Enquanto isso na casa da família de Alex.

— UFA! TÔ CHEIO!!! – Exclama o menino todo feliz.

— Nossa filho! Você limpou dois pratos! – Exclama a mãe do menino surpresa.

— É que a comida estava incrivelmente deliciosa hoje! A senhora colocou algo de especial hoje no tempero?

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A mãe de Alex esbouça um sorriso sapeca e seu marido ainda da uma piscadela como se a incentivasse e ela responde:

— Sim filho, eu usei um tempero novo e ele se chama... Luna!

Na mesma hora Luna que bebia um copo de água quase engasga com as palavras da mãe de Alex, seu rosto fica rubro como um tomate e o cobre com um pano.

— N-Não foi nada... eu só preparei a mesma comida de sempre. – Murmurava a jovem.

Porém a mãe de Alex continua.

— Mesmo? Puxa eu tive a impressão de você estar muito feliz ao preparar a comida, até cantava!

Dessa vez Luna cobre tosa a cabeça com o pano, de tão envergonhada que estava. Alex apenas sorria, já conhecia esse jeito tímido de Luna, ela sempre escondia o rosto evitando assim que outras pessoas a vissem ficar vermelha. Ele não achava isso ruim, ao contrário, achava até fofo da parte dela.

Alex conhecia Luna desde que eram muito pequenos, depois que seu pai a encontrou junto com Nall, ambos se tornaram grandes amigos, mais com o tempo Alex foi sentindo algo mais pela jovem cantora, algo além da amizade, algo que só seu coração sabia explicar.

E num gesto de agradecimento pelo cuidado e pela comida, Alex toca a mão da jovem, retira o pano de seu rosto e sorri dizendo:

— Obrigado Luna.

Os olhos azuis da jovem se arregraram e ela ficou ainda mais vermelha e de maneira robótica e envergonhada ela diz:

— N-Ã-O-F-O-I-N-A-D-A!!!

E rapidamente solta à mão de Alex e se levanta.

— Bom... vou lavar a louça!!! – Na mesma hora pega os pratos sujos da mesa e corre para a cozinha deixando Alex e seus pais com sorrisos bobos no rosto.

— Eu vou te ajudar querida. – Responde a mãe de Alex indo para a cozinha também, deixando assim pai e filho a sós na mesa.

— Ela é uma boa menina. – Sussurra o pai de Alex.

— A melhor de todas. – Suspira Alex.

Ao ouvir aquilo, o pai do menino suspira feliz.

— E pensar que alguns anos atrás vocês ainda eram bebes em nossos colos.

— Nossa pai, essa o senhor tirou do fundo baú!

— Há, há, há! Fazer o que eu sou das antigas, lembra?

Após esse último comentário o menino acaba caindo na risada também e depois de alguns segundos rindo o pai de Alex diz:

— Eu não trocaria isso por nada, sabia?

— Como?

— Essa vida tranquila que vivemos hoje, pela agitação do mundo moderno. – Explica o pai do menino. – É verdade que fora desta ilha a muita coisa, reinos desconhecidos, tecnologia super avançada, feras misteriosas, etc... Mais vendo a vida que tenho agora, com você, Luna, Nall e sua mãe... eu vejo que tomei a decisão certa. – Termina o pai de Alex fechando os olhos em um suspiro.

— Pai? – O jovem sonhador estranhou aquelas palavras proferidas por seu velho pai, ele sempre foi quieto e nunca se preocupou em falar do mundo fora de Burg, no mínimo foi estranho.

— Estou dizendo isso, por que... bom eu sei do seu desejo de conhecer o mundo.

O menino arregalou os olhos em espanto.

— B-Bom, sim eu tenho o sonho de conhecer este mundo, viver aventuras e quem sabe um dia me tonar um... – Ele não continuou, ficava um pouco encabulado ao dizer seu sonho na frente dos outros, tinha medo que achassem seu sonho ridículo e até ilusório.

