8° Desafio Sherlolly

1 Sherlock pelos olhos de Molly


Notas iniciais
Gente, escrevi bem rápido quando tive tempo e nem revisei direito. Não pensei muito bem na história, mas comecei a escrever e foi saindo. kkkkk Espero que gostem e eu não revisei muito bem. Espero que não esteja tão feio assim!AH A MÚSICA DEPOIS DO ♫: https://www.youtube.com/watch?v=fz4MzJTeL0cSem mais, vamos pra um momento Sherlolly!

– Sherlock! Sherlock – Aqui estou eu, correndo de salto alto atrás do homem que não demonstrava nenhuma simpatia com ninguém. – Sherlock espere!

Seus cabelos pretos e encaracolados se mexiam conforme ele continuava andando. Ainda conseguia ouvir a música um pouco longe. A festa do casamento de Mary e John estava “bombando” por assim dizer e aqui estou eu, gritando atrás de um sociopata. Quando você vai aprender Molly Hooper?

– O que foi Molly? – Ele de repente se virou me surpreendendo. Consegui parar de correr a tempo antes de tropeçar e esbarrar nele. Estava difícil respirar depois de correr, imagine falar alguma coisa. Sentia minha boca seca e meu pulmão quase explodindo. Um gosto de sangue surgiu na minha garganta. Precisa sair dessa vida sedentária Molly!

– Onde você está indo? – Enfim consegui dizer depois de 1 minuto em silêncio apenas tentando respirar. Sherlock agora me olhava sério. Sempre tão indecifrável pra mim e tão irresistível ao mesmo tempo. Ele estava me olhando de cima a baixo e quando abriu a boca parecendo que ia dizer algo, apenas se virou e continuou andando. É claro que para mim ele mais parecia estar correndo.

– Sherlock! – eu gritei dessa vez sem correr. Tinha tirado meu sapato de salto alto. – Não faz isso comigo! – Disse a última frase um pouco mais baixo. Achei que ele não tinha escutado, mas vi quando parou. Parecia estar lutando contra alguma coisa mentalmente, pois o vi cerrando os punhos. Sherlock parecia estar com...raiva?

– Eu não consigo fazer isso Molly! Eu não consigo! – ele começou a falar, explodindo na minha frente. Tinha colocado o seu tão usado sobretudo preto por cima da roupa de bestman. Nunca tinha o visto tão lindo quando o encontrei para tirar as fotos do casamento. Mary tinha me chamado para ser sua madrinha e confesso que só fiquei empolgada quando ela disse que Sherlock seria o meu par. Dava pra imaginar? Centenas de fotos minha acompanhada de Sherlock como se fôssemos um casal! Era melhor do que nos meus sonhos.

– Por favor Sherlock. Só precisamos tirar mais algumas fotos! – eu disse quase choramingando. – E aí você pode ir embora.

Consegui olhar nos olhos dele e ver um olhar de espanto. Ah meu Deus, o que será que eu falei de errado? Tirar fotos comigo era tão ruim assim?

Quando interrompi meus pensamentos, pude notar Sherlock andando em minha direção. Eu estava descalça, provavelmente descabelada porque tinha vindo correndo da festa. Ah a festa! Eu poderia estar me divertindo dançando, comendo mais do que deveria ou até conhecendo alguém, mas não! Eu estava conversando com meu par e implorando para ele não me deixar sozinha.

Antes que eu pudesse perceber, Sherlock tinha se aproximado e se aproximado muito. Podia sentir seu perfume vindo diretamente em minha direção pela corrente do vento. Sherlock estendeu a mão direita para mim:

– Molly, eu preciso de você. Vamos embora comigo?

Por um instante fiquei sem ar. É, eu estava prendendo a respiração. Ele estava me convidando para ir embora com ele? Embora do casamento? O QUE? Isso era loucura! Esse pensamento me fez enfim respirar e soltar uma gargalhada. Uma risada histérica que só depois percebi. Enquanto eu ria, vi o olhar de Sherlock passar de sério para surpreso e para sério de novo. A mão ainda estendida para mim. Ah caramba, ele está falando sério.

