666 Underworld
1 Capitulo 1 - Desespero
Notas iniciais
pofavor deixem reviews
se gostarem recomenden! ^^
Saga 01
O Despertar da dimensão perdida
Prólogo:
O Homem que viveu sempre a beira da morte.
A perseguição dos “olhos vermelhos”.
A difícil decisão entre morrer e fugir.
A morte pode estar à espreita, mas até a morte tem medo,
E esse medo faz com que qualquer pessoa ou monstro una-se a batalha.
O homem que decidiu fraqueja em frente à morte.
Capitulo 1 – Desespero
Quando eu era pequeno, por volta dos meus dois anos de idade, eu morava com minha família numa vila chamada Kushima, nossa vila estava em guerra com a vila vizinha os Alteraz.
Ao decorrer da guerra ouve um confronto Militar entre ambas as vilas, minha vila simplesmente foi massacrada, tudo foi incendiado.
Todos morreram e eu estava prestes a morrer também.
Eu estava em meio ao vazio abandonado pelo mundo todo, até que “alguém” salvou-me em meio ao incêndio.
A única coisa que eu compreendo é que eu fui encontrado por “alguém” ao meio de cinzas de um incêndio, e eu estava vivo graças a essa pessoa.
Na época por eu ser muito pequeno não me lembro de meus pais, não tenho recordações de minha família, a única coisa que me recordo era de tudo estar pegando fogo, e muitas pessoas estavam morrendo e que nesse dia era exatamente no dia do meu aniversario 28 de janeiro de 1997.
Sempre me senti vazio, como um nada, uma pessoa esquecida pelo mundo, pois nunca soube o que é o amor de um pai, o amor de uma família.
Passei a crescer na rua, sofria com a fome, catava lixo pra sobrevier, simplesmente fui desprezado pelo mundo.
Passei a viver minha vida fugindo, com medo da luz, cheguei a pensar que Deus não existia.
Se Deus existe, se ele é tão bom assim como todos dizem, por que ele me despreza? Por que eu vivo assim, se ele me amas de verdade eu não deverias está aqui – Perguntava-me eu.
Cheguei até a pensar em suicídio.
Até que um dia tudo mudou...
Em meio ao “lixão” uma senhora me acolheu, passei a viver com ela, ela era como se fosse minha mãe.
Passei a pensar diferente desde então.
Eu a ajudava em tudo, e ela me ajudava como podia.
Ela simplesmente me mostrou a luz.
Tive momentos muito bons com ela, apesar de nós sermos pobres...
Ao completar dez anos de idade essa senhora faleceu, meu mundo desabou. Minha felicidade me foi tirado.
Fiquei muito abalado, quase enlouqueci...
Cheguei até mesmo a ser levado a uma clinica de reabilitação...
Pois na época ela era tudo o que eu tinha.
Desde minha recuperação fui acolhido pelo orfanato.
Passei a viver lá.
Alguns anos se passaram, e eu comecei a olhar o mundo de uma forma diferente.
Sabe desprezo de alguns, pena de outros...
Apesar de eu viver num orfanato, o que importava era que mesmo eu não tendo uma família, eu tinha amigos, amigos de verdade, que realmente se importavam comigo.
Eles eram minha segunda família.
Eles eram minha segunda chance, passei uma borracha no passado e passei a viver de modo diferente.
Naquele momento tudo que eu tinha eram eles, até o dia em que aquilo me aconteceu, o dia em que “ele” veio...
Por que ele veio? Por que isso aconteceu? Foi assim tão der repente.
Isso não teria acontecido se ele não tivesse vindo...
Eles eram tudo o que eu tinha.
Por que será que esse tipo de coisa sempre acontece comigo?
Merda!
...Tudo aconteceu numa manhã ensolarada, acho que por volta das sete e trinta.
Eu estava deitado na minha cama, quando der repente alguém invade meu quarto.
Lion! Lion! , acorde Lion! .
