Notas iniciais
Demorei porque: DOIS ANOS DE THEKLAINERGUY. YAY! Obrigado à todo mundo que lê minhas fics ♥ Boa leitura. Lumos!

— Wingardium Leviosa! – Gritou Ian entrando na cozinha em um sábado de manhã. O garoto segurava uma de suas varinhas do Harry Potter.

Blaine pulou com o susto que tomou.

— Meu Deus, Ian! Mal acordou e já começou com essas suas manias. – O garoto estava se contorcendo na parede de tanto rir. Ian foi se sentar à mesa e Blaine logo o serviu com ovos e bacon. – Vamos agir como uma família normal. Bom dia, Ian. – Disse Blaine se sentando em frente ao filho.

— Bom dia, pai. – O menino pegou um garfo e começou a comer. – O peixe defumado está pronto? – Perguntou ele olhando para Blaine. O moreno quase engasgou com o suco.

— Você que peixe defumado? A-agora? Ian, ainda são oito horas da manhã. – Afirmou o pai olhando no relógio.

— Ah, pai. É normal servirem peixe defumados no café da manhã...

— Deixe me adivinhar. Isso é normal em Hogwarts. Acertei? – Perguntou Blaine e o menino assentiu com a cabeça. – Ian, você precisa parar com isso, filho! Já te pedi milhões de vezes para parar com essa coisa de Harry Potter. – Ian continuou de cabeça abaixada. Blaine viu que aquele sermão não estava ajudando em nada. – Quer saber? Vamos em uma livraria hoje. Eu posso comprar alguns livros para você, assim você para com essa obsessão com esse seu livro. Mas já digo aqui, que nada de sagas, quanto menos livros de uma mesma história, mais difícil vai ser pra você se envolver. Tudo bem? – Questionou Blaine procurando os olhos do filho.

— Ok. – O menino mandou o sorriso mais sincero que conseguiu para Blaine.

— Tudo bem, agora vamos terminar de comer. – Enquanto o garoto terminava de comer, Blaine o observava disfarçadamente.

[...]

— Pai, posso ir na casa da Maria hoje? – Perguntou Gus entrando no quarto de Kurt.

— Eu não sei se vai ser uma boa ideia. – Disse Kurt do chão enquanto arrumava algumas coisas de seu guarda-roupas.

— Ué, por quê? – Perguntou o menino se jogando em cima da cama do pai.

— É porque hoje eu estava vendo o jornal e parece que vai chover mais tarde. Eu até poderia ir te buscar se estivesse chovendo na hora que você quisesse voltar, porém você sabe que o carro está com problema e eu não pude consertar ainda. – Disse Kurt ainda mexendo no guarda-roupas.

— Mas e se eu voltasse antes que começasse a chover? – Perguntou o garoto, olhando para o teto.

— Você é quem sabe, querido. — Kurt continuou arrumando algumas coisas, até que encontrou uma caixa antiga. Quando abriu, descobriu alguns DVDs. – August, olha isso! – Kurt foi até a cama e se sentou ao lado de Gus. – São alguns DVDs antigos nossos. Tem seus primeiros passos, suas primeiras palavras-

— Caraca, vocês viviam com uma câmera na mão, né? – Disse Gus enquanto mexia na caixa. O garoto tirou um DVD. – E esse? – Kurt reconheceu na hora.

— Meu casamento com o seu pai. – Kurt tirou das mãos do menino e ficou encarando aquele CD, que tinha tantas memórias e significava uma vida para ele.

— Pai, o que você acha de eu avisar para a Maria que não poderei ir hoje e nós ficarmos aqui em casa assistindo isso tudo? – Kurt parecia bem tocado em ter achado aquilo, Gus achou que seria bom os dois assistirem aquilo sozinhos.

— Tudo bem. Vou terminar de arrumar aquela parte ali e descemos.

Kurt desceu da cama e foi terminar de arrumar o que estava fazendo. Enquanto isso, August pegava seu celular e mandava uma mensagem para Maria, dizendo que não iria porque houve um imprevisto com o pai dele.

[...]

