7 Dias com ela
8 Domingo
Notas iniciais
Hoje quando acordei, lá pelas 11:00 da manhã, Karina não estava ao meu lado. Deslizei a mão pelo o espaço vazio, sentindo um leve afundamento no colchão onde ela havia dormido. Por mais difícil que seja de acreditar, eu senti a falta dela naquele infímo minuto em que me encontrei sozinho.
Me levantei preguiçosamente, quase tropeçando nos travesseiros que se encontravam no chão, e caminhei em direção ao banheiro. Tomei um relaxante banho de água gelada, deixando-a escorrer perfeitamente pelos meus cabelos e corpo desnudo. Quando voltei, Karina me esperava sentada na cama, as pernas cruzadas e um sorriso lindo de lado desenhado no rosto.
_Essa toalha tá atrapalhando a visão perfeita do seu corpo _comentou casualmente ao gesticular descuidadosamente para a toalha presa na linha do meu quadril. Sorri de um jeito cafajeste, puxando-a pelo o braço até que pudesse senti-la colada a mim.
_Eu posso facilitar pra você _me afastei somente o suficiente para enxergar seus infindáveis olhos azuis. Ela piscou rapidamente, a pele corada de forma suave, e deslizou as mãos macias pelas minhas costas lentamente. Segurei as mãos dela antes que retirasse a toalha. Franziu os lábios e arqueou uma sobrancelha. _Mas antes, você precisa facilitar a minha _concluí. Observei enquanto ela respirava fundo, caminhando até a parede de costas e encostando-se ali. Passei a mão pelo o meu cabelo molhado, sentindo urgência em tê-la de volta aos meus braços. Parecia que todo o tempo junto dela não era o suficiente, e para completar, um medo irracional de perdê-la acordou junto comigo hoje.
Bom, mas talvez não fosse tão irracional assim, afinal, seu pai chegaria amanhã e eu não sabia o que poderia acontecer de fato.
Mas não queria me preocupar com isso agora. Não quando os dedos de Karina desabotoavam lentamente sua camisa azul marinho. Acariciou a pele exposta de sua barriga, e sem demorar partia para o zíper de seu short jeans.
Eu poderia ganhar muitas coisas preciosas. Muito dinheiro, muitas jóias raras, a imortalidade, mas nenhuma delas fariam sentindo se eu não a tivesse comigo.
Se você sente necessidade de dividir tudo o que tem com alguém, é porquê você ama. Ama mesmo. Ontem eu estava lendo um livro que Karina comprou pra mim, e nele tinha uma citação que nunca teria feito tanto sentido se eu não a tivesse conhecido: "O amor deve ser como a respiração. Não é uma questão de estar amando alguém, é uma questão de SER amor", Osho.
Naquele momento eu era amor.
_Eu te amo _sussurrei ao agarra-la, a voz soando abafado porque meus lábios se encontravam em seu pescoço, rumando para seu ombro bronzeado do sol.
_Eu te amo mais do que um dia imaginei ser capaz _falou seriamente e finalmente deixou com que seu sutian caisse aos nossos pés.
♥ ♥ ♥
_Estamos atrasados! _Disse Karina, olhando aflita para o relógio antigo que pendia ao lado da cama. Franzi o cenho e me afundei mais ainda no travesseiro.
_Pra quê? _Perguntei, preguiçoso.
_É importante! _Foi só o que respondeu. Ela jogou-me uma calça jeans escura e uma camisa que era quase social. _Se veste com isso aí!
Como não adiantaria reclamar, me vesti com a roupa selecionada a dedo por Karina, enquanto ela vestia-se com um vestido branco, meio surrado, mas que lhe caía perfeitamente bem.
Olhou-se no espelho e assentiu para si mesma, sorrindo tanto que mesmo eu não sabendo do que se tratava, me senti empolgado também, apesar dessa dorzinha chata no fundo do peito...
