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1 Capítulo 61 - Paris
CENA 1
Entrei na estufa, sentindo o calor e a umidade costumeiras. Estava no meu dia de limpar os vidros.
Uma mesa no centro continha vasos de cactos, bromélias, cujas folhas me lembravam o formato de uma pena, das cores vermelha e amarela, samambaias e avencas.
À esquerda, uma coleção de orquídeas se destacava em pequenos vasos e suportes, cada uma com suas flores exóticas em tons variados. Algumas apresentavam pétalas em um gradiente de branco e vermelho, enquanto outras tinham detalhes sutis de amarelo e azul. Apenas uma era roxa e branca, a que intitulei com minha.
No canto direito da estufa, dois pés de rosas brancas, outro de vermelhas. Eles dividiram espaço com algumas espécies de nome complicado que mereceriam uma boa consulta em atlas de botânicas. Mais adiante,um exemplar de Strelitzias, uma planta similar a um pássaro em voo, com flores laranja e azul escuro.
“Isso é Mozart?” Meu pai apontou para o rádio portátil que deixei ligado no canto tocando música clássica.
“Tchaikovsky” Respondi tentando espiar o que havia dentro da caixa que ele trazia.
“Ah, sim, mas são todos iguais, não?” sorriu brincalhão.
“É claro que não.” meneei a cabeça. “O que é isso? Ah, não! Outra orquídea?” Ri
“Mas essa é especial.”
“Todas são para você!”
“Tem razão…”aumentou o sorriso.
Orquídeas eram de longe as suas plantas favoritas. A cada viagem, ele trazia uma nova, e cada uma delas sempre carregava uma história…
Ele havia trazido essa particularmente da província de Clermont, estavam cuidando dela na universidade,até que a cederam para sua coleção.
Suas pétalas avermelhadas, em um tom entre rosa pink e vermelho, eram acentuadas por uma pétala violeta.
“Ela é linda.” pontuei.”Parece até produzida em laboratório, mas eu acredito em você se disser que achou por aí…E onde vamos colocá-la?”
Enquanto eu terminava minha tarefa, ele se encarregou de levar alguns cactos para o jardim, para que sobrasse espaço. Puxei uma cadeira, quando acabei para ouvir sua narrativa, ao passo que ele molhava as plantas.
“E como vai a apresentação?” me interrogou após um tempo.
"Bom…minha professora de teatro cancelou a participação do coral de música porque o tema da peça ficou um pouco menos melancólico, e ela foi na onda da garota que vai ser a atriz principal. Simplesmente vão colocar um som pronto..."
"Poxa, que pena. Você estava treinando muito..."
"...pois é." Sorri fraco.
"Ah, relaxa." Dei de ombros. "Eu e os dois garotos violinistas não treinamos por tanto tempo assim... Nem chegamos a ensaiar as músicas juntos..."Respirei fundo."Eu estou um pouco preocupada, na verdade, em como isso iria me ajudar e não vai mais para entrevista de Columbia..."
Era o último ano da escola, e os alunos estavam estudando para o exame de entrada em várias universidades do país. Meu objetivo era entrar na Universidade de Columbia, onde meus pais eram professores dos cursos de Biologia e Matemática.
"Acho que a participação em atividades extracurriculares é ótima. Esses anos no roteiro e decoração do teatro, a ajuda no clube de literatura, desenho, e no grupo de visitas a asilos e orfanatos pela escola: tudo isso é mais que suficiente, a meu ver." Ele sorriu. "Você só precisa de uma boa nota nesse exame. Se dedique e estará dentro."Piscou. "Já decidiu qual vai ser o seu curso?"
Fiz que não com a cabeça.
Eu tinha uma dúvida crucial entre literatura, artes ou música. Estava incerta porque a concorrência era enorme.
Para música, era uma prova teórica, entrevista e audição com o instrumento de preferência. Isso exigia um bom tempo de preparo que eu não teria se demorasse a escolher.
"E o Tyler? O que vai fazer...Culinária?” Assenti.”Que falta de criatividade,vocês. Nem para arriscarem com a botânica.”Fez uma falsa cara de decepção.
Meneei a cabeça.
Eu ri, seguida por ele.
"E o Tyler? Onde ele está?"
"Está no treino de beisebol hoje."
"E você não foi torcer para ele?"
"Não, era só um treino, pai, não um jogo."
"Ah, é verdade!" Ele riu.
Meneei a cabeça, vendo como ele, distraído, deixava a cabeça no automático (já estava virando o jarro sem água).
“Deixa que eu encho para você estava jogando…”
“
Enquanto isso, eu já tinha acabado de regar o jardim lá fora e estava à sua espera para decorarmos a entrada.
Fui buscar o (instrumento).
Rosie entra e vê Osten na TV.
Coloquei o li
Achei que ela estaria corrigindo provas de alunos no quarto, mas estava vendo Tv,algo raro. E o mais intrigante era o assunto do canal de notícias.
“Dei um pulo.”
Sua mãe estava num canto assistindo também, e zoa Rosie dizendo que a viu "babando" por Osten, algo assim [risos].
Rosie comenta que sente pena da família real: ele praticamente foi obrigado a fazer esse trabalho. Kriss discorda: talvez ele goste. Elas comentam sobre isso.
