7 Dias Para Morrer
3 Dia 2-A
Notas iniciais
LitenVille, 1996
Não era uma noite escura e tempestuosa, na verdade estava serena e as estrelas brilhavam lá no céu. Mas não deixe isso te dar alguma segurança, porque os gritos no andar de baixo eram tão incessantes quanto a própria palavra.
Tentando ignorá-los, a jovem Liz de 12 anos se deixa levar pela música ‘’Don’t You Forget About Me – Simples Minds ‘’, enquanto olha pela janela as estrelas.
Um baque interrompe sua calmaria, ela olha pela janela pra ver seu pai saindo lívido de casa e entrando no carro, dando partida para fora de suas vidas.
E lá no andar de baixo, Clara começa a chorar.
2 Anos Depois
O barulho incessante e estridente do despertador acorda Liz, gemendo de aborrecimento ela bate a mão no botão com raiva.
Sentando na cama, ela suspira, pegando seus óculos com bordas rosas força um sorriso. Diferente da Liz de três anos depois, essa usa óculos, tem espinhas, não usa maquiagem , necessita do aparelho, seus cabelos eram amarrados em um coque bagunçado, seus corpo era magricelo e seus peitos não formados direitos.
Levantando relutantemente, ela escova os dentes, arruma seu cabelo em um penteado solto só que com o cabelo armado, coloca seu aparelho e veste uma saia que vai um pouco abaixo do joelho.
Descendo a escada ela faz o caminho para a cozinha, onde sua mãe três anos mais jovem está preparando o café.
‘’Bom dia.’’, Liz saúda.
‘’Bom dia.’’, sua mãe responde mexendo os ovos enquanto Liz senta no balcão ao lado ‘’Tem gente nova na cidade...eles parecem legais.’’
‘’Hum...’’, Liz não presta muita atenção enquanto ela come o prato recém colocado em sua frente.
Revirando os olhos, Clara decidi tentar uma última vez.
‘’Há uma garota da sua idade também e parece que ela vai pra sua escola.’’
‘’Como se ela fosse falar comigo.’’, Liz murmura.
‘’Por que não falaria?’’
‘’Mãe, você já olhou pra mim? Eu como sozinha no almoço!’’
‘’Isso pode mudar.’’, sua mãe diz casualmente.
Liz zomba.
‘’Só com um milagre. ’’
*Presente*
Liz respira fundo enquanto o sol arde sobre sua cabeça.
Os corpos dos soldados da tal ‘’Scorpion’’ ainda estão lá, sangrando no chão.
Tyler estava a poucos metros dela, e Billy se agarrava ao livro como se fosse sua última esperança.
A garota, Blair como ela se apresentou, fincou sua espada no tanque do carro fazendo a gasolina jorrar. Liz fica boquiaberta.
‘’O que ta fazendo??!!!!’’, ela praticamente grita indo em direção a outra mulher.
‘’A Scorpion provavelmente tem um rastreador no seu carro. Então...’’, Blair explica terminando a frase com um encolher de ombros. E antes que Liz pudesse falar alguma coisa, o seu carro está queimando.
‘’C-como que vamos embora??!!!!’’, ela consegue perguntar fazendo um sinal para ela, Billy e Tyler.
Blair e Torin se entreolham.
E aqui estão eles, dentro do carro de dois assassinos ou o que quer que sejam.
Liz está respirando rápido, até demais. Ela fecha os olhos levemente e quando os abre, vê uma loja pequena de estrada.
‘’Se pode parar, por favor.’’, ela diz baixinho, como o cara bonitinho conseguiu ouvi-lá ela não sabe.
Surpreendentemente ele para. Liz desce rapidamente e ignorando a garota estranha que a faz ter uma série de dúvidas, ela entra na loja. Avaliando o pequeno espaço ela encontra o que precisa.
Pegando um maço de cigarros, um isqueiro e um pacote de bala, ela dá pra cobrador e enquanto espera lê um cartaz atrás dele.
