7 Lifes, Mangetsu no Neko no Curse
6 Capítulo 5
Notas iniciais
huhuhu.... ficou um pouco grande, mas simplesmente não quis cortar a parte de valentine day. aah.... espero que nyah! não me corte por causa disso... haha.
Também, depois de ter acidentalmente derramado suco em sua roupa, queimado o almoço, caído em cima dele, tê-lo visto no banho sem querer e quase termos nos beijado pelo empurrão ‘sem querer’ de Tegoshi... Sem contar que Nyanta, aquela desgraça de gato interrompe as conexões com todos apenas para que eu, sem escolha, o ouça opinando sobre o cor..... o corpo de Yamashita-san..... Não precisava daqueles comentários, sinceramente... Mesmo porque eu poderia muito bem ter notado sozinho... Aaaaaaaaaaaaaah! Mas que raios eu estou pensando?? Droga, droga, droga.... Eles estão me afetando! Alguém me salva antes que seja tarde demais! Socorro Yamapi! Hein? Mas por que raios estou chamando pela ajuda dele? Não... Se acalme, se acalme... Calma Keii-chan... Você só lembrou dele porque nós dois somos vítimas disso... Isso, nós dois somos apenas vítim....-Keii-chan? Está tudo bem? Com meu berro de susto, ele apenas dá um passo para trás assustado.-Desculpa... Não quis te assustar... É que... Ultimamente você parece meio distraído... Anh... Mais do que o normal... E... hum... Aconteceu alguma coisa? Você estava rolando na cama parecendo um pouco desesperado... -Y-y-y-Yamashita-san! – ele apenas franze o cenho e eu sinto um desejo enorme de me bater por não conseguir falar direito – Não! Está tudo bem! Não precisa se preocupar... É que... Eu estava... Pensando em inventar um novo prato! É! Inventar um novo prato! Sabe o que é? Outro dia eu estava assistindo televisão e estavam comentando em como é importante usar a criatividade na cozinha sabe? Aí fiquei com vontade de tentar também... Só isso... Ouço-o suspirar e ele se desencosta da porta, andando calmamente em minha direção e sentando-se ao meu lado. Sentindo meu nervosismo aumentar, apenas desvio o olhar, encarando minhas mãos que se apertavam por eu não saber o que fazer com elas, não podendo ver o repentino brilho de tristeza que apareceu em seus olhos. Calor. O que eu sinto a seguir é apenas o calor de seus dedos que se encostam a minha bochecha numa leve carícia, quase sem tocar meu rosto e em seguida você me força a virar o rosto para te encarar. Olhos nos olhos. Minha respiração fica presa. Essa sua expressão séria... É a primeira que você a mostra para mim, não é? Já conhecia todas as suas outras faces: alegre, sorrindo, contente, confusa, tímida... Mas séria é a primeira vez. Isso significa que estou encrencado, não é?-Koyama... – sua voz vai diminuindo, quase sumindo, mas ainda sim claramente audível – Não minta para mim. Foi tudo o que bastou. De repente, pude sentir tudo a minha volta desmoronar.「YamaPi p.o.v.」 Deitado no sofá, eu encaro a minha mão direita que está erguida. Por que me sinto tão confuso esses dias? Hah, como se eu não soubesse a resposta já. Tudo começa com Keii-chan agindo estranho. Aliás, é tudo culpa dele. Não sei o que acontece com ele... Anda tão distraído esses dias... E o pior de tudo é que não quer me contar qual é o problema. Um sentimento de mágoa me domina. Bom... É de se esperar... Eu o ajudei tanto e mesmo assim é desse jeito que sou retribuído? Não sou digno nem ao menos de compartilhar suas preocupações? Mordo meu lábio inferior. Pra piorar eu ainda quero, não, eu preciso ajudá-lo. Como eu sou patético. Dá vontade de rir de mim mesmo... Mesmo Koyama me ignorando e evitando (confesso que é difícil fazer isso quando convivemos no mesmo apartamento, mas não sei qual o milagre que ele usa para conseguir isso), não consigo evitar me preocupar ainda mais com ele. Talvez eu devesse conversar com Nyanta? Quem sabe a atitude dele é apenas culpa da maldição? Inevitavelmente a esperança começa a me dominar...-Hey Yamashita! Tudo bem aí? – pisco quando percebo uma mão estalando os dedos na minha frente – estava te chamando já faz um tempo, mas você não saía desse sofá... O que aconteceu? Parece que está com problemas...-Nada... – sorri para a pessoa a minha frente que apenas arqueou uma sobrancelha duvidando de minha resposta – é que... –suspiro cansado – tem uma pessoa que está me dando problema ultimamente...-oh... – o sorriso malicioso se fez presente em seu rosto – huum... Problemas amorosos é? Interessante...-Nada disso! – respondi rindo – É meu gato... Aquele que adotei outro dia sabe? Cuidei bem dele desde aquele dia, mas parece que ele não consegue confiar em mim ainda...