"Eu me enganei sobre o Maxon: achei que ele seria tirânico como o pai, até conhecê-lo."
Kriss sugere que, pelo jeito, Osten gosta do que faz, já que está sempre envolvido com isso, fala bem vários idiomas e está em tudo o que acontece no palácio, pelas notícias.
Rosie pensa que jamais cruzaria o caminho de Osten para saber mais sobre ele, mas sentiu curiosidade.
Rosie comenta com Kriss o que ela deveria ter feito quando percebeu que Maxon jamais a amaria.
“Tenho um pouco de vergonha quando lembro.” franziu a testa.” Aquela versão de mim mesma, tão obcecada em agradar e conquistar algo que hoje nem faz mais sentido… O apoio dos nortistas e o amor do príncipe era tudo o que importava. No final, eles escolheram America, e eu fiquei me perguntando por que perdi tanto tempo tentando algo que não era pra mim. Às vezes, a verdade está bem na nossa cara, mas a gente não quer enxergar.”
…
CENA 2
“Achei a Torre Eiffel !!!”
Amy se sobressaltou, olhando para a janela do lado oposto, onde estava Audrey. Ambas estavam loucas para encontrar esse ponto turístico…
“Parece um sonho, não acredito que estamos aqui!”
“Rosie, muito obrigada por ser francesa!”Audrey exclamou, me fazendo rir.
Pra falar a verdade tudo aquilo ainda era muito estranho para mim.
As famosas casas de arquitetura padronizada foram ficando cada vez mais nítidas conforme o avião diminuiu a altitude. Passamos por cima de pontes sobre o rio Sena até finalmente alcançar a pista de aterrissagem.
Estávamos em um avião de pequeno porte. Foi uma viagem rápida, em torno de uma hora, diferente da que Osten e a Elite fariam para Moscou.
Eles deviam estar saindo de Londres naquele momento…
Senti uma pontada no estômago ao pensar nas possíveis reações de Osten ao ler a carta que deixei, junto ao relatório, em sua mesa: Surpresa? Ressentimento? Tédio? Alívio?
Meneei a cabeça. Se eu quisesse saber isso logo deveria ter conversado com ele.
Antes de tudo, éramos amigos, eu deveria ter sido menos evasiva. Porém, não adiantava agora. O certo é que se já estávamos distantes, aquilo se iria intensificar com o passar dos dias.
Audrey me barrou antes que eu andasse em direção a porta para checar minha maquiagem, a qual refizeram sem qualquer comentário duas vezes antes do pouso.
“Pisca um pouco.” atendi a seu pedido.”Acho melhor você continuar com os óculos, só para o caso de…”
“Sim, tem razão.” ela pôs a mão no meu ombro com um sorriso fraco.
Respirei fundo. O que menos precisava era chamar mais atenção.A última coisa que eu precisava era de mais manchetes.
“Foi um imenso prazer para nós, senhoritas. Esperamos que tenham uma boa estadia!”
Acenamos de volta para o piloto e copiloto, seguindo os guardas até as escadas.
“Rosie, pode nos falar sobre sua saída da Seleção?Por que o príncipe Osten a dispensou?”
Respirei fundo. Foi possível evitá-los no aeroporto de Londres, pois nos levaram direto para uma ala isolada e em seguida às pressas para a sala de embarque. Mas uma hora ou outra iriam me abordar. Era melhor dar logo o que queriam e me livrar.
“Não saí da Seleção. Estou em viagem também, só me dispersei do grupo.”
“Pretende voltar a Columbia ou vai morar com sua família biológica?”
“Estou aqui para ver minha família biológica, apenas.” respondi aos repórteres, eles estavam pelo visto obcecados com uma possível reportagem de eliminação sobre a Seleção.
“O que Osten disse sobre sua saída?”
“Ele concordou.”
“Tem algo que queira dizer sobre deixar a viagem com a Elite?”
“Bom, eu...” Reconheci um grupo de pessoas em particular vindo até nós: minha família biológica.” Eu tenho meus próprios objetivos aqui, e eles os deles por lá… Espero que dê tudo certo, com licença, bom dia.”
Encurtei a distância até Allan, Marie e Oliver.
“Como foi a viagem, filha?”
Sorri para Allan.
“Tranquila, obrigada.”
“Finalmente em casa.”Marie segurou uma de minhas mãos com uma expressão tão radiante que se eu não tivesse sido antes avisada sobre seu real caráter teria caído facilmente em seu fingimento.” Você vai se apaixonar por sua terra natal em um piscar de olhos, vai ser como se nunca tivesse saído…”
Assenti apenas, observando Oliver se aproximar de mim com uma expressão de puro ódio. Mas não por mim. Afinal, ele agora era o "ex-príncipe traidor", não mais um futuro membro da realeza italiana.
“Abutres,” murmurou, pedindo aos seguranças que afastassem a imprensa. Agradeci-o mentalmente por isso. Sua face se tornou neutra ao olhar para mim.”Saudades, irmã. Bem vinda de volta.”
Digamos que ele foi até ‘simpático’ ao me abraçar, o que era justificado pelos olhares restantes sobre nós.
“Então, vamos?”perguntou Allan”Temos um dia cheio pela frente!”
