O penoso e agudo guincho preencheu o silêncio da noite, quando a criatura deslizou pelas ruas da pequena vila, trazendo o caos. Rugindo uma dor incompressível para aqueles de carne e osso, o Bradador não percebeu a donaire lua no céu. Como poderia, quando sua alma (dividida) transbordava em dor e confusão?
Condenado por seus pecados, ele tentava lidar com a rejeição da terra, céu e inferno, vagando na escuridão. Sozinho.
Sua voz ressoava, em uma tentativa de implorar ajuda.
Mas não havia ninguém ali, pois todos corriam amedrontados do espirito caótico.
Para ele restava somente a solidão e angústia.

