Notas iniciais
Novamente venho contribuir com mais uma one shot para o Desafio Sherlolly ♥ Gods, como eu amo esse fandom *u* Para ouvir a música que o Sherlock toca, é só clicar na palavra que direciona para o link, no mais, Boa leitura!

Não era segredo pra ninguém que Sherlock Holmes não era um fã fervoroso de qualquer feriado comemorativo, incluindo a Páscoa.

Quando criança, seus pais escondiam os ovos de chocolate, ele sempre deduzia rapidamente onde estavam e os encontrava, por fim a Easter Eggs Hunt nem tinha tanta graça. Pelo menos sua mãe o deixava usar um chapéu de pirata no lugar das orelhas de coelho.

Não se surpreendeu nem um pouco quando sua mãe telefonou para chamá-lo, ou melhor, convocar sua presença no feriado da Páscoa em casa. Surpreendeu-se quando sua mãe disse para convidar Molly, ela tinha usado aquele tom que as mães usam que não deixam questionamento e te faz temê-las caso não faça o que foi solicitado.

O relacionamento de Sherlock e Molly não tinha uma definição exata do que era, ia além da amizade, mas não chegava a ser namoro. Ia ser bom ter pelo menos a companhia dela.

Enquanto esperava ela e seu irmão em seu apartamento para irem, se lembrava do dia que a convidou.

— Molly... – disse enquanto analisava a substância no microscópio — Mamãe convocou você para ir passar a páscoa com a gente.

A legista balançava um tubo de ensaio misturando substâncias parou o movimento ao ouvir o que ele disse.

— Defina convocar Sherlock.

— Resumindo, que eu nem tente aparecer lá sem você.

— Ou o que? Ela vai te deixar sem seus ovos de chocolate? – ela disse rindo, a ideia de passar a páscoa com Sherlock era ótima, mas na casa de seus pais? Com todos os Holmes reunidos? — Você também quer que eu vá?

— Sim.

Voltou à realidade com o som da campainha, Molly apareceu na porta carregando uma mala pequena.

— Olá Molly.

— Olá Sherlock – ela foi até ele que estava sentado em sua poltrona, cumprimentou-o com um beijo no rosto.

Sherlock reparou que ela estava nervosa, pensou em comentar, mas se ela desistisse de ir não seria bom, então ficou quieto.

Por dentro Molly estava nervosa, mais do que esperava estar aparentando, agradeceu mentalmente por Sherlock não ter comentado nada sobre. Ainda teria que encarar uma viajem de pouco mais de duas horas de carro com o detetive e Mycroft.

Não demorou muito e o Holmes mais velho apareceu, o motorista dele os levaria, os três foram sentados atrás, Molly no meio de Sherlock e Mycroft, se não estivesse nervosa, a legista riria da situação.

Mycroft fingiu não perceber os dois encostados um no outro.

Quando chegaram, Molly deixou que os irmãos cumprimentassem os pais primeiro, sabia que Sherlock estaria a analisando mais que o costume, devia estar se divertindo ás custas dela.

— Molly! Fico feliz que tenha vindo – a Sra Holmes a abraçou, depois foi o Sr Holmes. Achou os dois muito simpáticos, isso a ajudou relaxar um pouco.

O almoço foi tranquilo, Sra Holmes sempre sorria quando olhava de Sherlock para Molly, ou quando os via trocar algum olhar. Os irmãos e o Sr Holmes fora para a sala após a refeição, a legista foi ajudar a Sra Holmes com a louça.

— Molly... você gosta muito dele não é? – perguntou enquanto ela secava um prato que quase caiu de suas mãos ao ouvir a pergunta direta.

— Sim – não adiantaria negar, primeiro ela era mãe, segundo ela também tinha um pouco do gene Holmes que carrega a habilidade de dedução.

— Como eu o conheço e sei como ele é, lhe contarei algo... Pode não parecer, mas ele gosta muito de você. Se ele não quisesse que você viesse, teria negado quando pedi que lhe convidasse, ou simplesmente você nem ficaria sabendo que te convidei. Ele quer você por perto, ele só...

— Age como Sherlock? – Molly completou, as duas riram.

Do lado de fora, os irmãos fumavam.

— Desde quando acha que se envolver não é uma desvantagem irmãozinho?

Sherlock compreendeu perfeitamente ao que seu irmão se referia, lógico que ele não deixaria de mencionar na primeira oportunidade.

