A Órfã Doce 2.0
8 Blog do Anônimo
Notas iniciais
"Saudações, Charlie Peters
A consciência de um patife como você fica pesada ao saber que quase matou alguém?
Eu tive lesões na cabeça, no pescoço e o baço rompido. Fui parar na emergência inconsciente e sem conseguir respirar. Todos da escola souberam, não é? Oh, e também culparam você pelo ocorrido. Adivinha quem espalhou a notícia?
E não venha chorar pelo leite derramado. Você sabia muito bem que estava pagando gente para me espancar por um motivo insignificante. Mas o que eu deveria esperar? O grande Charlie Peters é o tipo de pessoa que não aceita críticas porque acredita estar num patamar superior aos demais. Eu não deveria ter ficado surpresa quando fui atacada por aqueles caras; conheço gente da sua laia, já deveria imaginar do que essa sua cabecinha de tomate-cereja é capaz de arquitetar. Mas veja bem, você não pode encobrir seus crimes se ordenar que espanquem todos os que estão falando mal da sua pessoa — neste momento devem ser dois terços dos estudantes da EASG.
Eu não quero uma guerra, pois não sou uma gângster como você. Mas cometeu um erro se achou que nunca sofreria com as consequências dos seus atos.
Ah, claro, ia me esquecendo. Vai se foder seu babaca de merda.
Beijos,
Lílian Maxine"
O corredor do oitavo andar não ecoava nada além do silêncio. Meus orbes encaravam os de Nathan enquanto notava seu rosto se contorcendo na medida em que avançava a leitura da carta. Eu sabia que aquilo ia me render a maior bronca de todos os tempos. Todavia, assim como senti que deveria escrever para Charlie Peters, senti que deveria contar o que fiz para Nathan.
— Ficou doida?!
Se eu dissesse que não esperava uma reação dessas, estaria mentindo.
— Lílian. — ele disse, mas tardou a continuar. Nathan parecia tão embasbacado que as palavras aparentemente o haviam deixado a mingua, balbuciando sílabas sem sentido por vários segundos. Então o garoto respirou, passou as mãos pelo rosto para tentar puxar o fio da meada. — Lembra da última vez que conversamos sobre Charlie Peters?
— Sim. Você me derrubou no chão do refeitório e saiu me arrastando para longe de Amanda Byron.
— Se sua memória é tão boa, por que não me deu ouvidos?
Quando escrevi e enviei aquela carta, acreditei que era o certo a se fazer. Charlie Peters precisava levar um golpe para aprender onde era seu lugar. Mas depois que Nathan começou a jogar algumas verdades sobre a mesa, eu já não sentia a mesma confiança de antes.
— Quem te ajudou?
— Hã?
— Quem te ajudou? Você estava em casa entupida de cola cirúrgica, quem espalhou a notícia na escola?
— Leila Medlyn. Eu disse o que queria fazer e ela se ofereceu para ajudar.
O loiro mordeu o lábio e respirou fundo mais uma vez. Pela sua expressão ele já tinha imaginado que a indiazinha era a única pessoa a quem eu poderia recorrer para tal feito.
— Olha, eu não conheço a Leila Medlyn, mas ela parece ser uma garota bem imprudente, igualzinha a você. Pelo visto as duas vão se ferrar juntas.
— Nathan. — eu o cortei. — Não exagere.
— Lílian! — ele berrou. — No final desta carta você fala sobre consequências. Interessante a escolha dessa palavra porque enquanto escrevia você só pensou em como ele poderia se ferrar e não como a senhorita pode se ferrar.
— O que você quer dizer com isso?
Nathan engoliu a saliva e bateu o pé impaciente contra o chão.
— Acorda, Lílian. Se Charlie Peters mandou caras pra te baterem por causa da entrevista, o que acha que ele fará quando ler esta carta?