Passei as mãos sobre meus olhos, eu estava enxergando embaçado, viu uma pessoa do sexo feminino, de mais ou menos meu tamanho, seus cabelos eram loiros, olhos verdes e pele branca, sua boca era bem rosadinha, suas vestes era um vestido completamente branco, percebi então que era Melissa.
Melissa era minha melhor amiga...
O que foi Melissa para me acordar tão cedo? – Perguntei eu á ela
– Chegou um novato no orfanato
– Um novato?
– Sim, sim, vamos conhecê-lo! , estão todos no refeitório, venha vamos recebê-lo!
– Espere eu ainda estou de pijamas!
– Anda vai se trocar logo então!
– Ta espera aí, eu já to indo!
Pulei da cama e corri para o banheiro imediatamente.
O banheiro era pequeno e limpo, sem tempo pra nada, escovei os dentes, e sai do banheiro, me troquei e fui recebê-lo.
Confesso que eu estava ansioso pra saber quem era.
Sai correndo de meu quarto e dirigir-me até o refeitório, todos estavam olhando atentamente pra ele em silencio.
Olhei para a porta, lá estava ele, o olhei dos pés a cabeça.
Foi quando senti um calafrio...
Era um rapaz alto de mais ou menos 1 metro e 68, de pele clara, cabelos ondulados e pretos, ele estava vestido com uma calça deans azul escuro, nele se encontrava um sinto completamente preto, seus sapatos eram de cor marrom, ele estava uma camisa social azul com uma gravata preta. Seus olhos eram cor de mel.
De primeira impressão ele não aparentava ser uma má pessoa, sem temer fui andando em sua direção.
Em meio ao grande refeitório ecoavam-se os sons de meus passos.
Cheguei perto dele e disse gaguejando com a voz meio vergonhosa:
Pra — pra — prazer! meu nome é Lion, Lion Matt Lorrancy tenho 14 anos, qual o seu nome? – perguntei a ele.
Com um olhar que parecia enxergar minha alma e em tom frio respondeu-me:
– Me chamo Jammes, Jammes Evans, tenho 16 anos e fui transferido pra cá do... Há esquece prazer em lhe conhecer!
Estendi minha mão para cumprimentá-lo.
Apertamos as mãos.
Suas mãos eram geladas como a de um morto...
Ele estava me olhando com um olhar bem fixo fascinado comigo...
Um pouco assustado, retirei-me e fui para o meu quarto.
Joguei-me na cama e sem que percebesse havia pegado no sono.
Alguns dias se passaram, mas por mais estranho que pareça nunca cheguei a falar com Jammes, eu o achava estranho, pois sempre andava com um livro preto, falava coisas estranhas.
Até adorava uns deuses estranhos, nunca cheguei a ter uma conversa profunda com ele.
Os dias se passaram normalmente e completava hoje uma semana em que Jammes havia chegado ao orfanato. Confesso que desde o dia em que ele veio venho me sentindo estranho...
Em uma noite chuvosa estava eu dormindo, quando acordei com uns barulhos estranho, o quarto de Jammes ficava ao lado do meu, percebi então que os barulhos estranhos vinham do quarto dele.
Levantei-me lentamente da cama, olhei para o piso, meus chinelos se encontravam ao lado direto de minha cama, os calcei e caminhei em direção a porta.
Ao abrir a porta ecoou-se um som de rangendo dela, foi quando percebi que o barulho estava ficando cada vez mais alto.
Os sons eram parecidos com os de um bumbo, mas tinha algo um pouco diferente, mais parecido com os de quando uma pessoa bate numa porta de madeira.
Sai lentamente do quarto e dirigi-me ao quarto de Jammes.
Ao me aproximar da porta, senti-me estranho, sabia que algo de ruim estava ali, eu não via o que era, mas simplesmente sentia.
Com cuidado abaixei-me e abrexei por debaixo da porta.
Vi Jammes ajoelhado ao chão com um canivete na mão, ele estava cortando uma das mãos e com o sangue derramando estava desenhando um pentagrama. Ao seu lado estava uma pessoa com uma espécie de bumbo, mas pequeno, ele estava com uma túnica e encapuzado e era ele quem estava fazendo barulhos.
