A Última Dança

27 Capitulo 27- Não acabou


Notas iniciais
Finalmente estou retomando essa fanfic que terá grandes reviravoltas!! Boa leitura! Musica do cap: https://www.youtube.com/watch?v=trNbExDXJJM

Não sabia se o pai estava dormindo, mas só dele estar ali já se sentia um pouco melhor. Fechou os olhos mas não dormiu, estava cansada de dormir, se adormecesse poderia sonhar com o acidente.

Levou a mão até seu ventre.

Deus...como podia estar grávida?!

Como iria enfrentar uma gravidez e ainda aleijada?!

Como não percebeu que sua menstruação não havia chegado...claro, com tudo aquilo que vinha passando em Konoha nem se atentou a esse fato.

Apertou a mão em seu ventre, teria de ser forte, mais forte que nunca para que ficasse bem...para que seu bebe ficasse bem.

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Ainda estava consternada pelo que havia acontecido com a amiga...Tenten estava sentada na mesa da cozinha sozinha com uma xícara de café intocada nas mãos.

Todos seus sonhos indo por água abaixo...

Ergueu a cabeça e se perguntou, estava pensando na amiga ou nela mesma?!

Neji apareceu na cozinha somente com a calça do pijama.

–Já acordada? Ele se inclinou e beijou o topo de sua cabeça.

–Na verdade não consegui dormir.

–Por causa da Sakura?

–É...por ela.

–Foi uma fatalidade.

–É. Da pra ver que temos pouco controle do que pode acontecer com nossas vidas.

Neji pegou uma xícara e despejou um pouco do café que a morena havia feito, bebeu um gole e fez uma cara ruim.

–Quando nos casarmos você vai precisar melhorar o modo como faz café.

Ele riu, mas Tenten não.

–Vou me arrumar para o trabalho. Disse deixando a xicara quase intacta sobre a pia.

–Tudo bem. Ela disse sem o encarar.

–Não se preocupe, tenho certeza que Sakura vai conseguir passar por isso.

–É, ela vai.

Quando o noivo já estava distante ela perguntou a si mesma.

–Mas e eu, será que vou?

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Olhava o filho dormindo calmamente no quarto escuro devido as cortinas fechadas.

Quando fechava os olhos e se lembrava das palavras da rosada.

“Hoje eu vejo que não consigo entender
O que houve entre nós
Eu ainda consigo ouvir sua voz
Me dizendo o que eu já sei”

A rejeição tinha um gosto extremamente ruim.

Tinha a perdido...dessa vez pra sempre.

O incrível é que quanto mais pensava nisso, mais a desejava.

Mais desejava estar com ela, abraça-la, dizer que tudo ficaria bem, que estaria sempre ao seu lado.

“Tudo tem um começo e um fim
Eu vejo a dor em seu olhar
E mesmo sem querer eu te deixo partir
Pra que possa tentar ser feliz outra vez
Recomeçar”

Nunca em toda a vida imaginou sua vida com alguma mulher.

Uma mulher que não fosse ela.

Viu seu filho se mexendo na cama.

Sorriu.

Os grandes olhos azuis se abriram e Daisuke o encarou.

Diferente de qualquer outra vez, naquele dia seu filho sorriu.

Sorriu pra ele, somente pra ele.

“E quando eu me perco em suas memórias
Vejo o espelho contando histórias
Sei que é difícil de esquecer essa dor
E quando penso no que vivemos
Fecho os olhos, me perco no tempo
Pra mim não acabou”

Sasuke sorriu de volta e passou a mão pelos cabelos do filho que esticou os pequenos braços. O moreno se reclinou e o pegou.

Nunca antes seu filho havia agido daquela forma. Ele nunca pedia colo, nunca demonstrava afeto. Mas agora, depois de passarem tanto tempo juntos...

Encostou o pequeno em seu peito e acariciou os cabelos negros do mesmo tão parecido com os seus.

“Tudo tem um começo e um fim
Eu vejo a dor em seu olhar
E mesmo sem querer eu te deixo partir”

No fundo, no fim das contas Sasuke só teria Daisuke.

Seria difícil quando ele descobrisse que não teriam mais seus encontros com Sakura.

Assim como era difícil pensar que ele próprio não estaria mais com ela.

“E quando eu me perco em suas memórias
Vejo o espelho contando histórias
Sei que é difícil de esquecer essa dor
E quando penso no que vivemos
Fecho os olhos, me perco no tempo
Pra mim

Apertou Daisuke em seus braços. A desejava tanto...tanto.

“Sei que você vai seguir, mas eu não vou desistir
Eu espero que você se entregue nesse amor
Sei que você vai seguir
Mesmo com a dor vai lembrar de mim”

Era incrível como o mundo dava voltas.

Antes foi ele quem se recusou a ir atrás dela, mas agora é ela que o dispensa. Se ainda fosse aquele garoto imaturo da escola sentira seu ego ferido, ficaria com raiva, pegaria o carro e sairia por aí sem rumo cantando pneu.

Mas agora sentia com a toda a força a dor em seu pito e buscava consolo nos braços do filho.