‘’Entre o mundo cheio de caos, tudo que precisamos é de um amigo. ’’
E é como se ela viajasse há três anos atrás...
LitenVille, 1998
Liz entra na escola insegura, seus braços se agarram aos cadernos e livros em seu braço enquanto olha timidamente em volta.
Ela não era muito popular na escola, isso você podia afirmar. Os alunos mais altos e bonitos zombavam dela, e os mais nerds a olhavam com empatia;
Andando mais um pouco ela chega a seu armário, abrindo ela coloca um dos livros que carregava.
Liz ouve múrmuros pelas costas, mas para sua surpresa não são sobre ela.
‘’Você viu a garota nova? Juro que vi o Cameron dando uma olhada por trás. ’’, ainda de costas para tais fofoqueiras, Liz tentou reprimir o ciúme.
‘’Sério? Não é muito surpreendente, uma vez pervertido sempre pervertido. ’’, outra voz fala depois de dar poucas risadas.
Revirando os olhos, Liz termina de guardar as coisas e fecha com força o armário. Com isso, o corredor fica em silêncio e todos olham para ela. Suspirando ela revira os olhos novamente.
‘’O que? Nunca viram alguém fechar um armário?’’, bufando no final ela continua andando pelo corredor, e desta vez ela não liga para os sussurros.
Minutos depois, o sinal toca sinalizando a hora do almoço e o corredor vazio se torna um alvoroço pelas multidões.
Liz passa desconfortavelmente pelo pequeno espaço que as pessoas dão, e tenta seu caminho para a cantina.
‘’Ai meu Deus! Elizabeth Allen!’’, uma voz feminina atrás dela exclama parecendo surpresa e um pouco feliz.
Liz se vira.
‘’Sim?’’, ela olha para a fonte da voz, uma garota ruiva um pouco mais alta que ela, com sardas e olhos verdes.
‘’ Cassandra Fray, a gente estudou junto no fundamental. ’’, a garota explica, revelação enche o rosto de Liz.
‘’Cassie. ’’, a garota assente ‘’Eu não te vejo ahh o que? Dois três anos?’’
‘’É por ai. ’’, Cassie responde então as duas ficam em um silêncio constrangedor.
‘’Você ta ótima. ’’, Liz fala nervosa, Cassie morde o lábio.
‘’E você... tá parecendo a Allison do Clube dos Cinco com aparelho e óculos.’’, ela responde rindo levemente, Liz fica sem graça.
‘’Eu... Vou levar isso com um elogio. ’’
Cassie, embora sem graça, fica aliviada.
‘’Bem, pelo menos ela ficou com o cara loiro. ’’, a outra assente levemente e o silêncio constrangedor volta novamente. ‘’Então... Como que tá o Tyler e o Raphael?’’, Cassie pergunta tentando aliviar o clima.
‘’Eu não falo mais com eles... na verdade eu não falo mais com ninguém.’’
—O que eu fiz pra merecer isso, hein?—, Cassie pensa respirando fundo.
‘’Hum... Quer almoçar?’’
‘’Tá... ’’
Então as duas caminham pelo corredor em silêncio.
*Presente*
Liz afasta o cigarro e sobra à fumaça no ar frio enquanto seu corpo apoiado na parede está.
‘’Uma moeda por seus pensamentos?’’, ela se vira para ver Tyler se aproximando para ficar ao lado dela.
‘’Meus pensamentos valem bem mais que isso. ’’, ela brinca de volta com um pequeno sorriso, Liz oferece o maço.
Tyler balança a cabeça.
‘’Não, tô de boa. ’’, ele fala desconfortável.
Liz levanta uma sobrancelha, ele suspira.
‘’Eu leio os panfletos sobre drogas tá! E me desculpe se eu não estou afim de fuder com o meu pulmão. ’’
‘‘... Okay, só não precisa ficar bravinho.’’, Liz responde fazendo ele revirar os olhos antes de encostar na parede ao seu lado. Suspirando mais uma vez ele fala:
‘’O que a gente tá fazendo aqui?’’