— E então, o que escolheu? – Perguntou Blaine guardando o celular. Ian se sentou ao lado do pai no sofá. – Nossa, aparentemente você quer comprar a loja, né? – O pai sorria ao ver o carrinho do filho lotado de livros, CDs e DVDs. – O que você escolheu?

No carrinho havia alguns livros do John Green, “O Lado Bom da Vida”, “O Pequeno Príncipe”, “As Vantagens de Ser Invisível”, “O Diário de Anne Frank” e outros. A única coisa que havia interessado o moreno, foi um livro chamado “Um Amor Singular”. Era um livro gay e Blaine estava atrás de um desses.

— Peguei esse para você. Pode ficar com ele. – Disse Ian interrompendo a leitura da sinopse do pai. Blaine ficou meio confuso aquilo e surpreso quando recebeu uma piscada de Ian. – Vamos?

— Vamos...

Blaine se levantou do sofá e os dois caminharam para o caixa. Depois de passarem todas as compras, que por sinal haviam resultado em um buraco de oitocentos reais no orçamento de Blaine, os dois foram para estacionamento e voltaram para casa.

Assim que os dois saíram da área coberta do shopping, os dois descobriram uma baita chuva. O céu estava completamente coberto por nuvens pretas, os raios se tornavam um clarão no céu, capazes de substituir a luz do sol por alguns instantes e iluminar a cidade, os pingos de chuva eram grossos e pesados, já que faziam um estrondo ao se chocarem com a lataria do carro. E para ajudar a situação, havia trânsito.

— Wow! – Anunciou Ian assim que tirou os fones de ouvido e os olhos da página do seu livro novo. O Anderson mais velho estranhou estar tão escuro e foi conferir a hora.

— Ian, você nos fez ficar sete horas em uma livraria? – Perguntou o Anderson conferindo a hora.

— Vir aqui foi ideia sua! E você poderia muito bem ter saído um pouco desse seu celular por algum instante e ter pelo menos me apressado, mas você parecia ocupado demais. – Ian colocou os fones de ouvido de volta e voltou a ler, sem ao menos deixar Blaine argumentar alguma coisa. Mesmo que o menino estivesse certo.

Os dois não conversaram mais nada pelo resto do caminho. O trânsito havia ocupado todo o caminho de volta. Um caminho de uma hora, havia se tornado em um de duas horas e meia. Quando Blaine estacionou em frente à sua casa, Ian já estava na metade do livro. O pai tocou a perna do filho e começou a abrir a porta. Ian notou que os dois haviam chegado, marcou a página do livro e o guardou junto com os outros.

Os dois saíram do carro e foram correndo para a varanda da casa, já que a chuva ainda continuava mais forte que antes.

— A chave. – Pediu Blaine tentando secar sua camisa social.

— Não está comigo. Você foi o último a sair de casa. – Disse o menino enquanto se estremecia de frio.

— Não Ian, eu saí primeiro. – Afirmou Blaine.

— Sim, pai. Você saiu primeiro e depois voltou, porque precisava pegar um número importantíssimo. – Ian rolou os olhos e ficou encarando o gramado.

Blaine estava começando a se irritar com a ignorância e a língua rápida de Ian. O homem procurou em seus bolsos as chaves, mas não encontrou nada. O moreno resolveu ir no carro para tentar encontrar. Ian aproveitou e se sentou no sofá que tinha na varanda.

Alguns instantes depois Blaine voltou sem nada nas mãos.

— Acho que deixei a chave na livraria... – O homem se sentou ao lado do filho. Ian precisou rolar os olhos.

Depois de alguns minutos pensando no que poderia fazer, Ian teve uma ideia.

— Podemos ir para a casa da árvore. – Disse o menino indo correndo até a lateral da casa, onde poderia pular a cerca.

Os dois foram correndo até a cerca, porém a parte que dava para a rua da cerca, era lisa e não havia onde se apoiar. Ian até conseguiria entrar se Blaine desse um auxílio, mas o moreno iria acabar ficando do outro lado e provavelmente Blaine havia fechado a porta dos fundos.