O quarto estava escuro e rodeado de velas vermelhas, elas eram as únicas luzes que se encontravam lá.
Após terminar de desenhar o pentagrama, Jammes, pois sobre o centro um livro de capa completamente preta, o livro estava aberto e tinha algumas palavras escritas com sangue em sua folha, parecia-se muito com o livro que Jammes sempre carregava.
Ele estava falando umas palavras estranhas, de repente de dentro do quarto começaram a ecoar vozes em tom de sussurro...
Eram muitas ao mesmo tempo.
As vozes diziam:
A hora esta chegando... A hora, o “escolhido”, escolhido... Está para despertar, despertar...
Faça o rápido, Satãn o espera... Satãn...
O livro ainda esta intacto... Intacto, o portal ainda pode ser aberto... Aberto.
Faça o rápido... Rápido.
Ao vê aquela cena, assustei-me...
Cair de costas no chão, quando ouvi um barulho assustador vindo do quarto, parecia o uivar de um animal, o chão estremeceu, der repente senti algo molhado tocar em meu pé...
Era sangue... Tinha sangue escorrendo por debaixo da porta!
Rapidamente levantei-me do chão e voltei correndo ao meu quarto, passei a noite em claro, pensando naquilo.
No dia seguinte, após aquele incidente, avirá chegado o dia do meu aniversario de 15 anos...
À noite já havia chegado, e estavam todos preparando uma festa para mim no salão do orfanato.
O salão era bem grande, suas janelas eram feitas de vidro, nele tinha um palco de apresentações e uma área grande e plana como um salão de valsa, a porta da entrada era enorme, e seus acabamentos eram feitas com mármore.
Como o orfanato estava numa situação precária, á festa não foi grande coisa, mas foi á primeira festa de aniversario que eu tive em toda minha vida.
Senti-me muito feliz, como se um peso tivesse saído de mim...
Ao final da festa, após ter soprado as velas do bolo. Aproximei-me da mesa principal e chorando dizia eu:
– Simplesmente foi o aniversario que nunca tive...
– Obrigado por estarem comigo nesse momento, vocês são minha única razão de viver, quando eu não tinha mais ninguém vocês me acolheram, vocês me deram um lar, vocês me deram mais uma chance de viver.
– Sou grato a todos
– Pessoal obrigado pela festa, vocês meus amigos são todos especiais pra mim, nesse...
Interrompeu-me Jammes dizendo em tom alto:
– O medo relevante das pessoas alimenta os corações perdidos dos demônios, que as almas perdidas caiam sobre o segundo plano, que o pecado invada o mundo trazendo preguiça, gula, luxuria, avareza, inveja, ódio, ira, que os sinos que soam e nos fazem dançar cada vez mais para o lado escuro, sempre para baixo perto ao inferno toquem eternamente...
Akumas Kioshira eu voz invoco aqui e agora! Kai!
Eu lhes dou permissão!
Exterminem!
Ahn? – Perguntaram-se todos.
Ninguém havia entendido nada.
Todos estavam sem reação...
O chão começou a tremer...
Comecei a senti um aperto no peito, como se “alguém” estivesse sugando algo de mim...
Estava me sentindo fraco...
Os vidros do salão se quebraram, der repente, uma pessoa caiu ao meu lado.
Tinha sangue escorrendo... Ela estava morta...
Todos se apavoraram...
Afastei-me lentamente do corpo, ouvi gritos, todos assustados saíram correndo pelo salão desesperados, eu não estava entendendo nada, olhei a minha volta, tinha muitas pessoas correndo, simplesmente desesperadas, uma após a outra estavam morrendo, de maneira inexplicável.
Vi pedaços de corpos voando perto de mim, o sangue esguichava para todos os lados, me apavorei...
Eu estava assustado, olhei a minha frente e lá esta “ele”
Olhei fixamente para seu rosto.
Vi um sorriso de alegria em seu rosto, um sorriso que expressava prazer em vê todas aquelas pessoas morrendo.
