A Última Dança
16 Capítulo 16- O dia seguinte
Notas iniciais
Vou tentar não demorar tanto no próximo.
Beijos e boa leitura!
Estava ansiosa por aquele encontro, no dia anterior não tinha conseguido falar com ele, apenas o admirara a distancia.
Então mais uma vez estava parada diante da porta da casa do ruivo, desta vez segurava os papeis da empresa para que ele pudesse analisar.
Tocou a campainha algumas vezes até o mesmo atender.
-Desculpe ter vindo sem avisar mas...eu trouxe os papeis.
Ele apenas abriu espaço para que ela passasse fechando a porta em seguida.
Ele estava estranho, seu olhar era distante.
-Então...onde vamos trabalhar?
Ele seguiu até a biblioteca da família e a loira foi ao seu encalço.
Ino nunca tinha reparado em como a família Sabaku gostava de ler, o lugar era forrado de livros por todos os lados.
Ela caminhava olhando alguns títulos enquanto o ruivo analisava os papeis atrás da grande mesa de mogno antigo.
-Está bem claro aqui que Kabuto desvia dinheiro da empresa, com certeza isso passa despercebido porque ele deve ter contadores e administradores que trabalham pra ele lá dentro.
A Yamanaka se virou pra ele.
-E o que eu devo fazer?
-Bem, eu no seu lugar o desmascararia na frente de todos os acionistas e retomaria o comando da empresa.
Ino bufou.
-Espero ter forças pra fazer isso.
O Sabaku se levantou de onde estava e se aproximou da loira.
-Tenho certeza que terá.
Ela o encarou e se sentiu corar.
Desviou o olhar. Droga! Se sentia uma adolescente idiota perto dele.
Nem na sua real adolescência ela fora assim. Sempre foi vivaz e impetuosa, sensual e destemida.
E foi exatamente esse tipo de comportamento que o afastara dela.
Então seus olhos azuis se focaram em algo jogado sobre uma das poltronas do local.
-Você ainda toca?
Gaara desviou o olhar pra onde ela olhava.
-Arranho um pouco às vezes.
A guitarra era a mesma de anos atrás.
-Me lembro de como você e os meninos ensaiavam todas as noites.
-Bom, nem todas...
Ino sorriu.
-Sim, menos nas noites de racha.
-Sim, em que eu ficava esperando pra me encontrar com você.
A loira ficou sem fala.
-B-Bom, acho que acabamos por aqui não é?!Obrigada.
Ela se apressou em se retirar, não queria fazer algo errado, estava disposta a mudar.
-Ino.
Ela se virou antes de passar pela porta.
-..seus papeis.
Ela nem vira que ele estava com os mesmos entre as mãos.
-Ah, obrigada.
Ele o estendeu pra ela e por um instante suas mãos se encontraram.
A loira o olhou com os olhos arregalados.
Ele estava perto, muito perto.
Mais alguns centímetros e...
Ela fechou os olhos e rompeu a barreira.
Dane-se se era errado.
Dane-se tudo.
Tudo do que ela precisava era dos lábios de Gaara.
Abraçou seu pescoço e aprofundou o beijo.
Ele não a afastou.
Ambos se envolveram naquele beijo, ele apertou sua cintura enquanto ela se entregava, uma língua acariciando a outra.
Sonhou com aquele momento por anos.
Quando o ar faltou ela abriu os olhos lentamente e encontrou as jades esverdeadas.
-Me desculpe, eu não deveria ter fe...
E então seus lábios foram tomados por ele, que a trouxe mais pra perto, seus corpos pareciam querer se fundir.
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-Não insista Tenten, eu não vou dançar com você em um concurso.
-Mas Neji, porque não?
-Eu já te disse mil vezes. Isso é ridículo pra um homem na minha postura, e eu não te quero dançando nessas mais nessas..coisas.
-E porque não?
-É indecente demais.
-Ah...faça-me o favor, você bem que gostou de me ver dançando da ultima vez.
-Sim, e por isso eu te digo que você não vai dançar.
-E quem você pensa que é pra mandar em mim?!
-Pensei que fosse seu noivo.
