90 Dias com Ela
1 Prólogo
Notas iniciais
— Acho que dessa vez sua situação está complicada, Bella. — Angela comentou, preocupada. Ela era a única amiga de verdade que eu possuía desde que me entendia por aprendiz de anjo.
— Não acho... Você sabe que meu mentor é muito bom com as palavras — a tranquilizei.
No mesmo instante, a porta da sala — onde meu mentor conversava com o diretor do internato para aprendizes de anjo, — abriu-se.
Sorri pesarosa enquanto suas feições me reprovavam. Por ai vinha sermão, podia apostar!
Despedi-me de Angela e do diretor do internato e logo partimos. Esperei ansiosa por ouvir qual seria minha penitência por ter infrigido — mais uma vez — as regras para aprendizes de anjo. Sabe, nunca gostei de regras.
— Não acredito que quebrou sua promessa, Bells. — Charlie me reprovou.
— Charlie, como meu mentor há anos, você já deveria saber que nunca fui uma santa — dei de ombros. — Certo, qual é o castigo da vez? — Perguntei indiferente.
— Não tem castigo — declarou, enquanto mordia a lingua levemente. Ele sempre fazia isso quando tinha algo realmente muito importante para me contar, e não sabia como.
— Suponho que desistiram de me penitenciar, então — declarei, esperando ser corrigida.
— De certa forma... Sim. — Ele respirou profundamente e virou-se para me encarar.
— Anda, Charlie, desembucha — exigi.
— Você vai ser expulsa do céu — me informou. Ponderei por um momento, e considerei seriamente que Charlie estava brincando comigo.
— Certo, chega de pegadinhas, ok? — Pedi.
— Não é uma pegadinha, Bells. Você possui trinta e sete advertências só nesse ano letivo, eles já a toleraram o máximo que podiam. Não pude reverter a situação... — Argumentou.
O fitei incrédula. E agora, o que seria de mim? Eu não sabia ao certo o que acontecia com os anjos que eram expulsos, mas algo bom certamente não haveria de ser.
— Não, não, não! Tem que ter outra saída, Charlie, tem que ter! — Me desesperei.
— A boa noticia é que tem — contou-me, um novo sorriso iluminando seu rosto. — Olha, Bells, não vai ser fácil, mas...
— Pode falar, topo qualquer coisa para não ser expulsa — o cortei.
— Bem... Você terá que ser anja-da-guarda de um humano até encaminhá-lo ao caminho do bem. Terás três meses para realizar tal missão, e, nesse período não poderá sequer, visitar o céu. Se declinares, ficarás presa ao mundo humano até morrer e poder descer ao mundo inferior — tremi nessa parte. — Você terá que aprender a ter disciplina, saber amar ao próximo incondicionalmente, admitir e corrigir erros, perdoar sinceramente, entre outras coisas que estão nessa lista. — Me entregou um papel branco e imaculado... TRINTA PÁGINAS! — No entanto, temos um bônus — anunciou.
— Qual? — Me animei.
— Eu poderei visitá-la uma vez por semana, todos os domingos à meia-noite. — Informou-me.
— Certo, então... — Respirei fundo.
— Calma, não acabei... Você vai saber mais ou cedo ou mais tarde, então... — Ele fez uma pausa.
— Então? — O incentivei a continuar.
— Seu pupilo é Edward Cullen — disse.
— Como assim?! Charlie vocês estão loucos?! Esse garoto é um caso perdido, três anjos-da-guarda já pediram demissão de tal cargo! Isso é loucura! — Reclamei indignada.
— Eu não mencionei em parte alguma que seria fácil. Coragem, Bells, é sua única chance — fitou-me esperançoso. Ele tinha razão. Era minha única chance, não podia jogá-la para o alto tão facilmente. Ou, no meu caso, para baixo; muito baixo...
— Diga aos seus chefes que aceito a missão... E que eu ficarei muito feliz de esfregar minha vitória na cara de cada um! — Declarei voltando ao meu estado normal sárcastico.
— Essa é a minha Bella! — Charlie aprovou.
Mas eu sabia... Essa missão seria o caso mais improvável de se realizar. Levar Edward Cullen, um bad boy galinha e revoltado, para um bom caminho?
Aham Cláudia, senta lá! Eu diria antigamente, já hoje... POR FAVOR QUE TUDO DÊ CERTO!!!!
Notas finais
estão gostando? Preciso da opinião e do apoio de vocês!
Obrigada por lerem,
Carol.
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