7 Párias
7 Capítulo 4 - Bee Queen
Notas iniciais
– Agente já chegou...?
– Não... – Laila fala aborrecida.
– Agente já chegou!?
– Não! – Paco responde meio nervoso. – Nós estamos apenas cinco minutos na estrada!
– Agente já-! — Quiron já ia repetir novamente sua pergunta quando Mikael Puxa o irmão pelos lábios, os fechando com as mãos.
– Repete isso de novo e eu te dou um murro! – Ele solta seu olhar nervoso mais perigoso! Alerta vermelho no nível de paciência dele!
Quiron se vira pro lado da janela da limusine – lógico que pra caber sete pessoas e mais a empregada e o motorista.
– Essa viagem ta um saco...
– Laila da uma risadinha desesperada. – Er... Tava aqui pensando... O que vocês vão fazer quando chegarem lá... Sabe né!?Nós não receberemos falta nem nada... Só vamos por causa dessa pesquisa...
– Vou procurar a biblioteca o mais rápido possível. – Paco foi direto e reto e voltou a folhear o livro que carregava consigo (livro que, aliás, ele carregava para todo lugar!).
Laila ficou com um sorriso psicopata pra cima de Mikael, como se ela esperasse a resposta dele. Mikael bruto como sempre não repara no começo, ignora quando percebe e fica irritado no fim.
– Me deixa! – Mikael cruza os braços e fica olhando pela janela, mas fica muito incomodado com sua irmã ainda de fuzilando com os olhos. – Sei lá... Achar uma nerdizinha e ficar perseguindo até que vire minha namorada...
O motorista freia bruscamente e todos os outros ficam de olhos arregalados.
– Que foi? Pensem! Se ele é nerd vai ser perseguida por uns valentões e se eu namorar uma nerdizinha vou ter motivo pra cair na porrada! Sabe que eu não gosto de bater sem motivo algum...!
Todos respiram aliviados e o motorista volta a dirigir normalmente.
– Ufa! – Laila fica aliviada da estranha atividade que Mikael escolheu e encosta à cabeça no vidro do carro, ela ainda pensava no estranho sonho.
Quiron desiste de ficar perguntando e o silêncio reina no carro, Nicolas puxando o ronco dele pra ter “stamina” suficiente pra dar conta “das cocotas gatinhas da sala dele”, Oton olhava meio entristecido para um celular de ultima geração que havia aparecido na mão dele naquela manhã, Paco lia seu livro, Mikael ficava falando umas coisas sem sentido, pois ninguém conseguia ouvir direito ele, Remo estava no colo de Sarah tomando suco na sua mamadeira preferida e Laila olhava para o lado de fora da janela. Minutos se passam no silêncio, Laila abre a janela e bota metade do corpo para fora e abre um sorriso enorme.
– Chegamos! Mal o carro parou e eles começaram o briga pra que ia sair primeiro. Num puxa cabelo, soca o joelho, aperta o nariz do outros, chuta o outro pra trás.
– Seus jumentos! Esse é só o portão da escola! E vai sair em ordem decrescente!
Laila fica toda feliz!
– Uhuu! – Laila levanta os braços, mas bate eles no teto do carro. – Oww...
Logo quando o carro entra na escola, todos os alunos ficam petrificados vendo uma limusine de luxo entrar lá. Como se fosse naqueles filmes adolescentes em que os descolados saem do carro e dá aquele efeito câmera lenta... É... É isso ai! Saindo no maior estilo novos reis da escola. Mas isso será somente uma fachada...
– Nossa quem serão eles? – Cochichava uma menina para outra.
– Não sei! Mas está na cara que são podres de ricos! Olha aquele! Ele é super gato! – Cochichou outra menina se referindo a Nicolas. – Ai! Ele é meu sonho de consumo!
– Eu acho que é muita areia pro seu caminhãozinho! Ô Meu! Olha aquela mina! Que corpo! – Falou um moleque que entrou na conversa de um dos grupos dos alunos que fofocavam. – Aquela combina comigo!
– Ai! Deixa disso! – As meninas se afastam do garoto.
E as fofocas iam se espalhando enquanto eles davam sua entrada triunfal.
Caminhando como seres superiores que são. Tentando esconder, mas não conseguindo, sua elegância e algo que não pode ao certo se descrever, aquela sensação de perfeição de algo mais nobre que você. Algo puro. Ou que já foi puro uma vez...
Eles param na frente de todos aqueles alunos logo que notaram que um deles vinha diretamente onde eles estavam. Era uma garota também loira, mas não loiros quase brancos como os dos Murieles, eram fortes e vivos, mas perdia toda sua beleza – no meu ponto de vista – por causa da personalidade que a garota tinha.
– Olá! Eu sou Diane, representante do conselho estudantil, meu trabalho aqui é levá-los ao um tour pela escola. – Ela chega pertinho deles e cochicha. – E mostrar com que vocês devem andar ou não. – terminando ela solta a risada mais patricinha possível.