-Sim, meu noivo, não meu dono.
-Tenten, por favor entenda, eu sou um Hyuuga e logo mais você será também, não fica bem pra um Hyuuga fazer coisas como essas.
-Estou começando a entender porque a Hinata deu uma banana pra essa família.
-Isso não tem nada a ver com o que aconteceu com a Hinata.
-Como não? Tem tudo a ver. Eu não vou me casar pra ser uma Senhora Hyuuga, toda fresca e cheia de pompas. Eu sou uma Mitsashi e vou continuar sendo e se você não vai dançar comigo no concurso, tudo bem, eu só sei que eu vou dançar com você ou não!
A morena saiu do quarto batendo a porta em seguida.
Neji suspirou massageando as têmporas.
-Ela não muda...
Disse pra si mesmo.
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Não fazia ideia de pra onde Ino tinha ido aquela hora da manhã, mas de acordo com uma das empregadas ela disse que tinha um compromisso e que não teria tempo de levar Daisuke a fisioterapia, e que a babá já havia avisado que iria faltar devido a uma forte gripe.
O moreno torceu o cenho. Pediu a mesma empregada para que preparasse o filho e o levasse até o carro.
Tentava ligar para a secretária que aparentemente naquela manhã parecia ter sumido, precisava que a mesma remarcasse seus compromissos da manhã.
Para que ele pagava as pessoas mesmo? A sim, pra que não precisasse se preocupar com nada.
Bufou irritado.
Chegou até o carro e prendeu o filho na cadeirinha no banco de trás.
O garoto nem sequer o olhava, estava distraído com um brinquedo entre as mãos.
Dispensou o motorista e foi para o banco da frente.
Dirigir sempre o relaxava.
O transito de manhã sempre era terrível, pelo menos agradecia o fato de Daisuke ser uma criança quieta, ele apenas observava as luzes na rua.
Na verdade ele era quieto demais, mas ignorou esse fato.
Chegaram ao local e o moreno desprendeu o filho e o pegou nos braços junto da bolsa com todas as coisas que ele precisaria.
Quando entrou na clínica de luxo foi saudado pela recepcionista e logo após pela a fisioterapeuta.
-Senhor Uchiha, que surpresa o ver por aqui, faz tenho que não vinha.
-Sim,tenho certeza que sabe que sou muito ocupado.
-Ah, claro...já vamos começar.
A jovem pegou Daisuke nos braços e sorriu para o mesmo.
-Vamos lá pequeno, vamos dar alguns passos hoje!!
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Ficaram cerca de duas horas e meia ali, Sasuke não quis ficar na sala junto ao filho, preferiu ficar na sala de espera com o celular e o tablet para adiantar algumas coisas do serviço.
-Ah, está aqui, ele já está pronto.
A jovem retornara com Daisuke entre os braços.
-E como ele foi?
-Um pouco melhor, mas vamos ter paciência, logo logo ele vai andar, falar, se desenvolver normalmente.
-Okay.
Todos diziam aquilo.
-Vamos, vou te deixar em casa.
A moça passou o garoto para os braços do pai junto da bolsa.
-Ele tomou uma mamadeira inteira agorinha, não deve estar com fome.
-Certo.
Ele nem sequer se despediu e já foi saindo.
Decidiu pegar um atalho para fugir do transito do meio dia. Já que tinha perdido metade do dia mesmo, porque não passar por lá...
As janelas estavam abertas mas não parecia ter ninguém, até ele notar a cabeleira cor de rosa.
Freou o carro no mesmo instante.
Se lembrou de Daisuke no banco de trás e olhou pelo retrovisor, o garoto dormia.
Ficou alguns instantes ali.
Descia ou não descia pra falar com ela?!
Mas tinha o filho que estava ali.
Mas aquela também era uma oportunidade única.
Desligou o motor e abriu a porta fechando-a em seguida.
Foi até o banco de trás e pegou o filho sonolento , o ouviu reclamar um pouco mas mesmo assim não acordou.
Foi até o prédio e subiu as escadas correndo, quando chegou na frente da porta, bateu esperando que a rosada atendesse.
CONTINUA...
Notas finais
Obrigada!!!
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