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Chapter 134 min read

Capítulo 1

Remus não tinha mais certeza se a culpa era dele ou não.

Regulus sempre foi um rapaz diligente e responsável e certamente Remus admirava isso nele, mas gostava ainda mais quando ele se soltava e demonstrava seu lado intenso, quase selvagem. Inicialmente, gostava de pensar que havia provocado e o ensinado a ser assim, mas agora desconfiava que Regulus sempre havia sido daquele jeito. Só era bom em esconder. Assim como o próprio Remus, que era visto como o mais quieto e santinho dos Marotos, embora isso não fosse de fato verdade. Talvez isso fosse um dos motivos de ter se atraído pelo mais novo dos Black: ele parecia o equilíbrio perfeito entre similaridades e diferenças e em sua mente achava que essa era a receita para um relacionamento perfeito. Não que achasse que merecesse um e cada dia acordava achando que ele o largaria, porém todo dia ele provava que estava errado.

E também provava que por trás da carinha de rapaz inocente era igual a Remus. Talvez pior. Tinha algo de sádico na forma como as pontas dos dedos de Regulus acariciavam-lhe a coxa. Era um toque suave sobre o tecido da calça, mal o tocando, mas enviavam arrepios por sua espinha justamente porque sabia que as intenções dele estavam bem longe de serem nobres e corretas.

Não que reclamasse. Gostava da brincadeira, tratava quase como uma competição, e por isso não recuava.

Precisou prender a respiração quando o toque subiu, a mão apertando sua coxa e perigosamente próxima da virilha, provocando e o incitando embora não o tocasse diretamente, só ameaçasse. Olhou de esguelha para o namorado, cujos olhos estavam fixos no livro aberto à frente, como se estivesse simplesmente estudando, as mesmas feições de sempre. Era rotina se encontrarem e sentarem em uma mesa nos fundos da biblioteca para estudar, mesmo em épocas como aquela, fora do período de provas, quando pouquíssimos frequentavam o local mesmo no fim de tarde, quando as aulas do dia já tinham terminado. Às vezes, Regulus gostava de provocá-lo. E, mesmo que estivessem em uma mesa só para eles, Remus quis xingá-lo, indignado com a cara de pau. Tinha que pertencer à Sonserina, pensava.

“Regulus.”

Chamou a atenção em uma respiração baixa. O outro o fitou de esguelha, com um sorriso curvando apenas um dos cantos dos lábios.

“Precisa de ajuda, amor?”

Remus respirou mais forte quando a mão de Regulus finalmente o tocou entre as pernas, apertando por reflexo a pena que tinha nas mãos com força. Remexeu-se no assento, desconfortável pelo calor que se espalhava a partir da região.

“Sabe que pode me pedir o que quiser.”

A expressão dele era insolente, como se dissesse que Remus poderia desistir se quisesse. Apertou os dentes e controlou o tom de voz.

“Não.”

“Como quiser.”

Ele deu de ombros e começou a massagear o membro semi-rijo e, orgulhoso, Remus baixou os olhos para o dever de casa pela metade, apenas fingindo ler, porque nem mesmo conseguia reconhecer a própria letra no momento. Sabia que palavras estavam ali, mas não faziam sentido, as caligrafia se misturando frente a sua visão. Cobriu a boca com a mão livre, como se estivesse tentando resolver uma questão particularmente difícil — que no caso era apenas conter a própria voz. Tudo que se concentrava era na mão quente de Regulus que o envolvia até a base e Remus afastou um pouco as pernas para dar maior acesso ao outro, cujos movimentos ficaram mais livres e consequentemente intensos. As pernas tremiam de excitação, mas se sobressaltou quando Regulus abaixou o zíper de sua calça com as pontas dos dedos. Ao mesmo tempo, ele trazia a cadeira para mais perto, curvando-se sobre a mesa como se fosse lhe explicar algo.

“Se não controlar a voz, vão descobrir, Rems.”

“Não…” A voz soou mais rouca do que queria e soltou o ar pesadamente, tentando novamente. “Não fale como se eu não soubesse.”

O pau já estava duro, então Regulus não teve dificuldade em segurá-lo devidamente, o tecido já bem marcado pelo volume, e começou a masturbá-lo com mais força. Remus precisou morder discretamente um dos dedos, a face ganhando novos tons de vermelho e ele a abaixou, os olhos nublados de luxúria.

“Gosta assim?” A voz baixa de Regulus era um sussurro quente próximo ao seu ouvido e Remus estremeceu. “Eu poderia te foder agora mesmo.”

Estava encolhido, tentando conter as sensações e a vergonha, olhando em torno para ter certeza de que estavam seguros por enquanto. A adrenalina, junto com a excitação, fazia seu coração acelerar e a boca ficar seca, mas se virou para fitar o outro diretamente, os olhos se estreitando.

E por que não faz?”

Foi a primeira vez que desarmou a expressão presunçosa no rosto dele, o que Remus tomou como uma pequena vitória, vendo-o fitar-lhe com surpresa, deleitando-se com tal expressão. Porém os olhos brilharam como se gostasse da ideia e logo Remus estava em seu encalço com passos vacilantes e tentando disfarçar a ereção segurando um livro meio desajeitadamente em frente ao corpo, seguindo por entre as estantes de livros.