“Planejamos um pequeno passeio pela cidade, nós quatro.” disse Marie.“E, antes que fiquem perdidas, ” olhou para Amy e Audrey.”Vocês vão para casa da minha irmã, Margot, que por sinal está atrasada.”
“Ela acabou de chegar.”pontuou Oliver.
Minha tia andava com pressa segurando nas mãos de minha (adorável) priminha Danielle, enquanto meu primo Isaac vinha mais atrás, a seu ritmo.
“Ah, saudades da minha sobrinha maravilhosa!” me deu um abraço de urso.
“C'est Ratatouille. C'est mon furet, il a 2 ans, c'est un mâle, il est très brouillon!” (É Ratatouille. Esse é o meu furão, ele tem 2 anos, é macho, é muito bagunceiro!)
Meu cérebro quase deu uma pane com a velocidade da fala de Dani, mas consegui traduzir.
Foi muito rápido, Amy deu um grito de pavor quando a loirinha inclinou o bichinho em sua direção, mas Audrey o pegou na mesma hora.
“Alguém diz para ela que ele é a coisa mais fofa que eu já vi!”
A tia Megan traduziu por ela
“il est adorable” falei a Dani, que sorriu de volta para mim. Enquanto isso, Audrey ria com as cócegas que o furão fazia em seu braço.
“O nome é…”
“É o nome de uma comida que Danielle gostou quando fomos em um restaurante.”disse Isaac a Amy, com uma expressão de tédio.” Por falar nisso.
Andamos todos juntos até o estacionamento.
“Aqui nos separamos.” disse a tia Margot ao parar diante seu carro.”Depois que seus pais matarem a saudade de você, vou te sequestrar para mim e não devolvo mais.”
Ela piscou e fez um sinal para que Amy e Audrey a seguissem.
Apesar de preferir a companhia delas, senti que foi melhor que elas fossem com Margot, Dani e Isaac. Pelo visto, eles seriam bons guias turísticos e elas mereciam se divertir.
CENA 3
“Estamos indo para Le Vesinet depois daqui” Disse Allan, assim que começou a dirigir.”Foi onde sua mãe cresceu e onde ainda fica nossa antiga casa.Eu recebi uma proposta da Itália pouco tempo depois do seu sumiço. Viemos poucas vezes aqui, mais a trabalho. Mas nunca descartamos a ideia de voltar definitivamente para França. É uma possibilidade.”
“Deixamos a propriedade alugada quando nos mudamos para Itália.” disse Marie” No fundo sempre acreditamos em voltar.”
Eles trocaram um sorriso.
“Vamos rodar um pouco pela cidade, e mais tarde almoçamos.Qual sua preferência de comida?”
“Ah, como qualquer coisa…”Respondi Allan enquanto caminhávamos até o estacionamento.
“Não tem alergia a nada ou…”
“Não, não se preocupe.”
“Ah, que coisa boa!” Sorriu.
Marie me encarou.
“Qual o seu nível de francês, Rosie?”
“Dado que ela não consegue entender uma só palavra que Danielle diz, acho que não muito.”
Respirei fundo.
“Não é muito bom, como Oliver disse.Mas estudei o básico na escola e também vi um pouco no palácio de Illea com uma professora.”
“Hum, sim… Estou pensando em pagar um instrutor temporário para você. Mas vou avaliar.”
Por um instante, quase respondi que não ficaria muito tempo por ali, então não havia necessidade. Mas me ocorreu que qualquer que fosse minha resposta, Marie faria o que quisesse.
“Ah, olha” Allan parou em um sinal e apontou numa direção específica.
“Aquela é a embaixada de Illea, já tive algumas reuniões com o príncipe Osten aí, mas principalmente com os representantes de lá.”
“É um prédio bem bonito, confesso. Mas carece de mais vida.”comentou Marie.”Uma vidraçaria ou uma estátua, algo do tipo. Esse pode ser o lugar até você e Osten passem a morar. Se isso acontecer, por favor, o convença de fazer algumas reformas.”
“...Certo, “ só resolvi concordar no momento, a contragosto.
Ela continuou com o assunto.
“O príncipe, inclusive, já te disse onde pretende morar?”
“Ele me disse uma vez que a chefia dele estava para decidir.”comentou Allan.
“Ainda não… conversamos sobre isso.”
Marie me encarou séria por um instante. Por fim, assentiu.
“Entendo.”
Fez-se um silêncio. Oliver o interrompeu comentando sobre um clube de golfe.
“Esse é novo. Não me lembrava dele por aqui nessas redondezas. Poderíamos vir aqui para jogar golfe, Rosie?”
“ Não…”
Nossa primeira parada
Chegamos a um hotel internacional. Allan deixou o carro com um manobrista, assim que saímos.
O restaurante ficava no segundo andar e a mesa que reservaram tinha uma vista para o rio Sena.
“ Vê se não esquece de pagar a conta dessa vez.”
Allan riu com ele.
“Muito bem lembrado, mas dessa vez eu paguei antes, na reserva.”
“Hum. Bom.”
Oliver parecia gostar genuinamente do pai. Fazia piadas o tempo todo com ele. E algo que não passou despercebido também foi o cuidado que Allan tinha com Marie. Talvez por seu caráter, talvez por não saber da traição.