— Um Dragon Master? – Perguntou seu pai o deixando sem ação.

— C-Como o senhor?

E aquele velho pai cruza os braços e responde:

— Não sei se você lembra, mais aos cincos anos quando lhe contei pela primeira vez a história de Dyne e seus amigos, você ficou tão encantado, tão feliz, seus olhos reluziam enquanto eu contava a você e a Luna. Cada palavra, cada verso, cada cântico você ficava mais e mais animado... foi uma visão maravilhosa e no final você se levantou e gritou a plenos pulmões que um dia seria tão valente quanto Dyne, se aventuraria por essas terras e se tornaria um Dragon Master!!! – Exclama o pai de Alex erguendo o dedo indicador direito para o alto. – E depois disso todas as noites você me pedia para te contar novamente a mesma história e em cada detalhe para que pudesse sempre se lembrar, e quem sabe...

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— Sonhar e fazer parte dela. – Responde o menino fechando os olhos e se imaginando sendo o próprio Dyne, desbravando o mundo, conhecendo pessoas novas, povos e conhecendo a própria Deusa Althena. – Pai...

— Sim filho?

— Eu sei que o senhor quer o melhor pra mim, deseja que eu seja seu sucessor, cresça, crie uma família e tudo mais... só que..

— Só que?

Como ele iria dizer isso.

— Eu... não consigo me ver aqui!

O pai de Alex muda sua feição, agora não estava mais risonho ou extrovertido, mais sim sério. Seus olhos verdes fitavam os de seu filho que herdou, assim como suas feições e sua aparência, apenas a cor do cabelo era diferente, havia herdado de sua mãe Saria.

“Eu sabia que em algum momento esse dia chegaria.”

Pensa o velho.

“O dia em que você pediria minha permissão para deixar esta casa e se aventurar por este mundo. Eu só esperava que demorasse um pouco mais. Mais pelo visto, esse dia chegou!”

E sem avisar o pai de Alex se levanta.

— Pai?

— Fiquei aqui... eu já volto. – Responde o pai do menino que vai até seu quarto, poucos minutos depois ele sai de lá carregando um embrulho e dois envelopes e os coloca sobre a mesa.

— O-O que isso?

E ele responde.

— Seu presente de maioridade! – E desembrulha o embrulho e os olhos verdes do jovem sonhador se arregalam ao ver o conteúdo.

— Pai... mais isso é... – E se levanta espantado.

— Sim filho... é uma espada... e é sua...

O menino arregala os olhos em espanto ao ouvir aquelas palavras, seus olhos iam de seu pai e para a arma deitada sobre a mesa. Era uma bela espada, estava embainhada, sua bainha era de aço rubro, havia uma fivela feita de couro marrom com anéis de aço atada à bainha para que ela pudesse ser carregada tanto nas costas quanto na cintura. Seu cabo tinha o formato de uma águia, as asas eram a guarda e no final da empunhadura estava à face da águia.

Alex estava faxinado com a beleza daquela arma.

— Eu... posso? – Pergunta ao pai se podia toca-la.

E sorrindo ele responde:

— Vá em frente é sua!

E tentando conter a empolgação o menino ergue a arma que era bem leve por sinal. Segura a bainha com sua mão esquerda e com a direita o cabo e lentamente começa a retirar a espada da bainha, seu coração palpitava a cada segundo de aço liberado. Quando a retirou por completo ficou perplexo com a beleza daquela lâmina, não era um aço qualquer, mesmo sendo inexperiente podia saber. Sua lâmina era fina, de dois gumes, escritos e desenhos de águias voando em nuvens preenchiam a extensão da lâmina, e sua ponta era triangular sendo assim capaz de perfurar qualquer objeto.

— Pai... essa espada é...

— Sim?

— Linda!

O pai do menino dá uma gargalhada.

— Obvio que é, eu a comprei pensando em você horas.