— Chorar, talvez. — rebati. — Todos da escola sabem, eu expus o caso. Se algo acontecer comigo, os estudantes vão concluir que os boatos são verdadeiros. A partir de hoje, se um mosquito me picar Charlie será o primeiro suspeito e ele sabe disso.
Os ânimos de Nathan se acalmaram. Não como os de alguém que sente alívio e sim como os de alguém que acaba de perder uma batalha. Ele suspirou, devolveu meu celular e virou de costas para entrar em seu apartamento.
— Nunca mais eu quero te ver machucada como naquele dia. Seja mais responsável, por favor.
❅❅
De acordo com o relógio faltavam míseros três minutos para o sinal bater. Na frente da sala a professora Daniele nos informava que os documentos enterrados em baixo da Torre Rosa, durante a Revolta de Maya, foram escritos pelos pais de Maya. Esses contavam com precisão o que havia acontecido com sua filha e como o casal decidira apoiar a causa revolucionária.
Com toda certeza eu adorava história, porém não consegui prestar atenção na aula. Normalmente a juba de Elizabeth tapa toda a visão e eu tenho que inclinar a cabeça para enxergar o quadro. Apoiei o queixo na palma da mão, pensativa. Eu detestava ter que me contorcer na carteira para desviar dos fios ruivos, mas agora sentia falta de fazer isso. Sobretudo, sentia falta dela.
Elizabeth e eu não nos falávamos desde a semana passada — quando ela sentiu ciúmes por me ver falando com Nathan no corredor. Tal situação me deixava triste de várias maneiras, sem contar as saudades que sentia. Foram esses sentimentos que me fizeram tentar manter contato com a ruiva, mas sem sucesso. Elizabeth ignorou minhas mensagens, cartas e fugiu quando Nathan tentou entregar um bilhete escrito por mim. Em virtude dessa série de acontecimentos, decidi que era melhor esperar a poeira baixar.
O sinal disparou, despertando-me. Peguei dois livros e desci a escadaria, indo em direção ao corredor infinito de armários. O barulho dos passos e o ruído das dobradiças dos armários dominavam o corredor, abafando as vozes dos estudantes que ali conversavam. Apesar disso, alguns ali sussurravam para não correrem o risco de serem ouvidos. O grupo de sussurradores tinha algo em comum: todos olhavam para mim.
Endireitei a postura, ergui o queixo. Percebi rapidamente que aquelas pessoas sabiam sobre o ocorrido da semana passada. Nem pensar eu queria parecer fraca ou receosa, se Charlie Peters estivesse andando por aquele corredor, ele veria que seus esforços para me derrubar e calar foram inúteis.
Parei de frente ao armário, pus minha senha e o abri. Rangi os dentes ao materializar a cara feia de Charlie na minha cabeça. Ah, como ele estaria frito se aparecesse por ali. A vontade que eu tinha era de afundar sua cabeça no chão, arrastá-lo até o portão de entrada e enxotá-lo com um chute no traseiro.
— Ei!
A voz feminina veio brusca aos meus ouvidos, entrando em choque com os meus pensamentos. Deixei um gritinho escapar pelo susto e ela não deu desconto, riu da minha cara.
— Quanta concentração pra por os livros no armário. — debochou a baixinha Leila Medlyn.
— Ah, pelo amor de Deus! Eu quase tive um ataque. — reclamei. Mas ela continuou a rir.
Não demorou muito para que eu notasse a amazona no encalço da indiazinha. Uma garota tão bonita que até me fez esquecer a indignação. Ela era tão alta quanto Nathan e tinha o cabelo tão enrolado quanto o de Elizabeth, possuía um mistério no olhar, lábios enfeitados por um adesivo de boca com a pintura de uma galáxia e curvas sensacionais, apesar do uniforme feio. Meu estômago revirou nervoso, senti meu rosto queimar.
— Essa é a Dominique. — disse Leila animada. — Aquela minha suuuuuper amiga que te falei, a que ajudou a espalhar o "milho" pelo time de vôlei.
