6 Months

1 Arrumando as malas


Notas iniciais
Como disse anteriormente: haverá MUITOS casais trocados até que os devidos pares se formem. Já começamos com um Levy e Sting. A fic é NaLu, mas terá GraLu também :3
Espero que gostem e que não em matem pela troca de casais.
Arigatou.
Boa leitura ^.^

Levy’s POV

– Ora, Levy-chan, vamos. Será divertido. Acredite em mim. – A cara pidona de Lucy me fez revirar os olhos pela milésima vez naquela tarde. Ela apenas aumentou o bico quando viu que eu estava tendendo a discordar novamente.

– Não sei não, Lu-chan. Seis meses?! Em um Resort?! Na França?! Não me parece uma boa ideia. E a faculdade?! – Eu buscava desesperadamente por argumentos que a fizessem mudar de ideia, mas, conhecendo Lucy o tanto quanto eu conhecia, sabia que ela era bem obstinada e tentaria me levar nessa viagem a qualquer custo. Minha melhor amiga estava com a intenção de me carregar com ela para um Resort na França, mas não era dessa forma que eu pretendia passar minhas “férias” antes da faculdade.

– Você sabe tão bem quanto eu que nossa faculdade só começa no segundo semestre. – Retrucou, piscando marota. Eu apenas abria e fechava a boca, indignada, sem uma resposta a altura. Ambas havíamos sido aprovadas em Oxford e cursaríamos Letras – no caso, eu – e Medicina – no caso, Lucy. A loira desistira de publicar seu romance e decidiu por tentar a área da saúde. Nossos pais não ficaram muito felizes com o fato de que nós duas nos mudaríamos para outro país, mas sabiam que seria a oportunidade perfeita para que garantíssemos um futuro confortável e estável.

– Mas meus pais... – Lucy não me deixou terminar, cortando-me com um sorriso radiante no rosto, orgulhosa de si mesma.

– Já os convenci. Agora só falta você. – Falou, dando pulinhos animados. Às vezes chego a pensar que minha melhor amiga tem sérios problemas mentais. Revirei os olhos, suspirando frustrada. Aquela garota sabia ser chata e insistente quando queria. Não me entenda mal, eu realmente amo a coisa loira e saltitante que chamo de amiga, mas não estava nem um pouco afim de viajar por seis meses.

– Você vai me perturbar até eu aceitar, não é, Lu-chan?! – Deduzi, sorrindo amarelo, cansada.

– Hai!

– Kami-sama... Ok, ok, eu vou para esse Resort com você. – Falei, conformada com o fato de que eu não ganharia de Lucy naquela discussão. Ela deu mais pulinhos, batendo palmas, como uma criança, depois se jogou em minha cama, pegando o livro que estava em cima da mesinha de cabeceira. Se eu não estava errada, era “Halo” de Alexandra Adornetto. Pôs-se a ler, compenetrada em tal ato.

– Aproveite para arrumar suas malas, você irá para minha casa hoje à noite. Viajamos na terça. – Disse, sem desviar os olhos do livro em suas mãos. Ótimo! Eu ainda tinha dois dias para convencê-la a não me levar naquela viagem insana. – Nem pense que conseguirá me convencer a te deixar aqui. Sabe melhor do que ninguém que quando decido algo, é irredutível. – Bufei. Qual é?! Essa poia loira agora lê mentes também?! Lucy ficava cada vez mais bizarra a meu ver. Ouvi a gargalhada doce dela ecoar pelo quarto quando fitou minhas feições retorcidas em desgosto. Dando de ombros e revirando os olhos, abri o armário e peguei duas malas – uma pequena e uma grande. Retirei praticamente todas as minhas roupas dos cabides e gavetas, começando a dobrá-las minuciosamente. Sou perfeccionista sim, algum problema?! Enquanto eu arrumava, uma dúvida súbita invadiu meus pensamentos, e eu torcia para que a reposta para tal fosse positiva.

– Hm, Lu-chan... – A loira me fitou, as sobrancelhas erguidas, fazendo um barulho com a boca para que eu continuasse. Sorri amarelo, esfregando as mãos umas nas outras, um sinal claro de nervosismo. Coloquei o cabelo atrás da orelha e fitei o chão. Lucy riu baixo, provavelmente entendendo o que passava por minha cabeça.

– Você quer saber se o Sting vai, não é, Levy-chan?! – Perguntou, sendo direta, como sempre e, para variar um pouco, eu corei furiosamente. Sting Eucliffe era o primo de terceiro grau de Lucy e, bem, eu tinha uma queda (Lucy: queda?! Você quer dizer precipício, né?! Levy: não interrompa minha narração, poia loira. Lucy: ui, que meda!) por ele. Sting era simplesmente perfeito aos meus olhos: loiro, forte, olhos tão azuis quanto um céu límpido, sorriso sedutor, corpo escultural; um Deus grego em forma humana.