– Ir embora Sherlock? Para onde?

– Não, não. Sem perguntas. Apenas pegue minha mão Molly, por favor.

Eu estava sem reação. Segurava meus sapatos na mão direita e podia sentir o piso gelado sob os meus pés. Meu coração estava tão acelerado que parecia querer sair saltitando por aí. Fiquei encarando Sherlock por mais alguns segundos. O que será que a mente brilhante dele estava planejando? Será que eu quero descobrir? Antes que pudesse responder, vi minha mão esquerda levantar e segurar na mão estendida de Sherlock. Seria uma grande noite.

–--

Estávamos agora no terraço do St. Barts. Minhas pernas, com meus pés ainda descalços, balançavam no parapeito do prédio. Sherlock estava sentado do meu lado, com as pernas também balançando. Tinha segurado minha mão o caminho todo e ainda estava segurando. Eu não podia sequer pensar no que estava acontecendo, mas não ia abrir minha boca e estragar o momento. Não mesmo.

– Não podia continuar lá Molly. Você sabe o quanto não suporto festas! – Sherlock começou a dizer. Apesar de já estar de noite, o clima em Londres estava agradável.

– Tem certeza que o problema era a festa Sherlock? – eu disse fazendo com que o olhar dele me encarasse. Pela primeira vez Sherlock estava sendo claro para mim. Seus olhos expressavam tristeza, mas ainda eram os olhos azuis mais bonitos de toda a Londres. Antes de me responder, ele suspirou e soltou a minha mão. Ah MERDA! Muito bom Molly, parabéns!

– Você realmente consegue me ver não é Molly? – ele disse colocando as mãos nos bolsos do casaco, enquanto disfarçava um sorriso no canto dos lábios.

– Consigo? – eu perguntei meia surpresa com a verdade naquela frase. Até agora achava que Sherlock era muito misterioso para mim e que todas as reações que eu observava nele eram apenas ilusões da minha cabeça. Realmente acreditava que Sherlock era imune a qualquer tipo de emoção. Mas agora, observando bem, conseguia entendê-lo.

– Sim. Apesar de não perceber Molly, você é a única que entende tudo o que faço ou digo. Você não desiste de mim mesmo quando sou rude com você.

– Você não tem culpa de ser um idiota Sherlock! – eu disse de forma brusca, um tanto irônica. Sherlock estava desabafando comigo e não queria que o clima ficasse tenso demais. Ele apenas riu com a minha frase.

– Eu sou um idiota mesmo. Mas você gosta de mim mesmo assim, certo? – ele disse se virando para mim, com uma sobrancelha levantada. Podia sentir meu rosto todo vermelho. Devia estar da cor da bolinha da bandeira do Japão. Ele sabia que eu gostava dele. Todo mundo sabia na verdade. Nunca fui boa em esconder minhas emoções e sentimentos. E estar perto de Sherlock sempre me deixava atrapalhada e sem saber o que fazer. O clássico exemplo da boba apaixonada.

– Não queria te deixar sem graça Molly. – Ele continuou quando viu minha situação e que eu não tinha respondido sua pergunta. – Eu só estou chateado eu acho, não sei bem o que estou sentindo, tudo é novidade pra mim. John está... – ele deu uma pausa – John está construindo uma vida sem mim Molly. Ele é o melhor amigo que eu tive, quer dizer – ele riu – ele foi o único amigo que eu tive.

– Não fala assim Sherlock. John ainda vai ser seu amigo, nada mudou, ele apenas tem a Mary agora. – Eu disse tentando consolá-lo. Era estranho ver Sherlock fragilizado. De repente senti meu celular vibrar:

ONDE VOCÊ ESTÁ? E CADÊ SHERLOCK?

MW

– Por falar nela. – Eu disse sorrindo, balançando o celular para ele ver.

– John tem a Mary agora e o bebê. – Sherlock continuou. Estava digitando uma mensagem para Mary, quando levantei o olhar surpresa.

– BEBÊ? Que bebê?

– Mary está grávida. Será que ninguém percebeu? – ele disse assumindo aquela atitude “Como o seu cérebro funciona?”

