Notas iniciais
Sim, eu atrasei um pouquinho, mas não poderia deixar vocês sem uma gotinha de Açúcar. #PeytonIsBack #TeamPeyton Boa leitura. Lumos!

Era segunda feira, terceira aula e August estava viajando ao invés de prestar atenção na aula de Geografia. O menino estava mais uma vez remoendo sua conversa com seu avô.

Flashback

– Agora, me conte o que está acontecendo entre você e Ian. – Pediu o velho homem depois de deitar o neto em sua cama.

– Não está acontecendo nada. – O menino ainda tinha a voz um pouco rouca e baixa por conta do choro mais cedo.

– August, não minta para mim. Eu sei que está acontecendo alguma coisa, da mesma forma que eu sabia quando Finn e Kurt não falavam um com outro durante uma hora estando na mesma sala. – August o olhou nos olhos. – Você sabe que pode confiar em mim.

O menino bufou e se afundou mais embaixo das cobertas.

– Ian está com ciúmes de mim com a Peyton. – Burt levantou uma das sobrancelhas. – Bom, mais ou menos. É complicado.

– Eu tenho todo o tempo do mundo para saber o que está incomodando o meu neto. – Disse Burt sem expressar desinteresse. August encarava o avô de um modo torto. – Sim, August, eu estou falando sério. – O menino mais uma vez bufou.

– Nós conhecemos Peyton, uma nova moradora da rua. – Começou a explicar. – Ela me pareceu bem legal e finalmente consegui alguém no meu nível no beisebol. Mas o que vem ao caso, é que parece que Peyton e Ian não gostam um do outro e acabam tendo esses desentendimentos... – Novamente a sobrancelha de Burt se erguia. — E quando estávamos na casa da árvore do Ian, estávamos jogando Twister e Peyton acusou Ian de roubo, para me separar e deixar ele perto de mim. Ela disse coisas más para ele-

– Que tipo de coisas más? – Perguntou Burt.

– Coisas como papai e meu pai escutavam na escola. Homofobia, certo? – Burt deu um pequeno acesso com a cabeça. O menino voltou para a história. – Ian a expulsou da casa dele. Depois ele me disse que eu tinha que confiar nele e que ele não tinha feito aquilo. Eu sei que ele não fez aquilo, mas quando fui dizer que talvez Peyton tenha se expressado mal, porém ele se irritou comigo, me deixou sozinho na casa e não nos falamos desde então. – Terminou ele.

Burt respirou fundo, coletando todas as informações e tudo o que ele teria que dizer.

– Kurt ou Blaine sabem disso? – O menino negou com a cabeça. – August, deixe-me fazer uma perguntar muita clara para você: você acha que o que Peyton fez foi justo? Acusar Ian e depois humilha-lo.

– Eu não acho que seja bem isso. Ela-

– Me responda apenas o que eu te perguntei. – Burt disse firme. August tomou um tempo para responder.

– Não...

– Exatamente. Foi eu que aguentei quando seu pai chorava porque havia sido empurrado contra um armário ou xingavam ele na escola. Depois Sebastian passou a fazer isso por mim, até o dia que os dois chegaram machucados em casa, depois de apanharem por simplesmente estarem de mãos dadas em um ponto de ônibus. Isso me parece a mesma coisa que essa menina fez, mas o que ela fez é só o começo do processo. Você acha isso justo? – O menino negou. – Quando ela fez isso?

– No dia seguinte em que nos conhecemos... – Burt tirou seu boné, mordeu seu lábio inferior com um sorriso e negava algo para si mesmo.

– August, essa garota conseguiu mudar sua cabeça em um dia. Um dia. Se vocês estudassem na mesma escola, imagine em quanto tempo ela faria a mente das outras crianças para agir da mesma forma com Ian, perseguir o menino ou até pior. Nunca sabemos o que ela pode fazer. E não se esqueça que Ian foi seu amigo bem antes de você conhece-la. – Burt colocou o boné de volta. – Me prometa que vai voltar a falar com o garoto e repensar muitas vezes nessa sua amizade com essa menina, tudo bem? – August concordou. – Ok. Boa noite, meu menino. – Burt tirou a franja do neto da testa e a beijou.

Flashback

– August Hummel-Smythe! – Chamou a professora em alto e bom som, tirando o menino de seus devaneios.

– Eu! Sou eu. Eu aqui, ó! – Disse o menino pulando na cadeira e fazendo todo os outros alunos darem risada.

– Sim, eu sei. Senhor Hummel, você poderia provar para mim e para sala que você estava prestando atenção e me dizer qual planeta tem anéis e arcos e dizer a quantidade? – Disse ela com o olhar mais questionador que tinha.

August pensou naquilo e percebeu que tinha a resposta para aquilo.

– É Saturno. Ele tem nove anéis e três arcos. Ele é o sexto planeta do Sistema Solar e o segundo maior. A cor dele é amarelada. – Respondeu o menino nem acreditando nele mesmo.

A mulher depois de encarar muito August, se mudou para a sala e depois para a lousa. Ele havia acertado.

