Na tarde do meu aniversário, descobri que minha mãe era uma excelente atriz.

Pensei em não perdoá-la pelo susto, porém com todas aquelas vozes empolgadas gritando “feliz aniversário”, não houve tempo para rancor.

As palmas voltaram.

Happy Birthday”.

Todas aquelas pessoas cantavam em coro para mim. Consequentemente, Ariel também cantava. Era uma pena não poder ouvir sua voz mais alta do que as demais.

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Ao fim da cantoria, minha mãe me guiou até a candeia, para que eu a soprasse e fizesse um pedido. De tão ansioso, quase torrei meu lábio inferior me aproximando demais do fogo. Quase. Tudo correu bem. Fiz meu pedido.

Como em toda festa, os convidados se espalham e vozes são ouvidas por todos os lados, conversando sobre assuntos diferentes. Após o fim dos parabéns, um dos convidados veio até mim e me abraçou tão forte que eu pude sentir meu bolo de framboesa dançar no prato descartável em minha mão.

— Eu pensei que nunca mais fosse te ver, amigão...!

Por ter se passado muito tempo, foi difícil reconhecer a voz, mas eu consegui. E quando enfim reconheci, apenas devolvi o abraço forte.

— Zayn... É você...? Sério?

Me desfiz em lágrimas naquele abraço. Zayn chorou também.