5º desafio Sherlolly
1 O tão sonhado dia
Molly se preparava para sua despedida de solteira, vestiu um vestido preto, salto alto e arrumou o cabelo. Essa noite teria que ser memorável, afinal depois de casar tudo iria mudar. Obviamente casamento sempre esteve nos planos de Molly,mas Tom nunca esteve. Ele é legal, mas não é Sherlock.
No começo do mês Sherlock foi surpreendido, mas nem tanto, pelo convite do casamento de Molly que estava em cima de sua escrivaninha numa manhã fria e sem graça na Baker Street. Sherlock leu e releu aqueles nomes escritos de forma simples mas muito bonita.
-Você não vai fazer nada a respeito disso? John fez questão de perguntar pela milésima vez naquela semana. –O grande Sherlock Holmes, está fugindo dessa pequena batalha? Inacreditável.
-O que eu posso fazer John? Ele é o melhor para ela, não passo de um detetive sem sentimentos. Não serei capaz de dar a metade das coisas que eu gostaria de dar á ela. É melhor assim. Sherlock disse por fim se levantando e jogando o belo convite de casamento num canto qualquer, saindo pela porta e deixando John sozinho.
Molly já estava cansada de toda aquela festa de despedida, sua cabeça doía e uma vontade súbita de chorar tomava conta de seu corpo. Ela não sabia se era nervosismo pelo casamento ou apenas um sinal claro que não estava preparada para o que ia acontecer.
-Aonde a senhorita pensa que vai? Mary perguntou a encarando.
-Preciso de um ar,eu já volto. Molly mentiu,sabia que não voltaria lá e Mary também sabia disso,mas apenas concordou com a cabeça.
Enquanto andava sozinha pelas calçadas ,vendo todas as vitrines e casais felizes pensou em seus futuros dias de casada, como seria morar definitivamente com Tom ,e principalmente como seria aceitar de vez o fato que Sherlock nunca vai passar de um amigo. Mesmo com tanta coisa na cabeça Molly continuar com a pergunta que sempre ao acordar se fazia. Será que Sherlock vai ao casamento? Talvez fosse melhor que ele não fosse,ela não sabia se conseguiria falar o ‘sim’ se ele estivesse lá.
Molly entrou no apartamento, ascendeu a luz e deu de cara com Sherlock na janela do apartamento com um cigarro nas mãos,ela não sabia o que ele estava fazendo ali naquela hora, mas não queria ter que o encarar,nem por um segundo,mas obviamente isso seria impossível.
-Eu não esperava te encontrar aqui agora. Sherlock falou sem se virar,ele temia tanto quanto ela,a troca de olhares,mas era inevitável.
-E eu não esperava ter minha casa invadida, muito menos por você.Ele ouviu a doce e falha voz de Molly,que estava nervosa com toda certeza, Sherlock já conhecia essa voz falhada de nervoso que ela fazia .
-Sua despedida de solteiro já acabou?
-Não exatamente. Minha cabeça está me matando, talvez eu tenha bebido demais.
-Você não me parece alterada em nenhuma forma devido a bebida. Sherlock falou rápido, tão rápido quanto foi ao se aproximar e a encarar de perto. Molly evitou os olhos azuis dele e se afastou.
-O que você quer aqui afinal? Preciso dormir,amanhã tenho que acordar cedo.
-Eu só queria...vou embora. Me desculpe por invadir sua casa,isso foi um erro.Boa sorte amanhã. Sherlock falou indo até a porta e Molly sentiu como se isso fosse um adeus .
-Você vai amanhã? A boca de Molly falou sem ela querer.
-Não gosto de festas do tipo. Sherlock falou duro e antes que saísse pela porta,a encarou por alguns segundos.
-Ok. Foi a única coisa que ela conseguiu falar antes de ver ele partindo.
Sherlock acendeu mais um cigarro, já era o sétimo daquela noite. Depois de ser pego no apartamento,coisa que não estava prevista, precisou de mais cigarro. Quando estava amanhecendo voltou para casa,John já não estava lá para felicidade de Sherlock. Em cima do violino havia um papel,Sherlock leu rapidamente. Era o endereço de onde Molly iria estar antes de ir para a igreja, com horário e tudo.
Molly se arrumava com ajuda de Mary,sua fiel escudeira. Seu cabelo estava solto com pequenas ondas,um belo grampo prendiam algumas mechas do cabelo atrás da cabeça,pouca maquiagem e um batom bonito.
-Você parece estar indo pra forca. Mary comentou.
-Só estou um pouco cansada de ontem.
-Mas você foi embora cedo.
-Não consegui dormir direito.
-Molly,você tem certeza disso tudo?
-Tenho.
-Ok,vamos em frente. Vou falar com as damas,vamos sair dentro de 5 minutos,tudo bem?
-Ok. Molly respondeu e Mary saiu a deixando sozinha.
Sherlock entrou no salão do endereço que estava no papel,ele ainda não sabia o que ia fazer exatamente, mas precisava fazer algo. Mary o viu e apontou para uma porta,Molly devia estar lá. Sem pensar nem uma vez, entrou naquele lugar e trancou a porta atrás dele,viu Molly encarando uma janela,o vestido branco era particularmente bonito, ele fez um barulho proposital para ela se virar e ele poder a ver por completo. E ela estava linda. Molly parecia surpresa,mas feliz. Sherlock se aproximou e tomou os lábios dela para um beijo,que ele tanto temeu por falta de experiência, mas ela parecia não se importar com essa experiência nula dele.
-Por que agora Sherlock? Molly perguntou depois do beijo que tirou o fôlego de ambos.
-Porque agora eu tive coragem. Você me ama.
-Eu te amar nunca foi algo secreto, você sempre soube. Por que estragar meu casamento? Por que Sherlock?
-Porque eu te amo Molly,eu não posso te deixar partir, sem que você saiba disso.Eu não posso.
-E agora Sherlock,você acha que é só vir me beijar e que está tudo bem? Por que não resolveu isso ontem, quando invadiu meu apartamento?
-Nunca foi minha intenção te ver ontem,eu fui lá me despedir de você.
-E o que te fez mudar de ideia?
-Eu encontrei minha coragem, de me arriscar por você. Eu não quero mais ignorar meus sentimentos por você. Porque eles só existem por sua culpa.
-Estamos atrasadas. Mary falou do outro lado da porta. Molly andou até a porta e abriu, Sherlock a encarou com medo.
-Você vai continuar com isso? Eu te amo Molly,não casa com aquela cópia mal feita de mim,por favor... ele pediu e ela o encarou.
-Mary,eu não posso fazer isso. Molly falou e Sherlock sentiu como se o mundo tivesse aquele algo a mais de novo.
-Sabia! Mary falou animada. –Vou falar com o John, não se preocupe com nada, vamos resolver tudo. Ela disse e saiu feliz. Molly andou até Sherlock e podia jurar que havia vestígios de lágrimas naqueles olhos, mas fingiu não ver, ele ficaria sem graça e ela só queria aproveitar esse Sherlock que ama.
-Obrigado por acreditar em mim.
-Obrigada por me fazer acreditar em você. Eu te amo. Ela falou o abraçando e depois o beijando delicadamente. Sherlock estava tão feliz que sorria sem se preocupar com nada e ninguém, era só ele e Molly.
-Eu te amo Molly. Ele falou perto da orelha dela antes de voltar a beijar os lábios rosados dela.
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