-Gato, sei... Bom... Não se preocupe tanto. Quando ele achar que está pronto para te contar, ele contará. Vai ver ele apenas não conseguiu juntar coragem para fazer isso.-E por que ele iria necessitar juntar coragem? Não compreendo...-Baaka! – recebo um leve tapa na testa – Nem todas as vezes os problemas são fáceis de ser encarados, sabia? De qualquer forma, apenas dê um tempo. Tenho certeza que depois vai estar tudo bem entre vocês. – concordei silencioso, pensativo – Né Pi... Você não vai me contar mesmo quem é essa sua namorada?-Eh? – apenas disse isso por ter sido pego desprevenido.-Papaaaa! – escutando aquela voz familiar, apenas murmuro um ‘yabe’ e Toma me dá um olhar de pêsames.-Boa sorte pedindo desculpas para mais alguém, ‘papai’. – rindo baixinho ele dá um leve soco em meu ombro, tentando me dar uma força e logo sai da sala, me deixando sozinho com Tegoshi que logo chegava.-Né, né! Yamapi? – disse entrando na sala e após me ver, seu sorriso se abre mais ainda, cobrindo todo o rosto – Yamapi! Olha, vem ver! – ele abriu o pote de bentou que trazia consigo – Hoje como eu só ia vir mais tarde aqui, passei na sua casa e olha! Ganhei bentou! Keii-chan fez um bentou pra mim! Sugoi ne~! Olha! Ele até cortou o nori em forma de estrelas para colocar no onigiri! -Wow! Que bom hein Tego! Isso quer dizer que você se comportou bem hoje lá? – ri enquanto ele afirmava com a cabeça – Ou Keii-chan fez isso para que você viesse logo e parasse de encher o saco dele?-Que cruel! – ele faz uma cara de magoado- Papa é muito cruel!! Vou falar pra Mama parar de fazer seu bentou! – enchendo as bochechas de ar, ele faz bico, mas no momento que começo rir, ele sorri também – Mas né... Mama disse que sempre deixa apenas os melhores pro bentou do Papa. Quer dizer que Mama sempre capricha nos seus bentous, né? – pego surpreendido, fico sem resposta. Keii-chan se esforça tanto assim para mim? – E como papa não merece, eu decidi! Vou ficar com os dois bentous! – dito isso Tegoshi correu para minha mala pegando meu bentou e saindo correndo com os dois potes na mão.-Oi! Tegoshi! Pode voltar! – praguejei baixinho e me levantei do sofá, começando a correr atrás daquele demoniozinho – Tegoshi! Devolva já esse bentou aqui! Tego! Vai ficar de castigo! Tego!-Massu! Socorro! Papa quer me matar! – disse se protegendo atrás de Massu que comia um pedaço de salsicha com formato de polvo, provavelmente arte de Koyama também.-Eh? Papa?-Tego devolva já o meu bentou!-Mas Papa não merece! Papa disse que eu só dou trabalho! – me mostrou a língua em seguida, apenas para provocar mais.-Ah. – Entendendo o que estava acontecendo, Massu pega meu bentou das mãos de Tego, sob protestos do mesmo, me entregando sorrindo. – Papa. – Sorrindo, recebo o bentou e logo bagunço seu cabelo em um gesto de carinho, agradecendo. – Né... Agora que te ajudei, posso receber um pedaço do seu bentou? –ri baixinho enquanto ele me dá aquela carinha de cachorrinho pidão – onegai?-Ah... Não tem jeito, né? Tá certo. Hoje eu divido com vocês dois. Mas só hoje hein? – escuto apenas o grito de felicidade dos dois enquanto abro o pote balançando a cabeça negativamente. Espero que Keii cozinhe bastante pra janta já que vou ficar sem almoço...-Né... Yamapi... – apenas levantei o olhar, observando Tegoshi que comia lentamente um onigiri, como se estivesse apreciando-o ao máximo – Você sabe do que Keii-chan gosta?-Keii-chan? Depende... O que tem em mente?