Ian e Blaine voltaram correndo para a varanda. O moreno tentava se secar e o castanho tentava pensar em mais alguma coisa. Os dois não poderiam voltar na livraria para pegar a chave, porque talvez a chave nem estivesse mais lá e só Deus saberia quando eles voltariam depois de pegar um trânsito para ir e voltar. Quando Ian não sabia mais no que poderia fazer, ele pensou na situação mais óbvia.

— Podemos ficar na casa dos Hummels até a chuva passar. Quando passar, chamamos um chaveiro... – Ian já foi pegando seus livros e descendo as escadas da varanda.

— Ian, espera. – Blaine começou correr atrás do filho. – Ian! – Quando o garoto parou, os dois já estavam em frente a porta dos Hummels. – Não vamos ficar incomodando os nossos vizinhos. Vamos embora! – Blaine pegou o braço do menino e começou a puxa-lo.

— Me solta. – Ian puxou o braço de volta e ficou de baixo da área coberta, enquanto Blaine ainda continuava na chuva. – Eles não são nenhum tipo de aberração. Aposto que eles não vão se negar de nos ajudar.

Kurt abriu a porta e deu de cara com aquela cena. Ian e Blaine parecia estar tendo uma conversa séria. O garoto se virou para ele com os olhos arregrados. Blaine estava completamente molhando e revelando o torço através da camisa branca.

— Pois não? – Pediu Kurt. August apareceu logo atrás e com as sobrancelhas juntas em confusão.

— Oi, senhor Hummel e August. Meu pai e eu saímos hoje mais cedo, acabamos perdendo a chave de casa e agora estamos presos para o lado de fora. O senhor poderia nos abrigar? Mas é só até a chuva passar, aí nós ligamos para algum chaveiro. Por favor. – Implorava o menino.

— Não, tudo bem. Podem entrar. Não tem nem necessidade de ficarem implorando. Entrem. – Kurt e Gus abriram espaço e o menino foi entrando. – Gus, ajude o Ian com a roupa molhada. O menino assentiu e os dois foram para o andar de cima. – Ei, saí da chuva! – Gritou Kurt para Blaine.

Blaine pareceu ter saído de um transe. O moreno viu que o Hummel estava fazendo um sinal para ele entrasse na casa. O homem um pouco sem graça entrou. Kurt fechou a porta e se voltou para o homem.

— Nós não queremos incomodar. – Falou Blaine um pouco sem graça. O moreno estava molhando todo o chão da casa.

— Não há incômodo algum. É até um prazer confiarem em nós para ajudar vocês. – Disse Kurt sorrindo. – Vem, vou te ajudar com as suas roupas. – O castanho levou Blaine até o banheiro que ficava no andar de baixo. – Eu já volto. – Kurt saiu correndo do banheiro e subiu as escadas.

Blaine acabou ficando um pouco mais tranquilo, mas quando olhou no espelho, viu que sua camisa estava totalmente colada no seu corpo. Era possível até ver os mamilos e alguns pelos do peito do moreno.

— Merda... – Sussurrou Blaine cruzando os braços.

— Voltei. Aqui está uma toalha, calças e uma camiseta. São minhas, não sei se irão ficar do tamanho certo. Mas é melhor do que ficar molhado. – Disse Kurt entregando uma trouxinha para o moreno.

— Acho que só a toalha serve... – Disse Blaine um pouco hesitante em pegar as roupas de Kurt.

— Imagina. Você vai acabar pegando uma gripe se continuar com essas roupas. – Kurt sorriu para Blaine. O moreno não sabia o que fazer, já que só conseguia encarar os lábios de Kurt. – Vou te deixar mais à vontade. Você gosta de chá? – Blaine concordou e o castanho foi para a cozinha.

[...]

— Meninos, venham até aqui. – Pediu Kurt gritando da ponta da escada.

Em instantes, os meninos voltaram do quarto de Gus. Os dois foram direto para sala, onde Kurt havia preparado chocolate quente para eles.

— Estamos vendo alguns vídeos caseiros, vocês se importam? – Perguntou August. Ian e Blaine negaram. – Ok.

