98 º Edição dos Jogos Vorazes - Interativa
8 Colheita Distrito 7
Notas iniciais
Pov Ayline Parker
Acordei de mal humor, hoje é dia de colheita, o dia pior da vida de todos, menos o meu, isto pode ser estranho mas, quero me candidatar, é pela Scarlet, é simplesmente por ela, vingança de todos, vingança dessa merda de jogos, eu descendência do Distrito 11, isso explica a minha pele escura, me diria uma pessoa bonita, uma pessoa guerreira porque ouço a toda instante, eu tenho um primo no distrito 11, o Spencer, queria poder estar com ele talvez, eu sei lá, levanto e coloco a melhor roupa para treinar, em exagerar e sem parecer que está indo para a guerra, está um dia de sol, o melhor no distrito 7, minhas vestes se cumprem com um short largo e a melhor blusa que tenho, posso observar o vestido branco, ele com certeza se destaca na minha pele, eu não sou das muitas escuras, mas acho que meus olhos também são destacados, desço e vejo minha mãe, Melanie, quer saber porque não vejo meu pai? Porque ele morreu, foi dele que eu tenho esses olhos, eu não sou depressiva por ter duas mortes, a de meu pai Jason e de minha irmã Scarlet, mas eu tenho sentimentos e eu me sinto solitária e triste, o que mais me acalma? Eu... Não sei, encosto a cabeça na parede e escorrego até cair no chão, posso ter deixado escapar duas ou três lágrimas, aquela coisa salgada tem um certo gosto estranho para se provar, elas descem e descem, fazendo descer do meu rosto, limpo deixando a sumir, passo pela cozinha, minha mãe me olha com um sorriso.
– Bom dia. — Ela diz sorridente.
– Bom dia. — Digo desanimada.
– Ah, mas o que foi? Alguém magoou minha bonequinha? — Ela pergunta indo até mim e coloca sua mão em meu rosto.
– Não foi nada, mamãe. — Digo voltando a chorar e olhando para fora.
– É por causa da Scarlet, né? — Ela pergunta.
A olho por um instante, só não a prendi sobre a parede e a ameacei com um machado porque ela é minha mãe.
– Eu não aceito falar sobre isso, eu não aceito ouvir isso, sobre a Scarlet, você não vê o quanto eu sofro, não vê o quanto eu gostaria de estar perto dela, você só piora tudo. — Digo sempre a chorar e ás vezes posso gaguejar.
Me ajoelho no chão e cubro o rosto com as mãos, ainda chorando, posso ver que ela coloca a mão em meu cabelo e levanta meu rosto.
– Querida, aceite os fatos, não é minha culpa, não é minha culpa! — Ela diz mais zangada na última frase — Se você sente saudade dela, não é minha culpa, eu também sinto, mas você está toda hora chorando, meu bem, você também me faz me lembrar mais dela e de seu pai. — Ela diz.
Me levanto.
– Não, a culpa é sua! — Eu grito. — Você devia aceitar os fatos de que...
Ela me interrompe.
– Não! Não é minha culpa! Você está proibida de falar comigo nesse tom de voz, proibida, Ayline!
Ela sai da cozinha indo para outro canto. Não penso duas vezes e saio dali, já devia estar na academia e estou discutindo com minha mãe, vou correndo, não é tão longe, quando chego, posso ver algumas pessoas do Distrito, inclusive Scott, ele é um amigo meu, sendo mais claro nas melhores horas, sempre me ajudando, entro na academia e fico em posição, Scott me observa.
– Por que o atraso? — Pergunta me olhando.
– Discussão com a minha mãe, presta atenção na treinadora. — Digo sussurando.
Ele a olha de um jeito...
– Não tanto assim. — Digo rindo.
– Vamos treinar com armas, começando pelas que conseguem melhor e depois pelas piores. — A treinadora diz.
Ela pergunta para todos quais as armas que manuseiam melhor, ela chega em mim.
– Qual? — Ela pergunta.
– Muitas. — Digo a observando.
– Diga alguma. — Ela diz sorrindo com uma prancheta.
– Machados.
Ela aponta para uma mesa após escrever alguma coisa no papel, lá na mesa tem o monte de machados, pego o primeiro machado que avisto, ele é mais parecido com um martelo, mas dá certo, avisto os bonecos.