— Serio?! – Exclama surpreso e seu pai meneai a cabeça em confirmação. – Nossa... – E a maneja pelo ar e constatava que era incrivelmente leve, sua mão encaixava perfeitamente no cabo parecia ter sido feita pra ele. – Pai... eu...

E antes que pudesse dizer algo seu pequeno corpo é abraçado pelos braços fortes de seu pai.

— Não precisa dizer nada filho.

E fecha os olhos e retribui o abraço do pai.

— Alex, senhor Ramsus tudo bem por aqui... – Diz Luna que saia da cozinha, porém sua frase morre ao ver pai e filho se abraçando. Um sorriso bobo se fez nos lábios da cantora, ela adorava ver a relação de Alex e seu pai e sonhava em um dia pode fazer o mesmo. Conhecer seu verdadeiro pai e abraçá-lo da mesma forma.

“Um dia quem sabe...”

Pensa a jovem que olha para o que o menino tinha em mãos.

— Mas isso é...

— O que está acontecendo? – Pergunta a mãe de Alex se juntando a Luna.

— Ahhh... tia... o Alex está com...

Os olhos da mãe do menino se arregalam.

— Ramsus...

— Saria? – O velho ergue sua cabeça e se separa do abraço do filho. Ambos marido e mulher se olhavam fixamente. – Perdão querida, mais você sabia que esse dia iria chegar.

Alex olha para sua mãe e Luna. A menina tinha uma feição confusa, já a mãe do menino fechou os olhos e disse:

— Então... chegou a hora?

E Ramsus responde.

— Sim querida, chegou a hora.

E ela suspira fundo, pega a mão de Luna e a leva para perto de Alex.

— Meus queridos... hora de temos uma conversa muito séria.

— Mãe?

— Tia Saria?

— Fiquem tranquilos... é algo bom... muito bom mesmo. – Responde o pai de Alex sorrindo.

E ambos Alex e Luna se olham confusos sem imaginar que ouviram algo que mudaria suas vidas para sempre.

Enquanto isso lá fora...

— Então, esta é a casa da Senhora Maroscas, a maior fofoqueira da vila. – Diz Nall.

— Sim. – Responde Elsa caminhando com seu novo amigo sentado em seu ombro esquerdo.

Depois de se apresentarem Nall decidiu levar Elsa para conhecer sua vila em um tour particular.

— A sua direita fica a padaria da vila, onde toda a manhã tem pão fresquinho!

— Hummmm, o cheiro é ótimo!

— Si é!!! A mamãe Saria vem cedinho buscar esses pãezinhos fresquinhos pra gente se banquetear!

— “Mamãe Saria”? – Pergunta Elsa confusa.

— OH! É que como eu não tenho pais eu adotei os pais do Alex como meus! Legal né?!

— Você os adotou?! – Exclama a princesa incrédula. – Não seria eles te adotaram?

Alguns segundos de silencio...

— Não! – Responde o pequenino com simplicidade. – Eu pedi primeiro então fui eu que os adotei, sacou?

Elsa teve que se segurar pra não rir, a mente de Nall realmente era diferente, tudo para ele era simples e divertido e isso a encantava.

— Saquei sim, hi,hi,hi.

— Bom pra onde vamos agora? – Pergunta o pequenino eufórico.

— Bom podemos ir para...

— Elsa!

A voz da princesa some ao ouvir seu nome e ao se virar para a esquerda vê uma menina cabelos loiros longos presos em uma trança e de olhos azuis se aproximando deles, a jovem princesa não pode deixar de notar que ela tinha um sorriso sapeca na cara.

— Asty?

— Oi! Tô atrapalhando alguma coisa? – Pergunta Astrid arqueando as sobrancelhas.

A princesa fica sem jeito.

— N-Não... nada o Nall está me mostrando Burg, só isso.

— E por sinal sou um belo guia turístico! – Exclama o pequenino fazendo as duas rirem.