-Tegoshi está pensando em dar algo ao Keii-chan... Já que daqui a alguns dias teremos o valentine Day.-Hum... Mas... Se está pensando em presenteá-lo nesse dia, o mais óbvio seria com chocolate, certo? – Massu concorda comigo acenando enquanto meu outro filho continua pensativo.-Mas mesmo que seja chocolate, não sei qual ele prefere... E eu queria dar algo que Keii-chan ficasse feliz em receber...-De qualquer forma, creio que ele já ficaria feliz somente com sua intenção. Tego... – ele retorna sua atenção para mim que o encaro sério – mas nada de chocolates com pimentas ou qualquer experimento desse gênero. – ele apenas ri inocente, escapando de me prometer isso.-Yamapi também irá dar chocolates? – Massu me pergunta após terminar sua refeição – se bem que... Nunca vi Yamapi dar chocolates no valentine Day.-Hum... É... Prefiro comprar alguma coisa pro White Day do que ter que fazer algo...-Yamapi é mesmo preguiçoso né... – ri brevemente da acusação de Tegoshi – Acha que Keii-chan faria um chocolate para mim se eu pedisse?-Alguma vez Keii recusou alguma coisa pra vocês? – recebendo um ‘não’ em resposta, sorrio divertido – Afinal ele é uma mãe coruja que faria qualquer coisa que vocês pedissem num piscar de olhos. Tsc. Já disse que ele mima vocês demais.-Né... – devolvo o olhar curioso que Massu me lança – aconteceu alguma coisa?-Como assim?-Hoje Keii-chan estava agindo um pouco estranho... Estava bem desastrado né? – com a confirmação de Tegoshi, continuou – Toda vez que falávamos seu nome, ele errava alguma coisa, derramava as coisas ou até tropeçava.Franzi o cenho. O problema era mencionar meu nome? Eu fiz algo à ele por acaso? Não me lembro de ter feito nada de errado. Percebendo que os dois à minha frente ainda prestavam atenção em mim, suspirei pensando em algo a dizer.-Ontem eu o ouvi murmurando algo no quarto e quando adentrei, ele estava rolando na cama e parecia ter problema com alguma coisa... Perguntei se ele queria conversar, mas ele apenas desviou o assunto, rindo forçadamente. Achei então que era um assunto que eu não devia me meter até ele começar a me evitar depois disso.-Huuum... – Ouvindo isso, olhei para Tegomass desconfiado.-Vocês não tem nada a ver com isso, tem? – arqueei a sobrancelha ao ver os dois quase pularem ao ouvirem isso e negarem mexendo a cabeça freneticamente. Estranho, bastante suspeito.-Né Massu – pude ouvir Tegoshi falar baixinho, provavelmente me evitando de escutar a conversar enquanto puxava Massu para um canto – será que o plano está fazendo efeito?-Mas se for isso, por que ele está evitando Yamapi? Não deveriam se entender mais?-Er... Talvez ele esteja com vergonha? Mas de qualquer forma, temos que avisar Nyanta sobre isso! Se Keii-chan continuar evitando Yamapi, nosso plano não irá dar certo... Talvez eles realmente tenham algo a ver com Keii. Mas, dando de ombros, saí da sala. Se eles estão dispostos a ajudar, não vejo a necessidade de perguntar o que fizeram. Provavelmente apenas mais alguma travessura. Mas... No caso de eles serem inocentes dessa vez, ainda há a possibilidade de Keii estar bravo ou incomodado comigo. Presente é? Quem sabe não seja uma boa para pedir desculpas? Ainda mais porque não tenho a mínima idéia do que eu possa ter feito... Com esse pensamento, me dirigi até a sala onde iria acontecer um photoshoot para uma revista de moda, meu trabalho de hoje.-Hey Yamapi! – ergui a cabeça e encarei o pacote em minha frente – Toma. Dê isso aqui para o seu “gato de estimação”.-Toma... O que é isso?