7° Desafio Sherlolly

1 One coin one drink, no coin two drinks


Notas iniciais
Mais uma vez cá estou a participar de um desafio Amo tanto esse fandom que dei um jeito de escrever sobre o tema as always mesmo estando em semana de provas x3 Sim, tirei o nome do bar de uma das músicas do Panic! não, ela não se relaciona com o capítulo, não saiu exatamente do jeito que eu pretendia, então espero agradar aos leitores, sem mais delongas, Boa leitura!

Era quinta feira, Londres estava aparentemente calma, Molly, Mary, John e Lestrade se encontravam num bar chamado Vegas Lights, comemorando o aniversário do inspetor detetive, Sherlock também tinha sido convidado, mas claro que ele não tinha aparecido até o momento, a legista preferia que continuasse assim, não queria vê-lo tão cedo, pelo menos não depois dele ter sido mais uma vez rude com ela.

Apesar de não ser final de semana, concordou em ir com os amigos comemorar aniversário de Lestrade, estavam sentados próximos ao palco e de onde o barman preparava as bebidas, logo começaria o show, seria um tributo a um cantor, todas as mesas estava ocupadas.

Vegas Lights era o bar que haviam inaugurado há pouco tempo, por fora era decorado pelo letreiro com o nome do lugar em luzes verdes e roxas, por dentro havia algumas mesas de bilhar, alvo para dardos, um palco para os shows.

Mesmo se divertindo com todos, uma parte de Molly queria que Sherlock tivesse ido, mas ele era quem era então decidiu não pensar, apenas aproveitar a noite, poderia até ter um caso de uma só noite. Estava no bar esperando o barman preparar as bebidas que se ofereceu pra buscar, olhou na direção em que estava sentada com os outros e se já tivesse bebido o suficiente teria achado que imaginou Sherlock sentado com os outros na mesa.

O detetive estava de sobretudo e cachecol, imaginou que ele não tinha ido ali pra se juntar a eles, provavelmente aconteceu algo e ele precisava de John para ajudá-lo. Pegou as bebidas e voltou à mesa.

— Olá Molly – cumprimentou-a sorrindo.

— Olá Sherlock, trouxe nossas bebidas – entregou as taças para todos e sentou-se perto do detetive, ele, John e Lestrade conversavam entre si.

— Como se chama essa Molly? – Mary perguntou depois de um gole.

— Mar-gue-ri-ta – respondeu separando a palavra, as duas riram.

— Quantos disso vocês já tomaram? – Sherlock perguntou apontando para uma das taças.

— Acha mesmo que estou contando? – Lestrade respondeu virando sua bebida.

— Eu busco uma pra você – John disse se levantando.

— Não precisa, na verdade – conhecendo o amigo como o conhecia John sabia que iam ficar sabendo o verdadeiro motivo dele estar lá, tinha suspeitado que ele queria algo desde que apareceu ali, o médico sentou-se suspirando — Eu vim aqui porque preciso da ajuda de Molly com umas análises.

— Não estou no meu expediente, desculpe Sherlock.

Desde quando Molly me negava ajuda? Sherlock pensou desde que você foi novamente rude com ela uma voz atrás de uma porta disse, teve uma ideia para tentar tirá-la de lá, se arrependeu dela assim que ouviu a resposta da legista.

— Você vem comigo e em troca pode me pedir algo...

Molly não pensou duas vezes, a pouca quantia de álcool que tinha em seu sangue a encorajou desafiar Sherlock, mesmo que ele tivesse usado aquele olhar quando pediu sua ajuda não iria ceder.

— Se quiser que eu vá com você terá que me vencer

— Em quê?

— Vem comigo – ela levantou-se e foi em direção ao bar, o detetive a seguiu.

Sherlock não tinha nenhuma teoria sobre o que Molly faria a seguir, viu-a cochichar algo no ouvido do barman e sentar num dos bancos, pelo jeito não seria nada fácil conseguir o que queria.

— O que vai ser? – ela indicou o banco ao lado dela, sentou-se, antes que ela respondesse o barman colocou uma garrafa de tequila, três copos para doses e um cinzeiro diante deles.

— A gente joga a moeda no cinzeiro e ela tem que cair no copo, se acertar bebe só uma dose, se errar bebe duas.