— Realmente você é um guia nato!

— VALEU!!! Cara eu devia abrir uma agencia de truísmo e tudo mais, contratar atendentes bonitas como vocês! O pagamento seria em peixes e... – Diz o pequeno gato alado voando e pensando alto.

— Nossa que imaginação tem esse bichinho, hein? – Pergunta Astrid.

— Muita! – Responde Elsa. – Mais e você Atsy, aconteceu alguma coisa?

A menina meneia a cabeça em afirmação.

— Vem cá. – Chama a amiga pra mais perto e fala baixinho. – Encontramos pistas sobre a caverna.

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Elsa arregala os olhos em espanto, seu coração bate mais forte e seus olhos azuis safira chegam a lacrimejar.

— Serio?

— Uh-hu! E adivinha quem pode nos ajudar a achar a caverna?

— Quem?

E Astrid aponta para o pequeno gato alado que voava todo feliz e Elsa arregala os olhos em espanto.

— O NALL!!

— Que, que tem eu? – Pergunta o baixinho ao ouvir sue nome.

Elsa fica aflita, não sabia o que dizer para seu amigo, mais para sua sorte, sua amiga já tinha tudo em mente.

— Veja e aprenda El, sabe amiguinho. – Começa a Astrid. – Você é um ótimo guia turístico, certo?

Nall abre um largo sorriso.

— Sou sim!!!

— Então eu gostaria de saber, se você conhece algum lugar bacana por perto pra visitar?

Os olhos de Nall se iluminam ao ouvir isso.

— UPA LÉ-LÉ!!! – E da várias piruetas no ar. – Conheço vários lugares!!! – Responde o pequenino.

— Vários? – Pergunta Elsa.

— Sim, sim! Por exemplo... ao leste temos a fenda do irados!

— Fenda dos irados?! – Exclama Astrid perplexa.

— Sim! Tem esse nome, por que, se você se jogar do alto da fenda, uma corrente de ar te mantem suspenso em pleno ar e você fica com a cara assim... – O pequenino faz uma carreta como se um forte vento soprasse de baixo pra cima.

As duas meninas tivera que se segurar pra não rirem da cara que Nall fazia.

— Aí, o pessoal gritava... IRADOOOOOO!!!! Até o vento acabar e eles se esborracharem no chão como patê... muito maneiro, mais muito perigoso também, não aconselho se vocês forem cardíacos.

— Puxa, eu podia jogar o Melequento e os gêmeos nesse lugar. – Diz Astrid cocando o queixo.

— ASTY!!! – Elsa berra incrédula ao ouvir isso.

— Quê? Ninguém ia sentir falta... principalmente eu!

A princesa arregala os olhos ao ouvir isso e rapidamente muda de assunto.

— Existe outro lugar... sem ser essa fenda?

O pequenino pensa.

— Bom tem a vale dos que não foram, a pirâmide invertida, a ilha da caveira, a ilha bico de papagaio, o poço de piche...

— Peraí vai mais devagar, não consigo anotar tudo, são ótimos lugares pra me livra daqueles três patetas, hi, hi, hi. – Ri Astrid malignamente anotando os lugares que Nall ditava.

— Se quiser te digo mais uns legais?

— Nall, acho que a Asty já tem o suficiente de lugares excêntricos na lista dela... o que querermos saber mesmo é se você conhece algum lugar que seja uma caverna, rara e branca? – Pergunta a princesa que tem os olhinhos de Nall fixos nela.

O pequenino apoia sua patinha dianteira esquerda sobre a boca e parecia pensar.

— Olha... eu não deveria falar disso pra vocês, nem pra ninguém de fora. Mais como vocês salvaram meu amigo, eu vou dar um voto de confiança a vocês tá bom!

As duas arregalam os olhos.

— Nall... – Sussurra a princesa.