Marie precisou ir ao banheiro e Allan foi acompanhá-la até a porta.
“Você sabe que está aqui apenas por um motivo: nosso marketing da empresa. Não sabemos como vamos usar isso por enquanto, já que… engraçado dizer,mas você me superou na impopularidade.” Sorriu irônico.” Mas
Após o almoço, fomos à famosa Torre Eiffel. Conseguimos usar o elevador, pois Allan queria tirar fotos de nós lá de cima.Tentei me animar quando saímos do carro. Apesar de tudo, eu sempre gostei daquele ponto turístico. Tiramos fotos também às margens do rio Sena.
…
CENA 4/5/6/7
A maioria das folhas era seca enquanto eu passava pelo pequeno bosque. Eram casas com terrenos amplos que no momento estavam com poucas folhas, várias delas já teriam dado uma paisagem com folhas alaranjadas, agora poucas delas eram assim. Pelo andar do ano estavam mais secas, passeia por algumas, porém ainda com folhas alaranjadas.
Me deparei com Danielle no caminho de volta para a casa onde meu avô Marcel morava. Me sentei no balanço ao seu lado, como pediu.
“Plus haut! La vue de là-haut est magnifique, tu vois, Rosie?” (Mais alto! A vista lá de cima é magnífica, viu, Rosie?)
A vista era para uma colina com o bosque e várias casas.
Nossos balanços estavam um ao lado do outro. Ela me incentivava a ir mais alto, acatei seu pedido até certo ponto.
Danielle era adorável…Eu não tive a oportunidade de falar com ela antes.
Havia uma marca assinada de Oliver em um dos apoios do balanço.Não evitei pensar que... se eu nunca tivesse saído daquela família, possivelmente teria passado minha infância naquele lugar.
Dava para ver a casa onde Allan e Marie moravam dali.
A casa era feita de pedras beges, portões de madeira, vários pinheiros artificiais e um jardim de crisântemos.
Eles tinham me mostrado o quarto onde eu ficaria,caso. Ele estava intacto. Tinha sido a condição de Allan para o aluguel da casa: que o mantivessem como tinham deixado. Ali havia berço branco e dourado com fronhas rosa, paredes cor bege, móveis brancos ornamentados com desenhos abstratos dourados, cortinas também claras e uma iluminação branca. O chão era de madeira clara.
"As-tu déjà pris des cours de valse ?" (“Você teve aulas de valsa?")
“Non… j'ai juste dansé un peu. Ce n'était pas une vraie valse.”(“Não, eu só dancei um pouco. Não foi uma valsa de verdade”)
"Avez-vous porté une couronne?"(“Você usou coroa?”)
Neguei.
“As-tu porté un diadème?”(“Usou uma tiara?)
“Une fois, lors d'une fête.” ("Uma vez, em uma festa.")
"Vous devriez l'utiliser plus souvent, les princesses le font." ("Você devia usar usar mais vezes, princesas usam.")
Sorri assentindo.
“Oui, tu as raison…” ("Sim, tem razão...")
"Puis-je l'emprunter pour une journée?" (Posso pegar emprestado por um dia?)
“Oui.Bien sûr, vous pouvez.” (Sim. Claro que você pode.”)
Engoli em seco. Como prometeria algo que...
Suspirei. Deveria haver outro assunto, qualquer outro...
“Il fait très froid ici.Entrez” (Está muito frio aqui.Entrem)
Olhamos para trás, vendo a tia Madeline, com sua expressão séria.
“E Rosie, tem uma ligação para você, é do príncipe Osten Schreave.”
Mesmo que ela não tenha dito em francês, Dani reconheceu o nome dele e se empolgou.
“Est-ce qu'elle manque déjà au prince charmant?” (O príncipe encantado já sente falta dela?)
Madeline fez uma careta e me olhou com humor.
“cela semble être le cas” (“Parece que sim”)
Entrei primeiro. Aquela casa tinha uma decoração de teto,chão e paredes de madeira escura, além de vários lustres que lhe conferiam uma iluminação alaranjada.
Passei por
Segui um dos empregados e passei por
Fechei a porta agradecendo pela ajuda para chegar ao quarto onde o telefone ficava. Olhei para o objeto por alguns instantes antes de atender.
“...Oi.”
“Oi, Rosie, não quero atrapalhar seu jantar… Só queria saber de você. Hoje pela manhã foi uma correria, não perguntei se melhorou do resfriado.”
“Estou bem melhor,obrigada.”
“Que bom…E a viagem?”
“Hum, passei o dia por Paris. E… agora estou em Le Vesinet, terra natal da minha mãe, pelo que entendi.”
“Está de noite aqui também… Desculpe só ligar agora.Estamos hospedados na embaixada de Illea aqui de Moscou.Cheguei às três da tarde aqui, mas só fiquei livre para ligar agora a noite.”
Na Rússia, ao contrário de muitos países europeus, não havia monarquia; era uma república federativa com um sistema presidencial. Boa parte dela, inclusive a asiática, não estava fixada ao território da Nova Ásia.
“Se quiser sair daí, por qualquer motivo, me avise.”
“Pode deixar… obrigada.”
“Está tudo bem, mesmo Rosie?”
Suspirei
“Está, estou segura, ainda mais com essa guarda toda. Como estão as coisas aí?”