Karina nos levou em direção à praia, na parte mais isolada (e que ficava perto da casa de sua irmã). Espalhou pétalas de rosas pela a areia e, por fim, pôs uma tiara de flores na cabeça.
Meu Deus, como conseguia ser tão linda?!
_Pedro, você quer casar comigo hoje? _Indagou assim que se posicionou a alguns metros de distancia.
Meu peito inflou. Inflou de surpresa, felicidade, expectativa e...amor.
_Não teria dia melhor pra fazer isso _comentei sorrindo. Quando dei um passo em sua direção, Karina ergueu a mão esquerda.
_Não, fique aí.
Obedeci.
Então ela veio. Veio ao meu encontro.
Ela estava vestida de branco, como uma noiva que se preze. Seus cabelos longos e loiros caíam perfeitamente sobre seus ombros, como uma cortina acetinada. Ah, que sorriso bonito o dela! Largo, branco, iluminado. Como pude passar minha vida inteira sem tê-la conhecido? Não posso viver o restante de minha existência sem tê-la comigo.
Karina dava passos curtos, ritmados, contínuos, deixando pegadas na areia. Passos que a traziam para mim. Para mais perto de mim. Do meu abraço... e como eu queria abraçá-la forte, como já fizera diversas vezes nesses 7 dias em que nos conhecemos.
Ajeitei o colarinho da gravata imaginaria e respirei fundo. Ela me olhou DAQUELE jeito. Aquele jeito que fazia com que meu estômago se revirasse inteiro e meu coração acelerasse dentro do peito.
Respirei fundo.
Respirei fundo.
Respirei fundo.
Aqui está ela, ao meu lado, de noiva, com seu vestido branco reluzindo com a luz do sol. Falando nisso, que calor que está aqui. Mas não me imporo de estar suando como um condenado. Não me importo que ela esteja com um gostinho salgado, e esteja toda bagunçada. Eu amo ela assim, desse jeitinho.
De todos os jeitos.
_Oi_sussurrou ela ao meu ouvido. Sorri e lhe beijei a testa, abraçando-a forte.
_Você está pronta?_Perguntei, olhando para seu rosto.
_Desde que te conheci_comentou causalmente, quase indiferente, mas no fundo eu sabia, tinha certeza absoluta de que ela estava tão feliz, tão emocionada e empolgada quanto eu.
O que fariamos depois de casados? Bom, eu tenho uma casinha pequena na favela, e lá nós poderíamos viver por um tempo. Talvez comprassemos um carro, adotaríamos um cachorro. Talvez tenhamos muitos filhos. E independente do que aconteça, se for com ela, eu aceito.
Eu quero.
Eu preciso.
_Então a gente não precisa de mais nada._murmurei.
Peguei sua mão lentamente e a pus sob o meu peito. Desejei ardentemente que sua mão pudesse sentir a forma descompassada, forte e acelerada que sua presença me causava.
Poderia ter um ataque cardíaco qualquer dia desses...
Karina tentou ficar na ponta dos pés, mas a areia fofa e branca da praia do Rio de Janeiro dificultou a ação. Me inclinei para baixo e a beijei como se fosse a primeira vez.
Ela retirou de dentro do bolso de seu velho e único vestido branco um par de alianças de côco, e ignorando as regras do casamento usual perguntou novamente se eu queria casar com ela (nada nesse casamento é usual).
_Aceito. Vou te amar. Vou te respeitar. Vou ser amor, vou ser o que você quiser. Agora, amanha e sempre_falei sorrindo, sem em nenhum momento tirar meus olhos dos seus. Ela colocou a aliança em meu dedo. "Eu te amo" pronunciou silenciosamente pra mim.
_Eu te aceito. Eu te aceito com todas as tuas falhas, com todas as tuas manias. Te aceito em tudo que conheço em ti, e tudo o que ainda vou descobrir. Vou te descobrir inteiro. Eu te amo, e vou estar contigo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que em outras vidas nós nos encontremos novamente. Nos amemos novamente. Nos casemos novamente._ Falou com a voz embargada.