— Espera você não pode contar, pra ninguém? – Pergunta Astrid desconfiada.

— Pois é! É a lei de Burg. – Responde o pequenino que se aproxima das duas. – Vocês perceberam que não temos chefes e nem prefeito aqui na vila né?

As duas meneia a cabeça em confirmação, realmente não havia ninguém em Brug com essas características.

— É porque, nós somos protegidos por um grande guardião, que também nos governa!

— Protegidos?! – Exclama Astrid surpresa, já Elsa estava quieta, sentia suas mãos formigarem por debaixo das grossas luvas que usava.

“Será que...”

— Nall quem seria esse guardião? – Pergunta a guerreira seria, precisava confirmar se era realmente quem eles estavam procurando.

E o pequenino responde com um sorrisinho:

— Um Dragão!

E as bocas das meninas vão quase ao chão ao ouvirem a revelação.

— Um dragão? – Repete Astrid.

— Enorme!!! – Exclama o pequenino abrindo as patas para da ênfase. – Eu nunca o vi pessoalmente, mais quem me contou isso foi o papai.

— Papai?

— É como ele chama o pai do menino que nós salvamos. – Exclama Elsa. – Nall isso é verdade mesmo, você tem total certeza do que esta falando? – Pergunta a princesa quase chorando e isso deixou o pequenino preocupado.

— Elsa... você tá... chorando?!

E ela já não conseguia mais se conter e cai de joelhos ao chão cobrindo sua face.

— ELSA!!! – Astrid se agacha e acolhe a amiga. – Calma, vai ficar tudo bem.

— Asty... sinf. – A voz da princesa era embarcada em lágrimas. – Achamos... nós realmente achamos!!!

E a guerreira de Berk abraça sua amiga bem forte e responde:

— Sim amiga, nós achamos! E quem diria que um gatinho alado nos ajudaria, né?

— Sinf... sim. – Responde aprincesa ainda chorando.

— Ô pessoal eu tô boiando aqui, por que a Elsa tá chorando, o que foi que ouve?

— Nall... – Astrid olha seria para o pequenino. – Você nos revelou um segredo importante, por isso é justo que nós também revelemos o nosso.

— Hum. – Afirma o pequenino.

— Nós viemos até Burg, somente para encontrar com esse dragão amiguinho.

— Hum. – Continua afirmando.

— Por que... acreditamos que ele seja o único que possa ajudar a Elsa!

— Hum... HUM!!! – Exclama o pequenino boquiaberto. – C-COMO É QUE?! – E olha desesperado para sua nova amiga. – Ajudar, o que aconteceu? A Elsa tá doente?! – Pergunta aflito o pequeno gato alado que voava envolta das duas, até ser pego pela guerreira que diz:

— Calma baixinho, ela não está morrendo!!!

O pequenino olha para elas e pergunta fazendo um biquinho.

— Serio?

— Serio! – Responde Astrid. – Porém é algo que a aflige desde nascença e acreditamos que o Dragão Branco, o protetor de Burg pode ajudar.

Nall agora ouvia tudo com total atenção.

— Continue.

Astrid suspira e continua seu relato.

— Nos todos estudamos em uma escola de magia, somos amigos dês do Primeiro ano, quando ainda tínhamos a idade de seu amigo. – Explica a guerreira. – No começo foi difícil pra Elsa se abrir com os outros, mais aos poucos eu fui conseguindo e hoje somos grandes amigas!

Nall que tinha total atenção diz.

— UAU!!! Minha mente viajou agora! Escola de magia... isso deve ser incrível!!!

— Si é baixinho! Mas voltando ao assunto, a Elsa tem um problema.

— Problema? – Pergunta Nall preocupado.

— Pois é... é um tipo de Dom que só ela tem.

— Você quer dizer maldição, né Asty. – Diz Elsa triste e isso não passou despercebido pelo amigo de Alex.

