—Bruxismo. –Afirmo enquanto MB massageia meus pés. Estamos deitados na minha cama, estou finalizando o material que prometi colocar na pasta compartilhada do meu trabalho ainda hoje, enquanto o MB tenta responder o questionário sobre mapeamento de doenças em nossas famílias.
—Bruxismo? Isso nem conta como doença, e nem deve ser genético. –MB pontua me olhando.
—Você deveria ligar para sua mãe. –Afasto minha visão da tela do computador e encaro os olhos que parecem esmeraldas como se o dono deles tivesse perdido a cabeça. Não vou ligar para minha mãe, não depois de tudo que aconteceu mais cedo. Ainda não superei minha indignação, nem estou pronta, além disso, continuo parcialmente preocupada com o bem-estar do bebê, mas não preciso dizer tudo isso ao MB, então apenas digo “Sem chances”, o que faz com que ele solte meus pés e venha sentar-se ao meu lado. Ele passa a mão nos meus cabelos afastando-os do rosto. –Como é que eu vou embora e te deixar assim, emburrada Lica? Você precisa...
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