Notas iniciais
Eu não posto desafios faz um tempo... Desculpa :(
Mas aqui está um novinho, que na minha opinião não ficou tão bom por que eu escrevi com pressa, mas tomara que vocês gostem!
AH.

-Abra a porta, Molly! — Sherlock bateu incansavelmente em sua porta.

-Pelo amor de Deus, ESPERE! -Molly pegou uma camisa gigante dos Avenged Sevenfold que Tom havia deixado lá depois de terminarem e vestiu um short jeans que estava pendurado atrás de sua porta.

Ela abriu a porta e Sherlock entrou praticamente voando.

-O que houve? — Perguntou fechando a porta e passando a mão nos cabelos tentando ajeitá-los.

-Eu... Eu acho que estou doente! — Sherlock engoliu seco, e então Molly reparou, ele estava usando uma touca... Sherlock não usa toucas.

-Hm, eu sei que sou médica mas... John não estava disponível hoje? Você normalmente recorre á ele... — Sherlock coçou a cabeça, e parecia procurar um lugar para enfiar a cabeça, olhando para todos os lados.

-Não... Não é isso Molly. É que... Eu estou com... Não ria ok? — Sherlock gaguejando? Molly engoliu seco, assentindo hesitante. — Eu estou com Pediculose.

Sherlock soltou tudo em um jato de ar. Ah... Então estava explicado.

Molly deu um passo para trás. — Então quer dizer que... Você está com piolho? — Ela mordeu o lábio, se concentrando para não rir.

-Não ria! — Ele rosnou, cruzando os braços e fazendo um bico.

-Ok, ok.. — Molly se esticou e pegou um prendedor de cabelo, o amarrando bem alto e apertado. — Bom, vou pegar meus sapatos e meu casaco e vamos na farmácia da esquina...

-Espere... Você vai... Assim? — Ele perguntou, fazendo gestos para suas roupas.

-Olha, eu sei o quanto você adora o meu casaco de cerejas, mas eu estou indo na esquina... E o pessoal de lá já me viu até só de pijamas e roupão, quando eu fico doente, corro para lá.

-Hunf. Cubra suas pernas. — Ele murmurou e ela arqueou uma sobrancelha. — Está frio!

-Sei... Vamos? — Molly abriu a porta e o empurrou para fora. — Toby, já volto!

-Quem é Toby? — Sherlock perguntou.

-Deixe me ajudá-lo a se lembrar. Ele é peludo, gordo... Ama seu cachecol.

Sherlock bufou.

-Seu gato.

Eles saíram do apartamento, e entraram no elevador cada um em uma ponta do pequeno cubículo, ambos estavam respeitando o limite um do outro, e Sherlock estava com piolhos!

Realmente, a farmácia era perto. Dois prédios depois e eles estavam lá.

-Vem comigo. — Molly puxou Sherlock até uma sessão que tinha toucas descartáveis, sacos plásticos e depois o arrastou para os shampoos.

-Hey, Molly! — O garoto de cabelos loiros mal pintados de verde veio a cumprimentar, um colar escrito "Collin" estava preso em seu pescoço como uma coleira.

-Oi Collin! -Ela cumprimentou sem olhá-lo. Collin broxou e Sherlock viu naquele momento como Molly deveria se sentir quando ele fazia o mesmo tipo de coisa com ela. — Tudo bem com você?

Dessa vez ela olhou para ele e lhe ofereceu um sorriso, pegando algumas coisas na prateleira.

-Estou bem sim, precisa de ajuda? Recebemos... Esmaltes novos semana passada. — Pois é, o garoto tentou.

Mal saiu da puberdade, mora com os pais,... Que consequentemente são donos da farmácia. Cursa direito. Tem um peixe. Nah, Molly merece melhor... E ela tem um gato! Sherlock avaliou, crítico.

-Não obrigada.. Peguei tudo. — Ele pegou uma cesta e Molly colocou as coisas dentro, eles o seguiram até o caixa, Sherlock estava quase possessivo ao lado de Molly, semicerrando os olhos para as olhadelas que Collin mandava para as pernas de Molly.

Naquele momento, Sherlock preferia que Molly estivesse usando uma de suas calças largas, qualquer coisa, menos aquele short.

O short estava até apertado, quantos anos ela tinha quando comprou?