O menino soltou o vídeo. Aquele era um dos últimos que o ex-casal havia gravado. Era um aniversário de Sebastian e no momento do vídeo, Gus estava entregando um presente para o pai.

— O que é? – Perguntava Sebastian balançando a caixa. O homem começou a rasgar o papel e abrir a caixa.

— Vai, Sebastian! – Pediu Kurt atrás da câmera. Aquele era um presente de Kurt, mas ele pediu para que Gus entregasse.

— Calma, querido. – Disse Sebastian sorrindo e rasgando mais rápido. Assim que ele abriu a caixa, o queixo dele foi parar no chão. – Mentira. Kurt, diz que isso é mentira. – O homem olhou para a câmera.

Nesse momento, Gus e Kurt deixavam algumas lágrimas escaparem. Blaine não pôde deixar de olhar pra Kurt e depois voltou para o vídeo.

Sebastian tirou da caixa uma câmera fotográfica novinha. Era uma Canon e provavelmente havia sido o olho da cara. O castanho era fotografo profissional.

— Kurt! Oh meu Deus, Kurt! – Sebastian foi até o marido e deu um selinho nele. Kurt aproveitou e virou a câmera para eles, assim ele poderia registrar esse momento. – Eu não estou acreditando! É-é o melhor presente que alguém poderia me dar nesse momento. – Depois de encarar um objeto como um louco, Sebastian se mudou para Kurt. – Mas amor, ela deve ter te custado um rim. Não quero que gaste comigo.

— De forma alguma. É seu aniversário! Eu sabia que isso te deixaria feliz e sua felicidade é a minha. – Sebastian sorriu para Kurt. Ele ligou a câmera e apontou para o marido.

— Pegue o Gug no colo. – Naquela época, August tinha 4 anos. Kurt fez e afastou a câmera que usava, para Sebastian tirar uma foto. O homem tirou e mostrou para eles. – Eu te amo, Kurt. – Sebastian deu mais um beijo no marido.

O vídeo havia acabado.

A sala se manteve em silêncio. Agora o moreno estava completamente surpreso por Kurt também ser gay e ter um marido. O que o moreno não entendia, era onde estava o tal Sebastian do vídeo. A atenção do homem foi tirada por Gus, que levantou do sofá e foi até Kurt para abraça-lo.

— Acho que já chega de vídeos por hoje, né? – O menino alcançou o controle e colocou em algum canal de televisão qualquer.

— Vocês precisam de ajuda? – Perguntou Blaine.

— Não, está tudo bem. Se não se importam, e-eu vou deitar. August, mostre para eles o quarto de hóspedes. – Kurt beijou a testa do filho e se levantou da poltrona. – Boa noite, Blaine e Ian. Desculpa por qualquer transtorno. – Kurt deu um meio sorriso e saiu da sala, subindo as escadas.

— Ahn... Para esclarecer algumas coisas aqui. O Sebastian do vídeo é meu pai. Ele morreu em um acidente de carro há algum tempo. – August disse com um sorriso torto.

— A-august, você se importaria em nos mostrar os quartos? Assim você pode ficar livre. – Falou Ian, quebrando o gelo. O cansaço de Gus era notável, assim como a tristeza.

O menino concordou. August desligou a televisão e chamou os dois para o acompanharem até o andar de cima. Os três chegaram até o andar de cima e entraram no primeiro quarto à direita, que era o lugar onde eles dormiriam.

— Chegamos. – Disse ele abrindo a porta. O quarto era simples. Haviam duas camas de solteiro, um guarda-roupas, uma cômoda e uma pequena televisão. – Vocês podem ligar a televisão se quiserem. A senha da internet o Ian tem. Se a noite sentirem fome ou qualquer outra coisa, podem ficar à vontade.

— Ok. Obrigado, August. – Disse Ian. – Boa noite.

— Boa noite. Boa noite, senhor Anderson. – Disse August direcionado a Blaine.