— Pelo amor de Deus Molly, preciso estar sóbrio e se possível você também para poder me ajudar

— Vim aqui para me divertir com meus amigos, no momento não estou me divertindo, se quiser que eu vá com você esse é o trato.

— Eles estão se divertindo sem você – ele apontou na direção da mesa em que estavam, Lestrade beijava uma moça e John e Mary jogavam dardos num dos alvos.

Sherlock encarava Molly com uma de suas sobrancelhas erguidas, algo lhe dizia que ela não iria acompanhá-lo se ele não concordasse com o jogo dela, seu olhar era de desafio e expectativa.

— Não pode ser outro jogo?

— Definitivamente não – ela estava doida para vê-lo sob efeito do álcool.

Aquilo não podia ser difícil, Sherlock soltou o ar com força resignado, pegou uma moeda no bolso, esperou que ela posicionasse o copo a frente do cinzeiro, encontrou um ângulo bom, mirou e jogou a moeda, ela caiu perfeitamente dentro do copo. Molly rapidamente pegou a moeda e acertou também.

— O melhor de cinco? – ela perguntou após virar o copo com a dose.

— Sim – primeiro tinha achado aquilo uma péssima ideia, mas agora que observava atentamente a legista achou que seria interessante vê-la sob efeito do álcool, que deixava as pessoas desinibidas e como ela sempre agia timidamente perto dele...

A banda já tinha começado a tocar, algumas pessoas estavam reunidas em torno do palco apreciando a apresentação, Molly tinha se sentado no balcão, acertou suas cinco vezes, aquela era a última tentativa de Sherlock, gargalhou quando a moeda bateu na boca do copo e caiu no chão.

— Parece que ficarei aqui... – disse sorrindo — Se quer minha opinião, não acho que conseguirá fazer análise nenhuma depois de seis doses de tequila...

— Engano seu, talvez eu consiga, caso não tenha reparado eu alternava os copos de bebida com copos de água... – notou que ela não prestava atenção ao que dizia, ouviu que ela cantava acompanhando a música que a banda tocava.

— Whoooooooahyou're a loaded gun, whoooooooa there's nowhere to run, no one can save me, the damage is done – fingia tocar guitarra no ar, quando percebeu que Sherlock lhe olhava sentiu o calor das bochechas até a raiz dos cabelos.

— Vamos Molly, acho que o melhor é irmos os dois embora, vem – ele estendeu a mão e ela cruzou os braços ignorando. Percebeu que ela tinha a intenção de contrariá-lo, pois bem, ele também contrariaria a vontade dela, se aproximou de onde ela estava, pegou-a pela cintura e colocou-a nos ombros.

Saíram do Vegas Lights, Molly protestava de cabeça pra baixo dando alguns tapas nas costas de Sherlock, ele ignorou todos eles, andou quase quatro quarteirões com ela nos ombros a segurando apenas pelas pernas. Colocou-a no chão quando estavam a duas quadras do apartamento dela, ela cruzou os braços e o encarou.

— Pra que me carregou até aqui Sherlock?

— Para que aceitasse minha sugestão

— Eu não entendo você sabia? Não consigo acompanhar suas inconstâncias – ela bagunçou os cabelos de maneira semelhante a sua, não pode deixar de sorrir diante da cena.

— Me perdoe

— Pelo quê exatamente?

— Por ter sido rude novamente e pelas outras vezes, eu não...

Sherlock deu um passo para perto de Molly, estavam mais perto que o costume, próximos o suficiente para sentirem a respiração de ambos, ele colocou uma mexa do cabelo dela atrás da orelha, ficou fazendo carinhos na bochecha dela.

Molly estava perdida no olhar de Sherlock, ele foi sincero, então ela entendeu que ele tinha feito tudo aquilo apenas para saber se ela o perdoava, ele aproximou seu rosto lentamente do dela, primeiro sentiu a pressão leve dos lábios dele, quando suas línguas se encontraram ela enrolou seus dedos nos cachos da nuca dele, ele a puxava pela cintura diminuindo o pouco espaço que existia entre eles.

Quando interromperam o beijo para respirarem notaram o desejo no olhar um de outro.

A última coisa que Molly se lembra depois de chegarem em seu apartamento são as sensações e o prazer.

A primeira coisa que sentiu depois de abrir os olhos foram os braços de Sherlock a mantendo perto de seu corpo.

Notas finais
Espero não ter fugido do tema, anyway, comentem, preciso saber como ficou :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!