A Cidade do Sol

Máquina.


De volta à árvore, já no outro dia, com as devidas ferramentas, Querido tenta retirar o desenho de sol do molde. É assistido por Bendito, que acompanha tudo com olhos atentos.

A operação é um sucesso. Querido tira o molde de sol, que estava perfeitamente encaixado, e olha pra dentro da árvore. Seu olhar aguçado foi surpreendido por uma tecnologia que não fazia ideia de como funcionava, apesar da sua experiência com máquinas. O detalhe principal e que mais o confundia era o fato da maquinaria não se opor à árvore, mas sim estar unido com ela, como se a árvore fosse uma máquina orgânica. Quem quer que tenha feito aquilo, ou melhor, plantado aquilo, devia ser muito inteligente.

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— E aí? Descobriu alguma coisa? – perguntou Bendito.

— Sim e não. Sim porque agora tenho certeza de que não é uma árvore comum. Não porque não entendo o motivo.

— A única opção é deixar que ela nos guie, não é?

— Não queria dizer isso, mas é.

— Vai ser muito ruim ficar longe de Castle Hill...

— Nem tanto. – Querido pareceu esperançoso, diria até animado.

— O que quer dizer com isso? – Bendito estava confuso com tal reação.

— Viajar seria bom. Passar um tempo longe dessa cidade...

—... Os moradores também te odeiam?

— Não só isso. Foi aqui que eu fui amaldiçoado.

— Ah... – e Bendito se lembrou da pergunta de Teodoro. Queria entender aquilo também. Mas deixou pra perguntar depois.

E foram embora.