Não foi difícil para dois monitores achar uma daquelas sessões de livros obscuras que ninguém visitava. Logo Remus largou o livro em qualquer lugar e começaram a se atracar. Regulus o prendeu contra a estante, os pés erguidos para beijá-lo, já que era mais baixo. O beijo era quente e molhado, as línguas se moviam intensamente, brigando pelo controle, uma empurrando a outra e ocasionalmente se chupavam. Afobado, Remus levou as mãos até a calça do namorado, abrindo o cinto e o fecho, introduzindo a mão dentro da cueca e sentindo que ele se arrepiava com o contato. Massageou a região, incitando-o, quebrando o beijo para se abaixar e liberar o membro meio duro do tecidos, lambendo os próprios lábios antes de introduzi-lo na boca. Era fácil excitá-lo, simplesmente porque já o conhecia muito bem. Sabia a intensidade e velocidade que usar, onde tocá-lo, como chupá-lo e onde acariciar para deixar o pênis pulsando de desejo. Regulus respirava pesadamente através da boca, arfando silenciosamente, embora os ouvidos estivessem apurados em busca de qualquer sinal de aproximação. Mesmo vazia, ainda estavam na biblioteca, afinal.

Não sentiu a presença de ninguém, então puxou Remus antes que ele fizesse com que gozasse em sua boca. Remus apoiou as mãos na estante ao ser bruscamente virado e Regulus se posicionou atrás dele, usando um rápido feitiço não-verbal para lubrificá-lo, fazendo com que ele gemesse baixo com a sensação gelada em sua entrada. Um arrepio devido ao frio fez com que a pele ficasse mais sensível.

Regulus não foi gentil ao penetrá-lo, a ansiedade e nervosismo fazendo com que não tivesse muito cuidado. Um grito rouco ensaiou escapar da garganta de Remus, mas ele teve a boca coberta a tempo pela mão do outro.

“Shh…” Sussurrou, pedindo silêncio, enquanto ficava parado para deixar que Remus se acostumasse com o pênis dentro dele.

Ouvindo um ruído que indicava que poderia se mover, logo começou a fazê-lo. De início, eram estocadas lentas e tortuosas, que deixava cada pelo do corpo de Remus eriçado e ele, impaciente. Apertou mais os dedos na madeira da estante e baixou a outra mão até a própria ereção, masturbando-se. A voz de Regulus soava baixa atrás de si, quase inaudível, os lábios dele beijando-lhe o pescoço e descendo pelo ombro e costas, as mãos deslizando por sua cintura, quadril e nádegas, e Remus lamentou o fato de estar vestido. Aos poucos, ele tomava velocidade e os impulsos eram um baque dentro de si, tornando difícil segurar os gemidos.

Foi quando ouviram risos baixos próximos. Regulus congelou atrás de si e Remus sentiu como se o coração fosse saltar pela boca ou explodir de nervoso. Engoliu a seco, as mãos tremendo com a possibilidade de ser pego naquela posição, e o namorado recuou o quadril, o membro lentamente quase saindo de dentro dele e, não iria falar, sentiu-se decepcionado por terem de parar por ali. Mas iria contabilizar como uma vitória, afinal era Regulus quem estava desistindo.

Tirando que ele não desistiu e apenas voltou a apertar sua boca, dessa vez com mais força, e estocou com mais força para dentro, dando a sensação que seu interior se rasgava. Mesmo com os barulhos de vozes há, quem sabe, duas estantes dali, ele não parou, cada vez o tomando com mais força.

Remus achou que não conseguiria relaxar com pessoas por perto, mas se não fosse a boca estar sendo tapada, estaria gemendo alto. Fechou os olhos, entregue, as costas se arqueando quando se derramou na própria mão. As vozes se afastavam — ou era impressão da mente atordoada pelo orgasmo — quando o quadril de Regulus tremeu e o segurou com força, gozando dentro dele, apertando-o até que o espasmo passasse, e só então afastou a mão dos lábios de Remus, substituindo pelos próprios em um beijo suave.

Iria deixar passar como um empate, mas estava um pouco cansado de sempre perder nos joguinhos de Regulus.

Uma aposta, sugeriu. Não esperava que teria problemas.

Ingenuidade, é claro.

James estava frustrado quando entrou no quarto. Atirou o equipamento de quadribol no chão e bufou.

"O que houve com seu irmão hoje? Nunca me senti tão humilhado!"

"Só por que ele te derrotou em dez minutos?"

Sirius tirou sarro e James fez uma careta.

"Sim! Sei que ele é bom e tal, mas geralmente a competição é mais acirrada. Não ligo de perder desde que não seja tão humilhante!" Resmungou, atirando agora o próprio corpo sobre a cama. "Não vou sair do quarto por uma semana. Perdi pra Sonserina como se eu fosse… lufano! Como vou encarar a Evans agora? Ela deve me achar um idiota."

"Ela já te acha um idiota." Sirius lembrou.

"E se ele tiver trapaceado?" Peter sugeriu com ares pensativos, sentando-se na própria cama. "Usado uma felix felicis talvez? Ele é bom em poções, não é? Um dos favoritos do Slug…"

"Nah", Sirius deu de ombros, sentando-se na própria cama também, que ficava ao lado de James. "Reg é muitas coisas, mas é tão certinho que dói. Não faria isso. Ele não é trapaceiro."

