A Última Dança

30 Capitulo 30- Voltas e revoltas


Notas iniciais
Aleluia!! Gente, que saudade! Como disse no grupo do face meus dedos estavam coçando de vontade de voltar a escrever. Espero que gostem!!

–Então vocês concordaram com a guarda compartilhada?

–Ino não teve escolha, ela sabe que não abriria mão de Daisuke e a briga seria feia, mas ela não quer manter nenhum tipo de contato comigo.

–Bom, ela ainda está bem zangada.

–Ela sempre quer as coisas do seu jeito, parece que não percebe o quanto nosso filho evoluiu.

–Pode ser, mas e a Sakura, você a tem visto?

–Não, faz um mês que não vou até a clínica.

–Está desistindo dela?!

Naruto pareceu surpreso.

–É claro que não Dobe, estou dando espaço a ela, se não me quer por perto insistir seria um erro.

–Entendo.

–Bom, e você? Seu casamento está cada vez mais próximo, só mais algumas semanas.

–Nem me fale, Shion está me deixando louco.

–Você vai mesmo se casar? Sasuke perguntou encarando o amigo.

–Pelo que parece...sim.

Sasuke sorriu meio incrédulo e o Uzumaki se levantou da cadeira diante da mesa do amigo.

–Bom, vou trabalhar, nos falamos depois.

–Certo, até. Sasuke respondeu e após o loiro sair virou a cadeira para a janela olhando a bela vista que tinha do alto do prédio onde ficava sua empresa.

Deus...como sentia falta dela. Apenas ligar para saber seu estado não era suficiente, precisava olhar pra ela.

Mas ela não queria vê-lo, então como faria? Pensou um pouco e achou ter encontrado a solução, ele a veria, e ainda aquela noite.

–-----------------------

Estavam exaustos e sentados no chão da pista de dança, sozinhos.

–Porque será que ainda fazemos isso? Perguntou Hinata ao loiro ao seu lado que dava um enorme gole na garrafa de água que trouxera.

–Eu não sei. Ele respondeu. –Obviamente Tsunade não se importa mais com o concurso depois do que aconteceu com a Sakura, mas sinceramente, eu gosto de estar aqui com você.

Minato disse abrindo um sorriso idêntico ao do filho.

–Eu também. Hinata respondeu se surpreendendo por não corar.

Ficaram em silencio por alguns instantes até a morena perguntar.

–Sua esposa sabe que vem aqui se encontrar comigo?

–Bom, pra falar a verdade não. Eu queria surpreende-la no dia do concurso, mas parece que não vai mais acontecer.

A Hyuuga abaixou a cabeça.

–Acha errado o que estamos fazendo?

Minato a encarou e em seguida ergueu seu queixo em direção a ele.

–Estamos apenas dançando, o que há de errado nisso?

Hinata sorriu.

Era verdade.

–E então, aguenta mais uma? Ele perguntou se levantando e esticando a mão pra ela.

–Claro! Se levantou mais animada e dando o primeiro giro em direção ao Namikaze.

–-----------------

Assim que anoiteceu e as horas se adiantaram um pouco mais ele decidiu que era hora de ir.

Notou não haver mais nenhum funcionário na empresa.

Desceu até o estacionamento e foi em direção a seu carro, o destino que tinha era certo, iria vê-la, de um jeito ou de outro.

Quando chegou a clínica fez tudo da forma mais discreta possível, achava até um pouco engraçado já que estava se comportando como na época do colégio, fazendo as coisas sorrateiramente, escondido de todos.

Sabia que ela estaria dormindo, tomava remédios para insônia então não teria perigo dela acordar enquanto ele estivesse lá.

Antes de ir ficou a par dos horários das enfermeiras para não correr o risco de ser pego e o segurança, bom..nada que o dinheiro não resolvesse.

Quando já estava diante do quarto respirou fundo, segurou na maçaneta e a abriu. Lá estava ela deitada na cama, dormindo a sono solto.

Sabia que a rosada andava tomando antidepressivos, nada muito forte para não prejudicar a criança, mas isso por só já o entristecia.

Ele então se sentou próximo à cama e a observou, estava mais magra e uma quase imperceptível barriga surgia em seu ventre. Como queria tocá-la, sentir sua pele, dizer que estava ali, que sempre estaria ali mesmo se ela não o quisesse.

Aproximou seu rosto do dela vagarosamente e fechou os olhos, não, não iria beijá-la, só queria sentir seu aroma, e ele ainda estava lá, mesmo que quase imperceptível, ele estava lá. Encostou-se na poltrona e respirou fundo, a considerava por completo e então sem nem ao menos perceber começou a falar.

–Ino e eu decidimos compartilhar a guarda de Daisuke, ela já não mora mais comigo.

Ele disse e a encarou, a rosada permanecia imóvel, adormecida.

–Sinto tanto a falta dele...

Continuou

–Sinto a sua falta também. Sasuke mordeu os lábios. –Parece que finalmente fiquei completamente sozinho.

Ele respirou fundo.