– Vamos lá, quando eu dizer já, façam de tudo para serem os primeiros a derrotar eles e recuperem a Pedra. — Ela diz sorrindo.
Posso ouvir o " Já " e saio correndo, dou uma cambalhota e me levanto atirando um martelo, acertando o boneco, corro até lá e pego ele de volta, giro e acertando um na cabeça, passo por ali e vejo os bestantes, consigo matar eles rápido e acho a minha pedra, é uma simples pedra mais parecendo pintada de cristal e azul, a minha tem essa cor, corro e escalo a árvore que de repente se planta em minha planta, ela é bem alta, eu não tive muita coragem para pular.
– Acredita, acredita! — Digo para mim mesma — Pela Scarlet, por meu pai.
Eu salto dali e caio com tudo no chão, fico alguns segundos ali, e depois levanto, posso ver que meu joelho estava sangrando, corro mesmo assim, tropeçando ás vezes, entrego a pedra a treinadora e ela apita, todos voltam.
– Ela conseguiu gente! — Falou a treinadora. — Parabéns, querida.
Eu sorrio, depois eu treinei a mesma coisa com a arma que pior manuseio, a espada, odeio espadas, desta vez eu perdi, ganhou um menino chamado Gaibriel, é se fala Gaibriel e se escreve Gaibriel, saio da academia e andando um pouco, alguém encosta em meu ombro, viro e vejo Scott.
– Foi boa, hein? Campeã. — Ele diz sorrindo.
Sabe aquele sorriso que você admira tanto e que queria ter? Sabe, aquela lá, encantador? É este o do Scott.
– Você foi ótimo. — Digo.
Eu consegui com a minha pior arma um pouco, mesmo com o joelho deste jeito, a treinadora disse para eu ir lavar, cuidar ou até não treinar mais, eu não desisti.
– Nossa, que que aconteceu no seu joelho? — Ele pergunta apavorado
O olho com a boca aberta e o empurro, ele cai naquela poça de lama ainda ali.
– Ayline! — Ele grita.
– Que acidente chato né? — Pergunto.
– Que droga, Ayline! — Ele diz se levantando — Me ajuda aqui.
Pego sua mão e quando ele está levantando a solto.
– Ops! — Digo rindo.
– Você está me avacalhando. — Ele diz. — E sobre o seu joelho, é por isso que deve usar calça que nem eu, e nem ouse me jogar de volta aqui.
Acontece que ele foi lambuzado para casa, lambuzado mesmo, paramos em um lago, eu limpei meu joelho e ele me ajudou, sempre fofo e " lambuzado " , ele ficou engraçado marrom, ele foi para sua casa, eu cheguei na minha, tomei banho, sequei o cabelo e deixei os soltos, coloquei o vestido e a sapatilha branca e tomei café sozinha, minha mãe se recusou a tomar café comigo, encontrei Lara no caminho para a colheita.
– Oi fofa, hoje é a Colheita né? To ansiosa — Ela diz sorrindo.
Eu não tenho muita sorte
– Ainda quer se candidatar? É pela Scarlet? Não precisa menina, ela já se foi. — Ela diz irritada.
Nessa hora eu a prenso pela parede e pego o machado que esta ali ao lado.
– Não fale dela! — Grito.
Ela me olha com medo, eu largo o machado, , depois fui para a colheita, tive a sorte de não encontrar o Lambuzento Scott, mentira, chego na Praça e eles espetam meu dedo, vou para meu lugar.
Pov Scott Fannel
Eu acordei, era muito, mas muito cedo, odeio acordar assim, o mesmo acordar cedo, tomo um banho e coloco a roupa para treinar, a calça e tudo mais, desço e encontro minha mãe, ela está na cozinha preparando o café.
– Aonde vai, Scott? — Pergunta.
– Treinar. — Respondo rápido.
– Meu filho será o vencedor dos jogos. — Ela sorri — Não volte tão tarde.
Sorrio com o comentário dela, saio de casa e vou para a academia, depois de uns minutos chega Ayline.
– Por que o atraso? — Pergunto a olhando
– Discussão com a minha mãe, presta atenção na treinadora. — Ela sussura
Eu olho para a treinadora como se a estivesse paquerando.
– Não tanto assim. — Ela ri.
