The Midnight Walker
The Midnight Walker
Chapter 18 min read

Prólogo

Bem, tudo começou há anos atrás. Para ser mais exato, 11. Não sou de ficar contando, nada realmente me importa, mas aquilo me marcou.

Tinha 16 anos na época, meus cabelos sempre tiveram aquela cor diferente, um tipo de cinza, embora não fosse velho para ter o cabelo grisalho. Na verdade, era uma cor atípica. Talvez meu cabelo tivesse alcançado aquela cor por um erro do destino... Quem vai saber? Eu o achava fascinante. Cuidava de cada fio cuidadosamente, gostava de deixá-los bem penteados, todo o cabelo comprido jogado para trás, deixava um ar sedutor com meus longos cílios delineando meus olhos azuis como o mar (talvez imensamente mais bonitos)... Sempre gostei de mim mesmo.

A segunda coisa que mais gostava era de... Abrir corpos, ver sangue. Por quê? Talvez você não me entenda, é claro. Se entender, te admirarei. Gostava de garotos. Costumava observá-los até ter certeza do melhor momento para atacar. Mas um deles me chamou a atenção. Seu nome era Philips. Feio, em minha opinião, mas isso não vem ao caso. Eu tinha certo fascínio por ele. Era um garoto de oito anos: mimado e birrento. Bonito demais, algo como um anjo. Cabelos enrolados e loiros, olhos verdes. Bem, ele me fisgou. Queria conhecê-lo por dentro... Sentia a necessidade!

O segui até a casa dele uma vez, puxei meus óculos para o topo da cabeça e o vi entrar, segurando a mochila de uma maneira graciosa. Seus pais saíram alguns minutos depois. Ambos tinham trabalho e... Era meu momento de atacar.

Philips morava numa vizinhança de casas de classe média, provavelmente eu tinha apenas um pouco mais de dinheiro que ele... Bem, não importava. Tinha que me concentrar em escalar o muro até a janela dele.

Não era difícil, já havia feito aquilo várias vezes... Assim que escalei e entrei pela janela branca, pude ver seu quarto, bem decorado, todo gracioso. Sorri. Ele estava dormindo, como sempre fazia com facilidade no momento em que chegava da escola.

— Philips... – sussurrei seu nome, aproximando meus dedos compridos de seu cabelo loiro. Lindo, definitivamente.

Corri com meu dedo do seu pescoço fino até seu peito. Ele finalmente acordou, me olhando com espanto. Arregalou os olhinhos verdes, mas em choque não gritou nem se afastou. Peguei a faca prateada de meu bolso e coloquei no pescoço dele.

— Não grite – murmurei. Ele conhecia o objeto, obviamente. Conhecia também a dor que ele causava e o quão perigoso aquela pequena faca podia ser.

Abri sua blusa de botões. As crianças sempre são bem arrumadas pelos pais, acho isso tão bonito. Sua pele branca era linda, seu rosto já ficava um tanto vermelho de nervoso e vergonha. Puxei sua calça com cuidado, o libertando daquela cueca branca tão bem lavada e o deixando nú rente a mim. Não é muito mais bonito cortar uma pessoa quando não há nenhuma peça de roupa para atrapalhar?

Ele se remexeu um pouco, mas não gritou. Começou a chorar silenciosamente, coisa que, quando eu era criança, nunca tivera a habilidade de conseguir. Quando chorava, era para chamar atenção, não por medo ou tristeza.

Cada osso seu adequava-se ao seu corpo perfeitamente. Sorri enquanto o olhava. Passei minha mão por seu rosto, relei no seu pequeno membro. O queria ver excitado com seu assassino. Para mim isso seria excitante.

Logo que relei, seu membro inchou. Ele arregalou os olhos. Comecei a masturbá-lo com uma de minhas mãos enquanto a outra apenas acariciava seu corpo. Nunca tinha feito sexo com qualquer uma das pessoas que eu matava, e não pretendia começar naquela hora, mas tinha algo nele, na sua inocência que me agradava. Provavelmente nunca tinha se masturbado... Morrer sem saber como era aquilo me fazia sentir pena.

Logo que senti o fruto de seu prazer em minha mão, pude vê-lo se segurando para não gemer. Sorri. Mas eu não podia enrolar. Tinha de ser rápido. Como matar rápido? Corte a cabeça, depois você brinca com o corpo. Não podia fazer aquilo, então apenas cortei seu pescoço com habilidade, o sangue começou a jorrar... Vermelho. Fazia um contraste lindo com sua pele branca. Limpei seu gozo no lençol branco e comecei a abrir cada junta que eu encontrava. Adorei seus pequenos dedos. Abria-os, sorrindo. Suas pernas foram divertidas. Tão pequeninas e brancas. Separei uma parte da outra sem piedade.

Há ha! Que lindo trabalho!

Me virei e vi um garoto bem mais novo que Philips, talvez 4 ou 5 anos, parado, me olhando como se me admirasse. O encarei por um bom tempo antes que ele abrisse a pequena boca avermelhada para dizer alguma coisa.

— Você... É o anjo que eu pedi? – perguntou ele, com inocência.

— Como? – perguntei, claramente assustado. Por mais que devesse fugir, não conseguia.

— Mamãe disse que quando uma pessoa me maltratasse, eu devia pedir a um anjo para me proteger – murmurou, parecia estar vendo um milagre – Eu implorei a um anjo para que desse um jeito no meu irmão... Ele... Sempre me maltrata.

Um anjo com asas negras...

- Você... É o meu anjo? – perguntou ele, claramente interessado.

— Sou seu anjo – e não me resisti ao aproximar e roubar um beijo daqueles lábios virgens. Apenas um encostar de lábios basta...

E parti...

E já estava imaginando... Seus pais iriam chegar, ele era o único em casa àquela tarde, provavelmente iriam perguntar se o pequeno menino havia visto alguma coisa e ele iria responder:

— Foi um anjo, papai...

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