— Não importa! O importante é... pesquisamos muito uma maneira da El se livrar desse Dom e descobrimos que no passado um grande ser branco curava as pessoas de seus males e aflições e que ele residia em Burg! Soluço meu namorado ajudou na pesquisa e descobriu que esse ser branco não era ninguém menos do que...

— O Dragão Branco! – Exclama Nall antes da jovem.

— Isso... Nall... sei que pode ser difícil de pedir, mas... – Astrid procurava as palavras certas. – Você pode nos ajudar a encontrar esse dragão?

O pequeno ser alado fica mudo, gostou de seus novos amigos e é grato por terem salvado Alex, mas...

“E agora o que eu faço?”

Pensa o pequenino.

“O papai pediu para que eu não falasse da caverna pra ninguém... eu poderia ignorar, mas ai a Elsa...”

E ele olhou para a princesa que estava com as mãos juntas de frente para o corpo como se implorasse. Aqueles lindos olhos azuis que demostraram alegria e jubilo até pouco tempo, agora transmitiam aflição e medo e isso fez seu pequeno coração tremer.

“Cara como posso dizer não pra esses olhinhos... e ela parece estar sofrendo... não posso deixar as coisas assim.”

E toma sua decisão.

— Olha gente como vocês são de fora eu não poderia ajudar, mas... – E olha para a princesa e sorrir. – Como a Elsa e eu nos tornamos amigos, então eu não vejo problema nenhum em ajudar!

Na mesma hora a princesa abre a boca, mas nada sai e fecha seus olhos e uma torrente de lágrimas irrompe e sem pensar agarra o pequeno gato alado e o abraça com toda sua força.

— NALL EU TE AMO!!! MUITO, MUITO OBRIGADA!!!

E ele acaba sorrindo ao sentir o abraço forte e aconchegante da princesa.

“Puxa se todas as princesas tiverem um abraço assim eu vou ser muitooo feliz!!!”

E recebe um cafune de Astrid que também agradece.

— Valeu baixinho e então o que a gente faz agora?

Nall deixa o abraço confortável de Elsa e voa ficando na frente de ambas.

— Vamos falar com o papai, ele é o porta voz do Dragão Branco, só com a autorização dele é que podemos entrar na caverna, aí depois eu guio vocês, ok?

— Tá! – Responde Elsa sorrindo.

Astrid ouve com atenção as palavras de Nall e liga os fatos que Heather e Perna-de-Peixe conseguiram.

“Então o pai do Alex é o tal Arauto!”

Asty, vamos o Nall vai nos levar até a casa do pai dele!

— Ah! Sim vamos. – Diz a jovem guerreira, mas em sua mente ainda estava em dúvida.

“Se ele é um Arauto, então como eu não senti nenhuma Aura nele...”

E olha Elsa seguindo Nall.

“Espero que não tenhamos mais problemas, ainda não localizamos o mago das trevas que atacou o Alex.”

E olha em volta.

“Ele ainda pode estar aqui!”

Asty, vem!!!

— Ah, sim já vou. – Responde a jovem guerreira que correr para alcançar sua amiga e o pequenino que ia voando na frente às guiando, porém nem Astrid, nem Elsa e muito menos Nall, percebem que estavam sendo ouvidos.

Sobre o galho de uma arvore um homem trajando um manto negro e com capuz ouviu toda a conversar das meninas com o pequeno gato alado e sorrir.

— Não imaginei que ao ferir aquele flautista eu ganharia uma dica tão boa quanto essa! – Olhava as meninas se afastando. – Então meu mestre estava certo... O Herói esquecido jaz aqui... fiz bem em ter permanecido mais um pouco, está viagem está sendo mais produtiva do que eu poderia imaginar.

E se levanta e como uma sombra some sem deixar vestígios, o perigo ainda rondava Burg.

Enquanto isso na casa da família de Alex.

— Escola de Magia!!! – Brada Alex não acreditando no que ouviu.