"Você está do lado de quem, Almofadinhas?!" James atirou nele um travesseiro, o qual Sirius agarrou antes que atingisse seu rosto.

"Do nosso!" Soou quase ofendido. "Mas o que posso fazer se Blacks são ruins em perder?"

Sirius sorria presunçoso. A relação com Regulus não andava das melhores, mas tinha sentimentos mistos quando se tratava de ouvir outros falando mal do irmão. Mesmo que se tratasse dos melhores amigos.

"Traidor." James resmungou e se voltou para Remus que havia pego um livro e estava quieto demais. "Aluado, o que acha? Você passa bastante tempo com ele já que são monitores. Acha que tinha algo estranho?"

Ele buscava ajuda e Remus ficou um pouco tenso, mas disfarçou, erguendo os olhos para o amigo na cama em frente, dando de ombros em resposta, fingindo não ligar.

"Acho que você está exagerando. Você sempre gosta dos jogos com a Sonserina porque Regulus é bom. Acontece, talvez hoje não seja seu dia."

James voltou a bufar, cruzando os braços.

"Traidores!"

"Ah, Pontas. Deixa pra lá. As vezes o baby Black só estivesse de bom humor!" Peter interviu, tentando fazer o amigo de óculos se sentir melhor, fazendo um gesto sugestivo com a mão enquanto falava. "Deve ter finalmente tido uma foda boa. Você sabe, aí estava querendo impressionar a moça."

"HEY!" Sirius atirou o travesseiro diretamente na cara de Peter, o rosto vermelho. "É meu irmão! Não fale essas coisas."

"Você não acha mesmo que seu irmão não transa, né?" James ironizou.

Sirius estava horrorizado.

"Pois é. Ele é bonito."

"Peter!"

"O quê?"

Peter não entendia o olhar assassino que Sirius lhe lançava.

"Espero que não esteja de olho no meu irmão!"

A face de Pettigrew se aconteceu em uma careta e ele logo se defendeu.

"Claro que não! Não sou viado. Mas não sou cego! Não é, Remus?"

Deu de ombros, simulando indiferença.

"Mais que o Sirius certamente."

"Vocês estão de complô agora? Isso é sobre o James e não sobre meu irmão! Por Merlin! Quando isso se virou contra mim?"

Acabaram rindo da reação exagerada e dramática de Sirius. Remus disfarçava o constrangimento e nervosismo, afinal não era Peter de olho no mais novo dos Black e sim o próprio Remus. E não só de olho. Estavam se encontrando secretamente há meses, desde que foram pareados em algumas tarefas como monitores e ele Remus passado um período afastado dos amigos devido a uma brincadeira de péssimo gosto de Sirius envolvendo Ranhoso, e que quase colocou o segredo de Remus a perder. Poderia ter sido expulso. Ou pior: se tornado um assassino. Acabou voltando a falar com eles eventualmente, com Sirius após um pouco mais de tempo já que na realidade ele era o único idealizador e culpado, mas não conseguiu se levar a dizer que estava fodendo o irmão dele. E vice-versa, claro.

E, na realidade, também sabia o motivo do desempenho excepcional de Regulus. Não devia ter feito aquela aposta idiota de que, quem vencesse, poderia pedir o que quisesse ao perdedor por um dia. Só não esperava que Regulus ficasse tão determinado em vencer, e a diferença entre os dois é que ele podia fazer algo para isso, enquanto Remus só assistia os jogos da arquibancada e só podia torcer para James enquanto ele fazia o trabalho (e discretamente babar no apanhador da Sonserina, mas detalhes).

Definitivamente, não foi sua ideia mais inteligente, embora tivesse achado justo quando sugeriu: afinal, estavam em anos diferentes, uma competição de notas por exemplo não seria muito… justo. Especialmente para Remus, afinal as matérias ficavam mais avançadas e difíceis.

Mas por mais que James fosse bom, Regulus era tão bom quanto, e o incentivo extra pareceu fazê-lo ainda melhor. O resultado estava ali: um James emburrado, Sirius dividido entre se orgulhar do irmão mais novo e também ficar frustrado, e Peter achando tudo muito divertido. E Remus, mais distante e reservado no próprio canto, com um livro aberto porém sem nem mesmo virar as páginas, com o cu na mão. O que Regulus pediria? Estava preocupado e a ideia lhe deixava ansioso. Se orgulhava, a essa altura, de conhecer bem a Regulus, mas mesmo assim ele nunca falhava em lhe surpreender.

Desviar dos amigos era fácil. Pegava o mapa sob a desculpa de facilitar a patrulha e então podia ter sua privacidade. Se, porventura, os amigos vissem os dois juntos em algum ponto, falava que estavam fazendo alguma tarefa e eles não questionavam já que era um tópico que consideravam chato, embora uma vez Peter tenha perguntado se não estava muito sobrecarregado com os afazeres. Sirius era quem não gostava muito, mas justamente por esse motivo ele evitava o assunto e Remus ficava feliz por não se meter na sua vida.