‘’Bem... Estamos encostados na parede de uma loja de estrada barata. ’’
Tyler balança a cabeça.
‘’Não! Eu quis dizer... o que estamos fazendo aqui?! O seu carro foi queimado, tivemos uma perseguição super louca com caras aspirantes da CIA agora estamos indo pra sei lá onde com dois assassinos. ’’
‘’Perseguição super louca?’’, Liz pergunta olhando-o estranho, Tyler olha pra ela incrédulo com um olhar dizendo: ‘’Sério? De todo o meu discurso, você prestou atenção nisso?!’’, mas desiste e suspira de novo.
‘’Sim, você acelerando o carro, atravessando pelas árvores, quebrando a cerca de uma casa e isso sem falar o esquilo morto. ’’, Liz olha para ele o mais estranho possível.
‘’Tem certeza que nunca fumou um desses não?’’, ela pergunta fazendo um sinal para o cigarro em sua mão. Tyler olha pra ela quase ofendido.
‘’Eu não!’’, ele diz antes de parar pra pensar, fazendo revelação encher seu rosto e ele ficar constrangido ‘’Isso nunca aconteceu né?’’
‘’É não. ’’, ele suspira.
‘’Eu acho devia parar de assistir tantos filmes. ’’
‘’Se acha? Eu tenho certeza. ’’
E enquanto eles admiravam o silêncio confortável que estavam a alguns metros de distância estavam Blair e Torin, encostados no carro completamente imóveis e com o olhar em uma só direção.
Blair bufa.
‘’Ele podia chegar pelo menos uma vez na hora?’’, ela resmunga.
‘’É o seu irmão. ’’, Torin diz e pela primeira vez no dia, ele não está mentindo. Ela respirou fundo, ele estava certo era o irmão dela o que nunca chegou na hora e que provavelmente estava pegando uma mulher agora.
Com essas últimas palavras, o ar silencioso continua até que alguém cai agachado no capô do carro. O homem em questão tinha cabelos ruivos e pele branca levemente bronzeada, estava vestido com um casaco um pouco maior que um trench coat.
Saindo de sua posição imóvel, Blair se aproxima irritada.
‘’Finalmente! Achei que ia demorar até o próximo século. ’’, ela fala quando ele desce do capô, com um sorriso provocante ele aperta a bochecha dela.
‘’Bom de ver também, mana. ’’, ela bate na mão dele gruindo, o sorriso dele continua.
Hunter era o Guardião da Lúxuria, o que poderia ser bom, já que ele tem mulheres se atirando nele, se ele não tivesse que transar pelo menos uma vez a cada dois dias e isso sem falar que ele não pode ficar com uma mulher mais de uma vez.
Por trás do carro aparece uma mulher loira, pálida como a neve e um ar perigoso pairando sobre ela. Freya era a Guardião da Vingança e irmã gêmea de Freyre, que matou o Sr. Morrison.
‘’Então, a Liliam falou que acharam o livro.’’, Hunter começa ‘’E onde está?’’
E nos fundos da loja, mais especificamente, o banheiro. Billy estava em uma das cabines com o livro aberto.
‘’[...] Minha irmã, Violet, anda estranhamente esses dias. Tem saído muito de casa e quando retorna a palidez de sua pele está rosada. Creio que ela tenha arrumado um pretendente misterioso-‘’, ele é interrompido de sua leitura por alguém batendo na porta.
‘’Ei, vai demorar muito ai! Existe outras pessoas, sabe.’’, sua irmã grita do lado de fora.
Bufando ele fecha o livro, levanta e abre a porta pra encontrar Liz esperando impacientemente pra ele sair.
Cheirando o ar, Billy faz uma careta e se tosse.
‘’Andou fumando?’’