-A prova de que sou um amigo bem legal. Como eu tava livre hoje de manhã, resolvi passear, e enquanto passava em frente a uma loja, encontrei isso aqui. Acho que deve servir pro seu caso. Entregue isso pra ele e peça desculpas por qualquer coisa que você tenha feito. -O que? Você comprou... – fiquei sem fala ao ver o que continha naquela caixa, sorrindo cúmplice ao mesmo tempo em que me sentia agradecido – Valeu. Vou ficar te devendo uma com isso.-Relaxa. É pra isso que servem os amigos, certo? Ah, e teve sorte que está na época de Valentine’s Day ou eu nem iria conseguir achar isso aí. Sem mais uma palavra, peguei minhas coisas e corri em direção ao estacionamento, encontrando meus dois filhos no caminho. Pedindo desculpas, pedi que ao invés de virem hoje, que viessem amanhã e que como recompensa, os deixaria fazer uma pequena festinha de pijama lá em casa. Tive a ligeira impressão de ouvi-los me desejarem boa sorte, e com isso, me dirigi à minha própria casa com um sorriso no rosto. Se isso não conseguisse me ajudar, eu estaria perdido.「Koyama p.o.v.」 Assustei-me levemente com a animação que Yamapi disse ‘tadaima’ e respondi um ‘okaeri’ rápido, voltando a concentração ao okonomiyaki que por sorte não havia queimado. Yamapi parece ter tido um dia bom, o que me fez sorrir levemente. Talvez assim fosse mais fácil pedir desculpas por ter-lo evitado esses últimos dias. Nyanta, ao meu lado, sorriu desejando-me boa sorte antes de deslizar do balcão da pia e ir caminhando em direção a sala, fornecendo-nos alguma privacidade.
-Keii?-Estou aqui, na cozinha. Só estou terminando de ajeitar as coisas aqui.-Precisa de ajuda? -Não. Está tudo bem, acabei de terminar. Vamos nos sentar? Acho que já deva estar com fome.-Ah sim, nem me fala. Nem consegui almoçar hoje. – franzi o cenho preocupado. Será que errei alguma coisa? Mas tenho certeza que TegoMass havia dito que estava bom quando provaram... Vendo minha cara de preocupação, Yamapi logo se apressa a explicar – Não tinha nada de errado no seu bentou, pode ter certeza. Aliás, pelo contrário. Parece que TegoMass gostam tanto da sua comida que resolveram que somente o bentou deles não bastava e pegaram o meu. – ri ao ouvir isso, aliviado.-Isso é porque o pai deles é tão bonzinho que os deixa fazer o que quiserem certo?-Errado. Porque a mãe deles também tem culpa de mimá-los demais.-Oh, creio que isso nos torna os dois culpados então. – chegando a esse acordo, rimos da simples besteira de estarmos discutindo como se fôssemos de fato uma família. Não que não os amasse como uma, mas era engraçado como fingíamos levar a sério essas pequenas discussões. – Mas... Não irá me contar nada? – recebendo um olhar perdido, resolvo continuar – Chegou com tanto bom humor hoje apesar de estar de barriga vazia, que me leva a concluir que algo de muito bom deva ter acontecido.-Ah sim, isso. Isso... – sorriu a me ver curioso – é segredo até depois do jantar. Gato curioso.-Não é justo! Sabia que a curiosidade matou o gato? Irá me matar de curiosidade assim! – emburrado, fiz bico, fingindo estar bravo com ele que por sua vez apenas riu da minha desgraça.-Não fique assim. – o senti acariciar meu cabelo, brincando um pouco com eles, enquanto nos sentávamos à mesa de jantar, prontos para começar a refeição — já lhe disse que te contarei depois do jantar, não disse? Você não irá morrer nesse breve espaço de tempo vai? Garanto-te que você agüenta Keii.-Dono sádico. Deveria te denunciar aos defensores dos animais, sabia?