Lucy riu e assentiu, fazendo meu pobre coração pular uma batida. Sorri, boba, e voltei a arrumar minhas malas. Depois de dobrar e guardar todas as roupas, corri para o banheiro, pegando tudo que era necessário e colocando dentro da mala menor. A porta do meu quarto se abriu e observamos a figura de minha mãe entrar, animada como sempre. Ás vezes ela parece até mãe da Lucy de tão eufórica.

– E então, meninas, estão prontas?! Deixarei vocês na casa de Lucy. – Disse enquanto me ajudava a fechar a mala. Neguei com a cabeça, pegando mais uma bolsa e abrindo o closet, onde, ao invés de roupa, eu guardava meus preciosos livros. Peguei os novos que eu havia ganhado de Natal de parentes, meus clássicos, já surrados de tanto serem lidos, mas eu nunca os abandonava; meus xodós – Harry Potter, Percy Jackson e Senhor dos Anéis. – e os três primeiros livros que eu havia comprado das Crônicas de Gelo e Fogo. Eram grandes, mas pareciam ser bons. Ao todo havia mais de 20 livros e talvez eu nem chegasse a ler todos, mas, sinceramente, eu preferia pecar pelo excesso do que pela ausência.

Retornei ao quarto e Lucy sorriu empolgada para a pilha de livros que eu carregava. Ambas éramos leitoras compulsivas. Ela me entregou “Halo” e eu guardei-o na bolsa junto com os outros. Peguei o notebook, carregadores e cabos USB e enfiei dentro de uma mochila. Declarei, finalmente, para alívio de mamãe, que estava pronta para partir.

– Por Kami, vocês duas e essa obsessão por livros realmente me assustam. – Minha mãe murmurou, fitando a bolsa de olhos arregalados. Balançou a cabeça e eu e a loira nos entreolhamos, rindo abertamente. – Enfim, hábitos doentios à parte, vamos?!

Assentimos e descemos, cada uma com uma bolsa. – eu carregava duas. Despedi-me de meu pai, após aturar meia hora de recomendações sobre como eu não deveria chegar perto de garotos, não deveria beber nem usar drogas, muito menos mostrar os seios. Ele por algum acaso achava que eu estava indo para algum Spring Break em Ibiza?! Kami-sama...

Depois que saímos, eu pude respirar aliviada dentro do carro. Minha mãe ainda ria do meu pavor com tudo que meu pai havia falado. Céus, minha família é louca.

– Bom, hora das minhas recomendações. – Começou mamãe quando paramos em frente à mansão Heartfilia. – Use camisinha, – corei furiosamente – não saia sozinha muito tarde da noite, e, se for beber, não exagere, por favor. – Apenas assenti e ela então tornou a falar. – A cada duas semanas depositarei dinheiro em sua conta. Me ligue sempre que for possível. Sentirei saudades, minha querida. – Completou, entregando-me um cartão dourado e puxando-me para um abraço apertado. Retribuí com a mesma intensidade, sentindo-a beijar minha testa. Sorri, descendo do carro. Os empregados de Lucy já haviam levado minhas coisas para dentro da casa. Acenei para minha mãe e segui a loira até seu quarto. Conversamos sobre banalidades, até que a campainha no andar de baixo tocou.

Lucy desceu para atender e, quando voltou, um sorriso esperto e radiante brincava em seus lábios. Franzi o cenho, mas entendi tudo quando uma figura loira surgiu atrás dela, fazendo meu coração palpitar instantaneamente.

– Sting... – Sussurrei, sorrindo fraco para o garoto, que me fitava, os braços estendidos.

– Meu abraço, Levy-chan?! – A voz rouca dele ecoou pelo quarto e eu estremeci, levantando lentamente para não parecer desesperada. Senti seus braços fortes ao meu redor e deixei que o cheiro amadeirado de Sting invadisse minhas narinas e entorpecesse meus sentidos. Separamo-nos e ele me fitou, sorrindo de canto, o sorriso que sempre fazia o chão sumir para mim. Corei, sorrindo fracamente e observando o rapaz moreno atrás dele. Tinha a aparência meio gótica e permanecia calado, sério. Não deixava de ser bonito.

– Sou Rogue Cheney. – Falou, estendendo a mão para que eu apertasse. Assim o fiz e reparei na cor intrigante de seus olhos. De uma forma incrível, eram vermelhos. Sentamos no chão quando eles se largaram na cama de Lucy.

