6 Months
2 Pôneis malditos
Notas iniciais
Agradeço a Bell pelo Review *---------------*
Boa leitura, minna-san.
Lucy’s POV.
Um feixe de luz incomodou meus olhos, fazendo com que eu os abrisse lentamente, resmungando palavras aleatórias e sem sentido algum. Passei as mãos no rosto, levantando – lê-se: me arrastando para fora da cama. Reparei que o colchão de Levy estava vazio.
- Onde essa garota se meteu?! – Foi então que percebi a porta da varanda entreaberta. Levy estava deitada na rede, dormindo profundamente. – Essa aí vai acordar cheia de dor.
Decidi acordá-la de seu sono de beleza para tomarmos café, mas sabia que o sono da azulada era pesado. E então, com um sorriso sacana no rosto, fui até o banheiro, enchendo um balde com água fria e voltando para a varanda. Contei mentalmente até três antes de despejar tudo em cima de Levy, que levantou em um pulo, completamente encharcada. Uma áurea maligna a envolvia e eu temi por minha vida. Comecei a correr desesperadamente pela casa quando ouvi o grito de minha amiga:
- LUCY HEARTFILIA! VOCÊ ESTÁ MORTA! – A azulada corria atrás de mim e era muito mais veloz do que eu. Nosso escândalo acordou Rogue e Sting, que nos fitavam de olhos arregalados, parados na porta do quarto. Levy finalmente me alcançou, jogando-se em cima de mim com tudo.
- Por favor, perdão! – Implorei, fechando os olhos com força. Levy permanecia em cima de mim, ofegante, provavelmente pensando em como se vingaria de mim. E então um sorriso maligno sorriu em seu rosto, arrepiando-me dos pés a cabeça. Uma única palavra passou por minha mente: fodeu.
- Eu vou fazer aquilo... – Sussurrou maleficamente. Gelei, arregalando os olhos e ouvi a voz incrédula de Sting:
- Levy, você não pode, sabe como ela fica com aquilo.
- Gente, do que vocês estão falando?! – Perguntou Rogue, confuso. Levy apenas limpou a garganta, puxando uma grande quantidade de ar.
- Sting, você sabe o que fazer. – O loiro saiu correndo em direção ao quarto no fundo do corredor, voltando com a máscara mais aterrorizante do mundo. Céus, eu vou morrer do coração. – Rogue, apenas cante conosco.
E então a tortura começou. Fechei os olhos para não encarar aquele show de horrores, estava tremendo de medo, eles sabiam que eu tinha pavor de pôneis. E Sting usava uma máscara de pônei cor-de-rosa. Todos os meus pesadelos estavam se realizando naquele minuto.
- Pônei maldito, pônei maldito, venha comigo atolar... – Começou Levy, ficando ao lado de Sting, que começou a dançar de um lado para o outro.
- Não, pôneis não, por favor. Eu não vou dormir à noite. – Sussurrei, sentada no chão, me balançando para frente e para trás, apavorada. Eu já suava frio, e tentava abafar o som daquela música do capeta, tampando os ouvidos com a mão. Mas pouco adiantava.
- Odeio barro, odeio lama... – Continuou Rogue, entrando no jogo demoníaco de tortura medieval deles.
- Que nojinho! – Exclamou Sting e eu precisei desviar o olhar daquela fantasia de pônei antes que começasse a me debulhar em lágrimas de desespero.
- Não vou sair do lugar! – Entonaram juntos e então os três começaram a cantar incessantemente. – Pôneis malditos, pôneis malditos, la la la la la la la. – Dançavam alegremente e a fantasia de Sting continuava a me dar calafrios. Como eles eram malignos, eu não conseguiria dormir por semanas. Levy me pagaria.
Puxei meus fios de cabelo com força, chorando copiosamente, ainda me balançando para frente e para trás, em posição fetal, o medo consumindo cada célula de meu corpo. Eles eram seres desprezíveis, munidos de métodos de tortura dignos de lúcifer.
- CHEGA! – Berrei, levantando-me, o rosto banhado em lágrimas. – PENICO, POR FAVOR! PAREM COM ESSA TORTURA. EU VOU MORRER! – Eles pararam e começaram a gargalhar. Sting já havia tirado a fantasia demoníaca e rolava no chão de tanto rir. Rogue estava com a mão na barriga e a infeliz da Levy parecia um pimentão de tanto que gargalhava. – Vai ter vingança. – Murmurei sombriamente, fazendo-os apenas rir mais ainda.
- Ui que meda! – Falou Levy e eu a fulminei com o olhar. – Tente e eu cantarei de novo.
- Não! – Interrompi, desesperada. Não queria passar por aquilo nunca mais.
- Va... Vamos... ai meu Kami... Vamos tomar café, por favor. – Pronunciou Sting com dificuldade, levantando-se e indo em direção as escadas.
- Preciso trocar de roupa, ainda estou molhada. – Respondeu Levy, voltando para o quarto para se trocar. Grunhi, descendo para a cozinha e sentando de má vontade na mesa. Virgo serviu nosso café e comemos em silêncio. Levy apareceu e os três abafavam risadas quando lembravam da cena anterior. Apenas revirei os olhos e, após terminar, fui para a sala, ligando a TV.
- Awn, Lu-chan, não fique brava conosco. Você me acordou com água fria. Aquilo não é nada perto do que você fez. – Falou a azulada, sentando ao meu lado, sendo acompanhada por Rogue e Sting.
- Vocês sabem que eu tenho pavor de pôneis. – Eles gargalharam, mas eu mantive meu bico. Não achava graça.
- Awn, a blondie está chateada. Nós te amamos, sabe disso, a Levy-chan só quis se vingar. – Levy corou ao ouvir seu nome ser pronunciado por Sting e eu sorri maliciosamente. A azulada não perdia por esperar.
- Vamos assistir a um filme?! Estou entediado. – Propôs Rogue e eu dei de ombros. Os outros dois assentiram e o moreno levantou-se para procurar algum filme bom. Pedi para ele por 500 Dias Com Ela.
Levy e eu fitávamos o filme de forma vidrada enquanto eles apenas resmungavam sobre como comédias românticas eram chatas. Apesar de que aquele filme não era o que se podia chamar de comédia romântica. E assim se passou a tarde. Quando a noite chegou, já havíamos assistido Pennywise – para o pavor de Levy já que ela morria de medo de palhaços; mas também, o daquele filme era assustador. A azulada se agarrava mais a Sting a cada cena e o loiro apenas aproveitava, um sorriso satisfeito brincando em seus lábios. Esses dois...
Estávamos os quatro deitados no meu quarto. Os meninos no colchão de Levy enquanto nós duas dividíamos a cama. Conversávamos sobre a viagem com empolgação, fazendo planos para podermos aproveitar ao máximo o Resort. A azulada já dormia pesadamente ao meu lado. Sorri, uma ideia invadido minha mente.
Peguei meu celular, mandando uma mensagem para Sting, que, ao ler, sorriu abertamente, piscando para mim. Levantei da cama e dei lugar ao loiro, que abraçou Levy pela cintura, afundando o rosto na curva do pescoço dela. A azulada se aconchegou mais a ele, suspirando feliz. Ela provavelmente me mataria na manhã seguinte, mas eu sabia que isso a agradaria completamente. Rogue havia buscado mais um colchão e eu me deitei ao lado dele. Conversamos um pouco mais antes de sermos vencidos pelo cansaço. O dia seguinte seria longo, precisávamos estar dispostos. Algo me dizia que aquela viagem seria por demais interessante. Adormeci, temendo sonhar com os pôneis malditos. Aqueles três ainda me pagariam muito caro.
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