Eles simplesmente... Ignoram-na e vão andando até a entrada de um dos prédios deixando a Diane furiosa.
Do alto de um prédio perto dali, o do conselho estudantil, da janela podia avistar-se um vulto dentro do prédio, ele sorria.
– Ei! Ei ei ei! Onde vocês estão indo? – Diane sai atrás deles.
– Não é dá sua conta – Os seis mais velhos falam ao mesmo tempo.
Ela chega perto deles novamente, joga seus longos cabelos loiros lisos de chapinha e diz: — Sabem... Eu sou o modelo de aluna para essa escola! Deviam tentar ver como eu sou! E com minha ajuda eu não os deixarei serem amigos desses mortais perdedores, só vou mostrá-los os melhores alunos daqui!
– Sabia que era um daqueles colégios de patricinhas burras! – Laila resmunga. – Vamos achar um lugar onde eu possa tirar um cochilo!Vamos deixar e essa loira burra ai...
– Putinha... – Nicolas dá sua risadinha malandra e segue sua irmã.
– Vaca... Não serve pra nada. – Oton falou, mas logo ficou calado e seguiu Laila.
– Essa eu batia mesmo sem motivo! – Mikael cruzou os braços e apertou o passo indo pra longe de Diane.
– Burra... – Paco falou com ar intelectual supremo.
Todos os outros alunos assistem a cena da “Abelha Rainha Diane” ser ignorada pelos novatos ricos. E eles saem andado, Remo até mostrou o dedo do meio em sinal de xingamento pra Diane, deixando ela ali como se fosse uma perdedora tentando ser amiga dos populares da escola. Ela não ia deixar assim barato! Era a reputação! Eles vieram do nada, são podres de ricos e vindos exterior, isso então significava que eles tinham uma moral em ouro, e ela necessitava desse ouro na sua coroa de abelha rainha de sua escola, para o ponto de vista dela no começo ter eles seria seu modo de ser tornar a incontestável líder e ocupar o lugar de presidente do conselho estudantil e ser até mais respeitada que a diretora. Mas do jeito que a trataram... Era guerra. Ela ia conseguir seu titulo de rainha incontestável não se aliando a eles... Destruindo-os!
Logo que eles não conseguem mais ver Diane eles se separam e cada um vai procurar um local para passarem o tempo. Laila vai até uma das salas de aula – Não é a sala dela que foi marcada na sua agenda! – para poder dormir um pouco, Paco vai com Mikael até biblioteca para escolher uns trezentos livros e Mikael achar sua nerdinha, Oton vai até a sala de artes, ficar observando e ver se consegue até uma vaga naquela turma, Nicolas fica paquerando umas “Bitchs”, Quiron foi correndo para o refeitório, e Sarah levou Remo até a crechinha dos bebês da escola. Cada um pegou seu rumo.
Laila estava completamente afundada num mar de sono. Os professores já haviam sido avisados dos irmãos Muriele e que eles não precisavam prestar atenção nas aulas ou até mesmo comparecê-las.
– Você não precisa prestar atenção na aula, mas chegar a dormir na sala de aula chega até ser um desrespeito... – Disse uma voz masculina na frente da carteira em que Laila dormia.
Ela só levanta um pouco a cabeça, o suficiente para ver quem era que tinha atrapalhado seu sono.
Era diferente dos outros alunos, usava um uniforme diferente. Todos usavam o uniforme preto com detalhes vermelhos, mas o seu era branco e azul com detalhes em dourado. Era como os anjos da época em que ela morava no céu. Tinha a mesma aura, mas ela sentia que ele não era um anjo.
– E porque eu teria que te obedecer? – Laila fala com seu ar “de to me fodendo pra você”.
– Isso não seria uma atitude muito inteligente... Pois sou o presidente do conselho estudantil e tenho até poder para expulsar alunos “especiais” como você, minha cara senhorita Laila.
Laila começa a prestar um pouco mais de atenção nele. Até mesmo fica mais ajeitada na cadeira, mas ainda com cara de ignorância e sono misturados.
– Você sabe meu nome, mas eu não sei o seu Senhor presidente... – Ela fala “no maior animo”.
– Oh não! Como pude ser tão rude em não me apresentar primeiro, senhorita Laila. — Ele vai até a cadeira, se ajoelha – naquela posição dos cavaleiros medievais (acho que é saudação... Não sei ao certo!) – e beija a mão de Laila.
Todos os alunos ficam meio chocados com a reação do presidente sem sentimentos – como os alunos chamam ele que apenas anda por ai com um sorriso simples, mas nunca demonstra outro sentimento. -. Ele parecia encantado com a presença dela.
– Eu sou Aaron. É um prazer vela pessoalmente, sou o estudante responsável em cuidar que você se sinta feliz estudando aqui.
– “Estudando”, huh? – Laila dá um sorrisinho sarcástico.
– Gostaria que eu te mostrasse a escola? – Ele aponta até saída daquela sala.