Aos seus pés tocava o sangue que escorria dos corpos das pessoas.
Eu estava paralisado de medo, olhei ao meu redor tinha muitas pessoas tentando fugir, e aos meus pés tinha muitas pessoas mortas.
Algo inexplicável estava acontecendo ali naquele local.
Ouvi um rangendo ecoando da porta do salão, um vento muito forte começou a vim de lá, o ar começou a se rasgar e se deformar.
No local estava-se abrindo algo como uma “dimensão”, olhei fixamente para lá, estava tudo escuro...
Der repente vi algo vermelho no meio do escuro do portal, ao olhar bem para lá percebi que aquilo “vermelho” era olhos, foram aparecendo mais e mais luzes vermelhas, percebi então que não eram olhos de apenas “um” eram muitos.
Começaram então a sair criaturas estranhas de dentro da dimensão, eles falavam palavras que não entendíamos algo como sumério.
Eles eram como demônios...
Eles eram não, eu tinha certeza!
Tinham chifres, peles escamosas, parte de seu corpo era coberto de penas pretas, asas grandes e escuras e seus incríveis olhos vermelhos.
Era assustador...
Meu Deus, o que é isso, Jammes o que você... – disse eu apavorado.
Eu estava com tanto medo que meu corpo paralisou, por mais que eu tentasse não me obedecia, tentei com todas as minhas forças me mexer varias vezes, mas não adiantou.
Eu estava sem reação alguma...
O piso começou a se rachar...
Muito dos moveis que se encontravam no salão saíram voando pelos ares, algumas pessoas apavoradas se suicidaram.
Droga, Droga, socorro, não consigo me mexer, se isso continuar assim com certeza irei morrer...
Tenho que pensar em algo, OQUE EU FAÇO?
O QUE EU FAÇO?
MERDA, MERDA, MERDA !
Uma das mesas do salão vinha em minha direção...
MERDA! MERDA!
Vamos mecha-se, mecha-se corpo, mecha-se! – Gritei eu.
Minha mente estava dominada pelo medo, foi quando no fundo do meu coração começou a ecoar algo como “esperança”...
Em minha mente os segundos passavam-se lentamente...
Anda Lion mecha-se, mecha-se! Você consegue! Mecha-se!
A coragem dominou o medo
Lentamente comecei a recuperar os movimentos...
Joguei-me rapidamente ao chão... A mesa passou bem perto de meu corpo... por pouco não fui atingido em cheio...
AH AH AH!... (estava eu ofegante...)
Consegui libertar-me.
Desesperado, comecei á correr.
Foi quando as luzes do orfanato se apagaram...
Entrei num corredor ao meu lado, era estreito e escuro, conseguir ver algumas pessoas correndo na minha frente.
Mas não adiantava, “eles” os alcançava e os matavam.
Eu simplesmente não fazia idéia do que eram aquelas coisas, e porque que elas estavam matando a todos, eu sabia que aquilo era algo de outro mundo, algo satânico, e que Jammes era o culpado daquilo.
Eu estava correndo sem sentido, simplesmente desiludido, pois meu corpo tinha sido dominado pelo medo e pelo desespero.
Mais a frente, no fim do corredor, tinha uma escada onde se reluzia pela janela a luz da lua, desci os degraus desesperado, olhei para o lado eu vi um de meus amigos correndo ao meu lado, vi um vulto passando perto dele...
Ele parou, em meio aos degraus, começou a escorrer sangue de seu pescoço e lentamente sua cabeça estava escorregando de seus membros...
Ele tinha acabado de ser decapitado bem diante de meus olhos...
Não sei de que maneira, mas o ataque foi tão rápido que meus olhos não puderam compreender...
Ainda correndo tropecei entre as pernas e cai escada abaixo...
Foi quando perdi as esperanças. Percebi então que nós humanos não tínhamos a mínima chance contra “eles”. Estava quase desmaiando, de medo e de dor, o medo fazia meu coração doer e o meu corpo tremer...