‘’Olha aqui, o meu carro queimou e agora eu percebi que é Zeus que tá lá em cima, basicamente sinônimo de: ‘estamos ferrados’. Então nem me dê essa de sou um santo, porque você não é!’’, ela diz e para a surpresa dele, ela não está vermelha de raiva nem algo parecido. Talvez ela devesse fumar mais vezes...
Tirando esse pensamento da cabeça, Billy deixa sua irmã entrar no cômodo enquanto sai.
‘’Ahh e dá logo o livro pra eles antes que eu te force.’’, então ela tranca a porta.
************
O tédio paira sobre eles, e Cassie está cansada disso. Com um bufo, ela olha pro corpo deitado ao seu lado.
‘’Raphael.’’, ela chama.
‘’O que?’’
‘’Quer sair daqui?’’
‘’Pra que?’’
‘’Ahh sei lá...’’, ela começa sarcasticamente ‘’Talvez pra ver se tem algum sinal de vida em vez de ficar preso em uma sala por sei lá quem!’’
‘’Você não disse que uma mulher veio aqui?’’
‘’...É mais ela não disse que deveríamos ficar aqui.’’, ela argumenta e pra tentar convence-lô ‘’Sem falar que eu to com fome também.’’
Suspirando, ele levanta, para a felicidade de Cassie que o segue e também levanta.
‘’Eu só estou concordando com isso porque eu não como desde de ontem e não tem o por que da gente ficar enfurnado aqui.’’, assentindo ansiosamente ela segue Raphael até fora da sala.
A casa claramente não era limpa há muito tempo, fazendo com que o pó se acumulasse em cada cômodo visto e teias de aranhas estarem por toda parte. Os candelabros, que na casa se espalhavam, estavam com velas sujas e algumas usadas mais que outras.
Atento, Raphael cuidadosamente segue o corredor até a entrada do que parece ser uma entrada ou algo parecido, já que há uma porta dupla branca um pouco suja a alguns metros da grande escada em que Cassie e Raphael seguem ao lado.
‘’Isso aqui tá parecendo meio vazio pra mim.’’, Raphael comenta, ele se vira pra Cassie ‘’Tem certeza que viu uma mulher aqui e não foi uma alucinação?’’
Ela olha pra ele sem nenhum humor.
‘’Hahaha.’’, ela diz seca ‘’Eu não sou louca tá!’’, ele abre a boca como se fosse debater mas pra quando ela o olha com raiva ‘’Eu não sou!’’
Suspirando, ele relaxa a postura enquanto caminha até o meio da sala.
‘’Tudo bem, se não foi uma alucinação então por que-‘’, ele para tentando encontrar palavras ‘’Por que de todos as pessoas, nós é que estamos aqui?!’’
‘’Não é só você que está confuso aqui não!’’, ela diz seguindo cm durezas nos passos ‘’Em menos de sei lá quantas horas, minha vida desmoronou de um jeito que eu nem sei como.’’
‘’Eu não diria desmoronar, tudo que aconteceu foi nós sermos seqüestrados pelos piores seqüestrados do mundo. Quer dizer, eles nem nos amarraram ou usaram fitas...’’, Raphael fala se perdendo um pouco nos pensamentos, Cassie revira os olhos.
‘’O que eu estou querendo dizer é: em uma hora eu estou caçando o que fazer em uma cidade de tédio e na outra eu estou com uma marca/tatuagem no meu pulso e tem um-‘’, ela procura palavras ‘’U-um SER querendo me comer!’’
Raphael levanta o indicador, pronto para corrigi-lá.
‘’Tecnicamente, a gente não sabia se ele ia ou não comer todos nós, então só corremos.’’
Bufando ela manda um olhar cético, claramente dizendo: ‘’Sério isso?’’
‘’Mas perai, você disse marca no seu-‘’, a pergunta dele é interrompida por um barulho de chave,a porta dupla central está sendo destrancada.
