6 Months

8 Revelações


Notas iniciais
Bom, mais um capítulo, espero que gostem. ^^
P.S: a música que eles cantam é Cold Blooded do The Pretty Reckless :3333

Levy’s POV.

Os feixes de luz do Sol transpassavam as cortinas do quarto e atingiam em cheio meus olhos. Pisquei-os lentamente, abrindo-os com dificuldade. Esfreguei meu rosto com as palmas das mãos, bocejando da forma mais longa e preguiçosa possível. Arrastei-me para fora da cama, percebendo que Lucy já não estava mais no quarto. Tomei um banho quente e demorado, vestindo um short jeans e uma blusa solta laranja, calçando meus chinelos e descendo para a recepção.

Dei um pulo assustado quando um par de braços envolveu minha cintura, mas me recompus ao perceber que era apenas Sting.

- Bom-dia, flor do dia. – Sussurrou em meu ouvido, arrepiando todos os pelos de minha nuca. Virei-me para ele, selando nossos lábios e sorrindo abertamente.

- Cadê a negada?! – Perguntei enquanto ele entrelaçava nossos dedos.

- Tomando café, eu acho.

- Hm. – Seguimos até o restaurante do Resort, encontrando todos os favelados reunidos juntos. Mas havia três pessoas a mais.

- Levy-chan! – Berrou Lucy, acenando para nós animadamente. Dei de ombro, indo até eles e sorrindo para as três figuras que conversavam timidamente com nossos amigos. – Essas são Lisanna – apontou para uma menina albina de pele branquinha e cabelos curtos. Seus olhos azuis brilharam de uma forma fofa e ela sorriu. – e Mirajane. – Ela parecia ser a irmã mais velha e sua fofura me deixou simplesmente encantada. Seus cabelos albinos iam até o meio das costas e seu sorriso caloroso parecia ser capaz de acalmar tempestades. – E esse é Elfman. – O rapaz alto de cabelos também brancos apenas sorriu brevemente, falando algo sobre como ser apresentado era coisa de homem.

- Prazer. – Falei, sorrindo da forma mais doce que pude.

- Kyah, como você é fofa, Levy-chan. – A garota chamada Mirajane veio apertar minhas bochechas, me fazendo corar. Sting ria ao meu lado e eu apenas o fuzilei com o olhar. A albina pareceu então notar nossas mãos entrelaçadas. – Vocês são um casal lindo. – Os olhos azuis dela brilharam e meu rosto apenas enrubesceu mais ainda.

- O que faremos hoje?! – Perguntei, mudando de assunto.

- Bom, antes de tomarmos café, eu e Erza demos uma volta e descobrimos uma boate aqui por perto. Podemos ir hoje à noite. – Lucy disse e todos pareceram concordar. Tomamos café juntos, combinando de irmos à piscina em seguida. Sting, após olhar para o celular com uma feição preocupada, saiu às pressas, sem avisar para onde ia.

Após terminamos, cada um seguiu para seu respectivo quarto para nos trocarmos. E foi então que, passando pelo quarto de Sting e Rogue, eu ouvi uma conversa que acabou com meu dia.

- O que faz aqui, Orga?! – Sting parecia furioso e, ao mesmo tempo, desesperadamente aflito. Franzi o cenho e o tal de Orga sorriu maliciosamente.

- Saber se você cumpriu a aposta. Pelo que parece, a azulzinha está comendo nas suas mãos. – Retrucou e eu senti meu coração acelerar levemente. De quem eles estavam falando?

- Mas que merda, Orga! Me deixe sair dessa aposta maldita. – O loiro reclamou, passando as mãos pelos cabelos, frustrado.

- Negativo, Eucliffe. Você quis essa aposta e agora terá de cumpri-la. Já chegou aos finalmente?!

Sting suspirou antes de responder.

- Ainda não. Levy ainda é virgem, preciso ir com calma. – Gelei ao ouvir aquelas palavras. Eu não conseguia, muito menos queria, acreditar no que meus ouvidos captavam.

- Hm, inteligente. Rogue não parece estar feliz com isso tudo.

- Sim. A compaixão dele me irrita, sinceramente. Ela superará.