“Como estão as atividades por aí?”
“Está bem movimentado. Reunião com o presidente assim que chegamos. Nos mostraram o parlamento e (...). Você não me disse, como é realmente estar com os Artois, nesses passeios, posso estar super enganado, mas me parece que estava se divertindo, pelo menos no (...).”
“É, de certa forma, estava…”
“Em alguns dias vamos nos encontrar, no palácio de Versalhes. Ahren e Camille estão preparando um evento. Você vai poder ver suas alunas (de violino)…”
Giselle, Valerie, Corinne. Parecia uma eternidade desde a última vez que as vi.
A normalidade com que ele falava só indicava uma coisa: Ele não leu a carta.
Ele não citava a carta de modo nenhum. Parecia normal falando.
Me obriguei a manter a sanidade. Havia sim o risco dele ter perdido a folha, mas deixei carta estava em baixo dos relatórios.Ele deveria ter guardado com o restante dos documentos. Talvez fosse um sinal para que eu conversasse com ele sobre o assunto.
“Boa noite, Rosie. Amanhã te ligo de novo e conversamos com mais calma.”
…
CENA 8- a partir dessa cena checar na folha de rascunho escrita cena por cena porque tem coisa extra pra acrescentar
" Você vão fazer um comercial amanhã, para empresa." Disse Marie." Madeline?"
" Está tudo certo."
" Ótimo." Marie fez uma expressão satisfeita.
Peguei a conversa que tinham na sala de estar pela metade.
Me sentei de frente para meu avô Marcel. Ele me lançou um sorriso caloroso.
“Uma bela escolha de colar.” Apontou para a peça que Allan me devolveu em Roma.
Observei Oliver sentado brincando de algum jogo batendo as mãos Dani que estava em pé a sua frente. Ela ria alto quando ele se atrapalhava.
“Estamos esperando nossos vizinhos para jantar.” Esclareceu Allan com uma voz mais baixa.” Eles pais da melhor amiga de sua mãe, Celine. Ela morreu há muitos anos dando a luz.”
“Somos Claude e Sara Blanchet.” o senhor estendeu a mão.”Uma honra conhecê-la.”
“Rosie, prazer, Sr., Sra;”
“Você é a cara da Marie!”
“ Laura, nossa neta. Ama música como você!”
Fomos para a mesa.
“Seu avô
"Margot foi a única que não assumiu nada na empresa.”
“Pois é papai…” Fiz administração.”me encarou.” Will, pai dos meninos, ele se mudou para Alemanha depois do divorcio, mas sempre aparece vez ou outra para buscar os meninos para um passeio”
“Seu avô é sócio e já foi professor de violino aqui dessa escola.”disse Sara.” Até hoje toca com alguns amigos em cafés parisienses e frequenta leilões em favor de doações de instrumentos.”
CENA 9/10-O orfanato e o Marketing: Marie sendo um porre com Rosie.
Uma das amigas de Marie tinha o orfanato. A empresa de Marie estava financiando as aulas de música para as crianças em prol de ibope. Aquele era um encontro de mulheres do ‘nivel de Marie’. Um encontro para de comemoração para falar das memorias do lugar e um almoço.
Éramos escoltados por outros carros com seguranças. Deixamos Madeline na empresa.
Parei diante de Oliver.
“Você aqui?”
“Que tipo de preconceito é esse?” ele me olhou de modo ofendido.
“Imagino que não esteja aqui porque quer.”
Pode desenhar com eles e assistir ao treino
Pelo que ouvi de um dos funcionários de marketing da empresa Artois, aquelas imagens só iriam ao ar em alguns meses, em virtude da má reputação de Oliver e também da minha.
Saber que era apenas uma peça para eles era mais do que revoltante, mas eu jamais me perdoaria se amanhecesse com notícias e especulações sobre meus pais adotivos terem algo a ver com o meu sumiço quando recém nascida. Estar na companhia dos Artois/Beaufoy era um preço doloroso a pagar.
Marie manda Rosie fazer um discurso
“Lyssa Artois Beaufoy.”
Demorei certo tempo para entender que falavam comigo.
“Quero que diga algumas palavras.” o homem me entregou o microfone.
" Você pode falar algumas palavras depois de sua mãe."
" No improviso?"
" Pensei que fosse boa de oratória. Não vai ser uma princesa?" Marie me olhou." Apenas agradeça pelo convite e diga que está muito feliz. Isso você consegue não é?"
Respirei fundo. Meu francês agarrado, apenas recitei as palavras que Marcel me pediu.
As palmas vieram, e me senti aliviada por poder me sentar novamente.
Marie me chamou.
"Oliver não te passou os nossos termos? Seja mais convincente."
Senti um arrepio na espinha.
Prendi o riso ao ver Oliver esconder a careta quando as crianças o cercaram.
As crianças fizeram uma roda.
“Como seguro esse arco?” (EM FRANCÊS)
Ensinei a algumas delas. (ROSIE SE ESFORÇANDO PARA ENTENDÊ-LAS AO MÁXIMO, PRECISANDO ÀS VEZES DE UM FUNCIONÁRIO CONVERTENDO)
Eu podia sentir uma das câmeras apontadas para nós. Claro, eles não iriam perder essa oportunidade.