Sabia que, em partes, devia agradecer ao fato de serem dois rapazes: se passasse tanto tempo com uma menina, com certeza já estariam tirando sarro de como havia arrumado uma namorada. Não seria a primeira vez. Mas era compreensível e até um alívio, embora às vezes alguns comentários o deixassem incomodado, afinal não era normal duas pessoas do mesmo sexo juntas abertamente. Para Remus era, ao menos a parte de estar junto, embora também já tivesse se relacionado com meninas. Mas quando se tratava de um rapaz não poderia falar sobre. Era quase um acordo silencioso que existia entre aqueles que se relacionavam com outros do mesmo sexo; era um grupo relativamente pequeno, mas que guardava segredo, mesmo que não fosse nada oficial ou coisa do tipo — não é como se ficassem marcando encontros por aí. Era algo… natural. Como se reconhecessem a existência um do outro e isso bastasse. Tinha, inclusive, um aluno da Sonserina do último ano, embora a maioria fosse da Lufa-Lufa, incluindo um rapaz que não entendia muito bem sequer se gostava de qualquer coisa que fosse.

Regulus não se misturava, foi quase um acidente a primeira vez que se beijaram, mas até aí ele não parecia se misturar muito em qualquer grupo que fosse e Remus já havia passado pela fase de resistência também. Totalmente compreensível.

À noite, era rotina se encontrarem na torre de astronomia quando não havia aulas. Às vezes até encontravam alguns casais por ali, mas com a autoridade de monitores era fácil expulsá-los sem levantar suspeita.

Regulus chegou primeiro dessa vez, como Remus pode observar no mapa do maroto.

"Malfeito feito."

Sempre guardava o mapa antes de subir as escadas. Ainda era um segredo apenas dos quatro e não tinha intenção de trair a confiança deles.

Alcançando o andar, ouviu um leve cantarolar e sorriu ao observar as costas do namorado. Ele estava sentado na sacada, as pernas pendendo no ar e isso sempre dava arrepios a Remus. Mesmo que houvessem barras de madeira de proteção, pareciam tão frágeis que não impediriam uma queda. Mas afastava os pensamentos, Regulus tinha um bom equilíbrio, não precisava se preocupar, e então se aproximava em silêncio da silhueta dele, sentando-se ao seu lado, embora as pernas encolhidas na segurança do chão. Encostou de leve o corpo no dele, sorrindo divertido.

"Alguém está de bom humor."

"Dá pra ver?" Regulus ironizou com aquele sorriso de canto que Remus adorava, e passou o braço por seu corpo, o trazendo para perto. "Talvez tenha a ver com certa aposta que eu ganhei."

O jeito presunçoso dele fez o grifino torcer o nariz em uma careta.

"Não achei que ficaria tão motivado só por causa de uma aposta boba."

"Se está achando ruim, da próxima vez escolha uma batalha que possa lutar, senhor Lupin."

Regulus achava graça de como Remus tentava fingir que não ligava, vendo-o revirar os olhos.

"Idiota."

Ele apenas riu, se volvendo e beijando o pescoço do aluno da Grifinória, cuja pose imediatamente se desfez. Ele passou um dos braços pelo pescoço de Regulus, o outro envolvendo sua cintura, aproximando os rostos até que tivessem poucos centímetros separando os lábios.

"Então, senhor campeão…" Sorriu, sugestivo. "O que vai querer?"

Apesar do que dissera, Remus não deixou Regulus responder. Insinuante, roçava os lábios nos dele, já antevendo que provavelmente seria algo do tipo. Acompanhando a deixa, Regulus juntou a boca na de Remus e o beijo se iniciou lento, as línguas roçando uma na outra como se experimentassem, por mais que o gosto já fosse conhecido, aos poucos ganhando um ritmo intenso, logo se enroscando e massageando, o oxigênio facilmente sendo roubado. Remus então deslizou as mãos pela frente da capa do uniforme da Sonserina, dedilhando-a na intenção de tirá-la, até que Regulus segurou seus pulsos e afastou as mãos de suas roupas, bem como interrompendo o beijo com um sorriso que possuía um quê de malícia e diversão frente ao franzir de cenho de Remus, que não entendeu o que estava acontecendo. Havia feito algo de errado?

“É hora do meu pedido.”

“Certo…” Murmurou, encolhendo os ombros, a tensão e a curiosidade se formando na boca do estômago. “O que quer pedir?”

Regulus buscou algo dentro do bolso, retirando de lá um pequeno objeto envolto em um lenço.

“Só quero que use isso.”

“Só?” Parecia suspeito, mas Remus pegou o lenço, desembrulhando-o. Ficou ainda mais confuso observando o objeto em forma de cápsula com uma espécie de fio pendurado. “O que é isso?”

“Um… brinquedinho.” Regulus sorriu altivo, falando como se não fosse nada, e Remus teve certeza de que estava ferrado. “Um dia, certo? Só tem que fazer isso. Quando quiser.”

“Ok…”

Quando Remus entendeu onde deveria colocar aquilo, ficou envergonhado. Regulus, por sorte, compreendeu e deixou que colocasse quando estivesse sozinho no banheiro do dormitório. Assim, quando mais tarde chegou no salão comunal da Grifinória, foi até o banheiro dos meninos e se trancou em uma das cabines. Era um objeto pequeno, então não deveria ser incômodo, embora o que mais impedisse fosse a vergonha que tudo. Estava sendo bobo, é claro, não é como se nunca houvesse transado com Regulus. Pelo contrário, e eram bastante flexíveis com posições.