— B-boa noite, August. – Disse o homem gaguejando. O Hummel fechou a porta atrás de si e foi para o próprio quarto. – Vamos dormir, assim não incomodamos mais do que já estamos fazendo. – Ian concordou e foi deitar. Blaine fez o mesmo, mas o moreno tinha muita coisa na mente. – Kurt também é gay. É quase inacreditável. Tudo bem que eu tive minhas dúvidas, mas agora é oficial. Eu sei que não tenho estado afim de alguém há muito tempo, já que deixei de amar Scott há meses. Mas eu nem estou afim de Kurt. É um talvez. Mas ele tem Sebastian, porque uma coisa é você deixar de amar alguém, outra coisa é seu amor ser arrancado de você, sem você contar ou esperar por isso. Pode ser até que Kurt nunca mais queira outra pessoa e zelar a imagem de Sebastian. Mas se quiser, pode ser que não seja tão cedo, já que o acidente deve ter sido recente. Arg. Blaine Anderson, vá dormir.— Blaine se ajeitou na cama e caiu no sono em meio ao barulho de chuva e trovões.

[...]

Quando era umas 3 horas da manhã. Blaine sentiu uma vontade descontrolada de beber água. Apesar da vergonha, o moreno tomou coragem e foi beber.

Na ponta dos pés, Blaine desceu as escadas e foi na cozinha, quando chegou lá, tomou um susto, porque a única luz, vinha da geladeira que estava aberta.

— Blaine? – Era Kurt, que provavelmente também sentiu sede. – Desculpa se te acordei e te assustei. Eu senti uma vontade estranha de tomar um chocolate quente e acabei descendo. Está tudo bem? — Perguntou Kurt, tirando uma garrafa de leite de dentro da geladeira.

— S-sim, é só que eu senti uma sede descontrolada e precisei descer. E com você, já está tudo bem? – Perguntou Blaine um pouco nervoso. Kurt franziu o nariz e fez “mais ou menos” com a cabeça.

— Sebastian faz muita falta. – O castanho tirou uma garrafa de água de dentro da geladeira. Ele acendeu as luzes e depois fechou a geladeira. – Para mim e para Gus. Achei que ver aqueles vídeos, iriam me ajudar de alguma forma, mas...

— Foi recente? – Questionou Blaine. Kurt ofereceu um lugar na bancada para ele se sentar, então ele fez. O castanho deslizou um copo sobre a pedra da bancada na frente de Blaine.

— Foi há nove meses atrás. Em um dia chuvoso como esse, ele estava voltando para casa, o carro deslizou na pista, bateu em alguns lugares e parou perto de um barranco. Poderia ter sido muito pior se o carro tivesse caído, mas ele pelo menos lutou para ficar. – Kurt quase conseguia se lembrar de ver o rosto do marido todo arranhado, sujo e acabado e August de pijamas em seu colo, enquanto eles esperavam na sala de espera do hospital.

— O amor de vocês parecia ser lindo. – Disse Blaine atrás do copo. Kurt deu um leve sorriso.

— Ainda é. Porque ainda amo Sebastian. Ele foi a melhor coisa que me aconteceu. Porque com ele eu aprendi a amar. Ele foi meu primeiro em tudo. Com ele tive meu filho. – Disse Kurt sorrindo. – Irei guardar ele comigo para sempre. Mas ainda sonho com um amor... Apesar da vida me tirar o maior amor que eu já tive, não é por isso que eu irei continuar sozinho pelo resto da minha vida. Mas eu preciso do meu tempo, sabe? Preciso me sentir amado de novo. Pronto de novo. É-é complicado. – Disse Kurt voltando ao chocolate quente.

— E-eu entendo. – Disse o moreno. – Não passei pela mesma coisa, mas imagino como deve ser. – Kurt sorriu para Blaine. – Vou parar de ter perturbar. Obrigado, Kurt. – Disse Blaine saindo da cozinha.

— Não há o que agradecer. – Disse Kurt. – Boa noite, Blaine.

— Boa noite, Kurt. – O moreno deu um último sorriso e saiu do quarto.

Notas finais
Não tenho muito o que dizer hoje. Espero que tenham gostado. Nox!