E ali, naquele momento, naquela praia, com o sol queimando nossas cabeças, eu percebi mais uma vez de que estava perdidamente apaixonado.
Nunca havia imaginado que seria tão bom assim estar perdido.
Pus a aliança em seu dedo. Estavámos casados à nossa maneira. Informal, mas verdadeira.
Nos beijamos pela milésima vez ( hipotéticamente, pois não contei quantos beijos nos demos desde que nos conhecemos) naquela tarde.
♥ ♥ ♥
O sol praticamente se punha, devia ser quase 18:00 da noite, e eu não me importava, eu estava com ela e isso era o suficiente.
Karina recostou seu rosto no meu pescoço.
_Pê, vamos dormir aqui essa noite?
Concordei com a cabeça.
_Mas você não está com fome? _Perguntei, e como se para responder por vontade própria à minha pergunta, houve um ruído sutil vindo de seu estômago.
Nós rimos.
_Um pouco, a gente come alguma coisa e depois volta pra cá, tá?
Fiz que sim e a puxei para cima. Fitei-a enquanto limpava o vestido sujo de areia e sorri. Ela ergueu as duas sobrancelhas e franziu a testa.
_O que foi?_ Exigiu saber.
_Nada. Só que tô a fim de decorar você _me aproximei e encostei a ponta do meu nariz no dela. _Você é tão linda, eu não consigo parar de te olhar _disse, e recebi um sorriso em troca.
Estávamos no meio do beijo quando ouvimos uma voz estridente chamando Karina. Nos afastamos depressa. Seus olhos estavam muito abertos.
Engoli em seco.
Viramos lentamente em diração à voz, deparando-nos com um sujeito vestido ao melhor estilo boiadeiro, com um chapéu de palha -e apesar da situação, consegui imagina-lo com um pedaço de capim entre os dentes. Ao seu lado havia um jovem músculoso, e que olhava-nos com sangue nos olhos, com um ar pretensioso.
_É meu pai...não era pra ele tá aqui_sussurou Karina, a boca mal se movendo. Assenti minimamente, tomando coragem para finalmente pôr alguns dos milhares de planos que havia formulado, em prática.
O pai de Karina aproximou-se a passos largos, literalmente bufando, enquanto o tal Cobra nos fitava incrédulo do outro lado.
_Quem é esse?_Quis saber.
_Sou Pedro _falei. Ele fuzilou-me com os olhos.
_Quem é esse? _Perguntou de novo, claramente querendo uma resposta vinda de sua filha.
_Meu marido! _Respondeu convicta. A abracei, e as bochechas de Gael ficaram em chamas.
_Como marido?!!_ Gritou.
_Meu marido, pai! Eu AMO ele! _Retrucou, impondo à sua voz toda a raiva que acomulara dentro de si._Não vou mais fazer NADA que não queira fazer!!
_Seu MARIDO está está lá, Karina, não diga bobagem! _Informou desdenhoso, apontando para o Cobra.
Karina me abraçou forte, as lágrimas caindo freneticamente pelo o seu rosto.
_Eu NÃO amo o Cobra, amo o Pedro! _Berrou.
Me lembrei de repente do que Karina dissera sobre o seu pai. Que não era uma pessoa ruim, mas agia por impulso e poderia ser perigoso e usava de todas as artimanhas para atingir seus objetivos.
Gael agarrou o braço de K. bruscamente.
_Nos amamos e vamos ficar juntos._ Falei em alto e bom som -e um tanto ríspido, trazendo toda a coragem que havia dentro de mim.
_Cale a boca, capiroto! Um pairralho! _Ele riu com desdém, e começou a puxa-la gosseiramente pela a areia, fazendo-a tropeçar diversas vezes. A puxei pelo o outro braço antes da areia ser substituída pelo o asfalto de cimento.