– Vamos treinar com armas, começando pelas que conseguem melhor e depois pelas piores. — Atreinadora diz.
Ela pergunta para todos quais as armas que manuseiam melhor, ela chega em mim.
– Lanças. — Digo sorrindo.
Ela aponta para uma mesa após escrever alguma coisa em sua prancheta, pego a lança da mesa e posso ouvir o Já dela após algumas palavras, saio correndo e enfio a lança em alguns bonecos, em outros atiro, nos bestantes foi mais difícil mas consegui, minha pedra era verde, eu a peguei e vi que Ayline já estava indo para a sua, peguei a minha e corri, surgiu uma árvore, escalei e depois desci, a professora apitou, no final, Ayline venceu, depois usamos as piores armas, a minha era espada também mas foi bem difícil, Gaibriel venceu, ele é um amigo meu, ele usou arco e flecha e acertou os bonecos, devo parabéns a ele, todos saíram da academia, inclusive eu, vi Ayline e coloquei a mão em seu ombro, ela me olhou.
– Foi boa, hein? Campeã. — Digo sorrindo
– Você foi ótimo. — Ela diz.
– Nossa, que que aconteceu no seu joelho? — Pergunto com os olhos arregalados
Ela me olha com um daqueles olhares e abre a boca, me empurra em uma poça de lama
– Ayline! — Grito
– Que acidente chato né? — Ela sorri
– Que droga, Ayline! — Digo quase me levantando — Me ajuda aqui.
Ela segura minha mão, quando estou quase levantando ela solta, fazendo eu cair novamente.
– Ops! — Ela diz rindo
– Você está me avacalhando. — Digo. — E sobre o seu joelho, é por isso que deve usar calça que nem eu, e nem ouse me jogar de volta aqui.
Levanto e vou para casa cheio de lama, ela fica rindo de mim no caminho, chego lá e tomo novamente um mísero banho e me arrumo para a colheita, tomo café com meus pais e vou a Praça, espetam meu dedo e vou ao meu lugar, a mulher da Capital logo sobe ao palco, ela estava vestida com um meio que bege perolado, a mesma coisa com os sapatos, a sombra, o chapéu, as luvas e o guarda chuva para se proteger do sol que fazia no Distrito 7, seu batom era apenas bege e ela era bem branca, talvez muito pó de arroz, querida, essa se chama Rosana, ela fez posição de dama e segurou o microfone com uma só mão, atrás dela estavam todos, inclusive o Presidente Snow, o desgraçado de toda essa confusão, da droga desses jogos, estava lá o mentor ou mentora, não via direito.
– Bem Vindos todos. — Ela disse sorrindo.
Ela falou outras coisas e depois mostrou o filme, muitos não prestavam um pingo de atenção, eu era um deles, durou alguns minutos e ela voltou ao microfone.
– Feliz Jogos Vorazes e que a sorte esteja sempre ao seu favor! — Ela sorriu — Algum voluntário?
Eu nem olhei pro lado ou qualquer coisa, mas olhei quando ela falou.
– Quer mesmo se voluntariar? — Ela perguntou.
Olhei para o lado e vi que Ayline levantou a mão.
– Sim! — Ela grita confiante.
Ela vai até o palco quando os pacificadores se aproximam, ela sobe e fica ali, reta, olhando para todos.
– Qual seu nome, querida? — Ela pergunta para ela.
– Ayline Parker! — Ela diz o mais forte que pode.
– Ótimo, agora os garotos que irão representar o nosso distrito esse ano. — Ela diz sorrindo.
Ela se dirige a outra bola e remexe alguns papéis, pega um único e cita o nome baixo, acho que Ayline ouviu, Ayline grita.
– É você Scott Fannel! — Ela grita o mais forte, justamente quando a moça da Capital ia falar.
Eu rio por ela dizer aquilo, a moça da Capital a observa, indignada, passo a mão no rosto, não acredito que ela fez isso, ela quase ri, mas segura, igualmente da mulher da Capital e do presidente, também a mentor ( a ), todos com vontade de rir e sem poder, vou até o palco e fico ali, Rosana ajeita a voz murmurando e se posiciona.
– Esses são os tributos do Distrito 7! — Ela sorri — Podem se cumprimentar.
Eu aperto a mão dela e ela ri, o sorriso mais lindo e bonito da face da Terra.
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