“Você poderia voltar aqui para dar aula para eles!”disse a funcionária
Confirmei.
“Posso tentar sim.” sorri.”Eu não estou no controle da minha agenda no momento, mas vou me lembrar disso.”
CENA 11/12- segunda ligação rosten
" Comentei apenas com Phoebe, esses dias, me disse que Illea está a mesma coisa de antes... Os conflitos, a Seleção que você me disse ter sido para acalmar os ânimos.
" A Seleção não foi em vão. Posso ter até ter sido uma tentativaui motivado, você sabe, por problemas pessoais, fui egoísta. Mas também foi uma tentativa de acalmar os ânimos."
"
" Sim, está. Por mais que eu quisesse, existem coisas que estão fora do nosso poder mudar(ele está falando da situação política de Illea)."
" A politica de Illea está uma bagunça... Como Eadlyn entregou o poder para Republica, a interferência dela não é muito significativa também. Isso a frustra, às vezes."
"É eu sei..."
" E quanto a mim." Riu irônico." A um tempo atrás, quando escolhi diplomacia, pensei que teria uma certa capacidade de mudar as coisas. É frustrante trabalhar para que."
"Eu realmente escolhi isso por paixão."
"Isso é importante."falei.
"É o que me motiva a continuar, por mais que o cenário não seja lá o dos melhores..."
" Fomos ver uma orquestra, que tocou: nome da orquestra. Pedi ao músico que tpcasse um repertório que a Rosie adora( ver um) Estão noticiando em um canal francês, ele procurou saber com a midia.(ela cita o canal). Se ela quiser ver: e dá o horario."
“Obrigada.”
"Acho que nunca te perguntei como veio a se interessar por violinos..." (Como veio a ter interesse?, apos ele dizer sobre seu amor incondicional sobre diplomacia).
"Minha mãe me avisou que seria assim, Osten. A imprensa deixou ela desconfortável por muito tempo depois... Ela me disse
" Você deve saber, ela era uma nortista quando foi para o palácio."
" Sim, o Gavril e muitos outros também eram"
" Isso.." ri fraco.
Tinha sido um choque para mim descobrir as motivações políticas de minha mãe e avós adotivos.
"Por muito tempo ela disse que odiou a atenção da mídia no pós Seleção. Como ainda associavam ela à competição. Ela só queria viver a própria vida..."
Respirei fundo." Cresci sem vontade nenhuma de conhecer a família real, não me interessei pela Seleção de primeira por causa dela. Era uma traição na minha cabeça me envolver com a realeza. E só me inscrevi, porque ela mesma me disse que me arrependeria no futuro se não tivesse ao menos me inscrito por causa dela."
Ele permaneceu quieto, então finalizei meu raciocínio.
" Eu sempre tive medo da opinião que teriam sobre mim, ao ser eliminada cedo ou ao sair do palácio em qualquer momento, em viver a mesma experiência negativa que ela viveu. Acho... que não precisava desse drama todo, afinal, minha imagem é trezentas vezes pior do que a dela, mas não é como isso fosse me matar..." meneei a cabeça." Eu só precisava de um tempo... disso tudo."
Conhecendo Osten como eu conhecia, poderia ter colocado tudo às pressas na maleta e perdido o papel em meio aos seus documentos.
Se não leu a carta, então saberia o que eu pensava pela minha fala.
"Você fez bem em sair. Precisava de um tempo para você. Descanse e tente aproveitar um pouco mais da cidade, se chegar a sair com eles. Já percebi pelo que disse, nem todos eles são tão ruins quanto parecia. Se divirta, por favor."
O sinal de um funcionário de Marie.
" Tenho que desligar..."(Rosie é quem desliga agora)
" Tudo bem, até mais..."
" Até..."
CENA 13
Entramos nos carros às 18h. Deveriamos chegar ao recital marcado com meia hora de antecedência.
Fui num carro dirigido por Allan, na companhia de tia Madeline e Marie.
" Você está na cidade das luzes, simplesmente aproveite." Ele falou do volante.
A única luz que realmente me chamava atenção naquele momento era a refletida em uma mistura de cores pela água da chuva no asfalto.
Respirei fundo. Seria uma longa noite.
A intensidade da chuva aumentou durante o percurso. Quase não era possível enxergar um palmo à frente de tanta água.
Nossa recepção foi poupada de excesso de câmeras pelo fato do estacionamento ser interno.
Não era novidade que o casarão, localizado em Passy,um dos bairros mais nobres de Paris, estaria repleto de pessoas do 'mesmo nível' social que a família Artois.
Sentamos por cinco minutos em uma mesa reservada para mais de dez lugares.
Aquele evento beneficente serviria para arrecadar fundos para caridade. Sentei à mesa reservada para a família Artois sentindo os cochichos nada discretos.
E observei o meu avô Marcel ficar impaciente com isso.
“Talvez seja melhor considerar música. Isso ainda pode funcionar” Oliver sussurrou para Madeline.
Mas Marcel e Marie me fizeram levantar para caminhar com eles pelo salão, conhecendo as pessoas.
Ambos tentavam o tempo todo me apresentar a cada pessoa, tocando na tecla de que estavam 'muito felizes por finalmente reunir a família'.