Enquanto Molly pagava, Collin ensacava as coisas e olhava para suas pernas e Sherlock o encarava de braços cruzados. O adolescente irritante estava ignorando-o solenemente!

Collin pegou um dos remédios de piolho e franziu a testa, olhando para Molly, e em seguida, olhou para Sherlock e sua touca, e então, prendeu a risada.

Ah, o quão deveria ser engraçado um Sherlock emburrado de touca comprando remédios para piolho.

Sherlock tinha que se lembrar a todo instante para NÃO COÇAR A CABEÇA.

Talvez ele devesse pedir para Molly fazer uma plaquinha, por que neste momento a mão dele já estava se erguendo quase automaticamente.

Assim que estava tudo devidamente embalado, Sherlock que correu para a casa. Ele estava enlouquecendo com o pensamento que talvez houvessem pequenos seres se reproduzindo em seu cabelo.

-Sabe, eu fico me perguntando como você pegou piolho... Não é muito comum em adultos sabe? -Molly riu. -Ponha suas roupas no saco e vista essa bermuda, vou encher a banheira e separar as coisas.

Ela lhe passou uma bermuda preta com alguns passarinhos vermelhos e Sherlock retorceu o nariz para ela, revirou os olhos e foi se preocupar com outras coisas.

Tirou suas roupas da máquina de lavar e já a encheu com sabão e sal para poder lavar as roupas de Sherlock. Colocou o avental de chuva com corações azuis que usava para dar banho em Toby, assim que passou pela sala com o avental o gato saiu correndo achando que ia tomar banho.

Encheu a banheira e separou o pente fino que vinha junto com o shampoo e o creme pós-banho. Riu quando viu que o pente fino tinha uma pequena lupa na ponta. Separou a touca, uma toalha limpa e algumas coisinhas que seu ex tinha deixado lá de lembrança.

Antes, ela ia jogar fogo na cueca de listrinhas e na calça de pijama, assim como a blusa que estava usando agora e a bermuda que Sherlock estava usando. Foi a primeira muda de roupa que Tom levou para casa dela, e ela não tinha certeza se ele realmente já tinha usado algum deles. A blusa sim! No início ela dormia com aquela blusa, por que ela adorava seu perfume e Tom gostava de vê-la vestindo-a.

-Molly? — Sherlock chamou sua atenção, de pé no banheiro segurando um saco de lixo com uma bermuda mal amarrada. Molly secou as lágrimas que se formavam nos cantos de seus olhos e se levantou.

-Entra na banheira, molhe os cabelos, já volto.

Pegou seu saco de roupas e foi colocá-las para lavar.

Sherlock entrou na banheira confuso, por que ela estava chorando? Ele olhou para as roupas cuidadosamente dobradas em cima da pia. Ah sim... Thomas.

Bufou. Quantos meses ele já não estavam juntos? Aquele genérico já deveria estar fora de sua mente!

Ele se estapeou mentalmente quando pensou ironicamente que a única coisa que queria rondando a cabeça de Molly naquele momento era o Sherlock Original de Fábrica, não o Thomas Genérico Importado da China.

Molly voltou com um banquinho de madeira baixinho e um gato seguindo-a.

O gato subiu na tampa da privada derrubando o shampoo e olhou para Sherlock, avaliando-o. Molly colocou uma touca em seus próprios cabelos e separou um outro para Sherlock.
Sherlock se virou e sentou virado para a parede deixando Molly correr os dedos por seus cachos.

Ele relaxou conta a banheira e suspirou. A última pessoa que tinha lavado seus cabelos foi sua mãe a uns... Vinte? Quinze anos atrás?

-Sherlock, dá para parar de gemer? — Molly chamou-lhe a atenção.

-Não estou gemendo.

-Ah, está sim. Toby até saiu daqui com medo.- Riu- Enfim... Cinco minutos de touquinha, depois se enxague, se vista e me encontra na sala. — Ela deu um beijo em sua bochecha molhada e saiu do banheiro.

Sherlock sentiu suas bochechas quentes.

Sherlock Holmes sentiu as bochechas quentes.
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-AIE! -Sherlock gritou. — Tá querendo me deixar careca? Ok, eu sei que eu te tratei grosseiramente várias vezes mais AIE! MOLLY.