– Não gosto que outros mostrem as coisas pra mim, eu gosto eu mesma de descobri-las, mas você pode me explicar uma coisa que eu ouvi quando vinha para essa sala, só tive preguiça de perguntar pros outros.
– Adoraria lhe responder qualquer pergunta! – Ele estende a mão até Laila e saem como aqueles casais antigos de braços dados.
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Meanhile in Muriele Mansion~
Tayo limpava o jardim com Ivan.
– Ai como eu odeio aquele merdinha do Paco! – Tayo fica repetindo um monte de vezes.
– E é o pai desse merdinha que te deu a chance de viver! – Ivan com seu humor ingênuo/macabro.
– Ele vai ver só! Eu sei que escola ele foi! Eu estudei lá por um ano! Vou lá dou um surra nele e sumo de vez! – Tayo larga a vassoura a deixando cair no chão e sair correndo até a garagem onde estava sua moto.
– Não é uma boa idéia... – Ivan fala isso calmamente e nem mesmo tenta impedir ele.
– To me fodendo pra você! – Tayo sai “voando” dali em alta velocidade na sua moto e até mostra o dedo do meio pra Ivan Quando arrebentou as correntes do portão com o impulso da moto indo embora.
– Quando ele voltar ele vai me pagar. – Ivan novamente com seu jeito “Sorrindo, mas eu vou te matar quando você estiver dormindo!”.
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Back to de future School~
Paco estava procurando alguns livros raros na biblioteca no alto de umas das estantes de mais de quatro metros de altura no alto de uma escada quando sem querer deixa escapar seu livro preferido – o que ele vira e mexe andando por ai e vai levar até pro caixão -, mas antes dele cair no chão um rapaz pega ele.
Descendo o mais rápido possível Paco foi pegar seu livro. O rapaz que salvou seu livro deu um sorrisinho gentil e entregou o livro para Paco, nessa hora em que Paco foi pegar o livro, suas mãos encostaram nas mãos do rapaz... Eram firmes, mas pareciam gentis. Paco ficou corado e logo se virou para ir embora, mas antes o rapaz disse:
– Sou Bernard. O aluno responsável por cuidar que você se sinta feliz estudando aqui. – Ele se curva formalmente.
Paco fica paralisado.
Já na sala de artes, todos os alunos ficam encantados vendo Oton pintar, ele parecia que o que estava fazendo era muito simples, mas as cores eram fortes, os detalhes vivos, trabalhados e exalando vida! Ele se sentia tão feliz com todos olhando a única coisa que ele fazia perfeitamente.
Até ele olha rapidamente para o vidro da porta da sala de artes. Nicolas estava o esperando do lado de fora. Oton engoliu seco e se sentiu mal, parou de pintar na hora e disse que voltaria mais tarde, guardou os materiais, mas deixou a tela lá.
Oton saiu apressado da sala. Nicolas não estava mais do lado de fora da sala, ele havia sumido. Ótimo! Pensou Oton, era hora de fugir antes que ele voltasse.
Na saída do prédio ela apressou mais ainda o passo, só que quando virou em direção a outro prédio Nicolas agarra seu braço.
– Não tem nada de divertido para fazer com as meninas daqui, elas ainda são muito puritanas! – Nicolas solta seu sorriso malandro cafajeste para Oton. – Ou seja... Vou ter que me divertir com você mesmo!
– Não! E-Eu não quero! Solte-me! Está me machucando! – Oton fala como quase fosse chorar.
– Você não está em posição de me negar nada “Otoko-chan*” – Nicolas falam um pouco mais agressivo.
– Se eu fosse você eu o soltaria Senhor Nicolas. – Diz um homem adulto, mas jovem que vinha acompanhado de uma mulher.
– Eu peço que faça isso Senhor Nicolas. – Fala a mulher.
Os dois se aproximam dos gêmeos – sim, o Nicolas e o Oton são gêmeos, mas são difíceis de dizer que são gêmeos por causa de seus cortes de cabelos. -, o homem, de terno e gravata provavelmente um professor tirou a mão de Nicolas do braço de Oton.
– Sou o David, irmão da diretora e professor responsável por cuidar para que o Senhor Oton se sinta feliz estudando aqui. – Ele coloca as mãos nos ombros de Oton e já vai o levando para longe de Nicolas. Logo não se via mais Oton e o professor David.
A Mulher chega mais perto de Nicolas e com um olhar sensual se apresenta para ele.
– Sou Cara, coordenadora e responsável em cuidar que você se sinta feliz estudando aqui.
Nicolas dá seu sorriso safado.
Em outro canto da escola uma nevoa já tomava conta da escola que possuía construções modernas e abstratas com um visual clássico. Laila estava sentada em um corrimão de uma passarela que ligava um prédio a outro.
– Hm... Aaron...
– Sim?
– Poderia me dizer o que é uma matinta? -------------------------------------------------------------------------------------------
– VOU DESTRUI-LOS! EU JURO QUE VOU! -------------------------------------------------------------------------------------------
FIM DA QUEDA
Notas finais
Kissus~
FUI!
pelo amor de Deus! comentem...
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