"Mon Amour…"
Parei a caminhada.
A voz não era igual.
Mas olhei para trás vendo um homem cochichar algo no ouvido de sua parceira e ela rir.
"Você sabe...Convivemos há tanto tempo e não temos apelidos um para o outro… Talvez francês seja uma boa língua para pronúncia …Meu amor, mon amour. Minha querida, mon cheri. Minha senhorita, Ma mademoiselle, o que acha?”
Parando para pensar, Osten deveria estar em algum tipo de reunião com o primeiro ministro em um ambiente nao tão diferente daquele: Cumprimentos falsos, comentários superficiais trocados sobre a aparência.
Katie deveria estar tentando chamar atenção de qualquer homem russo rico.
Jade de olho no figurino das mulheres, se divertindo com novas amizades.
Paige se misturando ao mundo da diplomacia. Osten imerso nele, papeando com várias pessoas sem parar. Ophelia o ajudando.
Quase tropecei no ressalto,se não fosse pela ajuda da tia Margot.
"Você está bem?"
Assenti.
"Obrigada"
Odiava a maneira como voltava periodicamente a pensar em Osten e Ophelia.
Queria apenas esquecer tudo. Eu tinha viajado justamente por isso.
" Com licença..."
Olhei para o lado.
Rosie conhecendo os corredores da escola/faculdade de música, ficando fascinada.
"Como diretora dessa instituição,fico honrada em apresentar nossa 32 turma."
Uma garota, que tocava maravilhosamente bem, abriu o recital ao som de (nome da música)
"Essa é a Laura Blanchet."Disse Madeline."Neta herdeira do casal que você acabou de conhecer, conversando com seu avô. A mãe dela (nome) era melhor amiga de sua mãe, quando crianças."
Tia Margot a interrompeu.
"Ela é uma aluna excelente da academia. Toca violino, piano, flauta, violão, bateria...Um verdadeiro prodígio."
A garota com um loiro e cabelos bem cacheados e olhos azuis piscina, sorriu para mim e estendeu sua mão. Eu estava em choque.
Pelos céus, não tinha o rosto moreno, nem os olhos castanhos, mas não era lá muito difícil esquecer a fisionomia de uma pessoa.
Era loira, com um cabelo curto e olhos azuis celeste, como os de sua avó materna
"Quando ninguém estiver por perto, me chame de Megan. É assim que minha mãe queria que eu me chamasse, e assim que eu gosto de ser chamada. Acredito que entenda,Rosie. Ou...prefere que eu diga Lyssa?"
"Rosie, eu prefiro Rosie, mesmo."disse encarando-a.
Pelos céus, não tinha o rosto moreno, nem os olhos castanhos, mas não era lá muito difícil esquecer a fisionomia de uma pessoa.
“Acompanho um pouco da Seleção. É... interessante."
Respirei fundo, trocando o olhar entre ela e minhas tias.
"Bom, eu fico feliz que tenha gostado. Se quiser posso te contar mais sobre algum detalhe, caso queira saber."
"Claro."assentiu.
"Isso. Eu tenho que me apressar para conversar com as pessoas que meus avós querem apresentar. Sei que tem muitas perguntas, mas não posso explicar tudo agora.”
“Ei !!”
“Também estou no projeto do orfanato, nos vemos por aí.”
Laura, ou melhor, Megan, acenou e eu não tive tempo de dizer mais nada.
Fui na direção de Amy e Audrey, ainda chocada.
Amy: “é isso? Finalmente a achamos?!”
Audy: “O cérebro de Eduard vai explodir.” riram.
…
CENA 14.1
Dani estava jogada no sofá com a cabeça encostada na almofada em meu colo. Ratatouille estava em um de seus momentos também estava debaixo da manta que os cobria.
"Oncle Allan, non!!!"
Ela não gostou quando Allan pegou o controle remoto para trocar a notícia.
Era uma noticia de Moscou. Da visita diplomática que Osten e o restante da Elite estavam fazendo.
"Allan, o que está acontecendo?"
Acabei não o chamando de pai de primeira, mas ele não apareceu para se importar com o fato, apenas me respondeu. Ele rapidamente me explicou.
A Rússia queria saber a posição de Illea quanto ao conflito Noruécia-Ásia pela ilha. Ela queria outros territórios da região, na verdade. Como desde o início da viagem, Osten e sua equipe tinham intenções específicas com ambos países, as coisas ficam um tanto… acirradas. O comunicado de Moscou dava a entender que Illea tinha acabado de tomar uma posição.
Bastava Illea desmentir.
"Eles caíram em uma cilada. Estou a serviço da Itália. Isso é uma crise com Illea, claro, mas pode ser que eu seja chamado para uma viagem, a qualquer momento."
" As equipes de Illea e da Italia estão tentando resolver isso a mais de um ano. Confesso que minha perspectiva de evitar um confronto está cada vez menor." Meneeou a cabeça" mas ainda há esperança"
Eles estão dizendo que…]
Allan acabou precisando viajar.
CENA 14.2
A Seleção não era um destaque importante na França, ao menos. Mas a palavra “Éliminée” (eliminada) deixava muito claro o tipo de notícia que eu esperava encontrar naquela manhã.