-Sei que não vai. – riu sossegado.-Né, Yamapi.-Hum?-Gomen... Peço desculpas pelos últimos dias. Por ter te evitado... Eu sinto muito.-Está tudo bem. – seu sorriso doce e calmo fez meu coração pular um pulso. O que era isso? Estava começando a sentir meu rosto corar. Isso é mal. Definitivamente mal. Depois disso comemos em silêncio, com exceção de algumas vezes que Yamapi começava a rir sozinho e após minha curiosidade vencê-lo ele contava o que nossos filhos haviam aprontado na agência, me fazendo recordar do fato de que quase conseguiram colocar fogo na cozinha hoje quando tentaram me ajudar a preparar os bentous, e da briga que tiveram para ver quem iria experimentar os pratos primeiro.-Ah, Tegoshi também estava pedindo chocolate pro valentine’s Day.-Valentine’s Day? Ah, quase havia me esquecido disso.-Se quiser, amanhã posso comprar os ingredientes. É só me dizer o que são e quantos, que eu compro. – sorri em agradecimento. – E... Gomen ne Keii... Eu deixei TegoMass virem fazer uma festa do pijama amanhã... – vendo meus olhos arregalarem, Yamapi voltou a se desculpar- Gomen! Eu prometo que te compenso de algum jeito depois!-Poderia me compensar agora, contando aquilo que você está fazendo segredo. – ele riu, confirmando com a cabeça. – O acordo era até depois do jantar. Já acabamos de jantar Yamapi.-Bom... – ele coçou a cabeça nervoso e sorrindo sem-graça – eu já volto, e não, não estou fugindo. Eu prometo que volto logo, ok? Como prometido, ele voltou logo. Aliás, ele somente foi até a sala buscar um pacote que havia deixado ali, jogado no sofá, como se tivesse sido proposital o modo que o pacote parecia largado, apenas para atiçar mais ainda minha curiosidade. Após retornar, depositou o embrulho em meu colo, e eu apenas encarava o pacote vermelho com o laço prata para depois desviar a atenção para seu lindo rosto que sorria satisfeito.-Pode abrir. É seu. Com a boca levemente aberta e os olhos um pouco arregalados, volto a encarar o pacote em meu colo, como se fosse algo que via em minha frente pela primeira vez na vista. Abri-o lentamente, como se tivesse medo do que aquilo continha, deixando-nos, eu e ele, na ansiedade até conseguir abrir por completo. Assim que abri, custei a acreditar que aquele presente era meu. Era até que simples o enfeite, mas era isso que o matinha belo. Um colar de prata, que não deve ter sido nem um pouco barato, que continha como pingente, dois pequenos anéis entrelaçados que brilhavam, um preto e outro branco. E se prestasse a atenção nos detalhes, na parte de dentro dos anéis, aonde eles se entrelaçavam, havia um desenho pequeno de um coração. Desviando os olhos devagar do colar até seu rosto que me encarava em expectativa, pude me ouvir dizer baixinho.-É lindo... – seu rosto de alívio completo quase me fez rir, se não tivesse algo me incomodando – mas... Por que estou ganhando isso? Pelo que saiba, não é nenhuma data especial...-É só que... Achei que você iria se animar com isso... E também como pedido de desculpas. Como você parecia me evitar, achei que tinha que pedir desculpas se fiz algo de errado e acabei te incomodando...-Não, não foi nada disso! – meus olhos se arregalaram ao ouvi-lo dizer que pensava ser sua culpa. Me senti tão idiota por ter-lo preocupado que desejei me bater – Yamashita-san não fez nada de errado! É só que eu estava um pouco confuso antes, mas te garanto que não estou mais! Se alguém aqui deveria pedir desculpas, sou eu. Por favor, me perdoe. Esse... Esse presente desculpe, não posso aceitá-lo já que a culpa não foi sua. – estendi o pacote para ele, que se recusava a recebê-lo. – por favor, Yamashita-san. Sorrindo, ele se aproximou de mim, suas mãos cobrindo as minhas, me fazendo segurar o embrulho com mais força.