— É isso mesmo filhote, uma escola de magia, legal né? – Responde seu pai que sorria.

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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

— MUITO!!! – Grita o menino se levantando e socando o ar.

— Espera, espera, espera, volta um pouco! – Exclama Luna. – O senhor está dizendo que o Alex e eu fomos selecionados para estudar fora de Burg, em uma escola?

— Isso mesmo querida.

— E não é uma escola qualquer... e sim de Magia?! – Exclama a cantora.

— Exatamente minha querida. – Dessa vez foi à mãe de Alex que respondeu. – Algum problema, parece um tanto confusa?

— Bom... é porque... – A jovem abaixa a cabeça.

— Algum problema Luna? – Pergunta a mãe de Alex.

— É você não parece feliz? – Pergunta Alex.

A jovem suspira, ergue seu rosto para os demais e responde:

— Eu estou... é porque é difícil acreditar que crianças humildes como nós fomos aceitas em uma escola desse calibre é muita informação ao mesmo tempo!

O pai de Alex coça sua barba.

— Entendo como se sente meu anjo, realmente o mundo da magia ainda é e infelizmente muito seletivo ainda. – Diz o pai de Alex com certo desprezo. – Mais aí estão as cartas!!! – Exclama apontando para os dois envelopes sobre a mesa. – Essas cartas são a prova que vocês atraíram a atenção do mundo da magia e eles querem que vocês façam parte dele! Sei que pode parecer precipitado, mas é uma grande honrar entrara neste mundo principalmente se você tiver uma origem humilde!

— Serio? – Pergunta Alex intrigado.

— Sim meu filho! Vamos tomar Dyne como exemplo... ele nasceu aqui nesta vila assim como vocês! E nem isso o impediu de fazer história! – Diz o pai do menino batendo na mesa. – Ele quebrou vários protocolos que diziam que só a elite, reis, rainhas, príncipes e princesas, podiam ascender ao posto de Dragon Master. Mas não! Os Dragões Sagrados e A PROPRIA DEUSA o escolheram!!! – Vocifera o velho ficando de pé.

Era verdade Dyne nasceu em Burg, teve uma infância comum como qualquer criança, mais nunca abandonou seus sonhos, como muito esforço e bravura ele seguiu em frente com coragem e determinação, esse era o herói que Alex admira e um dia espera se tornar.

— Eu posso finalmente apreender a lutar... – Toca no cabo de sua espada recém-recebida.

— Apreender sobre esse mundo meu filho. – Responde sua mãe.

— E mais importante... – Diz seu pai parando ao seu lado esquerdo e colocando sua mão direita sobre seu ombro. – Fazer amigos!

Um grande sorriso se estendeu por toda a face do menino, se havia algo que ele queria tanto além de ser um herói era ter amigos.

— Amigos com quem eu possa contar quando eu precisar, confidentes e acima de tudo...

— Companheiros de jornada meu filho. – Responde seu pai sorrindo.

Uma torrente de emoções cresciam dentro do jovem sonhador. Em toda sua jovem vida sonhou com uma oportunidade dessas e estava bem ali a sua frente.

Ele já tinha sua resposta.

— EU VOU!!! – Grita com determinação. – Não posso perde essa oportunidade eu vou pra essa escola e apreenderei tudo o que precisar para me tornar um herói eu prometo!!!

Seus pais ao ouvirem isso se enchem de orgulho, principalmente seu pai.

“Me lembra de mim quando era mais novo.”

— Vamos ser incríveis nessa escola, não é Luna? – Pergunta o menino todo feliz, no entanto sua amiga não parecia partilhar da mesma emoção. – Luna?

E ao ouvir seu nome pela segunda vez, a jovem cantora ergue seu rosto e diz:

— Tio, tia... e Alex... agradeço o presente, mas... eu não vou...

E as palavras da jovem cantora ecoaram nos ouvidos e no coração daqueles que a amam.