Arregalando os olhos, Cassie o empurra pra o outro lado do cômodo, onde ambos de escondem atrás da outra parte da escada, ao lado de um pequeno armário feito de madeira.
A porta se abre e Liliam entra, ambos espiam cuidadosamente sem a Guardiã ver.
‘’Essa é a tal mulher?’’, Raphael pergunta baixinho, Cassie rapidamente vira-se tampando sua boca. O que é infelizmente uma péssima escolha, porque Raphael surpreso com a ação bate a cabeça no armário fazendo um barulho que ecoa pelo salão.
Liliam para de sua caminhada, em direção a escada, tensa. Ela olha para os lados pelo canto do olhos com desconfiança. Descendo do primeiro degrau no qual ela já havia colocado o pé, dá alguns passos pra trás ainda olhando em volta e surpreendendo os dois uma espada aparece em sua mão.
‘’Merda...’’, Cassie murmura, que pode já sentir-se ficando pálida.
Liliam respira fundo ainda tensa, e quando parecem ser meros segundos passados ela joga a espada na parede do andar de cima, mas em vez de atingir a parede como esperado. A espada se crava no peito de um soldado da Scorpion.
‘’E-ele estava-‘’, Raphael nem consegue perguntar, mas parecendo saber sua pergunta, Cassie igualmente chocada balança a cabeça. Como que eles não viram aquele cara?
De repente todos na sala, exceto Cassie e Raphael, parecem entrar em um clima de luta. Porque tiros começam e Liliam começa a atirar mais espadas em lugares aleatórias, mais soldados da Scorpion aparecem alguns até pulam pro primeiro andar para enfrentar Liliam cara a cara, algo que ela faz sem questionar.
Um dos soldados cai ao lado de Cassie e mesmo com capacete ele está obviamente sorrindo maliciosamente.
‘’Então você é a marcada?’’, ele fala se aproximando.
Antes que ela possa processar alguma informação, o soldado cara de cara no chão revelando um homem moreno com um revólver na mão apontado para onde antes o soldado estava. Olhando pro lado o homem vê que Liliam está ocupada com os outros soldados e se aproxima dos dois adolescentes chocados agachados.
‘’Venham comigo!’’, ele ordena ajudando Cassie a se levantar.
‘’Espera, mas quem é você?’’
‘’Não temos tempo pra perguntas, venham logo!’’, então sem saber o que fazer eles o seguem.
Quando já se pode ver, eles estão saindo da casa antiga e indo em direção a um carro, o homem se apressa e abre as portas.
‘’Vamos entrem!’’, ele diz depois que vê a hesitação dos dois.
Decidindo que era sua única saída desse lugar, ambos entram e o carro acelera. Fazendo uma curva, a grama é substituída por uma estrada entre as poucas árvores.
O homem desconhecido pega o telefone flip e disca com uma mão antes de colocar o telefone ao lado do ouvido. Cassie e Raphael se entreolham, é ouvido a ligação sendo feita.
‘’Alô, chefe. A missão foi concluída, a marcada está comigo.’’, o homem diz, os olhos de ambos os adolescentes se arregalam com medo, Cassie tenta abrir a porta mas não consegue, está trancada.
E antes que eles possam fazer mais alguma coisa, o homem está com seringas na mão e eles são nocauteados.
************
O silêncio paira no carro, que contém Liz, Tyler, Billy, Torin e Blair. Atrás deles um carro com Freya e Hunter os seguem.
‘’Então...’’, .Liz começa ‘’O que estamos procurando mesmo?’’
‘’Qualquer propriedade por aqui.’’, Blair responde olhando pra janela.
‘’E por que aqui?’’
‘’Aqui é uma das áreas que a Scorpion mantém-se.’’, a Guardiã responde ainda não desviando o olhar da janela.
‘’Achei que o plano era evitá-los, já que meu carro foi queimado em defesa disso.’’, diz Liz um pouco rancorosa.
