Green Eyes

Prólogo.


Prólogo

Setembro de 1918

Senti uma onda de dor cobrir meu corpo, eu queimava de dentro para fora. Reuni todas as minhas forças para me levantar, mas fora em vão. Minha hora havia chegado.

Olhei para a maca ao lado onde meu menino estava. O rosto vermelho e o corpo tremendo. Meu Deus, se és bondoso, me leve, mas não leve o meu filho. Eu orava mentalmente segurando meu terço com força.

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Eu havia lutado, havia lutado a cada maldito dia para cuidar de meu Anthony, mesmo quando eu ardia em febre. Mas agora eu não possuía mais forças.

Meu menino estava morrendo. Eu estava morrendo.

Eu sentia o fim vindo lenta e dolorosamente.

Uma mão fria tocou minha testa, era o Doutor Cullen. Lindo. Ele era inumanamente lindo. E gélido.

Seria ele um anjo? Ou o próprio diabo?

Vampiro? como os dos livros que eu lia escondida quando mocinha?

Eu não sabia, mas meu peito gritava que ele poderia manter o meu menino vivo. Abri meus olhos e falei o mais alto que pude:

—Salve ele! - Minha garganta ardia.

—Eu farei tudo o que puder. - Prometeu e se aproximou de mim tocando minha mão. Sua pele era rígida como mármore.

—Deve fazer isso. - Apertei sua mão com toda a força que pude reunir e olhei no fundo dos olhos que possuíam um tom peculiar de âmbar. - Você deve fazer qualquer coisa sobre o seu poder. O que os outros não podem fazer, é isso que você deve fazer por meu Edward.

Soltei sua mão e fechei os olhos, sentindo uma dormência lamber todo o meu corpo. Meu tempo havia se findado.