Uma vez sonhei que tinha morrido.

A vida escorria para fora do corpo

Jogado na neve, à beira de um trilho,

Vermelho no branco, sofrimento varrido.

Queria saber onde está meu filho.

Respondeu o silêncio gelado no ouvido.

Com o meu leite ele não seria nutrido,

Em meus braços não seria aquecido.

Queria, apesar da dor em que foi concebido,

Queria não ter ido, ter sido mais forte.

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Lutei contra os homens até a morte,

Soldados do norte, guerreiros vencidos,

Atados ao desejo cruel dos reprimidos,

Derrotados pelos melhores inimigos

Que não chegaram a tempo.

Dizem que não se pode mudar o destino.

Será por isso que já vi tudo escrito?

Passado sofrido, presente herdado,

Futuro entrelaçado.

O tempo, um labirinto,

Memória, sonho ou fato,

Nó que desato na ponta do instinto.

Abro os olhos e não existe filho,

Soldado ou trilho.

Existe chegada sem partida,

Mais anos que vida,

Futuro que devemos,

Só que os nós são os mesmos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.