-Fico aliviado que eu não tenha feito nada de errado então, mas, Keii, quero sinceramente que aceite esse presente. –antes que eu pudesse retrucá-lo, um dedo indicador seu repousa em meus lábios. – Por favor, seria importante para mim se você aceitasse. – seu rosto se aproximava do meu, e logo eu não conseguia desviar meu olhar do seu, hipnotizado pelo brilho que eles emitiam e sua voz começou a soar tão suave que quase não compreendia direito o que estava dizendo. – Você aceitaria esse presente por mim Keii? – senti sua respiração tocar em minha face e em um breve movimento de ‘sim’ com a cabeça, te sinto se aproximar mais, e depois nossos lábios estavam se tocando.「~*~」 Depois do episódio do beijo, nenhum de nós havia tocado nesse assunto, e acabamos apenas voltando a rotina normal, como se nada daquilo realmente tivesse de fato acontecido. Eu mesmo começava a achar que havia sonhado com aquilo, mas sempre ao ver o colar que usava agora, um sorriso se recusava a sair de meu rosto assim como eu recusava a tirar aquele colar. Era como se o colar tivesse virado minha coleira. E só o simples fato de fazer essa comparação, não sabia se devia rir ou chorar ao lembrar que ainda continuava preso nesse apartamento.-Ah, o que estou pensando? – chacoalhei a cabeça tentando espantar esses pensamentos e tentar terminar os chocolates. Hoje é dia de Valentine’s Day e Tegoshi até havia me acordado mais cedo ligando e me perguntando se eu me lembrava que dia era hoje. Suspirei. Tinha terminado a tempo. Olhando para o relógio, constatei que era hora de acordar Yamapi já que depois de sair com os amigos para beber ontem, não me parecia que ele fosse conseguir acordar sozinho para ir trabalhar. Ao chegar à porta de seu quarto, o observei respirar calmamente, o que indicava que ele ainda estava dormindo, apenas de cueca e enrolado no cobertor. Seria uma cena linda, digna de ser retratada em um quadro, se não fosse o fato de ele estar babando no travesseiro e o movimento de coçar o traseiro antes de voltar a posição original. Ri baixinho, e como não queria que ele se atrasasse, resolvi acordá-lo.-Yamapi? Está na hora de acordar. – apenas ouço grunhidos em resposta – Vamos, tem que se levantar ou terá que sair correndo sem ao menos tomar o café-da-manhã.-Não quero... – sua voz rouca ecoa pelo quarto, me fazendo sorrir ainda mais.-Ah, quer sim. Melhor levantar logo antes que eu conte que você também age como uma criança mimada para aqueles dois pestinhas.-Não é justo Keii.-Sei que não. Mas vamos. Já preparei o café-da-manhã. Até já deixei pronto os comprimidos para sua provável dor de cabeça. – aceitando seu murmuro como um agradecimento me levanto de sua cama, dando umas palmadas em sua bunda, como se fosse realmente sua mãe tentando te acordar – levante-se antes que eu venha lhe jogar água. Sorrio satisfeito ao te ver levantar, deixando seu quarto e retornando a cozinha. Valentine’s Day é? Fazia tempo que eu não comemorava essa data assim. Cantarolando uma música qualquer, comecei a tomar meu café-da-manhã na frente, afinal, a culpa era sua por demorar tanto para acordar, né? Ri baixinho enquanto passava a manteiga no pão.「Yamapi p.o.v.」