_Não vai tirar ela de mim! _Murmurei. Ele bufou e cuspiu no chão.
_Karina, peça para o seu amigo não me atrapalhar ou terei que tomar providências!
_Não. Vai. Tirar. Ela. De. Mim! _Gritei, com raiva.
Mas Karina desvincilhou-se do meu aperto, a cabeça baixa, os olhos inchados.
_Pê...me deixa. _Murmurou com a voz embargada, parecendo derrotada.
Não a soltei. Pelo contrário, a segurei mais firme ainda.
_Pedro, por favor...
_Você me prometeu..._disse, ciente de que as lágrimas dentro dos meus olhos estavam na iminencia de transborar.
Karina balançou a cabeça, como se quisesse bloquear alguma imagem de sua mente.
_Não, meu pai é louco, vai acabar matando você..._sussurrou, parecendo que toda sua voz havia sido tirada de si. Exausta, chorosa, suada, triste.
_Só você pode me matar, K;.
Dessa vez ela puxara o braço de vez.
_Não adianta, a gente não vai poder ficar juntos, pensei que conseguiria fugir...mas não dá.
Paralisei, deixando com que meus braços caissem ao lado de meu corpo. Meu coração parecia leve, como se algo essencial tivesse sido retirado dele. Seu pai parecia mais calmo, mas continuou arrastando-a até o outro lado da calçada, onde uma camionete e Cobra esperavam pacientemente.
Enquanto as pessoas à minha volta olhavam confusas e assustadas -mas ninguém se intrometia-, senti meus joelhos cederem. Senti o àspero do chão raspando o meu joelho e não me importei com a dor.
Não, não! Eu não deixaria levarem ela de mim! Ela não podia desistir tão facilmente assim, ela me amava.
Ela me ama.
Me ergui rapidamente, cambaleando.
_Karina!! _Gritei com toda a força quando ela estava prestes a entrar para dentro do carro. _Fica comigo!
_Pedro_balbuciou.
Karina ainda estava presa pelas as mãos firmes do pai, porém lutou e chutou-o com força quando nossos olhares se encontraram.
Foi então que tudo aconteceu muito rapidamente.
Um conversível vermelho sangue vinha a toda velocidade, costurando os outros carros de forma perigosa. No outro lado, K. saia correndo ao meu encontro, atravessando a rua sem olhar para os lados.
E de repente, em questão de três segundos, seu corpo fora arremessado a metros de distancia.
Não pode ser.
_Não...
Não soube como consegui correr tão rápido, mas não demorei quase nada para me encontrar com o corpo de Karina deitado no chão. Os braços e pernas estavam posicionados de uma forma bizarra, e hematomas roxos e azuis presenteavam-lhe a pele.
Seu rosto tão lindo, tão lindo...agora parecia desfigurado, mas ela ainda estava ali.
Eu sentia. Deus não faria uma coisa dessas comigo, faria?
Minha mãe sempre disse que Deus era bom, porra!
Me ajoelhei ao seu lado, pouco ciente das pessoas que estavam ao nosso redor. Posicionei minhas mãos no seu peito, fazendo pressão.
Fiz pressão.
Fiz pressão.
Fiz pressão
Eu não ia desistir.
Fiz pressão....pressão...pressão.
VOLTA PRA MIM!
Fiz pressão.
Pressão...mas nada adiantava.
Limpei a corisa que saia do meu nariz com as costas da mão. Eu não estava acreditando, não podia ser. Meu coração estava dilacerado, tiraram da gente uma vida inteira. Tiraram de mim a minha vida.
_Minha filha!_Chamou Gael, ajoelhando-se ao meu lado, acariciando a perna de Karina com lágrimas nos olhos. Aquela imagem me repugnou.
Me ergui dali, meio grogue, sem saber o que fazer ou para onde ir.
