A última nota,

aquela escondida entre dois silêncios,

um breve e o outro eterno,

que sutilmente surge,

tímida e despida,

em seu leve bramido,

no derradeiro suspiro.

Esta que, em seu mais isolado momento,

engrandece a sua pequena beleza

e revela a mim

a natureza dos teus olhos negros,

e novamente, me encontro

mergulhado em ti,

em lembranças tuas soltas

no vão do meu ser.

Vagueio, entre as melodias de Chopin,

no doce perfume marcante

da tua pele branca e macia,

por demais frágil, tênue,

assim como os toques das notas,

onde vejo teu sorriso sobrelevar

e sinto o dançar pueril

dos teus cândidos cabelos ruivos.

És tu

a minha última nota de Chopin.

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