Longe da SorteComum
A última caixa de papelão havia sido esvaziada. Calum jogou o corpo no sofá empoeirado e encarou a sua obra de arte. Dez horas para organizar duas malas, meia dúzia de móveis, algumas cadeiras de plástico e duas sacolas de comida congelada enfiadas na geladeira.
Procurou por Sorte pelo apartamento, colocou um pouco de ração na tigelinha nova mas não deu muita importância. Puxou o celular e enviou uma mensagem para sua mãe.
“Sorte deve achar que esta cidade é algum tipo de azemel, nem sinal dela, hehe”.
Olhou para o relógio e arrependeu-se instantâneamente da mensagem tarde da noite.