- Talvez não, Sting. – Orga estava pensativo enquanto eu apenas segurava as lágrimas. Maldito, maldito, maldito! – Pelo que eu pude perceber, ela parece ser uma garota bem sentimental. Além de ser linda.

- Tanto faz, eu só quero que isso acabe logo.

- Bom, eu não sou de voltar atrás, mas, se você quiser desistir, eu deixo. E não cobrarei sua parte.

- Não, Orga! Eu já cheguei até aqui. Sou Sting Eucliffe e nunca volto atrás em uma aposta.

- Você quem sabe...

Solucei e saí correndo dali o mais rápido que pude. Meu coração estava em frangalhos, como se alguém o tivesse apertado e estilhaçado. Eu me sentia inútil e ridícula, tola por acreditar nas palavras de alguém como ele. Como pude?! O que deu em minha cabeça para acreditar que Sting Eucliffe gostava de mim?! Fui tão idiota, usada somente para uma aposta ridícula e egoísta.

Eu estava em pedaços, já não sabia para onde estava indo. Quando dei por mim, encontrava-me em uma espécie de jardim atrás do Resort. Sentei-me na base de uma árvore alta, encostando a cabeça no tronco e chorando copiosamente. Meus arfares se tornaram soluços sôfregos, minha cabeça doía terrivelmente, mas, àquela altura, eu já não me importava mais com nada.

- Levy? – Uma voz conhecida murmurou e eu escondi o rosto nos braços. Não queria que ninguém me visse chorando. – O que houve?! Está tudo bem?! – Assenti, mas a pessoa não se convenceu, puxando delicadamente meus braços e erguendo meu rosto com a ponta dos dedos. – Por que está chorando, Levy-chan?!

- Não é nada, Rogue. – Por mais que minha voz estivesse embargada, eu consegui falar claramente. Seus olhos vermelhos me analisaram minuciosamente e ele pareceu compreender o que havia acontecido comigo.

- Você descobriu sobre a aposta?! – Voltei a chorar, assentindo e Rogue fez algo que realmente me surpreendeu: seus braços envolveram meus ombros, puxando-me para perto. Apenas afundei a cabeça em seu peito, agarrada à sua camisa, minhas lágrimas molhavam-na. – Vai ficar tudo bem, pode chorar, Levy.

Após alguns minutos, ergui meu rosto, fungando algumas vezes e enxugando as poucas lágrimas que ainda saíam. Rogue sorriu de uma forma reconfortante para mim, mas eu não me sentia capaz de retribuir.

- Preciso que me diga como ficou sabendo, Levy-chan.

Engoli a seco, respirando fundo.

- Ouvi Sting conversando com um tal de Orga...

- Orga está aqui?! – Rogue pareceu realmente surpreso. Assenti, narrando a ele tudo que vi e ouvi, voltando a chorar. O moreno de olhos avermelhados estava furioso quando terminei, erguendo-se em um pulo e estendendo a mão para mim. Fitei-o confusa. – Vamos, levante-se. Enxugue essas lágrimas e erga a cabeça. Vamos mostrar ao Sting o que ele perderá essa noite.

~#~

À noite.

Eu fitava meu reflexo no espelho, ainda não acreditando no que via. Lucy havia feito um trabalho espetacular. O vestido tomara-que-caia de couro caíra perfeitamente em meu corpo, sendo escondido pelo sobretudo, para não estragar a surpresa. Os saltos vinho aumentavam relativamente meu tamanho, fazendo-me sentir por cima. Meus cabelos, que, durante o ano passado cresceram consideravelmente, estavam soltos com cachos rebeldes e a maquiagem em meu rosto era, de acordo com minha amiga, “matadora” (http://www.polyvore.com/levy/set?id=73363947).

Durante a tarde, eu havia me trancado no quarto com Lucy e Rogue, que fora obrigado a contar seu plano para minha amiga curiosa e assassina. Discutimos o plano diversas e diversas vezes, tentando, ao máximo, alcançar a perfeição. Eu ensaiara passo a passo com ele. E agora era a hora de pormos em prática.

- Você está tão linda, Levy-chan. – Lucy falou, os olhos castanhos brilhando.