Após introduzir o objeto na entrada, pensou que não era tão ruim. Se era só aquilo, certamente era bem fácil, poderia aguentar por um dia, visto que não sentia tanto o objeto: era apenas um ligeiro incômodo, definitivamente Regulus havia pegado leve.

Até entender que não era tão simples assim.

Estava deitado na cama, acomodado para dormir, com os amigos já roncando há muito tempo, quando sentiu o objeto vibrar dentro de si, enviando um arrepio por toda sua espinha. Soltou um ruído com o susto e olhou em volta com medo de ter despertado os amigos, cobrindo a boca com a mão para abafar o som, mas não houve nenhum movimento no quarto. Encolheu-se, arfando, cobrindo-se até a cabeça, quando a vibração parou. Foi o tempo de respirar aliviado e fechar os olhos, imaginando se poderia dormir em paz agora, para ela recomeçar e entender que Regulus estava brincando consigo, lá do dormitório da Sonserina. Ela sempre gostava muito de falar como Remus e especialmente seus amigos adoravam usar a inteligência que possuíam para coisas supostamente “inúteis”, o desgosto perceptível, mas lá estava o herdeiro da família Black usando a dele para objetivos definitivamente não-acadêmicos. O pensamento teria divertido Remus, mas estava ocupado mordendo o travesseiro para não gemer alto com a estimulação em seu interior que ficava mais e mais intensa, fazendo com que se contorcesse no colchão, e Remus acabou levando uma das mãos para dentro das calças, resgatando a varinha debaixo do travesseiro para lançar um rápido abbafiato no casulo que criou com as cobertas, temendo que mesmo com os roncos alguém o escutasse. Se perguntou se a vibração era audível, torcia para que não. Tomando a ereção pulsante na mão, começou a se masturbar, bombeando o membro com algum desespero como se isso fosse controlar o vibrador, prendendo os gemidos roucos na garganta. A imaginação se deixou levar. Pensava em Regulus deitado em sua cama no dormitório da Sonserina, imaginando que a luz do lugar era verde devido ao lago negro, mas talvez não fosse já que era noite, também embaixo das cobertas igual a ele, uma das mãos segurando a varinha para controlar o vibrador dentro de si e com a outra também se masturbava, imaginando que a velocidade de vibração era seu pênis socando seu interior. A ideia foi prazerosa a Remus, que pensou que era o namorado lhe fodendo naquele instante e quase podia sentir o calor do seu corpo pela simples imagem mental que tinha quando gozou na própria mão, ficando sem ar não só pelo orgasmo, mas por apertar o rosto contra o travesseiro para impedir-se de produzir qualquer som.

Se perguntou se tinha alguma espécie de sensor naquele objeto, ou se o namorado também havia gozado, pois logo a vibração parou, e Remus tomou seu tempo para respirar fundo, amaldiçoando a Regulus, pois precisou se levantar para ir se limpar no banheiro antes de deitar para dormir. As cobertas estavam completamente reviradas, mas não ligou. Teria um longo dia pela frente, pelo visto.

Remus não sabia se estava feliz ou não pelo fato de ser domingo. Por um lado, não teria de passar por situações embaraçosas na frente de professores — ao menos era o que esperava — mas por outro, Regulus também não tinha aulas, então o menino aplicado poderia ficar à disposição de brincar com Remus quando quisesse.

Mesmo geralmente sendo quem acorda cedo, acabou dormindo demais e acordou com Peter o balançando.

“Remus. Remuus. Terra chamando Aluado!”

Abriu os olhos, preguiçoso.

“O que foi, Peter?”

“Você tá bem, cara? Não costuma dormir tanto assim, mesmo sendo domingo!”

“Pois é. Até o Sirius acordou primeiro.” James tirou sarro, o que levou Remus a se sentar na cama, espreguiçando-se. “Se arruma, vamos em Hogsmeade!”

Remus pensou se deveria arrumar uma desculpa e ficar seguro no dormitório, mas sabia que os amigos não deixariam, visto que já jogavam casacos em cima dele e conversavam animadamente sobre refazer o estoque de bombas de peido e outras utilidades do tipo. Por outro lado, se não vivesse normalmente, seria admitir que ficou com medo, certo? Ao menos teve uma amostra na noite anterior, então saberia o que esperar.

Assim, suspirou cansado e se levantou, vestindo roupas quentes para acompanhar os amigos até Hogsmeade. Não viu Regulus no café da manhã e imaginou que ele ainda deveria estar dormindo. A essa altura, já sabia que ele só acordava cedo por pura obrigação e, nos dias livres, ficava se revirando na cama até ter coragem suficiente para levantar. Ele dizia que sempre fazia frio no salão comunal da Sonserina e Remus imaginou que no inverno isso deveria piorar. Sorte a de Remus. Se continuasse assim, poderia voltar logo para a comunal e ficar quietinho esperando a noite, quando encontraria Regulus e aquela brincadeira se encerraria.

De início, Remus ficou apressando os amigos para escolherem logo o que queriam para poderem voltar (o que rendeu várias reclamações de “calma, Aluado” ou “que bicho te mordeu?” o que achou terrivelmente sem graça e fez com que fechasse a cara), mas aos poucos foi se acalmando, percebendo que nada acontecia. Talvez Regulus não fosse tão sádico assim, até perceber que na realidade ele estava meio adormecido, como reparou através do vidro da loja ao vê-lo sendo arrastado por Bartemius, cujo braço estava enlaçado no de Regulus e o arrastava até o Café Puddifoot. Os olhos de Regulus estavam desfocados e ele parecia desatento, o que pessoas normais não reparariam por trás da inexpressividade usual do sonserino, mas Remus o conhecia bem. Provavelmente haviam perdido o café da manhã, inclusive, já que era quase hora do almoço.

