Line 666Duraque
Emma saiu da lanchonete como quem deixava para trás um campo de guerra.
Era como aquele lugar se parecia nas sextas-feiras, com os adolescentes sempre felizes e os adultos bêbados demais.
Suas botas de duraque deixaram o eco dos passos pela viela que servia de atalho até a estação, aquela parte de Londres era geralmente vazia as duas da manhã.
Era apenas mais uma madrugada na linha 737 e seus companheiros de viagem seriam os mesmos góticos de todas as sextas, com a velha conversa sobre aquela ser a linha 666.
— É mal assombrada — Eles juravam — Por isso viemos hoje.