- Você não deixa nem um pouco a desejar. – Brinquei, rindo ao vê-la dar uma volta para exibir sua roupa (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=68980166&.locale=pt-br). Sorri confiante para ela, repetindo o mantra de Rogue em minha cabeça. “Vai ficar tudo bem, Levy”.

- Meninas?! Vamos log... – Rogue parou no meio da frase ao entrar no quarto, seu olhar recaindo sobre mim. Corei furiosamente, vendo-o piscar várias vezes, tentando digerir o que via.

- Está tão ruim assim, Rogue?! – Perguntei, impaciente. Ele balançou a cabeça negativamente com rapidez e nervosismo, fazendo com que nós duas ríssemos.

- Você está linda, Levy. E Lucy também. – Disse, corando levemente.

- Você também está gato, Rogue. – Brincou Lucy e eu apenas concordei. Ele vestia uma camisa social preta, as mangas dobradas na altura dos cotovelos; uma calça de lavagem escura junto com um tênis branco. Os cabelos levemente desarrumados. Respirei fundo enquanto saíamos do Resort, chamando o táxi. Os outros já estavam na boate. O plano estava dando certo.

Precisei cerrar os olhos para a fachada exageradamente iluminada do clube e, quando entramos, Rogue me puxou para um canto enquanto Lucy ia até nossos amigos para distraí-los.

- Eu já falei com o pessoal mais cedo. Está tudo preparado. Só precisamos subir no palco. – Falou e eu assenti. Ele sorriu e se virou para falar com alguém da boate e eu apenas o segui para trás do palco.

- Boa noite, pessoal. – Uma voz soou do outro lado das cortinas. – Hoje, em nossa boate, teremos uma atração muito especial. Espero que se divirtam. – Rogue já segurava a Gibson preta e dourada, piscando para mim, que mordi os lábios, nervosa. As cortinas se abriram e nós subimos no palco. Estava tudo escuro e eu respirei fundo, dando o sinal para que Rogue começasse a tocar (http://www.youtube.com/watch?v=51KnBVw_2Ew). Escutei os primeiros acordes da guitarra, esperando minha deixa para cantar. Um faixa de luz estava sobre o moreno, que encontrava-se de olhos fechados, tocando calmamente.

You can't trust a cold blooded man

(Você não pode confiar em um homem de sangue frio)

Girl, don't believe in his lies

(Garota, não acredite nas mentiras dele)

Can't trust a cold blooded man

(Não pode confiar em um homem de sangue frio)

He'll love you and leave you alive

(Ele vai te amar e te deixar viva)

It's one thing you must understand

(É uma coisa que você deve entender)

You can't trust a cold blooded man

(Você não pode confiar em um home de sangue frio)

A faixa de luz recaiu sobre mim quando minha voz ecoou na boate. Todos os olhares se voltaram para minha figura, que desamarrava e desabotoava o sobretudo lentamente. Quando retirei-o, deixei-o deslizar por meu corpo lentamente, arrancando alguns comentários maldosos e maliciosos da parte masculina. Eu sabia que Sting me fitava enquanto eu me movia sensualmente no ritmo da música.

Can't trust a cold blooded woman

(Não pode confiar em uma mulher de sangue frio)

Boy, don't you lie in her bed

(Garoto, não deite em sua cama)

You can't trust a cold blooded woman

(Você não pode confiar em uma mulher de sangue frio)

She'll love you and leave you for dead

(Ela vai te amar e deixa-lo morto)

It's one thing you must understand

(É uma coisa que você precisa entender)

You can't trust a cold blooded woman

(Você não pode confiar em uma mulher de sangue frio)

Quando a voz rouca e sexy de Rogue se fez ouvir, gritos histéricos ecoaram e ele apenas sorriu para mim, piscando um olho. Sorri de volta, soltando-me cada vez mais. Meu olhar recaiu sobre o loiro que nos fitava confuso. Sorri maldosa, transpassando toda minha raiva por ele em cada verso da música.