Eu estava num corredor estreito, escuro e sem saída, ergui lentamente a cabeça, minha vista estava embaçada, tinha algo a minha frente, estava escuro, não consegui ver direito o que era...
Comecei a vomitar...
Aos pouco fui ficando lúcido, olhei a frente e lá estava “aquilo” que tinha acabado de matar meu amigo, ainda no chão fui esgueirando-me lentamente para trás.
Eu estava dominado pelo medo, não tinha reação alguma.
Ele tinha uma aparência horrível, seus olhos eram demoníacos, eram completamente vermelhos.
Seu corpo estava coberto por uma manta preta com capôs, a única coisa que eu via era o brilho de seus olhos vermelhos, suas mãos não tinham pele, eram como mãos de caveira, em seu pescoço por cima da manta havia um cordão de prata com uma cruz, e no centro havia o numero 666, a luz da lua reluzia atrás dele fazendo com que eu não consegui-se ver seu rosto...
Suas unhas eram enormes e vermelhas, nas suas costas tinham duas asas enormes de cor preta da largura do corredor, sobre sua cabeça tinha um anel brilhante semelhante aos que os anjos têm em suas cabeças, só que diferente dos deles o seu era de cor vermelha.
Em uma das mãos ele estava segurando uma enorme foice, em outra um livro completamente preto, bem familiar ao de Jammes.
Ele era como o anjo da morte.
Droga, droga, socorro!
Esse é o meu fim? Realmente eu vou morrer aqui, não e possível, até pouco tempo atrás estávamos todos felizes comemorando o meu aniversario, mas agora eu estou aqui prestes a morrer. – Disse eu chorando em tom baixo.
O demônio ergueu sua enorme foice ao alto, ele estava prestes a dar o golpe que iria me matar, eu sabia que naquele momento eu iria morrer...
Passou-se um flash back em minha mente, lembrei dos momentos da minha vida.
Eu não posso morrer aqui, não agora, eu ainda nem sei do paradeiro dos meus pais, nunca acreditei que eles estivessem mortos e tenho que provar isso, ainda tem muita coisa na vida pra fazer, eu ainda sou virgem, e ainda nem me confessei a ela...
Eu sou muito novo para morrer...
DROGA, DROGA!
NÃO, NÃO, NÃO! EU NÃO QUERO MORRER!
EU NÃO POSSO MORRER AQUI!
Fechei meus olhos... Negando minha morte.
...
...
Não senti nada. O silencio ecoava pelo corredor...
Abrir meus olhos lentamente, meu corpo não mexia...
Ao lado, próximo ao meu pescoço estava a lamina da enorme foice dele, tudo estava paralisado, o espaço em minha volta estava de cor vermelha, eu não compreendia, muito menos sabia explicar o que estava acontecendo...
Muito assustado e chorando fui me esgueirando lentamente para traz, me afastando da foice, de repente bati de costas em algo...
Eu estava com muito medo, mas tomei coragem e virei-me lentamente.
Atrás de mim estava uma velha, de cabelo branco, de olhos azuis com uma manta completamente preta, ela aparentava ser fraca, mas era como uma “bruxa”...
Por algum motivo estranho ela lembrava-me alguém... Alguém que não me recordo...
Ela estava olhando-me com um olhar de fascinação, um olhar como se quisesse algo de mim...
Ela passou ao meu lado e foi andando em direção ao “anjo da morte”.
Der repente suas mãos ficaram recobertas de energia azul...
Era algo sem forma como fogo.
Há! – gritou ela batendo rapidamente com o braço no peito do “anjo”...
Ele foi lançado para longe, destruindo o corredor em volta... Ele estava caído no chão quase inconsciente...
Desesperado e com a voz tremula ele disse:
– Você realmente vai salvar ele? — (com a voz tremula e tossindo)
– Você sabe do que ele pode ser capaz se ele despertar “aquilo”.
A velha o olhou e perguntou:
– Você sabe daquilo?
– Você sabe demais...
– Não seria bom se você ficasse vivo, morra “Shishigan”.
Inexplicavelmente a velha que estava a minha frente, desapareceu e reapareceu bem a frente do “anjo”...
