Secrets Of a Life

Capítulo 64 - Os amores da minha existência


Entrei no quarto com o coração na boca.

- Carlisle? - falei como se de alguma maneira ele pudesse me responder. - Não, não! - falei incrédula mexendo o cobertor dele no berço, então Edwad entrou no quarto, tão desnorteado quanto eu.

- Bella...

- Ele o levou Edward, ele o levou! - Falei antes de disparar porta a fora ao ouvir o som de um carro em movimento.

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Desci tão rápido que quase tropecei na escada. Olhei pelo jardim mas não havia ninguém. Desci a rua tentando avistar um carro ou o que fosse, mas nada! Corri pelas ruas próximas até me sentar exausta na calçada. A respiração era difícil, as lágrimas inundavam o meu rosto. Esfreguei as mãos nos olhos, respirei fundo e levantei com o intuito de continuar procurando. Voltei para a rua em que eu morava e perguntei aos visinhos se haviam visto algo, mas nada. Foi então que eu avistei, ali inerte no meio da rua, uma toquinha azul, a mesma que horas antes aquecia meu filho. Me aproximei, e me ajoelhei próximo a peça de roupa que a pouco havia sido deixada pra traz.

- Não... isso não é justo! – falei em meio ao choro.

- Bella... – Edward falou tentando me levantar.

- Eu quero o meu filho. – falei ficando de pé o abraçando.

- Nós vamos encontrra-lo. – ele disse triste.

- Eu quero o MEU FILHO!!!– falei me debatendo. - Eu disse que ele estava perto!!!

- Como pode ter tanta certeza Bella?

- EU DISSE QUE ELE ESTAVA PERTO, EU FALEI QUE ELE IA FAZER ALGO DE RUIM! – falei me afastando dele. – Por que você não acredita? – falei com o corpo cansado de tanto chorar.

A vista estava embaçada, minha cabeça parecia que ia explodir.

- Vamos encontrra-lo Bella... – ele falou e eu me lancei de volta aos seus braços.

- Eu só quero meu filho de volta Edward, trás o meu filho de volta, por favor... – falei, então tudo ficou escuro.

Acordei deitada em meu quarto com Alice ao meu lado, dormindo um sono tranqüilamente juvenil. Acariciei seus cabelos e ao despertar me abraçou.

- A policia vai trazer o mano de volta né mãe?

Eu até tentei falar, mas o nó na minha garganta não me deixou emitir uma única palavra. Então eu a abracei forte, tentando arrumar forças pra continuar vivendo, se não por mim, por Alice.

(...)

Depois de prestar queixa a polícia, voltamos pra casa e enquanto eu dava banho em Alice, Edward dava a triste notícia a amigos e familiares. Coloquei Alice para dormir em nosso quarto, pois estava com medo de que o homem voltasse, ciente de que eu não suportaria perde-la também. Após trancar a casa toda, dormi completamente exausta, abraçada a duas das três razões da minha.