‘’Não fizemos isso pra ficar fora do radar deles e ter desvantagem em ataques surpresas.’’, Torin fala pela primeira vez, e como sempre, ao contrário.
Liz, Billy e Tyler olham pra ele estranho enquanto Blair suspira.
‘’O que ele quer dizer é que se a Scorpion não conseguir nos rastrear ao todo momento facilita atacá-los de surpresa.’’, ela explica, os três parecem entender, embora ainda curiosos com o modo de fala do homem.
Mas antes que possam questionar alguma coisa, Torin estaciona a poucos metros do que parece ser um armazém. Hunter segue o exemplo e estaciona perto.
‘’Não deve estar abandonado.’’, Torin comenta vendo o péssimo estado do armazém.
‘’Mas ainda deve ter alguma coisa.’’, a guardiã responde abrindo a porta.
Quando todos estão fora dos carros, a entrada os recebe com um saguão, que lembra muito um tipo de recepção.
Blair faz um sinal pra cada direção, enquanto fala:
‘’Você e a Freya vão pra direita.’’, diz ao irmão ‘’Eu e o garoto ali ficamos com o centro.’’, aponta pra Tyler ‘’E Torin fica com a esquerda com a bonitinha ai.’’, ela refere-se a Liz, então todos caminham na suas ordenadas direções.
Seguindo Torin, Liz o alcança rapidamente e caminha lado a lado enquanto procuram.
‘’Então, o que estamos procurando?’’
‘’Não uma certa planta preta.’’, ele fala enquanto revista alguns armários, assentindo lentamente Liz troca o peso de um pé pro outro.
‘’Você sempre fala assim?’’, ela pergunta depois de um tempo.
‘’Não.’’
‘’...Vou levar isso como um sim, mas por que?’’, Liz pergunta enquanto caminha ao redor do cômodo cheio de tralhas empoeiradas.
Torin fica quieto, como se tivesse pensando em algo pra dizer.
De repente o piso de madeira range e quebra, Liz solta um pequeno grito assustada, mas antes que sua perna possa desabar e Liz acabar pendurada no chão/teto de um andar subterrâneo. Torin com uma velocidade não humana a pega , ele a segura pela cintura enquanto seu corpo está pouco inclinado e por um momento seus olhos se encontram e ela diz baixinho:
‘’Obrigada.’’, como se percebesse a posição que está, Torin coloca-a do lado onde a madeira não quebrou ‘’Como fez isso?’’
‘’O que?’’, ele pergunta surpreso.
‘’A rapidez que chegou...como fez isso?’’
Suspirando, ele se afasta ignorando-a.
‘’Não parece que tem um andar subterrâneo, então não deve ter uma escada por aqui.’’, ele mente pensativo, voltando ao saguão onde entraram, ele olha pros lados antes de seguir o caminho para uma escada no canto da recepção vazia e empoeirada.
Descendo as escadas, Torin entra em um corredor sujo e com as luzes já acessas, seguindo em frente ele olha pra cima pra ver o buraco no teto e a taboa de madeira destruída no chão. Seguindo mais em frente, ele faz a curva e se surpreende com a vista, Liz não muito atrás dele.
‘’ γονατίσω μπροστά μου ενώ η δύναμή μου σε υπνωτίζει’’, Billy murmura com as pálpebras baixas quase sem vida, enquanto olha pro desenho na parede depois de tirar o papel de parede sujo.
Torin e Liz se aproximam cautelosamente, quando eles chegam perto o bastante eles vêem...
É um desenho gravado na parede, que provavelmente foi exposto quando Billy arrancou o papel de parede. O desenho era do mundo queimando com o que pareciam ser pessoas ajoelhadas diante de uma única, que estava sobre todas as outras segurando no ar um colar.
‘’Γονατίστε μπροστά στον xειριστή, το αντικείμενο που θα τους καταστρέψει!’’
Ajoelhem-se diante ao Manipulador, o objeto que destruirá suas vidas!
7 DIAS PARA MORRER
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