Leila achou que seria uma boa ideia criarmos um código para falar em público sobre a notícia que ela espalhou enquanto eu estava fora. A estratégia de começar o fogo no time de vôlei foi brilhante, pois geralmente as atletas têm um ciclo social mais amplo que a maioria dos estudantes comuns, ou seja, tinham mais amigos para fofocar. Ela quis chamar de "milho" porque, na sua visão de capitã, as outras jogadoras são galinhas mancas sem habilidade.
— A Dominique só fala muito quando está triste, por isso não espere muitas palavras dela.
Observei a carranca da garota que nos olhava. Virei-me para Leila, intrigada.
— E hoje ela está contente?
— Oh, sim. — confirmou a indiazinha sapeca. — Nique, você está feliz hoje?
— Estou ótima. — respondeu a mais alta. O som de sua voz dava a entender que as palavras foram postas para fora à força.
— Viu, só? — Leila agarrou-se ao braço da amiga, gargalhando. — Lily, estamos indo almoçar. Quer vir conosco?
— Sim.
Andar ao lado daquelas duas — sobretudo de Leila — foi uma das experiências mais divertidas daquele ano. Afinal, a indiazinha parecia ser um poço interminável de alegria. Ela saltitava pelos corredores, falava alto sem se importar com os outros ao redor e vez por outra importunava algum conhecido que passava por nós. Sem contar que enquanto esperávamos na fila para pegar o almoço, ela cantou a abertura da Fuinha Atômica a todo vapor.
"Essa Fuinha é atômica
Protege o mundo
E todo mundo diz
Que essa Fuinha é atômica
Salva o mundo e o seu nariz"
Mas quando ela começou o próximo verso...
— E todo mundo sabe que a Fuinha é atômica.
Sua voz saiu como a de uma gralha e, além disso, muito, muito alta. Dominique, então, tomou uma providência. Tapou a boca da indiazinha com uma mão e a puxou contra si, fazendo "Xiu!" perto de seu ouvido. A morena olhou para mim e fez sinal positivo com o polegar, mexendo os lábios de galáxia para sorrir.
Sentamos à mesa, ainda ria tanto que Nique teve de levar minha bandeja por eu não ter condições de carregá-la. Se tentasse, muito provavelmente esparramaria a lasanha no chão do refeitório. A felicidade explodia dentro de mim como fogos de artifício. Qual foi a última vez que me senti assim?
Automaticamente a imagem do rosto sardento de Elizabeth me veio à cabeça. Meu sorriso vacilou. Lembrei-me das fofocas, dos papos legais que só aconteciam com ela e de nossos risos ecoando por aquele mesmo refeitório. Questionei-me se deveria estar ali, se Elizabeth almoçaria com outras pessoas se estivesse em meu lugar.
"Ela estaria sozinha, nos esperando..."
"Claro que ela estaria sozinha. Mas não por estar nos esperando e sim porque todos da escola acham que ela é maluca. Oh, sem essa! Você não vai ficar sentindo culpa logo agora, vai?"
— Poxa, que carinha mais triste. — disse Leila fazendo beicinho. — Está com saudades da leãozinho?
— Leãozinho?
— Sim, a sua amiga que tem o cabelo parecido com um travesseiro.
— Elizabeth Faber. — ajudou Dominique.
— Essa aí! — exclamou Leila, rindo. — Cara, foi muito engraçado quando ela correu do Nathan. A Faber está na equipe de corrida? Porque olha, ela botou ele no chinelo!
Movi os lábios para dar um sorrisinho, mas via-se a quilômetros de distância que este era falso. Por que Elizabeth estava negando minha existência e nossa amizade? O que eu tinha feito de tão perverso? Inferno! Elizabeth e Charlie estavam jogando esterco em cima de mim por motivos insignificantes demais. Minha vontade era de cavar um buraco e jogar os dois dentro, só aceitando resgatá-los com um pedido de desculpas muito bem elaborado.