-Cala a boca, Sherlock, meu vizinhos vão chamar a polícia, quer que eu diga para Lestrade que você pegou piolho?

-Fala mais alto que talvez dê para ele escutar. — Cruzou os braços emburrado.

- Tudo bem... SHERLOCK HOLMES ESTÁ CO...

Sherlock se jogou em cima da pequena mulher, quase a matando com seu peso.

-Sua vez de calar a boca. — Ele colocou a mão sobre sua boca, e ela o mordeu. — URGH, Molly!

-Eu não consigo respirar, seu idiota. — Sherlock fez uma cara como quem diz 'O que?' e virou seu ouvido para Molly. — SAI DE CIMA DE MIM!

-O que houve com você? Você era legal. — Ele massageou o ouvido.

-Pisaram no meu calo, agora sai de cima de mim que eu vou pegar a chapinha. -Sherlock a liberou, mas a pegou pelo pulso quando ela levantou.

-Se você contar para alguém que eu estou com... Pediculose, eu vou... Hm, eu vou...

-Você vai o que, Sherlock.

-Te beijar. -Ele deu um meio sorriso e Molly bufou se desgarrando de sua mão.
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-Olá Justin Bieber! — Molly riu. — Ah Sherlock, não sabia que você tinha franjinha.

-Molly. — Sherlock estava vermelho de raiva, com aquela franja caindo em seus olhos. Ela se dobrou de tanto rir. -Qual era o fundamento da chapinha? Por que você passou isso em mim?

-O calor mata as lêndias... E... — Molly respirou fundo, tentando não olhar para Sherlock. — Ficou mais fácil para tirar tudo.

Ela lhe passou um potinho com vários pontinhos brancos.

-Viu Justin? Bem mais fácil. -Ela riu. — Boa noite, Holmes.

-Boa noite, Hooper. — Chacoalhou os cabelos para ver se de repente saia o efeito chapinha.
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-Bela Adormecida, sinto-lhe dizer, mas suas roupas já secaram e eu tenho que trabalhar. — Molly o acordou com o telefone na mão.

-Só mais cinco minutos... — Ele murmurou rouco.

-Hm,... Não. O café está na mesa, sua roupa está na poltrona, e se quiser salvá-la de ficar cheia de pelos de gato é melhor levantar agora. Vou me arrumar.

Sherlock levantou emburrado e se vestiu ali mesmo, tomou seu café e coçou a cabeça. Ficou alerta na mesma hora e se olhou no espelho da sala de Molly.

Suspirou, grato que seu cachos despenteados estavam lá novamente.

Assim que Molly saiu do quarto desceram juntos.

-Molly... Quer jantar hoje? — Sherlock perguntou de repente.

-Pode ser... — Ela franziu a testa.

- Te busco ás sete no necrotério.

-Ugh, não vai me deixar nem passar em casa?

-Oito.

-Feito.

Molly já estava chamando um taxi quando Sherlock a chamou de novo.

-Para quem você ligou hoje de manhã?

-John.

-Contou para ele?

-Sim.

E então, ele sorriu e ela o encarou confusa.

-Eu te avisei...

Ele a puxou pelo casaco e a beijou. Profundamente e deliciosamente.

-ARRUMEM UM QUARTO! — Um adolescente passando de skate gritou.

Molly corou e se escondeu no casaco do detetive.

-Oito?

-Oito.
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Sherlock não esperou até as oito, apareceu na hora do almoço de Molly e na hora da saída.

Eles não puderam ir para um restaurante,... Molly precisou de uma ajuda na hora do banho.

Ou pelo menos foi isso que o Sherlock disse.

Ah, ele também disse que as roupas que a Molly guardava do Tom foram acidentalmente queimadas.

Acidentalmente...

Notas finais
Sobre os Shorts, não estavam apertados ok? Eu imagino uma Molly muito confortável fora da zona de trabalho.
Sabe aqueles Shorts que ficam entre o apertado e o colado? É isso.
Sobre as roupas do Tom... Nem comento.
Justin Bieber mandou um beijo para vocês, e pediu para vocês mandarem um review para mim ♥
-Aí, já dá para fazer piadinhas com nomes sublimes. -
Há.
Muito engraçado.
Um beijo grande e muito boa noite para todas vocês, lindas :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!