And all the times I stayed and wonder why

(E todas as vezes que eu fiquei e me perguntei porquê)

Are to blame, oh

(São as culpadas, oh)

And all the times that I'm reminded by

(E todas as vezes que eu me lembro)

I'm ashamed, oh yeah

(Eu tenho vergonha, oh yeah)

Nossas vozes entoadas juntas possuíam uma sonoridade incrível. Rogue entrou com o solo de guitarra e eu me remexia ainda mais sensualmente, os olhos fechados, a cabeça para trás, como se aquilo pudesse aliviar minha tensão e jogar fora todas as minhas mágoas.

You can't trust a cold blooded lover

(Você não pode confiar em um amante de sangue frio)

You can't trust a cold blooded slave

(Você não pode confiar em um escravo de sangue frio)

You can't trust a cold blooded other

(Você não pode confiar em outro de sangue frio)

In the end they'll just drive you insane

(No final eles apenas deixarão você louco)

There's one thing you must understand

(Há uma coisa que você deve entender)

You can't trust a cold blooded

(Você não pode confiar em um sangue frio)

Can't trust a cold blooded

(Não pode confiar em um sangue frio)

Can't trust a cold blooded

(Não pode confiar em um sangue frio)

Woman (man)

Mulher (homem)

Ao cantarmos juntos novamente, ficamos frente a frente, relativamente próximos. Após Rogue terminar o solo, todos aplaudiram loucamente, gritando coisas como: “Mais uma!”, “Me dê seu telefone, coisa linda” e “Me come, guitarrista”. Reviramos os olhos, mas sorrimos para todos mesmo assim, saindo do palco. Atrás das cortinas, abracei Rogue com força, sentindo-o retribuir, rindo baixinho em meu ouvido.

Quando nos separamos, seus olhos vermelhos pareciam enxergar o fundo de minha alma e, em um ato completamente impensado, eu venci a distância entre nós, selando nossos lábios. Rogue pareceu surpreso de início, mas não tardou a retribuir, puxando-me contra ele pela cintura, sua língua quente invadindo minha boca. Embrenhei minhas mãos em seus cabelos e senti minhas costas contra uma parede. Beijávamo-nos com pressa e volúpia.

Mas então uma voz atrás de nós fez com que nos separássemos.

- Ora ora, que casal mais lindo. – Sting batia palmas, sorrindo irônico. Mas eu podia ver o rastro de raiva em seu olhar.

- Eucliffe. – Murmurei com desprezo na voz, afastando-me de Rogue, que se postou atrás de mim, as mãos protetoramente em minha cintura.

- E então?! Estou esperando uma explicação para toda essa palhaçada. – O loiro falou, cruzando os braços na altura do peito.

- Não devemos explicações a você, Sting. – Retruquei, vendo a feição dele mudar de irritada para indignada e confusa.

- Como não?! Você é minha...

- Sua o que, Sting?! Pelo que sei, não passo apenas de uma aposta. – A raiva e a mágoa era indiscutivelmente perceptíveis em meu tom de voz. Sting gelou, arregalando os olhos e direcionando-os para Rogue.

- Você contou a ela... – Murmurou antes de avançar em cima do moreno, sendo impedido por mim.

- Eu não falei nada, sabe que não conto seus segredos para ninguém, por mais sujos que sejam. O único conselho que dou é para que tome mais cuidado com o que fala e onde fala. Pessoas podem ouvir. – Rogue respondeu com seu típico tom indiferente. Sting me fitou, tentando se aproximar, mas eu recuei.

- Levy, eu... – Tentou, mas eu logo o cortei.

- Me poupe de suas explicações sem fundamento, Eucliffe. Apenas finja que não existo, será melhor. – Sussurrei antes de pegar a mão de Rogue e sair dali. Sentei com ele no bar, sentindo seus braços ao meu redor. Precisei respirar fundo diversas vezes para segurar o choro. – Me desculpe por aquilo, Rogue, eu não devia...

- Shiu... Está tudo bem, Levy. Vai ficar tudo bem. – Ele sussurrou, erguendo meus olhos para fita-lo. Depositou um beijo leve em minha testa antes de chamar o garçom e pedir algo para bebermos. Eu realmente precisava afogar as mágoas.

Notas finais
E AÍ MINNA?! Gostaram?! Eu adorei fazer essa "vingança" da Levy e, particularmente, amei fazer esse momento Role.
Comentem, meus amores.
Amo vocês:33