Tinha certeza que foi Barty quem o tirou da cama e Remus torceu o nariz para o pensamento. Não gostava de admitir, mas morria de ciúmes dos dois. E do fato de Barty dividir o dormitório com Regulus. E as aulas. E eles estarem sempre juntos.

Basicamente, o que os Marotos eram para Remus, então não é como se pudesse reclamar.

Tirando o fato de que geralmente eram só Barty e Regulus. Às vezes, tinha uma menina junto com eles, mas visivelmente os dois eram mais próximos. Uma vez Peter perguntou insinuando se eles tinham algo e Sirius e Remus quiseram arrancar a cabeça dele — embora por motivos diferentes e Remus de modo silencioso.

Mas por que diabos Bartemius tinha que levá-lo justamente a um lugar frequentado quase que exclusivamente por casais? Regulus deveria estar mesmo dormindo para não reclamar.

Sua vontade era ir lá e acabar com aquela palhaçada de Bartemius, porém os amigos requisitaram sua opinião sobre o que deveriam comprar e Remus foi forçado a deixar o plano de lado.

Olhava por entre as prateleiras junto com eles, a loja estava abarrotada, então era difícil se mover. Certamente era a loja favorita dos Marotos e Remus também gostava de ver os produtos, mas logo sentiu uma vibração leve, que arrepiou cada pelo de seu corpo, e soube que agora Regulus estava acordado. Provavelmente havia terminado o café da manhã e estava dizendo “oi, não me esqueci de você”, como um lembrete, pois logo parou. Bartemius provavelmente estava o mantendo ocupado. E não sabia se deveria ficar com raiva ou agradecido por isso dessa vez.

Quando saíram da loja, coincidentemente acabaram trombando com Regulus e Barty. Para Remus, foi difícil manter-se impassível, sentindo vergonha quando o olhar se encontrou com o do namorado. Geralmente não tinha problemas, mas hoje em especial encontrou muita dificuldade em não deixar a vergonha lhe dominar quando Regulus o encarava tão na cara de pau. Sentiu o rosto queimar, mas, por sorte, Sirius e James se juntaram em encarar Barty que os fitava com um olhar assassino de volta, e Peter tentava impedi-los de começarem uma briga ali mesmo, então ninguém prestava muita atenção nele quando sentiu todo o corpo começar a tremer com a vibração dentro de si. Precisou morder a parte interna da boca para não deixar sem querer escapar um gemido, vendo que Regulus, por sua vez, tinha dificuldade de conter um meio sorriso presunçoso nos lábios.

“O que estão olhando?” Barty perguntou, a voz hostil.

“Eu quem pergunto, idiota. Você está no caminho.” Sirius rebateu, empurrando Peter para o lado e tomando a frente.

“Não consegue passar com seu ego no espaço livre da rua? É isso?” O sorriso dele era ácido e a voz recheada de ironia, e Sirius teria avançado se James não tivesse posto o braço na frente.

“Não perca tempo com esse babaca, temos mais o que fazer.”

Remus estava precisando respirar fundo para conter o calor que se acumulava em seu baixo ventre com a vibração leve e contínua. Bartemius chegou a olhá-lo feio, mas logo foi atrás dos amigos em passos apressados por temer que ele desconfiasse de algo. Então, Regulus parou de provocá-lo e Remus não sabia se estava grato ou frustrado. Era difícil decidir quando estava tão difícil raciocinar. Queria poder voltar a Hogwarts, mas os amigos decidiram parar para almoçar no Três Vassouras e passar a tarde bebendo e, quando eles decidiam isso, Remus sabia que teria de arrastá-los de volta antes do toque de recolher, porque eles não tinham nenhum auto-controle.

Remus estava bebendo pouco. Os amigos reclamaram que não estava bebendo nada, então pediu um copo de cerveja amanteigada e ficou bebericando lentamente para disfarçar que não queria beber. Na realidadeo que queria era manter pleno sobre controle si mesmo, afinal estava tenso por não saber quando Regulus resolveria usar seu brinquedinho. O elemento surpresa provavelmente era o pior.

Assim, acabou abaixando os olhos quando Regulus adentrou o estabelecimento com Barty e a garota com quem ele andava, também da Sonserina. Talkalot? Não se recordava direito, mas fingiu não percebê-los, na esperança de que o namorado não o notasse, mas é claro que seus olhos pousaram em Remus como se fosse um ímã e a sombra de um sorriso malicioso surgiu nos lábios dele.

Eles se sentaram há algumas mesas de distância e logo não era apenas Remus quem notava o grupo. Sirius, já meio bêbado, jogou um dos braços sobre o ombro de Remus e o puxou para frente, fazendo os amigos se aproximarem para o ouvirem choramingar.

“Por que ele anda com aquele idiota? Queria que o Reggie não crescesse, aí não ficaria fazendo bosta com a vida dele! Eu poderia impedir!”

