Por Seu Amor

Capítulo 4


P.O.V. Edward Cullen

Quando eu estaciono em frente ao hospital, Isabella sai rapidamente, voltando para a janela.

— Obrigada.

— Eu vou com você. - Respondo, já saindo do carro.

— Não precisa, Edward.

— Vamos, preciso ver um amigo meu também. – Ela me espera e entramos no hospital.

— Gostaria de ver Seth Swan. – Ela falou para o recepcionista e o rapaz digitou algumas coisas.

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— Vocês seriam? – Ele perguntou, nos olhando.

— Eu sou irmã dele.

— Eu sou um amigo. – Respondo e o rapaz digita mais algumas coisas e nos dá um crachá.

— Segundo andar, quarto 2C.

— Obrigada. – Bella vai apressadamente para o elevador e eu a acompanho, na hora que chegamos perto ele se abriu e algumas pessoas saíram. – Não precisava vir. – Ela comenta, encostando a cabeça na parede do elevador.

— Não é nada, e eu tenho mesmo um amigo para ver. – Digo e depois de uns segundos o elevador para, fazendo ela praticamente correr pelo corredor, e eu a segui.

— Edward? Algum problema? – Emmett apareceu e trocamos um aperto de mão. Ele estava com a aparência cansada e tinha uma caderneta consigo.

— Não, vim trazer uma conhecida e aproveitei pra te ver.

— Hum, se eu não te conhecesse diria que quer meu corpinho nu. – Ele brincou, movendo as sobrancelhas. – Mas tenho que passar a ficha médica de um garotinho para a família. - Falou e começamos a ir para frente.

Consegui ver Isabella e um homem com ela, ambos sentados em um banco. Ele lembra muito Isabella com seus cabelos castanhos e expressões parecidas, além do rosto, como se fossem cópias de gênero diferente. Ele parece ter uns quarenta anos, então chego à conclusão que ele é pai dela.

— Não deve ser coisa boa.

— Não mesmo, o estado dele não é dos melhores. – Falou e eu dei uns tapinhas em sua costa.

Quando eu percebi, paramos em frente à Isabella. Olho surpreso entre eles e Emmett também percebe a coincidência.

— Boa noite, senhor Swan, senhorita Swan. – Emmett os cumprimentou e eu fiquei surpreso com a coincidência.

Pensei em sair e dar privacidade para eles, mas no caso deles precisarem de algo, permaneço no mesmo lugar.

— Pode falar, doutor. – O homem disse.

— Bem, o estado de Seth é grave. Como o exame anual que a clínica fez estava alterado de alguma forma, a anemia que ele tinha foi aumentando por estágios bem altos. – Emmett falou, com a expressão séria. – Como os sintomas estão constantes é melhor ele ficar aqui mais tempo, e começará a ter que receber sangue, pois os remédios não estão fazendo efeito.

— Doutor McCarty, ele pode vir a falecer? – Isabella perguntou temerosa, lágrimas em seus olhos, deu vontade de abraçá-la, mas confesso que tive medo de seu pai.

— Bem, senhorita Swan, vamos pensar positivo, talvez o recebimento de sangue o ajude. – Emmett falou gentilmente.

— Bem, podemos vê-lo? – O senhor Swan perguntou.

— Claro, claro. Estarei na lanchonete do hospital. – Ele respondeu e fez sinal para eu segui-lo.

Nós entramos no elevador e ele respirou fundo, encostando a cabeça na parede.

— O estado dele é tão grave assim? – Pergunto, apertando seu ombro, querendo acalmá-lo um pouco.

— Sim, ele sempre fez exames em uma clínica que não tem uma boa fama, de alguma forma os exames não detectaram a anemia que ele tinha, essa foi aumentando até que ele começou a ter fraquezas constantes e desanimação. Eles o trouxeram e aqui fizemos novos exames, que mostraram que ela está bem alta. – Explicou massageando as têmporas.

— Isso deve estar sendo difícil, sim? - Pergunto, dando tapinhas em suas costas. O elevador se abre é nós vamos para a lanchonete.

— Sim, ele só tem oito anos, afinal. - Ele fala e suspira, colocando as mãos em seu jaleco. - Mas espero que com o sangue ele melhore. Agora vamos mudar um pouco de assunto, a irmã dele é quem seu cupido escolheu? - Perguntou, com as sobrancelhas arqueadas divertidamente.

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— Ah, Emmett, vá procurar uma mulher para você. – Digo divertido, o empurrando.

A lanchonete do hospital é branca como ele todo, nela tem várias mesinhas e cadeiras para os médicos e acompanhantes poderem se sentar por alguns instantes.

— Rose, me dê um café daqueles. – Emmett diz, se encostando no balcão.

— Pode deixar, doutor. – Uma moça loira piscou para ele, dessa vez eu que arqueei a sobrancelha para ele. – E você, vai querer o quê? – Ela voltou sua atenção para mim.

— Um suco de maracujá, por favor. – Ela assentiu e foi para a parte de trás.

— Um suco de maracujá para acalmar o coração, hein. – Emmett me cutucou.

— Prefiro não comentar.

Logo Rose aparece com nossos pedidos e acertamos a conta, indo para uma mesinha.

— O que você estava fazendo com a senhorita Swan? – Emm pergunta, curioso.

— Eu estava indo buscar mamãe e... Droga! Esqueci de avisar. – Puxo meu celular rapidamente e envio um SMS para avisar que está tudo bem. – Ela estava esperando um táxi e eu dei uma carona para ela. Só isso.

— Hum, sei.

— E Rose, hein?

— Apenas uma amiga, nada mais. – Ele fala, movendo as mãos nervosamente e eu dou uma gargalhada.

— Sei disso. Bem, acho que já vou indo, qualquer dia a gente se junta pra conversar de novo.

— Se você não viajar de novo. – Ele fala, virando a cabeça para o lado.

— Não dessa vez, consegui um emprego. – Digo com um sorriso. – Até que é legal, o restaurante só abre na hora do almoço e as pessoas que trabalham lá são legais.

— Viva o Cullen, um brinde à sua sabedoria e a quem fez você mudar. – Ele ergueu sua xícara, e eu bati com o meu copo, bebendo o resto do suco.

— Você é muito dramático.

— É uma das minhas especialidades. – Ele diz com um sorriso. – E salvador de meninas indefesas nas horas vagas.

— Daquelas de sete anos, sim? – Zombo e ele ri, concordando.

— Bem, acabou meu turno, vamos? Preciso de uma comida da tia Esme.

— Vamos. – Concordo e saímos para o começo da noite.

Meus pensamentos ficando com Isabella e o que deve estar fazendo no andar superior.