Notas iniciais
Oompa Loompa, do-ba-dee-doo I've got another oneshot for you ♪ E vamos a mais um desafio, como sempre eu escrevendo fluffys, Boa leitura!

O 221B de Baker Street se encontrava em considerável silêncio, fazia uma semana que John havia se casado, Sherlock estava deitado no sofá, já tinha tossido tanto que nem tinha mais forças para meia tosse, sabia que estava com febre, e um tremendo mal estar. Ouvi passos na escada, julgou ser Mrs Hudson, fechou os olhos, fingiria que estava dormindo, assim seria deixado em paz.

A porta se abriu e nenhuma palavra foi dita, conteve a vontade de espiar, ouviu um suspiro vindo da porta enquanto era fechada, depois passos até perto de onde se encontrava, e então silêncio.

— Eu sei que está acordado Sherlock, pare de fingir – era a voz de Molly, ela o encarava de braços cruzados, vendo que ele não se manifestava decidiu outra abordagem — Se continuar com esse seu fingimento, juro que começo a me desfazer de cada experiência sua que eu encontrar por aqui...

"Molly está blefando, ela não faria isso" pensou enquanto continuava a fingir.

— Pois bem – ele ouviu os passos dela indo em direção à cozinha, a geladeira sendo aberta, mais passos e o barulho do lixo sendo aberto, decidiu parar com o fingimento.

— Não se pode nem mais cochilar – resmungou sentando-se, quando focou seus olhos na legista, constatou que ela realmente tinha blefado, e ele tinha caído.

— Olá pra você também.

Molly reparou que Sherlock estava bem pálido, com olheiras, o esforço que ele fazia para falar mesmo de nariz entupido, devia estar com febre também. Voltou à sala e sentou-se ao lado dele.

— A que veio?

— Um certo alguém que está com pneumonia não atende aos telefonemas, então seu querido irmão Mike me ligou e pediu para que eu viesse ver como você estava.

— Suspeita de pneumonia não significa que eu esteja com pneumonia de fato – corrigiu, Mike?! O detetive só chamava o irmão assim quando queria irritá-lo, desde quando Molly tinha virado amiguinha dele?

— Que seja, o fato é que se importam com você e não querem que você piore seu estado de saúde por fazer uma idiotice qualquer.

— Eu não preciso de babá, porque não vai fazer companhia ao seu noivo?

Sentia mal estar demais para tentar deduzir sobre a expressão que viu cruzar seu rosto. Não tinham se visto após o casamento de John, no fundo Sherlock tinha sido afetado ao saber do noivado de Molly, não ia nem um pouco com as fuças do tal de Thomas, mas não tinha nenhum direito de opinar, afinal quantas vezes não fora rude e de certa forma brincara com os sentimentos dela? E apesar de tudo, ela ainda se preocupava com ele.

— Vou fazer uma sopa, enquanto isso você vai tomar banho – o tom e voz que ela usou mais o olhar que ela dirigiu-lhe o impediu de tentar contra argumentar.

Sherlock levantou-se e se arrastou batendo o pé até o banheiro. Molly riu da atitude dele, desceu até a cozinha de Mrs Hudson e foi preparar a sopa.

— Não estou com fome – disse enquanto observava a legista deixar a bandeja com um prato de sopa e suco de laranja em cima de uma mesinha. Ouviu-a soltar o ar de maneira pesada.

— Sherlock, não sou John então nem tente fazer birra, tenho certeza que você não comeu nada o dia todo, trate de comer – fuzilou-o com o olhar. Tentou esconder sua incredulidade quando ele mostrou-lhe a língua. Ás vezes ele era tão... ARGH! Jogou-se na poltrona dele, pegou o livro que trouxera e pôs-se a ler.

Sherlock tinha certeza que se ela ficasse com ele até o final da noite, acabaria sendo estapeado por Molly, tomou a sopa em completo silêncio. Fazia tempo que não ficava na companhia da legista, não entendia como sendo ela a única pessoa que via através dele, ela não via que ele não queria vê-la com outra pessoa que não fosse ele.

O silêncio se estendeu um tempo entre eles, quebrou-o com sua crise de espirrou, correu para o banheiro, precisava assuar o nariz ouviu Molly gritar:

— Se não tomar seus remédios você vai realmente ter pneumonia

— Tomar remédios é chato!

— Então se prepare para espirrar até seu nariz cair, é até provável que você assue um pedaço de seu tão querido cérebro – quando ele voltou à sala seu nariz estava avermelhado — O nariz e cérebro são seus – disse balançando o vidro de remédios.

Sherlock pegou um copo com água, voltou à sala e pegou os remédios da mão de Molly, bebeu os comprimidos, sentou-se novamente no sofá, ela veio para seu lado.

— Preciso saber se está com febre – estendeu o termômetro na direção dele, ele não fez menção de pegar, ficou a encarando esperando, a legista inspirou com força e colocou o termômetro debaixo do braço dele.

Sherlock viu as bochechas dela ficarem vermelhas devido a proximidade, sentia falta disso, sorriu.

— Até que horas pretende ficar aqui Molly? – ele olhou no relógio e já eram quase onze da noite.

— Até você melhorar

— Sei de alguém que não vai gostar disso

— Não é dá conta desse alguém – ela tirou o termômetro com certa indelicadeza — Porque você não vai dormir?

— Só se você conversar comigo até eu dormir.

"Sherlock está me chamando para deitar em sua cama? É isso mesmo? Ele sabe perfeitamente que vou acabar dormindo ali com ele" pensou, quando sentiu as bochechas começando esquentar virou-se para que ele não visse o que ainda causava, correu em direção ao quarto e gritou por cima do ombro:

— Vou pegar todos os travesseiros.

Sherlock sorriu de canto e se arrastou até o quarto. Molly tinha tirado os sapatos e estava sentada de pernas esticadas, pendurou seu roupão na porta e foi juntar-se a ela.

— Achei que ia pegar todos os travesseiros – disse deitando com a cabeça no colo dela.

— Sou uma médica, jamais faria isso com um enfermo.

Antes que Molly começasse a mexer nos cachos de Sherlock, sentiu ele pegando sua mão e entrelaçar seus dedos com os dela. Seu coração acelerou como há muito tempo não fazia. Suspirou.

— Porque terminamos – disse.

Sherlock não precisou perguntar pra saber sobre o que ela falava. Então foi isso que não deduziu quando disse a ela pra fazer companhia ao ex-noivo. "Mycroft sabia e não me contou" indignou-se em pensamento, por isso ele tinha ligado para ela ir até lá. O irmão tinha percebido antes dele próprio os sentimentos que Sherlock tinha, mas não reconhecia.

Dessa vez ele não permitira que ela ficasse com outra pessoa.

— Molly, você sabe que eu não sou a melhor pessoa desse mundo, e eu sei que isso é egoísta, mas se for pra te ver com alguém, quero que seja comigo.

Molly congelou a mão que enrolava um cacho da cabeça dele, seu cérebro assimilava lentamente o que ela tinha acabado de ouvir.

— Molly?! – ele sentou-se na cama, para olhar em seus olhos.

— Com você?

— Comigo.

Sherlock puxou o rosto de Molly para perto, fechou os olhos e beijou-a nos lábios. Tentou expressar com aquele beijo tudo que nunca havia verbalizado e que estava em seu coração.

No outro dia Mycroft apareceu no 221B em Baker Street.

— Você – disse apontando com o guarda-chuva para o irmão — Parece bem melhor... e você – disse apontando dessa vez na direção de Molly — Parece que dormiu com um vampiro.

Notas finais
As always, comentem anyway, preciso saber como me saio nesses desafio :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!