– Rogue é amigo de infância de Sting e sempre vem para cá, então não ligue para o abuso deles, Levy-chan. – Rogue revirou os olhos e Sting mostrou o dedo do meio para Lucy, que deu um tapa ardido em sua testa. E então uma briga de crianças travestidas de adolescentes de 19 anos começou. Sentei-me ao lado do moreno, que permanecia calado, suspirando.

– Eles não mudam, não é?! – Falei, observando Lucy morder com força o braço de Sting, que grunhiu, jogando a loira no chão e batendo nela com uma almofada.

– Se mudassem ficaria chato. – Retrucou Rogue, rindo baixo. Acompanhei, revirando os olhos. Até que o par de loiros se jogou no chão, exaustos.

– Trégua! – Berrou Lucy, respirando pesadamente.

– Está ficando velha, hein, Blondie. – Provocou o primo, recebendo um tapa no braço. A região ficou vermelha, mas parece que ele estava cansado demais para revidar de alguma forma. Reviramos os olhos e levantei, estendendo uma mão para Lucy, ajudando-a a se levantar. Sting me fitou com as sobrancelhas arqueadas como se perguntasse: “E eu?!” me fazendo rir. Dei de ombros.

– Você é homem, pode se levantar sozinho. – Retruquei e ele se enfezou, levantando, a contragosto, sozinho.

– Você me paga, azulzinha. – Falou com um sorriso maldoso. Revirei os olhos. Odiava quando ele me chamava daquela forma.

Ficamos conversando durante algum tempo, rindo das brigas de Lucy e Sting e comendo porcarias que Virgo, a governanta da casa, fazia para nós. Eu estava, enfim, deitada, após um dia exaustivo, prestes a fechar os olhos e adormecer. Sting e Rogue dormiam no quarto ao lado, enquanto eu ocupava um colchão no chão do quarto de minha amiga. Fui assolada pela sede, minha boca seca começou a incomodar. Sabia que se não resolvesse esse problema, não conseguiria dormir. Levantei, esgueirando-me silenciosamente para fora do quarto. Na cozinha, sem acender a luz, peguei um copo com a água mais gelada que encontrei dentro da geladeira.

Apoiada no balcão, fitei o céu escuro através das janelas, perdida em pensamentos. O rosto de Sting surgiu em minha mente e um sorriso involuntário tomou conta de meus lábios. Suspirei, virando-me para por o copo na pia.

– Pensando em mim, Levy-chan? – A voz ao pé de meu ouvido, além de me sobressaltar, arrepiou todos os pelos de minha nuca. Girei o corpo, dando de cara com um Sting sem camisa, fitando-me com um sorriso maroto. Controlei-me ao máximo para que meu olhar não recaísse sobre aqueles músculos divinos, mas parecia ser quase impossível.

– Sti-Sting-kun – Gaguejei, engolindo a seco e ele apenas riu, aproximando-se ainda mais de mim. Nossos lábios estavam perigosamente próximos, as respirações se mesclavam, o hálito de menta de Sting tomou conta do ar que eu inalava. O loiro enlaçou minha cintura, puxando meu corpo de encontro ao seu. Roçou a boca na minha e então eu fechei os olhos lentamente, esperando pelo beijo que não veio. Quando voltei a abrir os olhos, avistei Lucy encostada no batente da porta, sorrindo maliciosamente. Pela primeira vez na vida, eu desejei uma morte lenta e dolorosa para minha melhor amiga.

– Atrapalho algo?! – Perguntou, segurando o riso. Fulminei Lucy com o olhar e percebi que ela engoliu a seco, o sorriso sumindo de seu rosto. – Gomen.

– Sem problemas, Lucy. – Sussurrei, corando ao fitar Sting, que apenas sorriu para mim, piscando e saindo da cozinha. Escutamos uma porta se fechar e eu finalmente falei. – Você.Está.Morta.Heartfilia.

A loira gargalhou e pegou minha mão. Subimos para o quarto e conversamos um pouco antes de sermos dominadas pelo cansaço. Narrei os acontecimentos recentes no andar de baixo e ela disse que bolaria um plano para me ajudar com Sting. Por mais cansada que eu estivesse, o sono não chegava de forma alguma. Lucy já dormia há tempos, então apenas levantei, pegando um livro em minha bolsa, dirigindo-me a varanda do quarto. Sentei na rede e, após algumas horas de leitura, fui vencida pela exaustão.

Notas finais
E então?! Criticas? Elogios?! Ameaças de Morte? Qualquer coisa? USHUAHSUHS Se quiserem, posto o próximo ainda hoje.
Comentem e deixei titia Sayan feliz :3333