— Desde quando novamente desistiu de praticar exercícios físicos para emagrecer? –respondeu-o com outra pergunta.

— Vocês dois estão fumando? – ouviram a voz da Sra Holmes atrás deles.

— Mycroft!

— Sherlock!

Um acusou o outro, a Sra revirou os olhos e voltou para dentro de casa. Sherlock foi pouco depois, encontrou Molly na sala, sentada na banqueta do piano de cauda que tinha ali, sentou-se ao lado dela.

— Você toca? – perguntou a ela.

— Nem uma nota, a não ser que... – ela passou o dedo de uma extremidade à outra das teclas – Você considere isso como tocar algo. Ele riu. — E você?

— Prefiro violino – então ele começou a tocar uma melodia que ela desconhecia.

Molly observava ele tocar encantada, queria poder abraçá-lo, beijá-lo, mas provavelmente algum dos outros Holmes flagrariam, ficou ali apenas ouvindo. Quando ele terminou de tocar levantou-se e lhe estendeu a mão.

— Mamãe disse que se quisermos os ovos, teremos que procura-los, shall we begin? – ela pegou sua mão e foram para fora, começariam pelo jardim.

Sherlock não fazia questão dos ovos de chocolate, mas sabia que Molly gostava, por isso aceitou entrar no jogo de sua mãe. Até já sabia onde estavam, porém não estragaria a brincadeira, estava agachado fingindo procurar em um arbusto, quando Molly passou e lhe empurrou, fazendo-o perder o equilíbrio e cair de costas no chão.

— Onde estão? – ela estava parada olhando-o de pé.

— O que? – fez-se de desentendido.

— Não se finja que não entendeu Sherlock.

Sherlock continuava deitado, Molly estava com uma cara emburrada nos seus pés, era divertido vê-la querer os ovos e não encontrá-los. Estendeu a mão para que ela lhe ajudasse a levantar, só para puxá-la ao chão também, ia se levantar e deixa-la ali, mas ela rolou para cima dele o impedindo de se levantar.

— Eu sei que você sabe onde os ovos estão Sherlock, diz logo de uma vez. – ele tinha a expressão inocente mais fingida do mundo embaixo dela.

— Eu não estragaria a brincadeira com minhas deduções – por um momento os olhos brincalhões dele quase fizeram ela se esquecer dos ovos, quase.

— Não saio de cima de você enquanto não me disser.

— Estou bem aqui, aliás, se quisesse já teria me levantado, boa sorte na procura Molly – disse fechando os olhos e colocando os braços embaixo da cabeça.

— Sherlock!

— Humpty Dumpty – por fim respondeu depois de suspirar

— Sem enigmas, por favor – ele abriu os olhos, as pupilas estavam dilatadas.

— Como na rima, junto das roseiras cor de carmim.

Molly sorriu, agora que sabia onde os ovos estavam iria até eles depois, fez o que queria ter feito, aproximou seus lábios do dele para beijá-lo.

Sherlock colocou os braços em volta dela, era possível sentir os batimentos cardíacos rápidos de ambos, correspondeu o beijo inicialmente suave depois intenso, não se importou se algum Holmes estivesse olhando, todos sabiam ou deduziram. Pararam para recuperar o fôlego.

Molly se levantou sorrindo e estendeu a mão para ele, Sherlock segurou e não soltou sua mão, entrelaçou seus dedos nos dela.

— Vamos pegar os ovos, não quero ser atacado de novo.

— Como se não tivesse gostado.

O detetive se aproximou dela, passou o nariz pelo seu pescoço e depositou um beijo abaixo da orelha fazendo ela se arrepiar.

— Não ligo muito para os ovos, mas seria divertido ver você procurá-los sem minha ajuda – sussurrou em sua orelha e se afastou aos poucos, indo em direção onde eles estavam, percebeu a intenção dele.

— Nem pense nisso Sherlock Holmes! – ela correu atrás dele, sabia que se ele mudasse os ovos de lugar e a fizesse procurar, demoraria um tempão até encontrá-los, precisava impedir que ele os alcançasse antes dela.

A última coisa que se lembra antes de sentir Molly saltando em cima de si como num jogo de futebol americano é ela lhe desejando Feliz Páscoa, depois tomou seu lábios novamente.

Aquela sem dúvida tinha sido a melhor Easter Eggs Hunt que já tinha participado.

Notas finais
Quero saber o que acharam, então comentem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!