August estava satisfeito. Mas o castanho se lembrou da onde tinha tirado aquilo: Ian. Os dois um dia estavam observando as estrelas da casa da árvore e Ian havia explicado sobre os planetas para ele. Ele queria que o menino o visse agora...

[...]

August estava sentando sozinho na hora do intervalo no canto do refeitório. O Hummel ficava mexendo em seu hambúrguer com o garfo, sem interesse algum em come-lo. Ele levantou o olhar para o refeitório, até que encontrou Ian, junto a outros meninos, provavelmente do clube de xadrez. O Anderson cruzou o olhar com o vizinho, mas logo voltou a prestar atenção nas piadas dos amigos.

Gus bufou e voltou sua atenção para o prato.

– Oi, Gus. – August olhou de onde vinha aquela voz e viu Peyton.

– P-Peyton? O que faz aqui? – Perguntou o menino um pouco surpreso com a presença dela.

– O mesmo que você, ué. Almoçando. – Respondeu ela se sentando ao lado dele.

– Não, eu quero dizer aqui, na minha escola. – Disse ele.

– Você quis dizer nossa escola. Estou estudando aqui também. Pedi para que meus pais me matriculassem onde você estuda e aqui estou eu. – Explicou. — Além disso, temos a última aula juntos. – Disse ela sorrindo para August.

– Como você sabe qual é a minha última aula?

– Consegui com a secretária. – Ela respondeu como se não fosse nada de demais. August balançou a cabeça tentando se livrar dos pensamentos dele. – Como você está se sentindo hoje?

– Bem... E-eu acho. – Respondeu ele.

Por algum motivo, August se sentia desconfortável. A situação só piorou quando, ele percebeu Ian o encarando de longe e pelo que parecia, o menino não estava se sentindo nada bem com aquilo.

– Peyton, eu já volto. – Disse August saindo do seu lugar.

[...]

A última aula da segunda, como sempre, era de Educação Física. August já estava com seu uniforme e esperava as ordens do treinador. Além disso, o menino podia ver Ian, sentando sozinho em um canto da quadra, totalmente focado em suas mãos.

Quando o menino menos esperava, Peyton se sentou ao seu lado. Ela começou a tagarelar sobre eles estarem ficando muito próximos, mas August não estava nem ao menos fingindo estar escutando.

– Ok, pessoal. Todos formem uma roda na minha frente. – Pediu o treinador McTree. – Quero que, de Alice para esquerda, todos sejam um time e os outros, outro time. Quero que se posicionem na quadra, vai ser queimada. – Anunciou ele se afastado do centro da quadra e deixando as crianças sozinhas. Algumas crianças reclamaram, mas outras já estavam prontas.

August foi com um outro garoto até Ian.

– Venha para meu time. Ainda mantenho minha promessa sobre te ajudar na queimada. – Disse August com os olhos fixados no chão.

– Eu não preciso da sua ajuda. E não pense que eu me expressei mal, eu realmente quis dizer isso. – Ian olhava nos olhos fujões de August, mas o outro não correspondia. – Agora vai ficar com a sua namoradinha, enquanto eu me aqueço.

– Ela não- — Ian já havia dados as costas e começado a se aquecer.

– Hummel e Brown. É pra hoje. Nos seus lugares. – Os meninos foram para lugares estratégicos.

O professor lançou a bola para o centro e o time de Ian começou.

O Anderson nunca sabia muito bem o que fazer no jogo, então ele simplesmente ficava no fundo e esperava as coisas se acalmarem e mais da metade dos alunos saírem, para que ele pudesse começar a fazer alguma coisa. Mesmo com toda a dificuldade, ele não pensou em nenhum momento que poderia ter aceito o pedido de August. Era melhor tomar uma bolada no rosto, do que ficar sendo cuidado por August.

Já o outro castanho, toda vez que pegava a bola, lançava para o lado contrário em que Ian estava. Se fosse para alguém queimar o vizinho, seria ele, porque ele pelo menos ajudaria Ian e não o machucaria com uma bolada.

Ian estava desesperado e corria de um lado para outro na quadra. Ele era um dos últimos que havia sobrado em seu time e ele era alvo fácil, porque nunca era queimado. Em uma das vezes que foi desviar, a bola quicou no chão e ele acabou a pegando, quando viu que havia sido Peyton quem havia lançado, correu o mais rápido para a linha da quadra, acertando com força o peito de um menino que se colocou na frente dela. Ian começou a recuar com um sorriso no rosto. Ele finalmente havia achado graça naquele jogo.

Depois da bola viajar por algumas vezes pela quadra, só sobraram Ian e Peyton. O menino estava com a bola e estava na linha da quadra. Ele encarava Peyton com um sorriso sacana no rosto e tentava distrai-la ao máximo para que ela não notasse quando a bola fosse até ela antes mesmo de atingi-la.

Depois de reunir toda sua força no braço direto e de uma pequena ameaça, Ian arremessou a bola. Quando ele pensou ter escutado o apito do treinador a bola já estava voltando e o acertando no rosto.

