A Última Dança
9 Capítulo 9- Impotência.
Notas iniciais
Boa leitura.
Quando seus lábios se tocaram levemente, o ruivo segurou o rosto da loira. Quando ela pensou que finalmente ele a beijaria, que ambos se entregariam àquele sentimento, Gaara se afastou.
-Me desculpe Ino, eu não posso...
Disse sussurrando.
-É por causa dela não é?
A loira retirou a mão do Sabaku com força de seu rosto.
-Sim, é por causa da Sakura. Ela não merece isso.
-E eu mereço? Passei anos pensando em você...esperando você...você não imagina por tudo que eu passei, tudo que abri mão!!
-Você colheu o que plantou.
O olhos azuis começaram a marejar, mas antes que fosse percebida a loira se virou, pegou sua bolsa sobre o sofá e saiu, batendo a porta em seguida.
O ruivo agora só, respirou fundo.
Havia sido duro com ela, mesmo ela falando de seus sentimentos, ele fora duro.
Não queria admitir pra si mesmo, mas ainda guardava algum ressentimento da traição da Yamanaka.
Quando ele lhe entregou seu coração, ela o traiu e teve um filho.
Mesmo com o passar do tempo aquilo ainda o incomodava.
Mas o que o incomodava mais ainda era aquela sensação que sentia quando a loira estava por perto. Podia não demonstrar mas jamais conseguiria negar pra si mesmo.
Olhou para o relógio em seu pulso, estava absurdamente atrasado. Pegou as chaves novamente e abriu a porta.
Sakura devia estar absurdamente zangada. E a rosada zangada já era ruim apenas de se imaginar.
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Não podia dizer que se sentia a vontade no carro do Uchiha, e o fato de ele mesmo parecer completamente tranquilo e relaxado a fazia se sentir ainda mais desconfortável.
-O que aconteceu com o outro carro?
-Ainda se lembra dele?
Ele a encarou por um instante, desviando o olhar do transito, logo retornando.
-Claro...como não me lembraria.
-Está em casa. Eu não o uso mais com tanta frequência.
-Então a fênix parou de voar naquelas corridas absurdas.
Sasuke deixou escapar um leve sorriso.
-Sim. Há algum tempo. Não fazia mais sentido.
-Nunca entendi porque você corria. Você sempre teve tudo, pra que se arriscar daquele jeito?!
-Eu queria me sentir vivo, desafiado, sentir a adrenalina.
-E porque perdeu o sentido?
-Porque nada mais daquilo me fazia ter aquelas sensações, não depois de danç... ele se interrompeu. –Eu tinha um filho a caminho. Era hora de amadurecer.
Sasuke mantinha os olhos presos na rua. Já não tinha mais aquele ar relaxado.
-Entendo.
Sakura baixou os olhos, olhando agora para as próprias mãos.
-E como ele é?
-Ele quem?
-Seu filho.
O moreno se surpreendeu com a pergunta. Se Sakura não o conhece bem nem teria notado.
-Infelizmente, mais parecido comigo do que eu gostaria.
Segundos depois o moreno parava o carro diante da casa da rosada.
O silencio entre os dois era sepulcral.
-Obrigada pela carona.
Quando ela encostou a mão na maçaneta para abrir a porta, sentiu o toque da mão do Uchiha sobre sua outra mão ainda em seu colo.
Seu corpo inteiro se retesou.
-Sakura eu....
O Uchiha não sabia o que dizer.
-...não sou bom com palavras.
Ela se virou para ele.
-Eu já havia percebido isso.
Ela sorriu levemente.
-Tem uma coisa que eu queria te perguntar.
A cerejeira soltou de uma vez.
-Pergunte.
Sasuke ainda segurava a mão dela.
-Porque você não me procurou, porque você sumiu?
A rosada sentiu o toque em sua mão ir diminuindo.
Os olhos negros estavam presos nos verdes.
A sombra da lua na copa das arvores era refletida na rua deserta.
A rosada retirou sua mão completamente da do moreno.
-Isso não importa mais agora.
Ela mesmo disse.
Talvez não estivesse preparada para aquela resposta.
-Mais uma vez, obrigada pela carona.
E antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela batia a porta do carro e caminhava para a entrada da casa.
Enquanto andava pensava consigo mesma.
-Esta ficando covarde Sakura.
No carro, Sasuke a observava.
Agora que a tinha por perto, sentia-se tão distante dela que isso o incomodava mais do que quando ela estava longe.
Ele sorriu pra si mesmo.
Mesmo depois de tudo, mesmo ainda ele vendo as magoas que ela guardava, ela ainda conseguia ser o mínimo agradável com ele e não conseguia cobrar uma resposta dele, que ela mais do que ninguém merecia.
Sakura continuava sendo melhor do que ele em todos os aspectos.
Principalmente em não lhe dar abertura para que se aproximasse, tocasse nela...sentisse-a.
Qualquer outra mulher naquela situação já teria pulado sobre ele.
Mas Sakura não.
Não a sua Sakura.
Como queria estar junto dela, beijá-la....sim, beijá-la. Dar finalmente um beijo por amor depois de tantos anos.
Girou a chave na ignição a acelerou o veiculo.
Mas agora ela não o pertencia mais, era de Gaara.
E talvez o ruivo a merecesse mais do que ele.
Pensar nisso fazia o Uchiha ter pela primeira vez aquela terrível sensação.
Impotência.
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Passou no restaurante apenas para ter certeza que a rosada não estava mais lá. Parou o carro diante da casa dela. Bateu na porta apressado. Toda a casa estava escura.
As luzes se acenderam e uma Sakura de roupão apareceu diante de si.
-Desculpe.
Ele disse antes de tudo.
Ela sem expressão aparente abriu espaço para que ele entrasse.
Gaara passou a ela fechou a porta se virando pra ele logo em seguida.
-Não vai dizer nada?
Ele perguntou.
-Espero que tenha um bom motivo...
Ele se aproximou dela.
-A Ino apareceu quando eu estava saindo pra me encontrar com você.
Naquele momento ela teve certeza que votar pra Konoha não tinha realmente sido uma boa ideia.
CONTINUA...
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