiagem! Mas mesmo assim ela é a Wormy, a quinta marota! A garota mais original, única, louca, complicada e incrível que eu conheço!

Ver a Sam ali tão pequena e frágil foi estranho e de partir o coração. Não é algo pelo qual eu esteja acostumado, odiei ainda mais aquele idiota. A Sam era a pessoa que eu nunca esperava ver desse jeito, ainda mais por uma coisa tão absurda. É obvio que o Malfoy está errado!

- Wormy você é incrível! É a co-capitã do time, é divertida, alegre e perfeita, não tem o porque de alguém ter vergonha de você – a abracei com força e beijei a sua testa – o Malfoy só falou isso porque queria ser pelo menos metade do que você é....

Suspirei aliviado assim que vi um lindo sorriso se formar no rosto, gostava mais dela sorrindo. Na verdade todas as caras da Sam eram melhores do que ela chorando, principalmente a cara de irritada dela, é um pouco engraçado... Quando o ódio dela não é relacionado a você. Claro.

Seus dedos tocaram os meus cabelos, fiz um carinho na sua bochecha, bem de leve e limpei as suas lagrimas. Beijei mais uma vez a sua testa, ela estava com cheiro de sabonete.

- Mas será que o meu irmão e o meu pai não iriam querer que eu fosse mais feminina? – ela perguntou.

- Eu te garanto que eles te amam do jeito que você é, assim como eu – eu falei.

Acho que eu finalmente acertei, porque agora ela tinha um sorriso lindo e seus olhos estavam arregalados. Prefiro ela sorrindo do que chorando, milhões de vezes mais ela sorrindo.

- Serio? – ela sussurrou.

- Claro, você é a minha melhor amiga – falei e baguncei os seus cabelos, sobre os protestos dela.