Ai que ótimo. — Pensou o menino sentando no chão e analisando o sangue que escorria pelo nariz.

O menino nem notou que August havia o pegado pelo braço e o guiava para fora do ginásio. Tudo estava parecendo flashs para o menino. August o sentou no banco em frente ao banheiro e foi pegar um pouco de papel dentro do banheiro. Antes que Ian pudesse ter seus minutos de paz, Peyton já estava do seu lado.

– Foi combinado, né? – Ela tinha o mesmo tom e arrogância que usou quando o xingou na casa da arvore. Ian a ignorou. – Ei, esquisito! Eu estou falando com você. – Disse ela tocando o ombro de Ian e o fazendo abrir os olhos, com uma expressão nada agradável. – Você pediu para August te deixar no jogo não foi? Você é ruim até nisso? – Ela ria da cara de Ian. – Será que você não percebe? August não gosta de você. Ele te atura e faz de você um cachorro para ele.

– E você não passa de uma menininha imbecil e mimada, com o ego tão alto quanto sua arrogância. – Ian se levantou e a encarou nos olhos. – Você é do tipo de pessoa que não consegue amigos de verdade e manipula os outros para pelo menos ter alguém do seu lado, o que não é nada além de uma grande mentira.

– Você só pode ter sido consumido por esse monte de lixo que você lê. Você não percebeu? Quem é que está com August? – Ela deu um passo para frente, desafiando o menino.

– Quem veio atrás de mim? – Disse ele levantando uma sobrancelha e cruzando os braços. – Você mesmo viu. Eu não o chamei, ele veio. Ele é meu amigo. – Peyton fechava os pulsos. – August só não é esperto o suficiente para saber a tremenda vadia que você é. – Ian nunca se sentiu tão potente.

– Seu projeto de fada. Veja como fala! – Exclamou horrorizada. – Você não é ninguém, garoto. Sem August, você é mais um solitário. Porque nem mesmo aquela princesa que você chama de pai dá bola para você. – Ian desmanchou sua expressão, que rapidamente se tornou de ódio. – Deve estar no mal sangue da família que não é capaz de perceber que vocês são os estragados da rua e não percebem que nem August e nem o senhor Hummel gostam de vocês.

– Você não fala do meu pai, sua cretina. – Ian aumentou o seu tom de voz. – Qual o seu problema? É cegueira do que é óbvio? August não aguenta mais você; ele é meu amigo; eu não estou a fim dele; assim como o senhor Hummel é gay. Você é doente. – Disse August dando as costas para ela, com direção ao ginásio.

– Não vire as costas pra mim! Nós não terminamos-

– Tire as mãos dele, antes que eu te mostre quão forte consegue ser um projeto de fada. – August segurava a mão de Peyton e estava vermelho como um vidro de pimenta.

– O-o que? Gus, e-eu não-

– Você tem sorte de Ian não ter idade, pois você iria receber os três feitiços proibidos. – Ian corou com aquilo. – Quem diabos você pensa que é para falar das pessoas que eu gosto? Quem é você para falar alguma coisa de mim ou Ian? – Peyton tentava se livrar das mãos de August. – Seu problema não é falta de visão, é falta de cérebro. Nunca mais chegue perto de mim, de Ian ou dos nossos pais. Se passar com aquela sua bicicleta idiota na frente da minha casa, eu vou tratar de esvaziar todos os ovos da geladeira em você. Agora sai daqui. – Disse August soltando o braço dela. Peyton encarou os meninos por alguns instantes. Ela começou a correr de volta para a quadra. – Você está legal? – Perguntou o menino para Ian. – Eu escutei tudo da porta do banheiro.

– Estou bem... – Disse Ian pegando o papel das mãos de August e passando na parte superior dos lábios. – Parece que você não é tão idiota quanto eu pensava.

August sorriu.

– Eu me esforço. – Disse ele sorrindo; o mesmo sorriso que Finn tinha. Ian soltou uma risada com o som de “s”.

– Se teve a oportunidade de conhecer essa menina, porque não falou umas boas verdades para ela? – Ian foi para o banheiro, se colocou de frente para o banheiro e encarou seu nariz.

– Porque eu não poderia dizer algo melhor do que seu “vadia”. Essa doeu em mim.

August tinha um sorriso no rosto e os braços cruzados em frente a porta do banheiro. Ian subiu o olhar para ele e respondeu o sorriso.

– Se for contar para meu pai, só não conta essa parte. Ele acha que a única “ameaça” que eu sei fazer é com feitiços.

August caiu na gargalhada, ganhando Ian em seguida.

Eles estavam bem.

Notas finais
Fiquei meio limitado. É esquisito escrever um capítulo de poucas palavras, sendo que o último teve mais de 4.000. Só eu amo o Burt? Aff, melhor pessoa. Alguém me diz de onde saiu esse Ian. Acho que é um "adeus, Peyton"... Se eu fosse vocês, não gostaria de ler o próximo capítulo. Espero que tenham gostado. Até semana que vem. (No Domingo) Nox!