Apesar de entender a escrita em francês muito melhor do que pronúncia e escuta, tive certo trabalho.O texto falava sobre a elite seguindo para Moscou com Osten, enquanto eu ficava em Paris.
A insinuação era clara: minha ausência ao lado deles indicava que eu poderia ter sido eliminada da competição. Meu coração apertou ao ler aquelas palavras.
Havia menções ao baile na Inglaterra e ao meu estado de espírito.Segundo relatos eu estava séria, calada, distante das interações sociais. Apesar de dançar brevemente com Osten, ressaltaram que deixei a festa duas horas antes do término oficial.
Conseguiram também uma foto de mim de um momento em que eu me recordava estar circulando pelo salão acompanhando Jade e Paige. Eu estava por um momento sozinha e talvez distraída demais para ver o fotógrafo capturando a imagem. Me interpretaram como melancólica, e aquilo… não estava muito longe da verdade.
“Com licença, Srta. A Sra. Marie está te chamando.”
O empregado me deixou no cômodo e saiu rápido me lançando um olhar estranho.Marie parou em seu costumeiro lugar à mesa. Não a conhecia, mas ela estava visivelmente irada.
“Eu já imaginava que notícias como essa sairiam nos tabloides, só não contava com essa sua depressão. E com uma ligação tão curta e sem emoção ontem a noite.” pisquei atônita me perguntando como ela sabia que…”Me diz, Rosie,o quão séria é a sua relação com Osten Schreave? Estão noivos ou não estão? ”
“...Não oficialmente, mas…” ela continuou me encarando.” Não recomendo que espere pelo nosso casamento. Tudo pode acontecer, depende vários fatores que….”
“É pior do que eu pensava!”ela bateu sobre sua estante com tanta força que me surpreenderia se não tivesse ficasse ao menos um avermelhado”Allan me garantiu que tinha certeza de que o príncipe iria pedir sua mão.Quando te convidei, estava certa de que seria a próxima princesa de Illea. Nem pra segurar um homem você serve!”
“Não é questão de segurá-lo. Ele sempre foi livre para tomar a decisão que quisesse, e eu também.”
“Imprestável. Então não quer casar com ele?!”
“Eu não disse isso.”
“Ah, jura? Foi o que pareceu.” “Tenho outra pergunta para você. Sobre Brian. Seu pai tentou te contactar? “
Encarei-a sem palavras.
Estava ali a confissão que eu não esperava da parte dela: meu pai era Brian.
Ela também disse em alto e bom som, o que não era tão chocante se eu considerasse que Allan tinha saído naquela manhã para uma curta viagem de negócios.
”É claro que tentou.”riu”Não se engane, ele só deve estar atrás de sua herança", disse Marie, com um sorriso irônico enquanto balançava a cabeça. "Ele só queria meu dinheiro. Pelo menos acordei a tempo... Ou não", acrescentou, me olhando de cima a baixo. "O erro já estava feito.”
E como se não bastasse, continuou sem um mínimo de emoção.
"Sei que tentaram te proteger. Sua tarefa é simples. Não abra a boca, ou vai desejar ter tido o fim que eu planejei há 19 anos atrás."
…
CENA 15- MARIE LEVA ROSIE APOS ELA DISCUTI COM MARIE PARA A CASA DELA, EM PARIS.
DESCREVER A CASA E PARISSS S2
Amy e Audrey foram brincar com Dani e Ratatouille no quarto.
“Por onde começamos?”
A tia Madeline respirou fundo após todas se acomodarem na mesa.
"Bom… não vai muito longe do que te falei naquela carta. Quando eu e Margot descobrimos que sua mãe queria se livrar de você, pensamos em uma maneira de você crescer longe dela. O motivo dela te odiar é o seu pai, Brian. Ele foi um caso extraconjugal de Marie, e ironicamente ela queria ele só para ela, mas ele tinha lá suas outras aventuras." Rolou os olhos.
"MAD!" A voz da tia Margot tinha uma forte repreensão. "Não era para resumir desse jeito! Ah, querida…" ela sorriu para mim. "Brian, seu pai, era um estrangeiro que sua mãe e a mãe de Megan conheceram num restaurante. Quem começou a se envolver com ele foi a Celine, que estava solteira, mas Marie sempre esteve de olho nele. Celine engravidou dele por acidente, mas estava prometida para um amigo de infância da família, o…"
"Rodolpho,” completou Megan.” Meu padrasto.”
"Isso, Rodolpho. Ele quis assumir Megan como filha, uma pena que Celine morreu no parto."
"Ou pelo menos é o que dizem…"
“Marie não teria coragem de fazer isso com Celina” tia Margot se contrapôs à tia Madeline” Ela fez, sim, algumas atrocidades com as outras amantes de Brian," me olhou explicando, "Mas Celine era de certa forma especial para ela. Eu acredito.”
Olhei para Megan, processando as novas informações.
“Isso quer dizer que somos…”
“Irmãs?” Ela cruzou os braços com um sorriso irônico. “Isso. É tudo uma bagunça mesmo, também demorei a me acostumar. Somos irmãs por parte de mãe, e você é irmã de Oliver por parte de pai. Não sei quanto tempo você vai demorar para aceitar, mas… estou aberta a te explicar o que quiser.”
Deu de ombros.
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