Há anos Mirna estava no ramo das assombrações e nunca havia visto alguém esquecido como Victor.

Nos primeiros dias, ele esquecera as luzes ligadas várias vezes. Também não se lembrava de regar as plantas, dar banho no gato ou desligar o fogão.

Assim, Mirna precisou intervir, apagando luzes e trancando portas quando podia.

Entretanto, toda noite, ele se despedia de tudo que estivesse ali e, por algum motivo, ela via uma graça inefável naquilo. E quem poderia culpá-la? Era o único que já tinha dado boa noite para a assombração no canto do quarto, mesmo não sabendo da sua presença.

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