— Mudando de assunto; a sua tutora ainda acha que você foi espancada por reagir a um assalto?
❅❅
Tarde; o crepúsculo me dava arrepios. Dias de sol, classificados em Shaper's Green como "dias bonitos", eram o passaporte para a minha desgraça.
Deitei-me no chão da sala, ao lado da mesinha de centro. Como eu queria que aquela tarde virasse noite e que a noite se transformasse em um novo dia. Senti a poeira em meus dedos, mas pouco importava se o piso estava sujo. E eu? Estava o que? Meu cabelo, por exemplo, não era lavado há três dias.
O celular vibrou incessantemente, mas sem tocar o instrumental da canção "Essa Fuinha é atômica". Por achar estranho, tomei o aparelho em mãos e me deparei com algo espantoso: tratava-se de uma solicitação para uma chamada de vídeo enviada por...
— Elizabeth Faber?!
Instintivamente passei a mão nos cabelos para arrumá-los, lambi os lábios e atendi à chamada. Ver o rosto de Elizabeth em minha tela fez com que meus olhos ficassem marejados. Será que finalmente as coisas começariam a melhorar? Afinal, aquela ligação significava que ela tinha dado o braço a torcer e que seríamos amigas de novo, né?
— Oi, Elizabeth. — disse sorrindo, acenando com uma mão enquanto usava a outra para segurar o celular.
A ruiva, porém, não retribuiu nem o sorriso nem o cumprimento. Ela também estava com lágrimas nos olhos, mas estes não refletiam emoção por me ver ou arrependimento por me abandonar num momento complicado — parecia ser mágoa.
— Você é muito, muito sacana.
— Quê? — falei. — Eu sou sacana por quê?
A ruiva passou a mão pelos cachos bagunçados, rindo em meio ao choro como se eu tivesse dito uma mentira muito ruim esperando que ela acreditasse.
— Eu estava disposta a te pedir desculpas por ter exagerado com o lance do Nathan. Mas AINDA BEM que não fiz isso, porque você não merece.
— Como é? Elizabeth, me explica isso direito!
— Quer que eu explique direito? — ela mandou a pergunta retórica por meio de um berro estrindente, logo em seguida mudou a posição da câmera. Daquele ângulo dava para ver que as sardas de Elizabeth eram tantas que poderiam formar constelações. — Eu te explico essa merda direitinho! Um perfil falso me mandou uma mensagem pelo bate-papo do Windowlady com um link de uma matéria do Blog do Anônimo. Tem um texto INTEIRO falando sobre como você foi esperta por me trocar por duas garotas do fundamental.
— Você ia me pedir desculpas pelo lance do Nathan, mas está criando caso porque eu almocei com duas amigas, é isso?
Elizabeth arfou, como se a palavra "amigas" equivalesse a um soco no estômago. Indignada, ela berrou.
— Tiraram fotos de vocês! E em todas as fotos você ria tanto que não parecia estar nem um pouco com saudades de mim!
Fotos? Uou, como assim o Blog do Anônimo tem fotos minhas?
"Fomos espionadas!"
"Estamos em Gossip Girl e eu não sabia?"
O Blog do Anônimo foi o motivo pelo qual Nathan foi espancado no início do ano letivo. Isso aconteceu porque o loiro, quando presidente do grêmio, tinha um blog o qual usava para dirigir críticas à Charlie Peters, mas esse fato aconteceu há dois anos. Por isso, quando o Blog do Anônimo surgiu, o primeiro suspeito a levar um sacode foi Nathan por conta de seu histórico.
— Lílian, eu pensei que você fosse diferente. Mas pelo visto você é só mais uma falsa, safada, duas caras. Você me substituiu por duas pirralhas do fundamental! Vai se foder!
A ruiva chorava tanto que a sua imagem tremia, mas não me comovi com isso. Pelo contrário, explodi. Quem ela pensava que era para me dizer aquelas coisas?