– Uau, essa é uma boa notícia. — eu disse seca. – Então, o que viemos fazer aqui? – eu perguntei quebrando o silêncio que tinha se instalado.

– Nada. – O olhei espantada.

– Como assim ‘nada’? – senti meu sangue subir e uma pequena raiva começar a tomar conta de mim. – Você sai correndo da festa de casamento e me tira de lá pra NADA? – eu explodi, já me levantando do parapeito. Sherlock parecia não entender todo meu showzinho. As vezes era difícil explicar alguma coisa para ele. – Você realmente é uma criança não é Sherlock? Sempre fazendo as coisas pra chamar atenção. Quando ia começar a andar, senti a mão dele agarrar o meu pulso.

– Por favor, Molly, fique. Eu realmente preciso de você.

Só de sentir o toque dele, meu corpo todo arrepiou. Como você pode ser tão louca por ele Molly Hooper? Rapidamente, senti minha raiva ir embora e meu estômago se revirar de nervosismo. Sherlock tinha se levantado e agora estava a poucos centímetros do meu rosto. Uma música começou a tocar.

– Dança comigo?

– Dançar Sherlock? Aqui em cim... – Eu rapidamente protestei mas não consegui terminar. Sherlock estava me beijando. Assim, sem mais nem menos, estava pressionando os lábios macios dele contra os meus. Pude sentir suas mãos na minha cintura me puxando pra mais perto dele. Antes que eu pudesse retribuir o beijo, ele já tinha se afastado. Meu Deus, o que há de errado com esse homem?

Então aos poucos, senti meu corpo ir de um lado para o outro. Sherlock estava me guiando na dança. Com passos leves e suas mãos ainda na minha cintura, continuei acompanhando mexendo levemente meus pés de um lado para o outro. Seus olhos azuis me encaravam e eu sabia exatamente o que eles queriam dizer:

– Eu preciso de você Molly. – Sherlock disse quase sussurrando. – Você entende o que isso quer dizer?

Não respondi, meu coração acelerou ainda mais e minhas pernas fraquejaram. Apenas continuei encarando ele.

– Eu quero você do meu lado Molly, podemos tentar...

– Não Sherlock – eu o interrompi. – Você está bem? – Eu perguntei parando de me mexer. — Você só está dizendo tudo isso porque está se sentindo sozinho, sem o John. – Sem querer meus olhos estavam cheios de lágrimas. Ótima hora para chorar Molly. Abaixei a cabeça para ele não perceber. Ainda tinha as mãos na minha cintura e a música ainda continuava tocando. Ele então tocou meu queixo levantando minha cabeça para olhar pra ele.

– Eu nunca tive tanta certeza de uma coisa na minha vida Molly. Eu finalmente entendi... – ele pausou me olhando sinceramente — ... que eu te amo.

Por um segundo achei ter ouvido errado. Ele disse que me ama? Devo estar sonhando de novo. Sentia meu corpo inteiro tremer e acho que ele também percebeu isso.

– Não precisa ficar tão assustada Molly. – Ele disse sorrindo.

Ainda não acreditava que pudesse ser verdade. Mas então vi ele acenando e confirmando com a cabeça como se pudesse ler meus pensamentos. Aquelas palavras eram tudo que eu queria ouvir. Meu coração ainda acelerado batia como nunca tinha batido antes, por ninguém. Sherlock me amava. E me queria ao seu lado.

A verdade então veio a tona. Com um sorriso, agarrei o pescoço de Sherlock colocando minhas pernas ao redor da cintura dele, rindo. Ele no início pareceu assustado, mas isso durou apenas alguns segundos. Depois ele também estava gargalhando, girando nós dois pelo terraço do St. Barts.

– Eu também te amo Sherlock. – Consegui enfim dizer, depois que ele parou de girar. Como se tivesse esperado a vida toda, enfim dei um beijo em Sherlock. Eu o beijei. Agora sabia que ele me amava, e que tínhamos a nossa chance de sermos felizes.

Notas finais
O que acharam? Não consegui desenvolver bem né? Mas tentei galera ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!