Crush

Aceitação


Tobio Kageyama foi para casa aquela noite com muitos pensamentos. Agora ele sabia que estava gostando de seu amigo, mas não fazia ideia do que fazer a respeito. Ele nunca se interessou por ninguém antes, então todas aquelas sensações eram novas e assustadoras.

Sozinho, já em seu quarto, encarava o teto, como quem busca uma solução. O receio de contar a verdade a Hinata e deixar tudo estranho entre eles o impedia de agir. Por outro lado, depois de tomar consciência sobre seus sentimentos, parecia algo grande demais para ser deixado de lado.

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Amor é tão complicado.

Estava tão absorto em seus pensamentos que não ouviu sua irmã entrar em seu quarto e chamá-lo para comer. Somente quando ela tocou em seu braço ele a olhou.

— Venha jantar. — disse mais uma vez. — Está tudo bem?

— Sim...

— Certeza?

— Bem... — ele não costumava mentir para a irmã mais velha — eu estou com um problema, eu acho...

— Quer me contar? — questionou ajoelhando-se próximo a cama onde ele estava deitado.

— Eu... — murmurou — acho que gosto de uma pessoa.

— Você acha? — Miwa arqueou a sobrancelha direita.

— É. Eu gosto de uma pessoa.

— E então?

— O quê? — questionou confuso.

— Você gosta de uma pessoa, entendi. Mas e o que você vai fazer sobre isso?

— Eu não sei. Nunca gostei de ninguém antes.

Miwa Kageyama suspirou. Seu irmão era tão bom no vôlei e tão bobo com tantas outras coisas.

— Você poderia contar para essa pessoa e, então se ela retribuir seus sentimentos você a convida para sair. — notou que ela a encarava prestando atenção — E se ela não retribuir, vai doer um pouco... mas você vai superar.

— É um menino... isso é um problema? — perguntou com a voz tão baixa que se ela não estivesse tão perto não ouviria.

A jovem ficou calada por um momento. Não podia imaginar que seu irmãozinho gostaria de alguém do mesmo sexo, entretanto, ela imaginava o quão confuso ele poderia estar.

— Não. Não é um problema. — seu papel como irmã mais velha era aconselhar e tranquiliza-lo — Não permita que ninguém te faça pensar o contrário, entendido? — sorriu alisando seus cabelos. — Pense sobre isso com calma, e me conte o que resolveu depois. — ela sorriu para ele com carinho. — Vamos jantar.

Ele levantou da cama e seguiu sua irmã para a cozinha. Iria contar a Shouyou como se sentia, só precisava encontrar o momento certo.