A Última Sacerdotisa

2 Capítulo 2: Pedindo ajuda


Notas iniciais
Bom gente,espero que vocês gostem desse *--*Não tenho muito o que falar,por isso é melhor e comentar depois ^^ hihihihi

12:00 eu já estava de pé.Acordei antes do desejado,não poderia dormir muito,tinha que ir procurar essa médium sensitiva.

Ela não morava muito longe de mim,apenas uns 10 minutos de ônibus.Vivia em uma viela bem escondidinha pelo que se podia ver.É,eu ja estava no local,a ansiedade tinha sido muita desde essas estranhas visões começarem.

Pensava internamente em como eu poderia ser tão azarenta, e enquanto isso eu andava pela rua com casas feitas a pedras,no estilo Grécia.Sim,eu sempre adorei a Grécia,então tudo o que vem aos meus olhos tem um toque de lá.

A rua era apertada e com algumas pessoas andando de um lado para o outro.Logo cheguei a uma pequena casa pintada em branco,o número que estava ao meu pequeno pedaço de papel correspondia ao número da porta: 43

Aquele lugar apesar de ser uma casa quase igual as outras,internamente parecia ter um "brilho a mais",parecia ser mais aconchegante.Não pensei duas vezes e bati na porta.

- Em que posso ajudar jovem? — perguntou-me uma mulher de aparentemente 40 anos,olhos e cabelos castanhos escuros com alguns fios esbranquiçados,tinha um sorriso convidativo e um olhar profundo.Abriu a metade da porta.

- Eu procuro por Cassia Handkoof — perguntei olhando o nome no papel. Sabia que era ela,mas queria parecer formal.Ri internamente.

- sou eu mesmo filha,o que deseja? — perguntou-me abrindo mais a porta e exibindo o sorriso fraternal.

- vim por recomendação,fiquei sabendo que é uma médium sensitiva — falei tudo de uma vez,sem rodeios

- e quem te indicou a mim?

- minha melhor amiga,Clarisse Hendoy,a mãe dela vinha se consultar com você,e antes de morrer ela me deu o seu nome.Preciso de sua ajuda! — pedi-lhe,quase como uma súplica

- entre querida — senti confiança na mulher que me abriu passagem pela porta,entrei e senti a porta sendo fechada logo atrás de mim.Não era um local muito grande mas era bem confortável,em tons neutros como branco,roxo claro e móveis em tons de mógno.

- Fique à vontade — apontou um sofá branco. Me sentei. — E então...em que posso ser útil? — perguntou-me cruzando os dedos sobre os joelhos.

- ultimamente tenho tido visões, a maioria é com pessoas gritando e correndo,o chão se abrindo e pessoas caindo.Fogo vindo dos céus e pessoas mortas. — fiz uma pausa,conseguia sentir o cheiro de sangue podre.

- visões do fim do mundo — senti um peso na voz da mulher à minha frente.- quando começou a ter esse tipo de visão?

- a exatamente 3 semanas.Também tenho visões de coisas do dia-a-dia,e sempre acerto.E se o fim do mundo for verdade? — tentei não lembrar da cena que estava gravada em minha mente para sempre.

- você esta querendo que eu a ajude a controlar essas visões? — perguntou-me levantando uma de suas sobrancelhas escuras.

- isso mesmo. — falei com uma voz firme — só quero saber quanto será seus serviços? — um silêncio perturbador se instalou sobre o local,ela me analisava,eu não mudava de expressão nunca.Queria que ela me ajudasse e pra isso teria que ser firme.

- meu valor é ... viver — sorriu a mulher

- Hãn,o que? — não entendi o que aquilo queria dizer.

- se você teve uma visão de algo tão horrível,eu quero lhe ensinar a como controlar as visões.Elas lhe mostraram a como sobreviver a esta catástrofe.E como percebo,você é a única que pode fazer algo pela humanidade.Eu quero viver um pouco mais,e você me dará essa oportunidade — senti o sorriso caloroso da mulher.

- quando começamos ? — perguntei entusiasmada,queria logo aprender e acabar com seja lá o que esteja ameaçando a humanidade.

- amanhã as 15:00.Apareça aqui com roupas claras,de preferência brancas.Faz bem,trás espíritos bons,sábios e seu anjo da guarda estará mais próximo lhe auxiliando no que for preciso.

- tudo bem,amanhã estarei aqui nesse horário e com roupas claras. — sorri contente e vi que o sorriso nos lábios da mulher também eram verdadeiros.- bem agora tenho que ir dona Cássia — ela me levou até a porta.

- aaah e mais uma coisa,tenha uma boa noite de sono,isso conta muito para aumentar seus poderes psíquicos — falou pousando uma mão sobre meus ombros pequenos.

- pode deixar,farei tudo como mandou.Muito obrigada,mesmo — agradeci.Alguma coisa me dizia que ela era o começo para o meu progresso.Bem no fundo do meu coração eu sabia que ela era especial e me ajudaria muito

- não há de que minha filha — de novo.Sempre tinha alguém que me chamava de "minha filha" mas tudo bem,eram pessoas da qual eu gostava.

- até amanhã dona Cássia — acenei e comecei a andar pelas estreitas ruas do vilarejo,agora tinha que ir pra casa e de lá iria trabalhar.Por enquanto as coisas estão indo bem,só quero ver até onde isso irá me levar.


Notas finais
É isso ai gente,comentar não dói xD