Só queria sentir a minha dor. Sentir meu peito sendo rasgado de dentro para fora. Perder alguém que se ama é a pior sensação do mundo, é inexplicável. É um vazio quente, dolorido, que cada vez que pulsa gera mais dor...
E meus queridos, ele pulsa de um em um segundo.
Me lembrei de horas atrás, da sua voz me dizendo que em outras vidas nos encontrariamos novamente para nos amar. Nos casar.
E está doendo tanto agora, tanto.
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_Cara, você tá bem?_ Perguntou João. Balancei a cabeça positivamente.
Bom, nesses ultimos dias aprendi a mentir perfeitamente bem. Um belo ator.
Só não aprendi a como não sentir falta da Karina. Hoje pela a manhã tive coragem de ler o relato que escreveu no sábado, e chorei novamente, quando ninguém estava olhando. Eu sei que em algum momento tudo irá ficar bem, mas imaginar um futuro com ela para depois perdê-la é crueldade demais da vida.
Inspirei e expirei profudamente.
Quando perdemos alguém que amamos, a parte do nosso feito onde essa pessoa costumava ficar, fica vazia. Um buraco. O tempo vai passando, o vazio que esta ali vai sendo preenchido com outros sentimentos, outras pessoas. A saudade permanece, e no fim, bem lá no fundo, nós sabemos que o que realmente era para estar ali...não está.
Ainda sinto a dor latejante. Mas pior do que a dor latejante é o vazio latejante.
Depois de sete meses sem ela, cheguei a conclusão de que minha existência já valeu de alguma coisa, afinal, quantas pessoas no mundo tem o luxo de encontrar um verdadeiro amor?
Oras, fomos sortudos, no fim das contas. Tive nesses sete dias mais emoções e prazeres do que uma pessoa pode ter nos seus setenta anos de vida. E eu agradeço à Karina por isso. Por cada beijo que me dera, cada abraço, cada frase dizendo que me amava.
Obrigado por ter existido, meu amor.
_Pedro, é a sua vez _avisou João. Assenti de lhe dei um sorriso. João tem sido muito solidário comigo, e nesses tempos nossa amizade acabou se estreitando mais ainda. Ele se mostrou um perfeito melhor amigo, apesar de tudo.
Subi naquele palco pela a segunda vez. Mas agora eu não a veria sentada na primeira fileira, e nem mesmo apanharia para salvá-la de um NÃO assalto.
_Vou recitar algo que escrevi para a mulher da minha vida, que nos deixou há algum tempo atrás, mas que ainda habita nos corações de quem a amava_ comecei, lançando um olhar e um sorriso fraquinho para Bianca que se encontrava nos fundos do local, os olhos úmidos.
Recomecei, imagiando e torcendo para existir algo além dessa efêmera vida, rezando para que ela me pudesse ouvir de onde quer que estivesse:
"Oh, doce céu
Doce mar
Dos teus olhos provinham todo um luar, traziam todas as estrelas pra me guiar
Me pergunto para onde foi vós, que me deixares no escuro sem avisar
Oh, minha doce galáxia, ainda te vejo se olho pra cima!
Mas confesso enquanto derramo lágrimas da mais pura desolação,
Que nem mesmo a gálaxia mais brilhante e bela dos céus, não seria capaz de me fazer flutuar todas as vezes em que já olhei para ti
Para os teus olhos azuis...
Sinto tua falta, ah, como sinto!
Mas ainda tenho o mar e o céu para me consolar, eu sei
Mas nenhum deles faz jus à vastidão que eu podia encontrar em suas irís azuladas...
Se estivesses aqui diria que te amo, e como não estás...
Ainda digo que te amo! Minha solar, meu amor
Te amei, te amo e te amarei
Estava escrito nas estrelas, nas linhas tortas de Deus e um dia ainda ei de te econtrar!
Aguardarei com o peito apertado, com um pedaço faltando, mas convicto de que nada fora em vão!
Ah, não foi mesmo!
Minha solar, me espera, que um dia ainda vou te encontrar"
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