Remus suspirou, pensando que lá vinha Sirius Black chorando sobre o irmão quando estava bêbado de novo, quando a vibração violenta em sua entrada fez com que saltasse na cadeira com o susto.

“O que foi isso, Aluado?” James perguntou em tom de gozação.

“Foi o Peter. Ele encostou em mim do nada e eu me assustei!” Se defendeu com a maior desculpa esfarrapada, a voz irônica, vendo o olhar confuso de Peter.

“Mas eu não fiz nada!”

“Ei, gente, eu estou aqui abrindo meu coração pra vocês, querem prestar atenção?”

Por sorte, Sirius logo resmungou e fez com que voltassem a atenção a ele apesar das expressões de saco cheio de quem já havia ouvido aquela história mais de cinco vezes. Remus também estaria, porém os nós dos dedos estavam brancos de tanto que apertava a beirada da cadeira tentando conter a excitação que deixava seu corpo quente. Ao menos o casaco ajudava a esconder a ereção que se formava com o estímulo no ânus e Remus precisava apertar os dentes para não acabar gemendo na frente dos amigos. Um pouco desesperado, buscou Regulus com o olhar, querendo sinceramente matar o garoto ou no mínimo desarmá-lo. Seria ótimo se ao menos retirasse a varinha dele, a qual estava escondida por baixo da mesa.

Quando os olhos cinzentos se voltaram discretamente para fitá-lo, desviando dos amigos que conduziam a maior parte da conversa, percebeu um brilho irritado no olhar dele e se deu conta de que ele não estava com os olhos especificamente em Remus. E também se deu conta de que Sirius estava com o braço jogado de modo frouxo por seu pescoço — e no de Peter também, porém duvidava que Regulus estivesse prestando atenção nisso. Não era só Remus quem sentia ciúmes naquela relação, aparentemente. A diferença é que Regulus estava o deixando louco, se não estivesse se controlando tanto, poderia gozar ali mesmo.

Remexendo-se com desconforto, as calças apertando de modo desconfortável a ereção, tirou o braço de Sirius Black de cima de si e sorriu amarelo, dizendo que precisava ir ao banheiro. Como estavam bebendo, eles não estranharam, embora Sirius tenha reclamado de sua suposta “frieza” e “falta de interesse”.

Adentrou rapidamente o banheiro e se trancou em uma das cabines, de imediato abrindo a calça e liberando o membro pulsante de dentro das roupas, gemendo baixinho quando finalmente se tocou. Fechou os olhos, empinando a bunda para trás e imaginando que Regulus estava ali enquanto começava a se masturbar, mordendo o próprio lábio inferior para que não acabasse, sem querer, projetando a voz. A vibração parou pouco tempo depois, mas estava entretido demais para notar. Isso só aconteceu quando ouviu a porta do banheiro abrindo, o que fez Remus parar de súbito, apurando os ouvidos enquanto praguejava mentalmente pela presença indesejada.

“Precisa de ajuda aí?”

A voz sacana de Regulus se fez ouvir do outro lado da porta da cabine e, irritado, Remus abriu rapidamente a porta e o puxou para dentro.

Regulus não parecia surpreso, o sorriso presunçoso fazendo sombra em seus lábios mesmo quando Remus o prendeu contra a porta, buscando seus lábios avidamente. Enquanto o beijava com vontade, chupando a língua quase desesperado, as mãos começaram a tatear o tórax do outro, dedilhando sobre o casaco, e Regulus entendeu de imediato que ele estava procurando sua varinha. Tomou então seus pulsos, segurando-os e os prendendo na parede da cabine, balançando a cabeça negativamente.

“Tsc, tsc. Vim aqui te ajudar e você está querendo se aproveitar? Mau, Lupin. Muito mau.”

Remus estremeceu, um gemido rouco ficando preso na garganta quando sentiu a coxa quente de Regulus roçando em seu pênis duro.

“Você é um sádico…”

“Se comporte ou eu te deixo aí.”

Remus grunhiu, mas não reclamou mais, não quando viu Regulus se abaixando. Um gemido escapou rouco e baixo quando ele introduziu a glande, já úmida com pré-gozo, na boca quente, e começou a chupá-lo. Regulus fazia movimentos de vai e vem com a boca, o espaço apertado pressionando o pau latejante, e Remus estava ficando louco quando a porta mais uma vez se abriu e Regulus se afastou com um sorriso sacana, levantando-se como se tivesse terminado o trabalho. E não tinha.

Irritado com os joguinhos daquela praga que chamava de namorado, não se importou com o som de alguém entrando algumas cabines depois, o virou violentamente, o que obrigou Regulus a se apoiar na parede atrás do vaso e um dos joelhos na tampa fechada do mesmo quando Remus puxou seu quadril. Uma das mãos dele apertou a boca de Regulus, impedindo que uma exclamação de surpresa fosse vocalizada, a outra habilmente lidando com o fecho da calça e a abaixando por suas coxas. E foi a vez de Remus sorrir sacana quando tocou a pênis semi-rijo do mais novo que, sensível, estremeceu ao toque.