-Papa! E meu chocolate?-Bom dia para você também Yuuya. – rindo de minha resposta, Tegoshi me diz bom dia ao mesmo tempo em que Massu e os dois me olham com expectativas.-Você trouxe, não trouxe? – ouvindo essa voz ansiosa, não consegui resistir e resolvi judiar um pouquinho dos dois.-Aquilo? Do que está falando?-Ehh! Do chocolate! Mama te mandou os chocolates, não mandou? – a cara de desespero dos dois por causa do chocolate é hilária, tenho que admitir.-Chocolate? Ah... Deve ser aqueles lá que eu esqueci em cima da mesa de casa...-Ehhh! Papaaaaa! Como pode ter esquecido?-Happy Valentine Day. – ri enquanto entrega o pacote de cada um.-Yattaaaaaaa! – a alegria dos dois era tão grande que nem brigaram comigo por ter judiado deles.-Não se esqueçam de agradecer Keii-chan, hein. – mas nem tinha dito isso e os dois já estavam telefonando para casa, enchendo Koyama de elogios e agradecimentos. Entrei na agência e logo senti um braço envolvendo meus ombros, me empurrando para a sala em que eu deveria estar. Não senti vontade de me livrar delas, porque já sabia quem era.-Então? O que quer dessa vez?-Você sabe. E aí? Deu certo? Já recebeu o chocolate de hoje?-Toma! Como você é curioso! A curiosidade matou o gato, sabia?-Ele tem sete vidas, nem precisa se preocupar com isso. Mas não desvie do assunto! E aí? Ganhou?-Não. Ainda não.-O quê? Mesmo depois de entregar o presente ele não te perdoou?-Não é isso – ri levemente – também acho que ele estava ocupado demais tendo que fazer chocolate para duas certas pessoas que já me abordaram lá na porta. Escutei o telefone tocar hoje de manhã. Aposto que era um deles acordando Keii-chan.-Ah, entendo. Então tudo bem. Mas quero escutar os detalhes amanhã, ouviu? Ah, juízo hein Pi. Usar chocolate é bom, mas lembre-se de se proteger, use camisinha hein!-Toma! – desviando da almofada que joguei em sua direção, ele sai do camarim rindo, sem olhar para trás para meu alívio, pois sentia que meu rosto havia corado e tanto. Balançando a cabeça tentando tirar a idéia que ele havia me posto, tentei me acalmar para poder trabalhar. Não podia ir com o rosto corado desse jeito, certo? Mas... Pude perceber mais tarde que começava a ficar ansioso para receber o chocolate de Koyama, mesmo sem entender direito o por que. A noite custou a chegar, apenas para fazer minha ansiedade crescer mais, e mal pude notar como consegui chegar em casa tão rápido. Torço para que depois não venha nenhuma carta de multa. Vi-me tão ansioso que até mesmo antes de abrir a porta de casa, tive que engolir em seco, tentando me acalmar primeiro enquanto podia ouvir até as batidas do meu coração. -Keii? Sem resposta, adentrei o local que estava um pouco escuro e acendendo as luzes no caminho, pude notar o banquete que estava a minha frente. Wow. Se eu não fosse ganhar o chocolate, eu não ligaria. Não quando eu estava prestes a ganhar um banquete maravilhoso a minha frente. E olha que nem é natal.-Yamapi? Já chegou? Nossa, um pouco cedo hoje. Er... Acha que eu exagerei? – pude ver seu rosto levemente corado em vergonha e não pude evitar sorrir.-Alguma ocasião especial para termos esse banquete?-Hum... Agradecimento pelo colar? E quem sabe... Podíamos ter um encontro de Valentine Day para comemorar esse dia? – perguntou-me meio incerto. Como se eu pudesse recusar, não é mesmo?-Claro. Apenas vou me lavar e já começamos a jantar, ok? – com um aceno afirmativo, me dirijo ao banheiro, e logo depois já estávamos jantando.