Se se o seu eu de antes o visse agora não o reconheceria.

Se não fosse trágico, seria patético.

Mais do que nunca ele entendia que não tinha controle sobre o destino.

“Hoje eu vejo que não consigo entender
O que houve entre nós””

Mas não tinha que ser assim, não poderia ser assim.

Não é porque ela não o queria que havia deixado de ama-lo.

Ela ainda o amava, tinha certeza disso.

Absoluta certeza...não desistiria deles, nunca mais desistiria de Sakura.

Mesmo se ela o rejeitasse novamente.

Mesmo se o rechaçasse.

Ele a queria, mesmo aleijada e grávida.

A queria de qualquer jeito.

A queria de todos os jeitos.

Pegou o telefone no bolso de trás da calça e ainda segurando o filho discou um numero rapidamente.

“E quando eu me perco em suas memórias
Vejo o espelho contando histórias
Sei que é difícil de esquecer essa dor
E quando penso no que vivemos
Fecho os olhos, me perco no tempo
Pra mim não acabou”

–Bom dia, aqui é Sasuke Uchiha e eu gostaria de providenciar um tratamento pra uma paciente paraplégica. O nome? Sakura Haruno.

“Pra mim não acabou”

Não iria desistir dela.

Não mesmo.

Nunca mais faria isso consigo mesmo. Privar-se de estar com ela, de ama-la.

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Sentado na poltrona de seu escritório, naquela enorme casa, sozinho, refletia com o copo de uísque na mão.

Ia ter um filho, um filho com Sakura.

Sentia-se tão mal que nem o sabor da bebida aliviava o péssimo gosto que tinha na garganta.

Mesmo com toda essa situação ele ainda pensava na loira que havia deixado sozinha em Tóquio. E pensar nela fazia o sentimento ruim aumentar ainda mais.

Pensou em ligar pra perguntar como ela estava, se já havia voltado pra cidade mas não conseguia apertar os números...estava envergonhado.

Mais do que do que da cerejeira e da loira, estava com vergonha de si mesmo.

Não era o homem que imaginou que seria.

Levantou-se e encheu novamente o copo com a bebida amarronzada que o pai bebia sempre que tinha problemas.

Pensava no que ele diria se o visse agora. Provavelmente algo como “Você fez a bagunça, agora arrume.”

Sim, ele tinha de arrumar a bagunça que estava em sua vida, mas o problema era... como?

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–Senhorita Haruno!

A enfermeira adentrou no quarto. Sakura estava deitada conversando com Hinata que até aquele momento não havia arredado o pé do hospital.

Seu pai tinha ido comer alguma coisa na lanchonete do hospital.

–O que foi?

–Precisamos aprontá-la, a senhorita será transferida pra uma clínica.

–Clínica, que clínica?

–Um ambiente especializado para pacientes na sua situação.

Sakura encarou Hinata e depois a enfermeira.

–Eu não vou.

–Como assim não vai Sakura?

A amiga a questionou.

–Você sabe quem está fazendo isso Hinata, eu não quero nada dele. Olhando para enfermeira continuou. –Vou ficar exatamente onde estou.

A enfermeira, uma mulher bem mais velha que as duas, se retirou sem dizer mais nada.

–Sakura, se ele quer ajudar...

–Não, eu não quero nada que venha dele, eu não preciso dele.

–Porque está fazendo isso, você não precisa fazer isso Sakura!

–Preciso Hina, eu preciso.

No instante seguinte a porta foi aberta de repente.

–Com licença.

–Sasuke! Sakura se assustou com a presença do moreno.

Ele se aproximou e afastou as cobertas de sobre a rosada.

–O que faz aqui? O-O que está fazendo?

Ele passou seus braços por debaixo do fraco corpo da rosada.

–Estou te tirando daqui e levando pra clínica onde receberá tratamento. Pode gritar, xingar, fazer o que quiser, mas você vai pra essa clínica nem que tenha que ser arrastada, caso contrário farei com que sua médica escreva um relatório bem detalhado de como sua paciente se recusou a receber tratamento já que foi a mesma quem recomendou o mesmo.

Nos braços do Uchiha, ela o encarava atordoada.

A enfermeira tinha retornado e estava logo atrás, com uma cadeira de rodas a postos.

Sakura ficou sem fala.

–Tudo bem, mas me ponha no chão.

Ele sorriu com o canto dos lábios e a rosada se irritou mais ainda. Cuidadosamente ele a deixou sobre a cadeira, a enfermeira a ajeitou , para logo em seguida a empurrar para fora do quarto.

Hinata deu um leve tapinha no ombro do moreno.

–Mandou bem.

Sasuke sorriu.

–Temos de avisar ao pai dela. Hinata o lembrou.

–Não se preocupe, ele já sabe.

Hinata sorriu e Sasuke saiu para ir atrás da cerejeira.

–Isso Sasuke..isso.

Ela disse e o seguiu.

CONTINUA...

Notas finais
Não percam sábado o primeiro capitulo de Paradise City, spin off de Perdida no Paraíso!!