— Não me xingue! Eu estava feliz mesmo e não tenho culpa se elas são legais e você é um porre. Não quero aturar uma pessoa infantil e controladora que cria caso por qualquer merda. Pare de querer mandar em mim, sua maluca, eu não sou sua marionete.
Bati o celular contra o chão depois de encerrar a chamada. Comecei a gritar pelo apartamento, berrando uma torrente de palavrões e jogando as almofadas do sofá por todos os lados. Uma, inclusive, voou pela janela.
"Temos que nos acalmar! Temos que nos acalmar!"
"Vamos quebrar tudo! Vamos quebrar tudo!"
— Cadê o celular? Cadê a porra dessa matéria? Eu vou xingar tando esse arrombado que até os netos dele vão se sentir ofendidos.
Peguei o celular, a tela estava com um rachão que ia de uma ponta a outra. Resolvi ignorar esse fato para não jogar a geladeira pela janela. Escrevi "Blog do Anônimo" na barra de endereço do navegador e cliquei no primeiro link que apareceu.
"Lílian Maxine, hoje você é o centro dos meus holofotes.
"Quem é essa garota?" você deve estar se perguntando, mas não deveria. Onde você esteve nesses últimos dias? Numa caverna? Quem naquela escola não conhece Lílian Maxine?
Oh, mas cuidado para não achar que eu admiro esta garota. O anônimo não gosta e nem fala bem de ninguém. Além do mais, essa menina não ganhou fama por ser certinha. Por isso, vamos separar por partes algumas coisas sobre ela.
Primeiro dia de aula deste ano.
Lílian Maxine se tornou a queridinha da professora de história e virou amiga de Elizabeth Faber. Todos odiamos os queridinhos dos professores, mas ser amiga daquela ruiva sem sal é bem pior.
Dia das inscrições dos clubes.
Todo mundo sabe que a NOJENTA da Amanda Byron anda pela escola de cabo a rabo com os peitões pulando para fora da camiseta. Por falar nisso, Amandinha, todos te detestam. As entrevistas que você grava são as que os seus peitos conseguem. O que me faz pensar que a Lílian Maxine gosta de garotas, porque ela não parou de olhar para o seu decote até as perguntas complicadas aparecerem. A Maxine falou mal do CLEAS, especialmente de Charlie Peters, e acabou cavando a própria cova sem saber. Tadinha.
Semana passada, depois da aula.
Charlie Peters é um gângster de merda, ou pelo menos age como o cara mafioso de "o poderoso chefão". Quem mexe com ele, dorme com os peixes. Foi isso o que aconteceu com a Lílian Maxine. Por causa do vacilo na entrevista, ela foi "misteriosamente" espancada, teve o baço rompido e foi parar na emergência. O Charlie paga alguns carinhas para dar uns socos e mandar o recado. Acontece que nenhuma de suas vítimas conseguiu provas para denunciá-lo, então é por isso que o anônimo aqui expõe ele na internet.
Hoje, horas anteriores a essa postagem.
Desde a ordem de restrição que a Elizabeth tomou, ninguém quis ser amiga dela. Foram anos de solidão até que a esperta Lílian Maxine se matriculasse na Elite Acadêmica de Shaper's Green. Esperta por quê? Você me pergunta. Tá se perguntando a mesma coisa, Elizabeth Faber? Ela foi esperta, meus caros, por trocar Elizabeth por duas meninas do fundamental.
A propósito, essas três estavam tão fofas juntas que resolvi tirar umas fotos. Será que alguém sentirá ciúmes?
Parabéns pelo sucesso, Leila Medlyn. Se não fosse por você e a sua amiga Dominique os estudantes jamais saberiam que Charlie Peters foi o responsável pelas lesões da Maxine.
Meus agradecimentos à Lílian Maxine. Sem ela e suas burradas eu não teria feito mais um texto tão brilhante.
O anônimo desliga as luzes”.
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