Nunca tive um encontro tão agradável, devo admitir. Apenas jantamos como se fosse outro dia comum apesar de todos os enfeites na mesa e os pratos caprichados que saboreávamos. Havia até mesmo vinho para nos deliciar! E mesmo Koyama me repreendendo levemente pela pequena travessura de manhã com TegoMass, ele também riu divertido, dizendo que também gostaria de participar na próxima vez. Jantamos, assistimos a um filme na sala, e conversamos bastante enrolados com um mesmo cobertor no sofá, rindo de besteiras e tramando pequenas aventuras para testarmos em nossos filhos, que na verdade nunca iríamos conseguir colocar em prática. Uma noite agradável, com a lua minguante brilhando no céu da escuridão. Me divertindo tanto com Keii, como é que eu poderia imaginar que aquilo um dia viria acontecer...?「???? p.o.v.」 Sorri ao chegar ao endereço marcado no papel rasgado, a letra corrida, mais ainda sim legível. Um prédio muito bonito devo admitir. Yamashita Tomohisa devia ganhar bem para conseguir pagar um apartamento desses. Apenas observei a janela do nono andar. Finalmente depois de tanto tempo eu te achei, não é mesmo Koyama?「Koyama p.o.v.」 Acordei com um sorriso doce nos lábios recordando o dia anterior. Podíamos chamá-lo de encontro, mas sabíamos que não era um de verdade. Encontros são feitos com casais, algo que nós dois não somos. Foi um encontro. Mas em vez de casal, foi apenas entre amigos. Senti uma leve tontura ao me levantar da cama, e praguejei baixinho por ter tomado vinho um pouco mais do meu limite. Andando vagarosamente, somente depois é que pude perceber que pela primeira vez, havia acordado tarde e Yamapi já havia deixado o apartamento. Pelos céus! Ele até teve o trabalho de deixar o café-da-manhã pronto! Sentindo-me um pouco revoltado comigo mesmo, comecei a saborear o café com um sabor ao qual não estava acostumado, mas que não deixava de ser delicioso. Até sentir um frio na espinha e meus olhos arregalarem e meu rosto empalidecer. Não. Não podia ser. Corri até a sacada do prédio e olhei para baixo. Enquanto minha boca se abria em surpresa, pude ver no rosto daquela pessoa que me encarava seu sorriso se abrir. Céus! Estava eu delirando? Sem pensar muito, saí do apartamento e desci as escadas sem nem me tocar que finalmente havia conseguido sair do apartamento ou o rosto de Nyanta que parecia me desaprovar enquanto apenas continuava sentado na sala me observando. Não podia crer que aquela pessoa estava aqui! Simplesmente não conseguia! Quando passei pelo portão do prédio e parei em frente daquela pessoa que ainda me encarava sorrindo ao lado de seu gato preto que me olhava curioso enquanto eu arfava em busca de ar, pude ouvir minha própria voz o chamando, sem nem ao menos perceber.-Shige! — ele apenas sorriu mais ainda se aproximando de mim enquanto Wagahai me cumprimentava sem se mexer daquele ponto.-Há quanto tempo... Keii.「YamaPi p.o.v.」 Como estava de bom humor desde que acordei! Aliás, por algum milagre, consegui acordar mais cedo que de costume! Surpreendeu-me também o fato de Keii ainda estar dormindo mesmo na hora em que eu estava saindo para vir trabalhar. Talvez ele tenha gastado toda sua energia preparando aquele banquete de ontem.-Que bom que está de bom humor Pi. Agora pode me contar sobre ontem. Tudo, detalhe por detalhe. – ri enquanto Toma sentava a minha frente, esperando que eu começasse a relatar os fatos de ontem para ele. E foi no meio dessa conversa que Tegoshi chegou desesperado me abraçando com lágrimas nos olhos.-Yamapi! Temos um problema sério! – antes que eu pudesse perguntar algo, ele já me respondia – Keii-chan sumiu! Ele não está em lugar algum! Senti meu coração parar, meu sangue congelar enquanto meus olhos arregalavam.-Keii... sumiu?
Notas finais
finalmente a revelção da pessoa misteriosa! eram ele que vocês espesravam?
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