Com uma das pernas ela deu um chute no queixo do “anjo” fazendo com que ele fosse jogado para cima...
Só que tinha algo estranho, ele veio caindo lentamente, e ela rapidamente com a outra mão recoberta com uma energia vermelha disse:
Jet Shakanrrou!
Ela o acertou em cheio fazendo com que o corpo do “anjo” estoura-se, seus pedaços foram aos ares, alguns segundos passaram-se, e do teto começou a pingar sangue...
Eu não sabia o que estava acontecendo... A única coisa que eu compreendia era que aquela pessoa havia acabado de salvar minha vida.
Ela virou-se lentamente, e olhou bem para mim, novamente seu olhar era assustador.
Parecia-me bastante com o olhar “dele”...
Peculiar, como se enxergasse minha alma...
Numa velocidade em que meus olhos não puderam acompanhar, ela tocou com uma das mãos no meu peito e disse:
Seikagame, Selar!
Com um impacto muito grande fui arremessado para longe.
Dei de costas na parede que estava atrás de mim.
Der repente minha vista começou a escurecer, eu já não estava mais a vendo...
Minha cabeça começou a doer, eu estava ficando elucido, passos ecoavam-se do corredor, nesse momento ouvi uma voz ecoando do fim do corredor.
– Garoto escute bem o que eu tenho a lhe dizer:
– Essa é ultima vez que lhe salvo, por hora estou dando a você uma das “Marús’’, ela é uma das seis almas da profecia, ela faz parte de você agora, use-a com sabedoria, mas em troca de seu “novo” poder e por ter salvado sua vida, vou levar sua alma como pagamento.
– Sua nova vida a partir de agora decido eu como usá-la! – exclamou ela em tom frio.
Escutei alguns estalos de dedos, mal mente percebi que o espaço em minha volta começou a voltar atrás, como se o tempo estivesse voltando, tentei vê a minha frente.
Mas não consegui ver nada, eu estava fraco...
Tudo estava escuro, minhas pálpebras estavam pesadas, senti uma pressão em meu corpo.
Do teto caiu algo sobre minha cabeça.
Era um livro...
Era o livro do “anjo”, ele estava no teto grudado pelo sangue do mesmo que escorria do teto, foi quando lembrei que ele havia voado quando o corpo do “anjo” foi espedaçado pela velha.
...Em seguida desmaiei...
...
Lentamente abri os olhos e percebi que tivera passado a noite inteira. Os raios de sol entravam pela janela, eu estava deitado em minha cama quando toquei em minha cabeça.
– Droga. – resmunguei passando a mão sobre os cabelos.
Perguntei-me:
– O que foi aquilo?
– Um sonho?
– Lembro-me de Melissa ter me acordado pra conhecer um novato, eu tinha até ganhado uma festa de aniversario, eu acho...
– Parecia tão real – disse passando a mão na testa aliviado.
Estava saindo da cama, quando poupei algo sobre o colchão.
O que é isso? – perguntei-me pegando o objeto
Era um livro completamente preto...
Der repente alguém abre a porta do meu quarto, interrompendo minha ação.
Era Melissa.
– Lion! , Lion! , acorde Lion!
– Chegou um novato no orfanato!
– Oe você já esta acorda... — Me levantei da cama com tudo, interrompendo-a, sai correndo do quarto.
Dirigi-me ao refeitório, olhei na porta da entrada e lá estava ele, com a mesma aparência, como se nada estivesse acontecido.
– NÃO, NÃO, NÃO!
Meu corpo congelou. E minha voz sumiu. Comecei a me lembrar com mais clareza sobre tudo o que aconteceu na noite anterior.
– Isso é mentira, isso realmente esta acontecendo? –perguntei-me.
– NÃO, NÃO, NÃO!
– Quer dizer que tudo aquilo foi real?
– Que tudo aquilo não foi um sonho?
To be continued...
Notas finais
Nos próximos capítulos palavras escritas em japonês ou inglês a tradução se encontrara aqui no final do capitulo.
Aguardem!
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