Sexta-feira, o dia em que a mãe de Ana finalmente sairia do hospital. A minha amiga, em função disso, só viria depois do intervalo, o que fez com que eu mal pudesse esperar para saber as novidades. As aulas passaram se arrastando e tão logo o intervalo foi anunciado, saí da sala.

Fui até a sala de música, onde encontrei Gabriel tocando violão mais uma vez (já havia se tornado um hábito). Ao vê-lo logo lembrei-me de uma palavra que vimos hoje em aula: petiz, que combinava perfeitamente com sua expressão moleca de felicidade. Sorrindo, aproximei-me do garoto, ao que ele correspondeu rapidamente, me beijando em seguida. Ficamos juntos o intervalo inteiro, como vinhamos fazendo nos últimos dias, visto que esse era o único momento que podíamos ficar juntos até a final do campeonato de futebol.

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Ao chegar na sala, ao término do intervalo, acabei esbarrando em alguém e ao ver quem era não podia acreditar no meu azar: havia esbarrado justamente nas patricinhas! Ao perceber isso rapidamente tentei sair da frente delas, mas não consegui antes de ouvir suas provocações descabidas. O único fato que me fez ignorá-las foi ver Ana, pois estava ansiosa por notícias de sua mãe.