Precisou soltar a boca de Regulus para pegar a própria varinha de dentro das vestes, usando um feitiço não-verbal para lubrificar a entrada de Regulus, que agora cobria a própria boca por estar bem consciente do som da descarga ecoando no banheiro. Tinha alguém ali e estavam em um maldito banheiro público, não é como se pudesse ficar gemendo, mas a sensação fria do lubrificante fez com que cada pelo de seu corpo se arrepiasse e precisasse apertar os olhos e respirar fundo, silenciosamente, para não fazer barulho, especialmente quando Remus investiu de uma só vez, rasgando seu interior. Ouviu barulho de água correndo, seguido de passos, e cada músculo de seu corpo se contraiu e ao ouvir a porta fechar resmungou entredentes.

“Quem é o sádico aqui?”

Remus riu sem som e, como se fizesse jus ao que Regulus havia dito, investiu com força para dentro dele. Ele gemeu abafado e mordeu a parte interna da boca, encontrando dificuldade em lidar com as estocadas violentas do namorado. De algum jeito, pegou a varinha de dentro das roupas e conseguiu concentração suficiente para fazer o vibrador se mover dentro dele, com o máximo de potência que a situação permitia. Remus tremeu em cima de si com o estímulo extra e, em resposta, aumentou o ritmo da masturbação, fazendo o pênis doer de tão duro, e agarrou os cabelos de Regulus, puxando-os com alguma força enquanto tornava as investidas mais rápidas, socando fundo a ereção dentro do corpo de Regulus, que estremecia a cada estocada.

Mais uma vez, ouviram a porta abrir, mas isso não deteve a Remus, que girou o corpo do namorado de modo que conseguia ver sua face avermelhada, afastando suas pernas no ar e se encaixando entre elas.

“Reggie?”

Era a voz de Bartemius que o chamava, não a de Remus, o que fez Regulus ficar em alerta, não conseguindo conter um gemido baixo quando, ainda assim, Remus estocou para dentro dele, embora agora mais lentamente, embora movido pelo ciúmes.

“Tá tudo bem…?”

Regulus tentou empurrá-lo, sem sucesso, sem forças e trêmulo pela excitação. Barty estava próximo. O querido e preocupado Bartemius, Remus pensava com ironia, beijando o pescoço do namorado.

“S-sim, Barty?”

“Você está bem? Está demorando, Lucinda está preocupada também.”

“Estou... “ Regulus tentava controlar o tom de voz, olhando irritado para Remus, que categoricamente ignorava e continuava a beijar, morder e chupar seu pescoço. “Estou… um pouco enjoado. Acho que aquele whisky de fogo não caiu bem. Sem comer nada… e tal...”

“Precisa que segure seu cabelo?”

Remus agora entendia de onde veio o atrevimento anterior de Regulus, embora aquela fosse uma desculpa descarada. Irritado com o que Barty oferecia, bombeou com mais força o pau de Regulus, que agarrou-se com mais força a si e rapidamente negou a oferta de Bartemius.

“N-não! Logo volto, peça algo para comermos. Sim?”

“Certo… Qualquer coisa me chame!”

“T-tá bem…” Perdeu o ar, Remus continuava o masturbando e investindo contra seu corpo. “Obrigado, Barty.”

Não soube se o amigo acreditou ou não, mas foi um alívio quando o barulho da porta se fechou e mais uma vez Remus voltou a estocar com força, rasgando o interior de Regulus, cujo gemido foi impossível de conter.

“Segurar seu cabelo, é?”

Remus afundou os dedos nos cabelos escuros, voltando a puxá-los, mas dessa vez para fazer os lábios se chocarem, iniciando um beijo intenso e que mal se mantinha devido aos corpos quentes e respirações exaltadas de ambos. Regulus fez, mais uma vez, a cápsula em seu interior vibrar e Remus logo afundou dentro de si, o quadril tremendo quando atingiu o orgasmo, o gemido rouco ficando entalado na garganta quando esporrou dentro dele. Regulus não durou muito mais, as unhas da mão livre se fincando sobre o casaco que o outro vestia, sendo acometido por um espasmo de prazer quando gozou, sujando a ambos. Ainda bem que existiam feitiços de limpeza, se não teriam um problema a mais para lidar.

Trocaram um beijo fraco antes de se afastarem, decidindo voltarem para os respectivos grupos de amigos. Regulus foi primeiro após se arrumar o melhor possível, embora ainda estivesse ruborizado quando sentou-se à mesa com Lucinda e Bartemius, que havia pedido uma porção de fritas para o almoço. No mais, não parecia ter desconfiado de nada — provavelmente também estava meio alto pelas bebidas — o que era um alívio para Regulus, que discretamente observou Remus retornando ao grupo poucos momentos depois.

“Achei que tivesse sido engolido pelo vaso, Aluado.” James tirou sarro e Remus, de bom humor, se sentou com a resposta na ponta da língua.

“Só não queria ouvir o Almofadinhas reclamando de novo…”

“Sabia!” Peter exclamou, convencido, enquanto Sirius parecia contrariado.

Já estava anoitecendo e James e Sirius, caindo de bêbado, se apoiavam mutuamente quando Remus os convenceram a voltar ao castelo. Sentindo uma leve vibração, lembrou-se que o maldito vibrador ainda estava dentro dele e olhou desconfiado para trás, vendo que Regulus também estava precisando apoiar um Barty com níveis altos de álcool no sangue, porém sorria impertinente, como se não estivesse incomodado.

Remus revirou os olhos, sem acreditar. Teria de dar uma lição em Regulus mais tarde. Dessa vez, sem falhas.

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