–Tudo poderia ter sido tão diferente, como estaríamos hoje se tivéssemos terminado juntos? Será que essa criança na sua barriga seria minha? Seria a única ou teríamos outras?

Ele baixou a cabeça.

–Eu teria gostado, teria realmente gostado de ter tido uma vida com você. Como ainda gostaria de ter, se você me quisesse.

Sentiu que os sentimentos o dominavam e então se levantou.

–Olha só pra mim, aqui me lamentando e você aí dormindo. Que ridículo!

Sasuke apressadamente caminhou até a porta e a abriu, mas antes de sair ele parou e olhou mais uma vez pra trás.

–Eu amo você.

E então atravessou a porta a fechando em seguida, saiu com pressa sem nem ao menos saber pra onde seguia.

–---------------------

–Maia, lembre dos horários da mamadeira do Daisuke e não esqueça que a fisioterapia a partir de hoje será em casa.

Era seu primeiro dia oficialmente na empresa de sua família, todos os acionistas estariam lá, e ela seria a chefe, pela primeira vez.

Estava nervosa.

Entrou no carro e o motorista a levou até a empresa, no caminho ia recordando do que deveria dizer.

Assim que o salto agulha preto se fez presente no recinto todos a encararam, Ino era jovem e inexperiente, mas estava preparada para aquilo, tinha de estar.

Quando finalmente parou diante da sala de reuniões respirou fundo e a abriu.

Ficou sem fala quando entrou.

–O que está fazendo aqui?

Perguntou olhando para o ruivo sentado na primeira cadeira da lateral, bem ao lado do lugar que ela ocuparia, a cabeceira.

Todos a olharam sem entender sua reação.

–Sou o novo advogado da empresa, seus sócios mandaram me chamar o mais rápido possível, e claro, não pude recusar o pedido.

–Senhorita Ino, ficamos muito impressionados com a performance do senhor Sabaku na reunião em Tókio e com a maneira como ele defendeu a empresa, achamos crucial sua presença nesta firma para ajudar-nos a administrá-la.

Disse um dos sócios.

Ino engoliu em seco.

–E porque não fui consultada sobre isso?

–Achamos que fossem amigos, afinal ele foi até lá para auxiliá-la.

A loira olhou para o acionista e depois para o ruivo, que mantinha o semblante sério.

–Muito bem, que seja, vamos dar início logo a reunião.

Não iria criar confusão pela presença do ruivo, e também não haveria uma desculpa convincente para que ele fosse retirado de lá, se os sócios o contrataram ele era funcionário e ponto final, ir contra eles seria pior.

Se já estava nervosa antes, agora era muito pior.

–--------------------

Abriu os olhos e logo viu a imagem do pai com um enorme sorriso.

–Nasceu, é uma menina, você tem uma irmã!

Sakura custou para juntar as informações do pai.

–O que?

Disse ainda meio sonolenta.

–Você tem uma irmãzinha Sakura, um irmãzinha!!

Então finalmente ela entendeu.

E sorriu.

Seu pai pulou sobre a cama e a abraçou com força.

–Oh Deus, que bom, ela é forte e saudável e Esperanza está bem!

Sakura o abraçou de volta, estava realmente muito feliz pelo pai.

–Desculpe tê-lo feito perder esse momento.

Saito se afastou da filha e a encarou.

–Ei, não diga isso.

A rosada se segurava para não chorar.

–Você devia estar com ela vendo minha irmã nascer, mas está aqui, por minha causa.

–Sakura. Seu pai disse sério. –Nunca peça desculpas, você é minha filha e precisa de mim e eu sempre vou estar por perto quando você precisar.

Ela sorriu novamente.

–Obrigada.

Saito sorriu também.

–E então, vocês escolheram o nome?

–Bom, na verdade não. Como escolhemos não saber o sexo ficou indefinido, mas Esperanza queria algum nome latino e eu um japonês, no fim das contas acabamos não decidindo nada.

–E quando vai poder vê-los?

–Logo, vou programar minha viagem pra lá assim que estiver tudo bem com você.

Sakura se sentiu mal novamente.

Saitou ouviu o telefone no bolso.

–Deve ser ela.

–Diga que estou muito feliz e que mandei um beijo, pras duas.

–Pode deixar.

Então o Haruno saiu para atender o telefone.

Naquele momento Sakura percebeu o que tinha de fazer, não podia prender o pai, afastá-lo assim da filha que acabava de nascer.

–Já soube da notícia! Parabéns irmã mais velha.

Hinata chegou animada mas ficou calada ao ver a expressão da rosada.

–Sakura, o que foi?

–Pode me fazer um favor?

–É claro, o que foi?

–Chame o Sasuke pra mim, diga que aceito que ele me ajude, que não quero afastá-lo mais.

–Sakura, tem certeza?

–Tenho.

Se sentia péssima pelo que ia fazer, mas tinha de fazer.

CONTINUA....

Notas finais
Fico tão feliz em ter leitores tão fieis! Sintam-se beijados!!